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Política Nacional

“Prefiro morrer com a barriga cheia”, diz prefeito ao autorizar abertura de empresas

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O prefeito por Sapezal (529 km da Capital), cidade de Rondônia, Valcir Casagrande (PSC), afirmou que “entre morrer de fome e morrer de doença, prefere morrer de doença com a barriga cheia”.

Ele fez referência à pandemia da Covid-19, se posicionando contra o decreto de isolamento social que proíbe o funcionamento de serviços não essenciais em todo o Estado de Mato Grosso.

No áudio, vazado de um grupo de WhatsApp em que o chefe do executivo municipal participa com outros empresários da Associação Comercial e Empresarial de Sapezal (Acisa), Valcir destaca, ainda, que irá assinar um novo decreto que autorizará a reabertura de todo o comércio no município.

Embora explique não ter medo e não se importar com críticas, o prefeito lembra aos membros da Acisa que ‘se algo der errado’ e o coronavírius chegar a Sapezal, os comerciantes “terão que bater o pé e ajudar, porque o prefeito não vai responder sozinho”, já que está atendendo ao pedido de vários empresários.

No entanto, o prefeito, em outro momento, cita “o medo” de a imprensa estar com a razão sobre a gravidade do vírus.

“O único medo que tenho é que esse povo da mídia tenha um pouco de razão, mas morrer todo mundo tem que morrer. Entre morrer de fome e morrer de doença, eu prefiro morrer de doença com a barriga cheia. Não adianta nada querermos que as pessoas fiquem em casa, sendo que se o povo não morrer de doença morre de fome, não tem jeito”, explica.

PREFEITURA EXPLICA

Em nota à imprensa, o prefeito confirmou a autoria do áudio e informa que o posicionamento do prefeito continua o mesmo, sendo pautado pelo bem-estar e a saúde da população, mas preocupado com a economia municipal e com o sustento das famílias sapezalenses.

LEIA, ABAIXO, A NOTA NA ÍNTEGRA:

“Tendo em vista a divulgação de um áudio gravado pelo prefeito municipal, Sr. Valcir Casagrande, em um grupo de empresários de Sapezal, do qual ele faz parte, o Executivo Municipal informa que o posicionamento do prefeito continua o mesmo de sempre, pautado pelo bem estar e a saúde da população, mas preocupado com a economia municipal e com o sustento das famílias sapezalenses.

Estamos passando por um período nunca vivenciado pelos brasileiros, tampouco pela população mundial desta geração. Existem, na história, casos de pandemias que atingiram o mundo inteiro, como a gripe espanhola, todavia trata-se de um período muito distante da nossa realidade.

No áudio gravado, o prefeito, de forma espontânea e em nenhum momento minimizando os efeitos e sintomas da pandemia, apenas utiliza de metáforas para reforçar a necessidade e a responsabilidade de cada cidadão garantir seu próprio sustento e de suas famílias, pois vivemos em uma cidade em que existem inúmeros autônomos, empregados, vendedores comissionados, pequenos, médios e grandes empresários.

Em nosso Município e nem em municípios vizinhos, graças a Deus, não tivemos nenhuma confirmação de contaminação por esse terrível vírus.

Considerando o clamor da sociedade sapezalense por trabalhar e continuar empreendendo, buscando o crescimento econômico e consequentemente o bem-estar social, o prefeito entendeu por convocar uma reunião do Comitê Municipal do Covid-19, a fim de definir novas diretrizes quanto ao funcionamento do comércio e demais atividades, o que resultou na edição do Decreto nº 37 de 26 de março de 2020.

Todos conhecem o posicionamento político do chefe do poder executivo municipal, não sendo segredo o seu apoio ao Presidente Jair Bolsonaro.

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Política Nacional

Carnaval na pandemia: “não venham acusar o presidente”, diz ministro

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Fábio Faria, das Comunicações protesta contra realização da festa de rua, que é novo ponto de discórdia entre Planalto e governadores

Desde a última sexta-feira, 27, a realização da maior festa popular brasileira se transformou em tema de troca de ataques entre integrantes da primeiro escalão e governadores estaduais. Com a ameaça iminente de nova onda de contágio do coronavírus, agora por uma cepa ainda desconhecia, ministros e apoiadores do governo passaram a defender a não realização do Carnaval.

“Depois, não venham acusar a presidente”, postou o ministro Fábio Faria, das Comunicações, ao registrar o que lista de blocos carnavalescos divulgada por São Paulo prevê reunir 18 milhões nas ruas. O padrão de resposta é contrário ao dos últimos quase 2 anos de pandemia, quando o governo se manteve crítico a políticas de isolamento social.

“Palhaçada é isso”, publicou o ministro. “Deixaram as crianças sem aulas, as pessoas sem empregos e agora querem liberar o carnaval no Brasil?
Mesmo depois da Cepa Sul-Africana”, completou Faria. A polêmica envolvendo a gestão direta de ações contra a pandemia ocorre desde de o início do surto, em 2019, e chegou até o STF. O Tribunal julgou que os governadores têm autonomia para decidir.

Neste final de semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em pronunciamento sobre a nova cepa, declarou que o país “está preparado” e que não há motivo para “desespero”. O ministério voltou a defender a vacinação e medidas de prevenção não-farmacológicas, como resposta à eventual nova ameaça sanitária.

Também desde a sexta, organizadores do Carnaval de 2021 se mobilizam para defender a manutenção da festa, inclusive com uma campanha na internet identificada pela rashtag “carnaval sim”. Os investimentos na organização do evento nacioal tradicionalmente entram em seu auge nos próximos meses, com impacto nas cadeias de serviço, principalmente  turismo e restaurantes.

Em 2020, a manutenção do carnaval foi considerada um dos fatores de aceleração do contágio da Covid-19. Em 2021, a comemoração foi cancelada em todo o território nacional. A realização do carnaval está liberada em 2022, nos principais pontos, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. 

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Política Nacional

Em evento no ES e ao lado de Magno Malta, Bia Kicis critica o STF

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“Quem está violando a separação dos poderes é o STF”, diz Bia Kicis em evento do PL no ES

A deputada federal e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, Bia Kicis (PSL-DF), esteve neste sábado (27) no Estado para participar do congresso estadual do PL e disse, em seu discurso, que “quem está violando a separação dos poderes é o STF”, ao comentar sobre a PEC, da sua autoria, que antecipa a aposentadoria dos ministros de tribunais superiores, entre eles o STF. A PEC foi aprovada na CCJ da Câmara Federal.

O Congresso do PL ocorreu no Centro de Vitória e juntou militantes da sigla, movimentos conservadores, políticos de outras legendas e o cantor Netinho. Foi exibido um vídeo gravado pelo presidente Bolsonaro e formaram a Mesa de autoridades: o cantor Netinho, a deputada federal Bia, o presidente do PL, Magno Malta; a deputada federal Soraya Manato (PSL) e o marido, Carlos Manato; o deputado federal Neucimar Fraga (PSD) e os estaduais Capitão Assumção (Patriota) e Danilo Bahiense (PSL).

Em seu discurso, a deputada Bia Kicis começou falando que ficou decepcionada com o Espírito Santo por não reeleger Magno Malta. “Vocês votaram numa outra pessoa no lugar dele, quero dizer o seguinte: dessa vez, vocês erraram. Nós precisamos dele no Senado, precisamos de homens de coragem, conservadores”, disse Bia, justificando que o Senado é “crucial”. “É quem fiscaliza os ministros do STF”, disse.

Depois, ao atender a pedido de Magno Malta para falar a respeito da PEC que antecipa a aposentadoria nos tribunais superiores, ela disse que o intuito da PEC não é atacar os ministros, mas oxigenar os tribunais. No entanto, disse que “não se pode mais aguardar” que os ministros do STF fiquem até os 75 anos.

“Nosso intuito não é atacar, nem arrancar ninguém à força. Mas nós queremos abrir espaço, não podemos mais aguardar que os ministros que estão no Supremo completem 70 anos e fiquem por mais cinco. Estamos com muitos ministros que vão ficar por muitos anos naquela Corte, aliás, uma discussão que surgiu é que deveríamos colocar mandato. Quando a pessoa entra jovem, com 40 anos, e fica até 70, são 30 anos num poder. Muitos se sentem como verdadeiros deuses, acima do bem e do mal”, justificou Bia.

A deputada ainda rebateu a declaração do presidente do STF, Luiz Fuz, que, em entrevista para o jornal O Globo disse que se a PEC for promulgada e for comprovado o espírito de retaliação ao Supremo, que a proposta então violaria a harmonia entre os poderes.

“Fiquei muito espantada com a manifestação do ministro Fux, que reduzir a idade dos ministros é uma violação à separação dos poderes, eu respondi ao ministro, mas quando aumentaram a idade não afrontou a Constituição? Quem está violando a separação dos poderes é o STF, ao tipificar a homofobia, tornar uma redação da Constituição que diz que o casamento é a união entre um homem e uma mulher e entender que é uma união entre pessoas; entrar no meio das emendas que estamos votando, impedir o Presidente de nomear o diretor da polícia, prender o deputado Daniel Silveira – mas isso teve a vergonhosa aquiescência do Parlamento. Proibir um deputado de falar nas redes sociais, isso sim é uma ingerência em outro poder. Mas nós temos que mudar isso”, disse.

Há seis anos, em 2015, o Congresso aumentou, por meio da PEC da Bengala, a idade para a aposentadoria compulsória dos ministros, de 70 para 75 anos. À época, a medida foi para evitar que a presidente Dilma Rousseff indicasse cinco ministros ao STF. O presidente Jair Bolsonaro e o filho, Eduardo, à época deputados federais, votaram a favor do aumento da idade, o que dá base para os críticos da proposta que afirmam que a medida é casuística e para permitir que Bolsonaro indique mais dois ministros ao STF.

A PEC também está sendo chamada PEC da Vingança, por vir dias após o STF suspender a execução do chamado “Orçamento Secreto”, que são as emendas do relator do Orçamento que, ao contrário das emendas individuais e de bancada – que têm critérios, são transparentes e distribuem emendas de forma igualitária entre os parlamentares –, são negociadas nos bastidores, entre o relator do Orçamento e a cúpula do Congresso. O nome dos parlamentares beneficiados fica oculto e a distribuição, entre eles, é desigual.

Além de suspender a execução, o STF determinou que o governo federal e o Congresso tornem pública a execução dessas emendas, já que o dinheiro é público. Nos bastidores do Congresso, a preocupação é que a publicidade dessas emendas cause atrito entre a base aliada e a cúpula do Congresso, o que colocaria em xeque, por exemplo, o apoio que o presidente da Câmara, Arthur Lira, tem hoje de seus pares para tentar a reeleição à presidência da Câmara – claro, se primeiro ele for reeleito deputado federal.

MAGNO CANDIDATO AO GOVERNO?

Nos bastidores, há quem aposte que Magno Malta possa ser o candidato ao governo do Estado com o apoio do presidente Bolsonaro, embora dirigentes do PL afirmem que ele é candidato ao Senado. Manato já ouviu esse burburinho. “Se ele vier para o governo, não tem problema, vou para o Senado. Estaremos juntos”, disse Manato.

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