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Política Nacional

PSB reelege Carlos Siqueira presidente nacional e aprova novo programa e manifesto

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Os delegados do XV Congresso Constituinte da Autorreforma do PSB reelegeram, neste sábado (30), por aclamação e em chapa única, o atual presidente Carlos Siqueira para o triênio 2022-2024.

Na ocasião, foram eleitos os 160 membros titulares e 42 suplentes do Diretório Nacional e a nova composição da Comissão Executiva Nacional com 45 integrantes.

Os socialistas também aprovaram o novo Manifesto do PSB, em substituição ao de 1947, e o programa partidário com as contribuições de militantes, filiados e da sociedade civil durante o processo de Autorreforma iniciado em 2019.

O documento, que vai orientar ações e políticas do PSB daqui pra frente, está dividido em cinco eixos temáticos: Reforma do Estado; Economia: prosperidade, igualdade e sustentabilidade; Desenvolvimento sustentável e economia verde; Políticas sociais e cidades criativas; e Socialismo criativo, democracia e o partido que queremos.

Ideias do programa serão apresentadas como contribuições para o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu discurso de encerramento, Siqueira agradeceu a participação ativa dos socialistas durante os três dias de Congresso.

“Quero agradecer muitíssimo a vocês. Durante todos esses anos que estou à frente da presidência não foi fácil porque estou substituindo figuras das mais ilustres do nosso partido, como Miguel Arraes e Eduardo Campos. Mas quero dizer que eu recebo o carinho de gente de todos os Estados dessa federação e isso me dá ânimo para que eu possa aceitar, pela última vez, ser o presidente do Partido Socialista Brasileiro”, disse.

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Siqueira afirmou que é “apenas um militante” do partido e que se orgulha disso. “A minha principal função é ser um militante do PSB. Isso me bastava. Mas o destino me levou a ser candidato, quando Eduardo faleceu, e foi um chamamento que recebi até esse momento e estou muito orgulhoso disso, de ter essa confiança que existe até aqui e que permite exercer mais esse terceiro mandato”, disse.

O socialista se emocionou ao lembrar de sua atuação à frente do PSB durante a pandemia e foi aplaudido amplamente. Ele destacou que o enfrentamento ao atual governo é primordial e que o dever de todos, como cidadãos brasileiros e “amantes da liberdade e da democracia”, é incentivar todos os militantes e filiados a mais do que nunca “arregaçar as mangas” para eleger Lula e Geraldo Alckmin nas eleições deste ano.

“Durante esses dois anos de pandemia, eu não deixei de ir um dia sequer ao partido. Mas, por muitas ocasiões, todos nós sabíamos que as nossas vidas estavam inseguras e sabíamos que havia uma situação política extremamente desconfortável no nosso país e um presidente da República que fazia ameaças antidemocráticas “, pontuou.

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“O que está em jogo é a eleição mais importante de nossas vidas. É a eleição da reafirmação da liberdade do nosso país. E é fundamental, importante e indispensável que coloquemos acima de todas as nossas diferenças que queremos a unidade com todos aqueles que defendem a liberdade e a democracia na busca de um objetivo maior”, completou.

Para finalizar, Siqueira pediu que todos os participantes do XV Congresso Constituinte da Autorreforma continuem motivados, entusiasmados e que defendam o PSB “em todos os rincões do Brasil”.

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Política Nacional

TCU abre investigação sobre denúncias de assédio sexual contra Pedro Guimarães

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Funcionárias do banco denunciaram casos de assédio sexual e moral por parte do ex-presidente da Caixa

O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu procedimento para investigar as denúncias de crimes de assédio sexual e moral que teriam sido cometidos por Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa. A apuração foi aberta após representação do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) feita no último dia 30. Guimarães deixou a presidência do banco no dia 29, depois de diversas denúncias serem relatadas por funcionárias do banco.

O pedido do MPTCU foi assinado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. No documento, ele afirma que os fatos denunciados são de extrema gravidade. De acordo com o subprocurador, as denúncias sugerem que a conduta de Guimarães foi “reprovável e incompatível com o exercício de presidente de uma das mais importantes instituições financeiras estatais”.

Rocha ainda afirmou que “o assédio sexual e moral contamina o ambiente de trabalho tanto nas empresas privadas como na administração pública”. “Quando praticado no âmbito da administração pública, o assédio gera a percepção, na sociedade, de que as instituições estatais não se pautam em valores morais nem são conduzidas segundo elevados padrões de conduta”, disse o subprocurador.

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De acordo com as denúncias, Guimarães teria assediado funcionárias do banco em eventos e viagens de trabalho, especialmente em ações do Caixa Mais Brasil, programa criado pelo governo federal para dar visibilidade à Caixa em todo o país. Há denúncias de aproximação física e toques indesejados.

Investigações foram abertas no MPF (Ministério Público Federal) e no MPT (Ministério Público do Trabalho), que também iniciou uma apuração sobre suspeita de assédio moral.

Antes de pedir demissão e um dia após as denúncias serem reveladas, Pedro Guimarães participou de evento público em Brasília, no qual fez um discurso breve sobre a vida pessoal, mas não citou diretamente as denúncias. “Tenho muito orgulho do trabalho de todos vocês e da maneira como sempre me pautei em toda a minha vida. Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa. São quase 20 anos juntos, dois filhos e uma vida inteira pautada pela ética”, afirmou.

Em nota divulgada à imprensa, a Caixa confirmou que recebeu as denúncias de assédio e informou que estava investigando o caso desde maio deste ano, mas que o tema vinha sendo tratado de forma interna e em sigilo.

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“A Caixa repudia qualquer tipo de assédio e informa que recebeu, por meio do seu canal de denúncias, relatos de casos desta natureza na instituição. A investigação corre em sigilo, no âmbito da Corregedoria, motivo pelo qual não era de conhecimento das outras áreas do banco”, disse a nota.

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Política Nacional

Em Salvador, Bolsonaro participa de motociata e critica governadores por não baixarem o ICMS

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Presidente afirmou que chefes dos executivos estaduais devem autorizar a redução do ICMS sobre combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro participou de uma motociata em Salvador na manhã deste sábado (2). Ele chegou ao local para as comemorações da independência da Bahia, ocorrida em 2 de julho de 1823. Em discurso que durou cerca de cinco minutos, o chefe do Executivo criticou governadores do Nordeste.

O presidente se posicionou contra uma ação dos governadores no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar barrar a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

“É inadmissível que os governadores da região Nordeste entrem na Justiça contra a redução do ICMS. Os governadores da região que dizem ser a favor do povo”, afirmou o presidente. Ele visitou o farol da Barra, onde está localizado o Museu Náutico, mantido pela Marinha.

Lei sancionada em junho pelo presidente limita a cobrança do ICMS sobre combustíveis a 17%. No entanto, governadores afirmam que o imposto não é a causa do aumento dos preços da gasolina e do diesel e dizem que a limitação do imposto vai provocar perda de arrecadação.

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Apoiado por Bolsonaro, João Roma (PL), pré-candidato ao governo da Bahia, voltou as críticas ao governador Rui Costa (PT). “Rui Costa, baixe o ICMS dos combustíveis”, disse em discurso ao lado do chefe do Executivo. De acordo com os organizadores, a previsão era que 15 mil pessoas participassem da motociata. 

Pré-candidatos

Outros pré-candidatos à Presidência também estiveram nas comemorações da independência da Bahia. Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet participam de eventos em Salvador. As agendas de todos os políticos, inclusive Bolsonaro, ocorrem em um raio de 4 quilômetros.

Durante as passeatas nas ruas, Ciro e Simone Tebet se encontraram. Ambos postaram fotos com o adversário de campanha nas redes sociais. “Bahia é terra de todos. Democracia e civilidade. Adversário não é inimigo. O Brasil precisa de tolerância e respeito”, escreveu Tebet nas redes sociais, em foto com Ciro.

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