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Brasil

Quatro em cada dez eleitores abrem mão de votar nas maiores cidades

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Número de brancos, nulos e abstenções supera quantidade de votos recebidos pelos eleitos em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ)

Dos mais de 19,5 milhões de eleitores aptos a votar neste ano nos cinco maiores colégios eleitorais do Brasil — São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE) —, 7.874.558 (40,38%) abriram mão de escolher por um dos candidatos na disputa das Eleições 2020.

O número corresponde a 5.956.917 abstenções, 1.345.667 votos nulos e 571.974 brancos registrados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos pleitos que elegeram os prefeitos nas localidades.

Nas capitais paulista e fluminense, os dois maiores colégios eleitorais do País, a soma de brancos, nulos e ausentes supera o número de votos conquistados por Bruno Covas (PSDB) e Eduardo Paes (DEM), eleitos em segundo turno.

Enquanto o tucano garantiu a reeleição com 3.169.121 votos, 3.649.457 (40,61%) eleitores da cidade não escolheram entre ele e Guilherme Boulos (PSOL). O percentual de Paes foi ainda maior, com 47,59% (2.308.868) dos cidadãos ausentes ou que preferiram abrir mão da decisão.

Em Salvador, cidade que conheceu o futuro prefeito ainda no primeiro turno, 1.395.106 eleitores comparecem as urnas no último dia 15, dos quais 46.855 votaram branco e 134.128 anularam a escolha. Com as abstenções em 501.992, a soma dos que não escolherem nenhum candidato ficou em 36%.

Já em Fortaleza (CE), a disputa entre os primos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB) teve o maior número de eleitores decididos, com 112.879 votos brancos ou nulos e 414.959 ausências, soma que equivale a 28,98% do eleitorado da capital.

Neste domingo (29), cerca de 11,1 milhões (29,5%) dos eleitores não compareceram às urnas nas 57 cidades que contaram com o segundo turno da disputa. O percentual é o maior já registrado para a segunda etapa dos pleitos municipais neste século.

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Interditada cirurgiã que compartilhou vídeos com pele de pacientes

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Cremesp suspende o CRM da médica, que atende em Ribeirão Preto (SP), é válida enquanto entidade investiga suas publicações nas redes sociais

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) suspendeu temporariamente o registro profissional da cirurgiã plástica Caren Trisoglio Garcia, que atende em Ribeirão Preto (SP), após a médica compartilhar na internet vídeos que mostram pedaços de pele e sacos plásticos com gordura humana.

A suspensão ocorreu na quinta-feira (8), mas passou a constar no site do Cremesp neste sábado (10). Em nota, a entidade afirmou que aguarda a publicação da medida no Diário Oficial da União e informou que as investigações sobre a conduta da médica tramitarão sob sigilo.

O CRM de Caren está inativo e, portanto, ela não pode atender pacientes devido a uma interdição cautelar, que é válida enquanto o Cremesp investiga sua conduta. Caso sejam constatadas irregularidades, a cirurgiã pode ter o registro cassado.

A médica já havia sido suspensa por seis meses das atividades da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), que encaminhou o caso ao Cremesp e retirou o nome dela das listas oficiais de busca da SBCP, assim como de publicações da entidade, como a revista Plastiko’s.

Vídeos considerados antiéticos

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica analisou e considerou antiéticos e sensacionalistas os vídeos que expõem materiais como pele e gordura humana enquanto a cirurgiã dança, sorri e faz coreografias.

Caren, que compartilha sua rotina de trabalho na internet, possui 636 mil seguidores e 11 milhões de curtidas no TikTok. Em um dos vídeos, ela exibe um pedaço de pele e gordura retirado de um paciente, dança e chama o material de “troféu de hoje”. Em outro, mostra potes com gordura após uma cirurgia.

Segundo a SBPC, a médica infringiu cinco artigos do regimento interno da entidade, que proíbem o compartilhamento de imagens de partes do corpo ou de pré ou pós-operatórios, mesmo com autorização expressa do paciente.

A entidade afirmou que a médica também desrespeitou artigos que proíbem o profissional de apresentar resultados de cirurgias ou se autopromover em meios de comunicação com objetivo de conquistar clientes.

A SBCP disse ainda que a cirurgiã anunciou técnicas que supostamente lhe atribuem capacidade privilegiada na realização de determinados procedimentos cirúrgicos, o que também é vedado pelo regulamento interno da entidade.

Cirurgiã plástica Caren Trisoglio Garcia, que atende em Ribeirão Preto, SP, exibe material retirado de pacientes após cirurgias — Foto: Reprodução/Tik Tok

Presidente da Associação de Cirurgiões Plásticos de Ribeirão Preto, Estéfano Luiz Favaretto afirmou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que médicos da cidade ficaram indignados ao ver as publicações de Caren.

Em paralelo à SBPC e ao Cremesp, o presidente da Comissão de Direito Médico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto, Marcos Túlio Paranhos da Costa, também analisa o conteúdo das publicações.

“Se a gente entender que tem algum malefício para população, a gente pode oficiar o Ministério Público (MP) para fazer uma investigação”, diz.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica diz que a cirurgiã plástica Caren Trisoglio Garcia, que atende em Ribeirão Preto, desrespeita código de ética — Foto: Reprodução/Tik Tok

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Mãe de Henry Borel fez selfie quando foi prestar depoimento

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Monique Medeiros Costa e Silva de Almeida, de 32 anos, mãe do menino Henry Borel, fez selfie com seu celular quando foi prestar depoimento na Polícia Civil do Rio de Janeiro, após a morte de seu filho.

No dia do seu depoimento, a mãe de Henry fez uma selfie em que aparece relaxada, com os pés sobre uma cadeira, e ensaiando um leve sorriso ao lado de um homem.

A imagem foi resgatada do celular de Monique, que está em poder da polícia.

Segundo apontou a polícia, as semanas seguintes após a morte de Henry Borel revelaram um lado frio da mãe do menino, suspeita de envolvimento no episódio.

Além da selfie na delegacia, a mãe de Henry, que é professora, após o enterro do filho foi a um salão de beleza no shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca, próximo de onde mora. Monique fez as unhas das mãos, dos pés e escovou os cabelos gastando R$ 240.

Essa frieza também se manifestou, nesta quinta-feira, 8, quando Monique foi presa ao lado do namorado, o vereador Dr. Jairinho. A prisão preventiva foi determinada após a polícia constatar que o casal suspeito agiu para atrapalhar as investigações sobre a morte de Henry.

Segundo apuração da revista Época, desde o momento em que foi presa até o trajeto para a 16ª DP, na Barra da Tijuca, ela não chorou.

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