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Brasil

Por risco de rompimento, três barragens em Mato Grosso são interditadas

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As barragens estão localizadas na zona rural de Pontes e Lacerda, a cerca de 15 km do centro da Cidade

Fiscalização da Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou três barragens localizadas a aproximadamente 15 km do centro da cidade de Pontes e Lacerda, distante cerca de 448 km ao oeste de Cuiabá. O alerta de risco iminente de rompimento foi emitido pelo Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM). Nesta sexta-feira, 24, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Pontes e Lacerda (Compel) confirmou que a fiscalização encontrou irregularidades, mas negou a interdição.

Márcio Amorim, chefe do Serviço de Segurança de Barragem de Mineração da ANM em Mato Grosso, contou que a fiscalização foi realizada no começo da semana nas barragens Campos, Berion e Elvo-1. As duas primeiras apresentaram o nível 1 de emergência. “Além da interdição das barragens, também interditamos as atividades de lavras garimpeiras, que ocorriam perto delas”, disse.

Segundo ele, erosões, trincas, abatimentos, bordas deficientes e outras anomalias foram encontradas nas barragens; em duas delas, a situação ainda é mais crítica, principalmente na Elvo-1. Nesta, ao terminar a vistoria, os fiscais elevaram a classificação da categoria de risco da barragem para alta.

Ela estava com trincas profundas e erosões nos taludes de jusante. Já a Berion não contava com borda livre operacional adequada nos padrões da ANM. As irregularidades podem causar o rompimento da estrutura e, por isso, foi necessário adotar várias medidas para garantir a normalidade dos trabalhos na barragem, bem como a segurança de trabalhadores e moradores da região.

De acordo com Márcio Amorim, a interdição dura até a conclusão de todos os reparos solicitados pela ANM. Uma agenda de fiscalização será cumprida em agosto no local.

Apesar da ANM confirmar a interdição, Adilson Schuster, um dos representantes da Compel, negou o ato ao Estadão. Disse ainda que “os trabalhos continuam normalmente no local”. “Vieram com o ato de interdição, mas nada aconteceu. Eles acharam algumas irregularidades, mas nada foi interditado. Deram prazo para que elas fossem sanadas, estamos trabalhando para isso. Inclusive, recebemos até elogios pela forma que atuamos no local”, afirmou à reportagem.

Adilson disse acreditar que a fiscalização é fruto de uma denúncia, diferente da alegação da ANM, que é com base no alerta do sistema SIGBM, que só em Mato Grosso gerencia 94 barragens de mineração cadastradas. Para Márcio Amorim, o recurso é essencial para chegar a tempo na estrutura e mitigar o risco e as consequências.

Medidas obrigatórias

Amorim disse que Adilson participou da fiscalização e está ciente da série de obras que devem ser feitas nas barragens. Entre elas, está a instalação imediata de bombas de alta performance, que tem como objetivo reduzir o nível de efluentes do reservatório. Além disso, também devem realizar reforço e adequação técnica da drenagem da estrutura.

“São ações de reforço e segurança que devem ser atendidas com seriedade. São exigências direcionadas para as três barragens. Também pedimos atualização de estudos técnicos, como o mapa de inundação”, explicou.

Isto é necessário, segundo ele, porque o mapa existente está desatualizado e incompleto. As barragens estão localizadas na zona rural de Pontes e Lacerda, a cerca de 15 km do centro da Cidade. “Como são três, pedimos a atualização desse estudo, [porque] está incompleto. Não temos como dizer qual impacto do rompimento delas, por exemplo. O mapa precisa ser completo”.

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Covid-19: Casados há 57 anos idosos morrem em dois dias

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Nair e João Poderoso estavam internados no Hospital Universitário em São Carlos (SP) há mais de 40 dias. ‘Eles não iam conseguir viver longe um do outro’, lamentou a filha.

“Eu entendo que não podia ser diferente, pois ele jamais ia conseguir viver sem ela”. É assim que Valéria Poderoso, filha do casal Nair e João Poderoso, de Ibaté (SP), define o momento delicado que sua família enfrenta.

Nesta sexta-feira (15), após 43 dias de internação, ela e os irmãos enterraram o pai de 74 anos, vítima de Covid-19. Na quarta-feira (13), eles enterraram a mãe, de 72, que também faleceu por complicações do vírus depois de 41 dias internada. Eles eram casados há 57 anos e tinham comorbidades.

A filha do casal agradeceu aos amigos que estiveram ao lado da família durante esses dias. “Eu queria poder abraçar cada um, foram muitas pessoas, cada um de uma religião ou crença diferente, gratidão”, disse.

Valéria Poderoso (ao Centro), com os pais Nair e João Poderoso — Foto: Arquivo Pessoal

Covid-19

A família não sabe como o casal se contaminou. Mas, assim que apareceram os sintomas, no início de dezembro, eles já foram internados no Hospital Universitário em São Carlos. Foram mais de 40 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Valéria, diariamente, publicava em suas redes sociais o estado de saúde dos pais e pedia aos familiares e amigos orações. Dona Nair, como era conhecida, faleceu na madrugada da quarta-feira (13). Senhor João, não resistiu as complicações do vírus e morreu dois dias depois.

Segundo a filha, o casal nunca passou uma noite sem se falar. “Eles não iam conseguir viver longe um do outro”, lamentou.

“Para as pessoas que estão passando pelo mesmo que eu, digo para nunca perderem a fé, manter a família unida em Deus e no amor. A fé e o amor da família e dos amigos é essencial para amenizar a dor”, acrescentou.

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Polícia apreende caminhão com 33 cilindros de oxigênio em Manaus

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Dos 33 cilindros, 26 possuíam oxigênio. Eles estavam sendo distribuídos gradualmente pela empresa que os comercializava

As polícias Civil e Militar do Amazonas apreenderam, na tarde desta quinta-feira (15), um caminhão com 33 cilindros de oxigênio na zona centro-oeste de Manaus.

Um homem de 38 anos foi detido e responderá por deter produtos para fins de especulação financeira, e ficará à disposição da Justiça amazonense.

Dos 33 cilindros encontrados e apreendidos pela polícia a partir de uma denúncia anônima, 26 possuíam oxigênio. Eles estavam sendo distribuídos gradualmente pela empresa que os comercializava.

Segundo informou o delegado Bruno Fraga, do DPI (do Departamento de Polícia do Interior), durante o interrogatório o suspeito informou que possui uma empresa que comercializa os cilindros, mas ficou com medo de que a população invadisse o estabelecimento, então os tirou do local.

Policiais fizeram a escolta dos cilindros para abastecer quatro unidades da rede estadual de saúde.

Colapso na Saúde em Manaus

A capital amazonense vive esta semana um colapso no sistema de saúde após os casos de covid-19 dispararem no Estado, o que fez a demanda por cilindros de oxigênio subir em igual proporção, deixando pacientes sem atendimento adequado. Segundo os médicos, o colapso provocou a morte de diversos pacientes na noite da quinta-feira.

Diante do colapso, os governos estadual e federal trabalham agora em uma força-tarefa para encaminhar mais cilindros ao Amazonas e pacientes a outros Estados para desafogar a fila de espera por atendimento para covid-19.

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