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Rumos da Política

População quer consenso em torno de suas necessidades e não de nomes para prefeito

Publicado

Por Paulo Borges

Alguns partidos políticos de São Mateus estão promovendo reuniões com a finalidade de buscarem um consenso em torno de um candidato a prefeito para o município. A iniciativa não é nova e nunca deu certo. O que quase sempre dava certo era a mala cheia de promessas e dinheiro. Ao final do processo, os que no início eram tão combativos viravam um simples camaleão, mostrando a sua verdadeira cor. Pobre São Mateus, que ainda insiste em cultuar nomes que nada mais representam para liderar iniciativas e ações que possam levá-lo a sair do lamaçal, da ignorância e do atraso.

Mas essa iniciativa não dava certo por uma questão de vaidade e de hipocrisia de alguns que se arvoravam em aceitar, inclusive propunham até pesquisa para saber quem poderia ser o mais votado e, então, ser o candidato de consenso. Tudo malandragem, pois essa gente é democrata se tudo for canalizado para si próprio.

Caso se pense em fazer um trabalho sério em benefício do município e de sua população, por que não se faz o inverso? Em vez de consenso em cima de um nome, porque não faz em torno de demandas da sociedade e de tudo aquilo que São Mateus realmente necessita? A população de São Mateus não precisa de um salvador para o município. Necessita de um gestor capaz, honesto, comprometido em trabalhar com seriedade para contribuir junto com todos os segmentos produtivos da sociedade em busca de um futuro melhor para sua gente.

Uma vez chegado a um consenso em torno dessas demandas, das reais necessidades do município e sua população, aí sim buscaria um candidato no mercado político-eleitoral mateense com o perfil ideal para implementar os projetos e prioridades a que chegaram em consenso.

Sobre isso, é bom destacar que aquelas figurinhas carimbadas estariam descartadas de imediato. O mal se corta pela raiz. Aqueles nomes a que todos se acostumaram em toda eleição não estariam na escolha por vários motivos. Um deles seria pela falta de projeto coletivo. Outro seria pela falta de comprometimento com o progresso do município, pois só têm olhos para seus interesses pessoais, sua conta bancária e conchavos com camarilhas alheias aos nobres interesses da população do município de São Mateus.

O município sempre padeceu com esses conchavos com grupelhos de fora que, com a colaboração de maus cidadãos mateenses chegam e tomam conta da chave do cofre da municipalidade. É preciso dar um basta nisso. A política a ser praticada, a de resultado, é aquela em que a sociedade tenha seus direitos preservados e suas demandas atendidas. Se sinta participativa na construção do caminho que leva ao destino comum que é o desenvolvimento, o progresso e para um estágio melhor em que todos possam se sentir úteis nessa construção. Que seus filhos tenham perspectivas aqui mesmo, sem ir mundo a fora em busca de um sonho que pode ser sonhado e realizado aqui mesmo, nesta terra abençoada e hoje tão vilipendiada. Vamos mudar a nossa história presente, pois esta está nos envergonhando. Vamos varrer as falsas lideranças que só nos prometeram mundos e fundos e nos traíram, se acovardaram diante de situações que bastava ter dignidade e vontade para superá-las. Aqui, em São Mateus, temos bons filhos, bons amigos do município, pessoas que vieram de outros lugares e foram abraçados e acolhidos como irmãos que estão contribuindo para melhorar um cenário que ainda é negro por ganância e canalhice de maus cidadãos, maus governantes e por aqueles que até aqui só nos enganaram. Vamos mudar essa trágica realidade. Alçar voos que nos levem para uma realidade melhor e que todos nós merecemos. Enterremos as velhas raposas felpudas que só nos serviram

para tirar nossos sonhos, nossa esperança e nossa motivação para lutar. Mas nem tudo está perdido. Ainda temos uma luz se acendendo no fim do túnel. Vamos em busca da claridade que possa abrir nossos olhos e que nos possibilite enxergar aquilo que os maus políticos da nossa terra nos colocaram sobre nossos olhos. Arranquemos nossas vendas. Abramos nossos olhos!

Bons nomes o eleitor mateense tem no seu cardápio. É preciso ser muito criterioso na escolha do alimento a ser servido e comido, pois, caso contrário, paga-se caro e logo vem a indigestão.

* O autor é graduado em história, jornalista, cientista social e político.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

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Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

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Rumos da Política

PSL: da oposição a adesão mais rápida do que se previa

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O partido foi oposição até tinha candidato ao cargo majoritário, mas aderiu ao prefeito Daniel assim que foi definido o resultado eleitoral.

Por Paulo Borges

Uma raridade no Brasil é partido político ter como diretrizes o que prega o seu estatuto e sua atuação programática. O caso do PSL de São Mateus ilustra bem essa situação, uma vez que foi oposição ao PSDB durante a campanha eleitoral e, ao consolidar os resultados eleitorais de vereador e prefeito aderiu numa operação chamada nos bastidores de “Vapt-Vupt” ao prefeito reeleito Daniel Santana. E o PSL tinha até candidato a prefeito que, nos debates e discursos batia sem dó no adversário, hoje seu mais novo aliado.

Para observadores e entendedores da política local, o PSL fez o que quase todos fazem: se deixam encantar “pelos lindos olhos do adversário que tem a caneta e a mala” para cooptá-los. No caso específico do PSL de São Mateus foi com um cargo de primeiro escalão no governo do PSDB. O seu presidente, Delcimar Oliveira, garante que foi indicação do seu vereador eleito, Isael, como forma de fechar o acordo de adesão, certamente.

Mas sobre esse assunto de adesão e alinhamento com o prefeito, foi muito comentado por aqueles que estavam fora da geopolítica do governo estadual, que “colocou” candidaturas para se garantir no resultado, isolando aqueles que não estavam no seu esquema. Era o que se dizia pelos guetos mateenses. Uma fonte “importantíssima” afirmou ao JN que o acordo do apoio ao prefeito Daniel antecede ao resultado do acordo celebrado recentemente. Essa fonte disse que já havia acontecido uma conversa “entre o presidente do PSL com Daniel dentro do seu carro” e que o candidato Laurinho Barbosa seria mantido para fragmentar a oposição como previa o “esquemão” em nível estadual intitulado de geopolítica eleitoral.

O PSL em nível nacional é oposição ao antigo regime, principalmente ao PT e PSDB. No Espírito Santo era assim, mas caiu nas mãos de aliados da esquerda e mudou de rumo, atuando como adepto de onde pode lhe oferecer um espaço político, pouco se importando com o seu programa e seu conteúdo programático.

Portanto, em São Mateus não aconteceu nenhuma novidade, pois a política local sempre foi recheada de interesses pessoais e até daqueles que não se confessa nem ao padre, escondido por detrás dos confessionários da política e da politicagem.

A confessar e afirmar é que o PSL de São Mateus está no governo do PSDB, a quem combateu intensamente durante todo o período eleitoral. Certamente o seu eleitor tem o direito de se sentir enganado. A desculpa que sempre vão dar é que “estamos pensando no progresso do município”. Então tudo o que foi dito e redito nesses últimos quatro anos foi conversa de bêbado? Sou obrigado a reconhecer que o prefeito Daniel é um cara inteligente e audacioso, pois conseguiu superar a tudo e a todos e ainda levou no balaio alguns ex-opositores. Parabéns Daniel, você é sensacional!!!

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