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Medicina e Saúde

Qual tipo de máscara é mais eficaz contra variante da covid-19?

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Máscaras de tecido oferecem 70% de proteção, de acordo com estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças

Com a circulação de novas variantes da covid-19, especialistas recomendam atenção à capacidade de filtragem das máscaras para evitar o contágio da doença. Legislações, estaduais e municipais, obrigam que elas sejam utilizadas no Espírito Santo e em outros estados. De acordo com estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, as máscaras de tecido oferecem aproximadamente 70% de proteção.

Estudos desenvolvidos nos Estados Unidos, em fevereiro deste ano, apontaram para a necessidade de uma atenção maior na hora de escolher as máscaras. As de tecido, que são as mais comuns, ainda são indicadas para a população, porém, a recomendação é que sejam utilizadas, de uma só vez, duas máscaras. Ao usar duas máscaras de tecido, você precisa ter a certeza que ela está bem acoplada e vedando o rosto, ou seja, não permitindo que as secreções escapem.

Dicas para o uso das máscaras:

1- Usar duas máscaras de tecido e lavá-las diariamente;
2- Usar duas máscaras, sendo uma de tecido e outra máscara cirúrgica por baixo da de tecido. As máscaras cirúrgicas são aquelas encontradas em farmácias e não são reutilizáveis;
3- Usar apenas a máscara cirúrgica. A recomendação é que seja dado um nó, próximo ao ouvido, para que ela vede completamente a boca, o nariz e o queixo;
4- Usar máscaras PFF2 e N95; equipamentos de proteção usados e recomendados para os profissionais de saúde.

Infectologistas destacam, ainda, que não há uma especificação de tecido exato. O melhor mesmo é utilizar duas. No entanto, é importante que elas sejam lavadas diariamente, com o uso de água corrente e sabão.

Ao usar máscaras de tecido é bom optar por tecidos diferentes. As máscaras de acrílico precisam ser aposentadas. Elas não protegem. O melhor a ser feito é usar duas máscaras de tecido, e de preferência, de panos diferentes, como por exemplo, a superior de TNT e outra de outro tecido.

Ressaltam que com o surgimento de duas novas variantes, a P1 e P2, as máscaras de tecido não podem ter costura na frente.

Como saber se a máscara de tecido protege?

Testes com aerossóis, que podem ser eficientes, mas não totalmente confiáveis. A transmissão de covid-19 é por meio de gotículas e não aerossóis. Então, fazer o teste com aerossol é importante, mas é preciso tomar um cuidado com as secreções em si, já que as gotículas são maiores que o teste de desodorante.

Cuidados na manipulação da máscara

– Evite colocar a mão toda hora no rosto;
– Não vire a máscara, ou seja, não varie o uso da parte externa com a parte interna. “O lado de fora da máscara está contaminado e não deve ser reutilizado de forma alguma” salientou a infectologista.
– Higienize sempre as mãos quanto for tirar a máscara para comer ou beber algo;

Apesar da máscara de tecido ter uma durabilidade maior, já que pode ser lavadas, é preciso ficar atento à saturação, ou seja, quando ela é usada por muito tempo. Isso pode ser percebido pela dificuldade na respiração e pela transpiração intensa. Quando esses sinais surgirem é hora de trocar.

Ainda de acordo com os infectologistas, o uso de filtros de papeis embaixo da máscara não são confiáveis também. A solução mais eficaz é o uso de duas máscaras de tecido para evitar a contaminação e os cuidados de higienes que devem ser mantidos.

Máscaras PFF2 e a N95

As máscaras PFF2 e a N95 são equipamentos de proteção usados por profissionais de saúde e a procura em larga escala pode provocar sua escassez. O uso desses tipos de máscara fora do ambiente hospitalar é recomendado para imunodeprimidos ou em locais fechados com grande concentração de pessoas.

Tanto a N95 quanto a PFF2 têm efeitos equivalentes na proteção contra o vírus, de 95%, desde que não tenham válvulas. A válvula permite que o ar seja expelido, facilitando a disseminação do vírus.

Essas máscaras são mais rígidas e precisam ser ajustadas à face, o que pode dificultar o uso correto. A diferença entre elas está apenas na nomenclatura, que está relacionada à destinação e ao registro. A N95 era produzida para profissionais da saúde e a PFF2 era usada em fábricas e indústrias.

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Medicina e Saúde

ES espera aval da Anvisa para vacinar crianças a partir de 3 anos contra covid-19

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O secretário de Saúde do Espírito Santo afirmou que a expectativa do governo do Estado é que a Sinovac e a Pfizer apresentem a documentação necessária para liberação da vacinação das crianças contra covid-19 até dezembro

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo acredita que a vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a covid-19 possa ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o fim deste ano. 

A declaração foi feita pelo secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira (20).

Nésio afirmou que acredita que os laboratórios Sinovac e Pfizer podem entregar  toda a documentação necessária para avaliação da inclusão do novo público na campanha de imunização contra a covid-19 até dezembro. 

“Nós temos a expectativa de que até o final do ano, a Anvisa libere tanto a vacina produzida pela Sinovac, a Coronavac, quando a da Pfizer para idades pediátricas. Acreditamos que até dezembro seja possível que tanto a Pfizer quanto a Sinovac apresentem toda a documentação necessária para a autorização do uso dessas vacinas em crianças”, disse.

O secretário destacou que, caso a Anvisa libere o uso dos imunizantes para o novo público, a vacinação das crianças poderá ser iniciada logo após a liberação da agência. “Ela poderá ser incluída nos momentos próximos na vacinação no Brasil”, afirmou.  

Adultos devem ser vacinados com primeira dose até inicio de outubro 

Ainda de acordo com Nésio, a expectativa é vacinar, com ao menos a primeira dose, todo o público com mais de 18 anos até o início de outubro. 

“A expectativa do governo do Estado é alcançar 100% da população adulta com 18 anos coberta com a primeira dose da vacina até o inicio de outubro. Iremos completar, nesta semana, a disponibilidade de doses para alcançar 100% dos adolescentes com mais de 12 anos que tenham alguma comorbidade”, disse.

Segundo Nésio, cerca de 80% dos adolescentes sem comorbidades também devem ser vacinados neste período. “Ainda vamos alcançar a meta de disponibilizar doses para vacinar 80% dos adolescentes com mais de 12 anos que não apresentem comorbidades”, disse.

O secretário de Saúde do Espírito Santo destacou ainda que, com a compra das doses da vacina Coronavac realizadas pelo governo do Estado, foi possível antecipar a aplicação da dose de reforço, além de ampliar o público para pessoas a partir de 60 anos.  

“Nós também conseguimos, com a compra das vacinas do Butantan, otimizar as vacinas que vieram do Ministério da Saúde, principalmente da Pfizer, para ampliar a idade para vacinação das doses de reforço. Ampliamos para a partir dos 60 anos. Além disso, reduzimos o intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço”, disse.

Nésio lembrou que o critério do Ministério de Saúde inclui somente idosos com mais de 70 anos e que alcancem o prazo de seis meses entre a segunda dose e a dose de reforço.

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Medicina e Saúde

Vacina da Pfizer é segura e protege entre 5 e 11 anos, aponta fabricante

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Resposta imune foi semelhante à faixa etária de 16 a 25 anos, e a segurança, a de idades mais elevadas, segundo farmacêutica

A Pfizer e a BioNTech afirmaram nesta segunda-feira (20) que a vacina contra covid-19 ,que desenvolveram em parceria, induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade e ambas planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nesta faixa etária às autoridades dos Estados Unidos, da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de Fases 2 e 3 e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos de idade. O perfil de segurança também foi, no geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos – enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças de entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades de saúde de alto escalão dos Estados Unidos acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre se a vacina é segura e eficaz em crianças mais novas três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram duas fontes à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 saltaram nos Estados Unidos nos últimos meses devido à variante Delta do coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinadas, mas não há nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças de entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar os dados sobre como a vacina atua em crianças de entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos até o quarto trimestre deste ano.

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