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Previdência economiza R$ 961 mi em ações de combate a fraudes em 2019

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O número de prisões durante as operações também aumentou em 10% em relação ao ano anterior. Foram realizadas 127 detenções em 44 ações

As operações de combate às fraudes à Previdência possibilitaram uma economia de R$ 961 milhões aos cofres públicos em 2019. O valor é mais que o dobro do registrado em 2018, de R$ 464 milhões. O cálculo da economia se refere a pagamentos suspensos após a desarticulação de esquemas criminosos.

As ações foram realizadas pela Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista, que é formada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Polícia Federal e Ministério Público Federal.

O número de prisões durante as operações de combate às fraudes em 2019 também aumentou em 10% em relação ao ano anterior. Foram realizadas 127 detenções em 44 operações da Força-Tarefa Previdenciária e Trabalhista.

“O resultado é fruto do aperfeiçoamento dos métodos de inteligência e de investigação adotados pela Força-Tarefa, bem como de uma cooperação a cada dia mais afinada entre as instituições que compõem essa parceria”, analisa Marcelo Henrique de Ávila, coordenador-geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista.

Entre os tipos de fraudes, a falsificação de documentos representa 84% das investigações da Força-Tarefa. Metade delas envolve falsificação de documentos de identidade e de registro civil.

“A falsificação é uma das maiores preocupações dos órgãos de inteligência, investigação, fiscalização e controle. Por isso, é necessária a implantação da identificação biométrica no país, além de uma maior integração de informações e de sistemas da administração pública, no sentido de fortalecer a prevenção a esse tipo de ilícito”, afirma Ávila.

Além do combate aos crimes organizados contra a Previdência, a coordenadoria também é responsável pelo combate à fraude em benefícios trabalhista, como no seguro desemprego e no abono salarial.

Maiores fraudadores

Um dos casos foi em outubro de 2019, durante a Operação Caduceu, que desarticulou um grupo que fraudou pelo menos 140 benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), causando prejuízo estimado superior a R$ 7 milhões.

O grupo, que agia na Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, era liderado por “um dos maiores fraudadores da história do INSS”, na área de benefícios. Ele já respondia a diversos processos penais e dezenas de inquéritos policiais por fraudes à autarquia.

Ao todo, em 2019, foram cumpridos 551 mandados judiciais, sendo 127 mandados de prisão e nove mandados de afastamento das funções públicas, além de 415 mandados de busca e apreensão. As ações de flagrantes resultaram em 42 prisões. Além da economia obtida com esses trabalhos, a coordenadoria estima que os crimes provocaram um prejuízo de pelo menos R$ 302 milhões.

Parcerias

A coordenadoria trabalha em parcerias com integração das informações dos sistemas informatizados do governo federal. A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, por meio da coordenadoria, atua em cooperação na área de inteligência e intercâmbio de informações, em especial com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o TCU (Tribunal de Contas da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e demais órgãos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência).

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Mãe com Covid-19 é entubada um dia após dar à luz trigêmeos

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Carolina Gotardo segue internada, mas apresenta melhoras, segundo marido, que visitou os filhos pela 1ª vez na segunda-feira: ‘Sensação maravilhosa vê-los’. Família de Chapecó organiza ação para ajudar pai, que é vendedor autônomo, enquanto mulher estiver em recuperação

Carolina Gotardo, de 39 anos, deu à luz a Manoela, Alice e Théo no dia 24 de fevereiro em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Um dia depois, com grave infecção no pulmão causada pela Covid-19, teve que ser entubada. Ela e os bebês, que não foram diagnosticados com coronavírus, seguem internados e em recuperação. O pai Irno Gotardo, de 43 anos, conseguiu ver pessoalmente os trigêmeos pela primeira vez na segunda-feira (1º).

“Eu estava muito apreensivo, foi uma sensação maravilhosa vê-los. Até porque não é todo dia que a gente é pai de trigêmeos. Eles estão bem e aceitando bem a dieta. Enquanto a gente não enxerga [os filhos] , fica imaginando mil coisas. Valeu a pena, foi sensacional”, disse Irno.

Antes, ele estava sendo atualizado da situação dos trigêmeos por videochamada, enquanto cuida dos outros três filhos do casal. A família resolveu se organizar para ajudar o pai, que é vendedor e está afastado do trabalho há três semanas, conta a irmã de Carolina e cunhada de Irno, Fernanda Grimaldi.

“Montamos um flyer para arrecadar dinheiro para ajudar o Irno. Ele é vendedor autônomo, está nesta correria de hospital e não consegue trabalhar. É gasolina, alimentação, as contas de casa. O objetivo é ajudar ele enquanto está nesta função”, disse Fernanda.

Família de Carolina lançou uma campanha para arrecadar donativos para ajudar o marido até a alta hospitalar — Foto: Fernanda Grimaldi/Arquivo Pessoal

Família de Carolina lançou uma campanha para arrecadar donativos para ajudar o marido até a alta hospitalar.

Neste primeiro contato, Irno não pôde tirar fotos dos filhos caçulas. Segundo ele, a família continua apreensiva, mesmo com a melhora no quadro da mãe e dos pequenos.

“A Carol ainda continua entubada, os resultados deram um pouco mais positivo. O pulmão está reagindo, mas os rins não estão correspondendo, pode ter a possibilidade dela fazer hemodiálise. Mas já teve esse sinal de melhora em relação aos pulmões. Estamos na expectativa que o quanto antes ela tenha bons resultados, volte para casa e traga os nosso pequenos”, disse o marido.

Internação

A irmã conta que no dia 8 de fevereiro, com 27 semanas, Carolina deu entrada no hospital para tratar de uma alteração no seu quadro de diabetes. Após sete dias, teve alta hospitalar. Mas ao retornar para casa já apresentou sintomas de Covid-19, segundo Fernanda Grimaldi. No dia 22 de fevereiro, Carolina teve que retornar ao hospital.

Com intensa falta de ar, a mãe utilizou aparelhos para auxiliar na respiração. Segundo a irmã, a grávida estava usando uma máscara de oxigênio no momento da cesárea.

“A princípio, os quatro estavam bem. Depois do parto, a médica fez uma videochamada com o marido dela, só que ela estava com a máscara de respiração e só escutava e se comunicava fazendo sinais com a mão. No dia 25 ligaram para o marido, falando que ela estava com bastante dificuldade para respirar e tiveram que entubar”, disse.

Os bebês seguem internados para ganhar peso, pois nasceram com 1,2 kg. De acordo com a irmã de Carol e tia das crianças, os três foram submetidos ao teste de Covid-19, mas não positivaram para a doença.

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Conhecida como ‘Barbie do crime’, modelo condenada por golpes na web se entrega à polícia

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Conhecida como ‘Barbie do crime’, a modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, de 30 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira (25/2), em Goiânia. A Justiça tinha expedido um mandado de prisão por ela não ter cumprido a pena de prestação de serviços à comunidade nem comparecer a audiências após ser condenada por aplicar golpes na web.
Segundo o delegado Rilmo Braga, a modelo se apresentou à Delegacia Estadual de Capturas (Decap) após fazer um acordo na quarta-feira (24) com a Polícia Civil. A condenada vai passar por exame de corpo de delito e, após os trâmites formais, será encaminhada para a Casa do Albergado.
Bruna foi condenada em setembro de 2015 a prestar serviços comunitários e ao pagamento de multa de 10 salários mínimos por vender celulares a duas pessoas, mas nunca ter entregado o produto. Durante o julgamento, ela confessou o crime e disse que estava arrependida. Atualmente, a modelo também responde por outras denúncias de estelionato no Rio de Janeiro e em Brasília. A decisão que ordenou a prisão de Bruna foi dada na última quarta-feira (18), pelo juiz Wilson da Silva Dias, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, da comarca de Goiânia. Ele afirma que a ré encontra-se irregular nas condições legais e judiciais, pois não cumpriu com a pena que lhe foi determinada.
“O quadro desenhado nesta execução penal é absolutamente constrangedor do ponto da punibilidade, pois, desde 2017, a sentenciada não cumpre a pena de prestação de serviços à comunidade, sendo inexitosa sua localização em razão da diversidade de mudança de domicílio sem comunicar a este juízo, além de incorrer em descumprimento das condições judiciais e legais da pena restritiva de direito imposta”, afirma o magistrado.
Segundo o juiz, ao menos seis audiências de justificação foram designadas, entre os anos de 2018 e 2019, para que Bruna pudesse esclarecer os motivos pelos quais ela não cumpriu com as determinações da sentença. No entanto, consta nos autos que a ré não foi encontrada nos endereços por ela mesmo informados.
Em 2021, duas audiências foram marcadas. Mesmo assim, ela compareceu.
“Não pode o Judiciário aguardar o bel prazer da sentenciada, voluntariamente e espontaneamente, em querer cumprir a lei. Ela deve cumprir, pois demonstrou ignorar a lei, a decisão judicial, sentença que fixou a reprimenda e os órgãos de controle da execução penal, furtando-se do cumprimento da pena e achando-se, talvez, estar acima da lei”, diz o magistrado.
‘Barbie do crime’
Bruna foi presa em 11 de agosto de 2015 por suspeita de estelionato, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, a jovem, apelidada de “Barbie.

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