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Internacional

Presidente de Belarus mobiliza tropas e acusa oposição de tentar tomar o poder

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Desde o anúncio do resultado das eleições, opositores pedem renúncia e saída do presidente, que critica membros do conselho e países ocidentais

O presidente de Belarus, Alexandr Lukashenko, acusou nesta terça-feira (18) a oposição de tentar tomar o poder através do conselho de coordenação e anunciou a mobilização do Exército na fronteira ocidental devido a uma suposta ameaça do exterior.

“Eles exigem, sem mais nem menos, que cedamos o poder. Ou seja, só interpretamos isso de uma forma: é uma tentativa de tomar o poder com todas as consequências”, disse o mandatário durante uma reunião do Conselho de Segurança de Belarus, segundo a agência estatal Belta.

Desde as eleições presidenciais de 9 de agosto, a oposição se mantém irredutível ao pedir a renúncia de Lukashenko, que ameaçou adotar “medidas adequadas” contra os membros do conselho de coordenação, idealizado pela oposição para realizar a transição de poder e que conta com Svetlana Alexievich, ganhadora do prêmio Nobel de Literatura em 2015.

“Temos medidas suficientes para acalmar algumas cabeças quentes. Mas apenas em virtude da Constituição e das leis”, comentou o governante.

Críticas de Lukashenko

Lukashenko, que desqualificou os membros do conselho, alguns dos quais chamou de “nazis”, acusou a oposição de querer abandonar a a União da Rússia e Bielorrússia e proibir a língua russa. A afirmação foi negada por uma das líderes da oposição, Maria Kolesnikova, que acusou o presidente de “manipulação e engano”.

O conselho de coordenação da oposição bielorrussa para a transferência de poder realizou a sua primeira reunião nesta terça-feira.

“Não é um partido político, mas uma comunidade de cidadãos que deve influenciar na transferência pacífica do poder”, explicou Kolesnikova.

Lukashenko anunciou também que colocou tropas em alerta na fronteira ocidental do país, em reação a uma suposta ameaça externa.

“Graças aos céus, reagimos e posicionamos unidades militares do nosso Exército nas fronteiras ocidentais e estamos em alerta máximo”, enfatizou o presidente.

Lukashenko, que nesta terça-feira conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, mencionou declarações de alguns líderes ocidentais que, segundo ele, “não sabem onde fica Belarus”.

“E eles não sabem o que está acontecendo aqui. De qualquer modo, eles fazem essas declarações. Como dizem os militares, o fator externo nos obriga a avaliar a situação e a agir conforme necessário”, explicou.

Embora não tenha especificado tais declarações, Lukashenko argumentou “surgiram não só problemas internos, mas também problemas externos”.

“E o fato de serem ações coordenadas fica claro para nós. Mas isto nem sequer é o auge”, advertiu.

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Internacional

Após vencerem eleições, agora democratas ficam contra lockdown

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Andrew Cuomo propõe relaxar o fechamento de Nova York: “Não teremos mais nada para abrir”

Sinal de esgotamento ou oportunismo, governadores e prefeitos estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia

Após a posse de Joe Biden, importantes políticos democratas estão dando sinais de que um alicerce do discurso que os levou à presidência da República não se sustenta. Não são poucos os analistas que consideram decisivos para a derrota de Trump os efeitos maléficos da pandemia na sociedade americana – e o contraponto de seus opositores ao defender ferrenhamente uma política de responsabilidade com duras restrições e isolamento social. Parece que a história mudou.

Agora, garantido o retorno à Casa Branca, a defesa intransigente de lockdown está dando lugar a um conveniente abrandamento das restrições – ainda mais se considerarmos que os EUA passam pela fase mais letal da pandemia que já matou 400 mil americanos.  Sinal de esgotamento ou oportunismo, o fato é que governadores como o de Nova York, o democrata Andrew Cuomo, estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia.

Cuomo promoveu uma dura paralisação já no primeiro semestre de 2020, quando o estado se tornou o epicentro do surto americano. Em maio, na sétima semana de fechamento, o governador foi categórico: “Feche tudo, feche a economia, se tranque em casa”. Agora, afirma, singelo: “Simplesmente não podemos ficar fechados até que a vacina atinja a massa crítica. O custo é muito alto. Não teremos mais nada para abrir.”

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot , foi outra voz a impor um duro confinamento. Em outubro passado, veio dela a ordem do toque de recolher às 22h nos bares, restaurantes e negócios não essenciais da cidade. “Este é um aviso”, disse Lightfoot, à época. “Não hesitarei em impor restrições”, completou, em tom de ameaça.

Já esta semana, a prefeita “avisou” em entrevista coletiva que planeja falar com o governador de Illinois, JB Pritzker, sobre as maneiras de reverter as restrições do COVID-19 a restaurantes e bares para permitir que reabram “o mais rápido possível”. Foi duramente criticada pela evidente contradição.

Os republicanos se referem a essa mudança de postura como “hipocrisia democrática”. Seja o que for, para continuar sendo a maior potência do planeta, os EUA precisam apontar para o mundo que caminho a economia americana tomará em 2021. E como pretendem enfrentar a pandemia que já põe de joelhos seus (até agora há pouco) combatentes mais empedernidos.

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Internacional

Incêndio em fabricante de vacinas na Índia deixa pelo menos 5 mortos

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De acordo com o Portal Uol, a direção da instituição afirmou que as vacinas contra a covid-19 não foram atingidos durante o incêndio

O incêndio no Instituto Serum, fabricante da vacina contra covid-19 desenvolvida pela Oxford e pela AstraZeneca, na Índia, deixou pelo menos 5 mortos, segundo informações do jornal local Times of India.

Segundo a publicação, ainda não se sabe o que causou o fogo que atingiu o prédio. As chamas atingiram dois andares, mas não os locais onde é fabricada a vacina.

De acordo com o Portal Uol, a direção da instituição afirmou que as vacinas contra a covid-19 não foram atingidos durante o incêndio.

As vítimas ainda não tiveram suas identidades confirmadas, mas acredita-se que são pessoas estavam trabalhando em uma obra no local e não funcionários do Instituto Serum.

O CEO da Serum, Adar Poonawalla, lamentou o acidente e prestou homenagem aos mortos em um tweet.

“Nós recebemos notícias tristes. Depois de mais investigações, descobrimos que infelizmente houveram mortes durante o incidente. Estamos profundamente tristes e oferecemos as nossas sinceras condolências aos familiares daqueles que partiram”, postou Poonawalla.

Recentemente, o Brasil anunciou que compraria 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas pela empresa indiana, mas a exportação ainda não foi autorizada pelo governo do país asiático.

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