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Quem foi Yuji Ide, piloto banido da Fórmula 1 por deficiência técnica

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Japonês fez 4 GPs pela Super Aguri em 2006 e foi afastado para não colocar colegas em risco

Os erros e os acidentes cometidos pelo russo Nikita Mazepin, piloto da Haas em 2021, têm preocupado os fãs da Fórmula 1 e também toda a mídia especializada. Tudo bem que ele corre pela pior equipe da atualidade na categoria, mas a capacidade do piloto cometer erros é um dos destaques negativos destes dois primeiros GPs da temporada. A primeira corrida dele durou apenas três curvas e acabou no muro em Sakhir. E o desempenho de Mazepin me fez lembrar do caso ocorrido há 15 anos, justamente após uma corrida em Imola: o último piloto a ser banido da F1 por deficiência técnica.

A grande novidade para a temporada 2006 da Fórmula 1 era a estreia de uma equipe 100% japonesa. Comandada pelo ex-piloto Aguri Suzuki, que foi o primeiro piloto do Japão a subir ao pódio na categoria (GP do Japão de 1990, em terceiro), a Super Aguri era bancada pela Honda, que tinha sua equipe oficial na época, com o inglês Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello de titulares. Mas a montadora queria dar chances para pilotos japoneses chegarem à F1. Era o papel da Super Aguri.

Takuma Sato, então com boa experiência de três temporadas completas na F1 (e posteriormente duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis), foi escolhido para liderar o time. Para a segunda vaga, a Honda foi olhar para o automobilismo interno do Japão. E escolheu um veterano piloto, na época com 30 anos, vice-campeão da Fórmula Nippon, a principal categoria de monopostos do país, em 2005: Yuji Ide. Só que a ideia já se revelava péssima na pré-temporada de 2006.

A primeira experiência de Yuji Ide com um carro de Fórmula 1, nos testes de 2006 em Barcelona — Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Antes de seguir, uma contextualização: por ter definido sua estreia em cima da hora, a Super Aguri teve de apelar para um chassi antigo adaptado, o A23 da Arrows usado em 2002, mas equipado com o motor Honda atualizado. Ainda assim, o desempenho de Ide foi abaixo da crítica. Nos testes, andou sempre muito atrás do companheiro Sato – quase cinco segundos mais lento. A estreia oficial foi no GP do Barein, onde toda a dificuldade do japonês ficou exposta já nos treinos livres. Ele simplesmente não conseguia fazer as curvas corretamente e acelerava tardiamente, mesmo com um carro com controle de tração na época.

Um desastre total. Só não largou em último no Barein porque Kimi Raikkonen, então na McLaren, teve problemas. Na corrida, Ide adotou o lema devagar e sempre – vinha em último quando seu motor quebrou. Na segunda prova, o GP da Malásia, melhorou um pouco, ficou a 1s709 do tempo de Sato na classificação, e largou em 18º (David Coulthard, Rubens Barrichello, Felipe Massa e Ralf Schumacher foram punidos com dez posições no grid por troca de motor). Mas Sepang repetiu o enredo de Sakhir: Ide era o último até seu propulsor quebrar.

Yuji Ide em sua estreia na Fórmula 1 com a Super Aguri, no GP do Barein de 2006 — Foto: Divulgação/Bridgestone

O mau desempenho de Ide começou a atrair atenções negativas das equipes rivais e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). E o desempenho na terceira prova do ano, na Austrália, só piorou a situação. Ide chegou a cometer três erros em uma mesma volta nos treinos livres. No Q1, a primeira parte da classificação, atrapalhou Rubens Barrichello, que foi eliminado, e ficou em último, a 3s385 de Sato. Pelo menos conseguiu completar a corrida, que teve três entradas do safety car, em 13º e último, a três voltas do vencedor Fernando Alonso, da Renault.

Pressionado, Ide foi para sua quarta corrida na Fórmula 1, o GP de San Marino, em Imola. Na classificação, uma evolução: ficou a apenas 1s673 de Sato. Mas estragou tudo na corrida, logo na primeira volta: na Variante Villeneuve, a quinta curva do circuito, tentou uma manobra desastrada e fez o holandês Christijan Albers, da Midland, capotar. Foi a pá de cal na carreira do japonês na Fórmula 1. A FIA repreendeu o piloto e, posteriormente, cassou sua superlicença. Ide perdeu a vaga para o francês Franck Montagny, e ficou como piloto de testes da Super Aguri.

Yuji Ide dá mais uma escapada em sua curta passagem pela F1, em 2006 — Foto: Getty Images

Depois do fiasco, Yuji Ide nunca mais voltou a pilotar um carro de Fórmula 1. Voltou para o Japão e retomou sua carreira no automobilismo doméstico. Correu na Fórmula Nippon e na Super GT, com resultados discretos – apenas uma vitória na categoria de turismo em Suzuka-2010. E o piloto japonês entrou para a história da F1 como um dos piores pilotos de todos os tempos, até hoje lembrado pelos fãs de automobilismo por suas barbeiragens em apenas 4 GPs disputados.

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Kleber Andrade recebe duas partidas válidas pelas quartas de final do Campeonato Capixaba

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O Estádio Estadual Kleber Andrade vai receber, nos próximos dias, duas partidas válidas pelas quartas de final do Campeonato Capixaba. A primeira, entre Vilavelhense e Vitória, acontece já nesta quinta-feira (6), às 18h30, e é o jogo de ida dessa fase mata-mata.

Sétimo colocado na primeira fase, quando conquistou 12 pontos, o Vila será o mandante da partida e terá a difícil missão de superar o Vitória, que fez a segunda melhor campanha com 17 pontos. A partida de volta entre as duas equipes está marcada para domingo (9), também às 18h30, no estádio Salvador Costa, em Vitória.

O segundo jogo dessa fase a ser disputado no Klebão vai colocar frente a frente Rio Branco e Serra. O confronto entre as equipes acontece no domingo (9), às 18h30. Maior campeão estadual, com 37 títulos, o time capa-preta perdeu o primeiro jogo para o Serra por 1 a 0, no Robertão, e precisa vencer para seguir vivo na competição.

Números

Principal palco esportivo do Espírito Santo, o Kleber Andrade recebeu nove jogos durante a primeira fase do Capixabão, sendo cinco do Rio Branco e quatro do Vilavelhense.

Em virtude da portaria assinada pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport) para auxiliar os times capixabas durante este período de pandemia e sem torcida nos estádios, todos os jogos foram realizados com isenção de taxa para ambas as equipes.

Além dos jogos da competição estadual, outras três partidas, todas válidas pela Copa do Brasil, foram disputadas no estádio este ano. Em março, o Kleber Andrade recebeu os confrontos entre Rio Branco e Sampaio Corrêa, Marília e Criciúma, e Mirassol e Bragantino.

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Sesport visita municípios do norte do Estado para debater projetos e parcerias com prefeituras

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O secretário de Estado de Esportes e Lazer, Júnior Abreu, esteve nas cidades de Jaguaré, Montanha e São Mateus, nessa terça-feira (04) e nesta quarta-feira (05), visitando obras, áreas esportivas e realizando reuniões com os prefeitos e secretários de Esporte para tratar da parcerias entre a Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport) desses municípios. O objetivo da visita foi avaliar locais para a construção de outros equipamentos, ampliar programas e fomentar o esporte no norte do Estado.

Uma das principais obras da Sesport na região é a do espaço multiesportivo de Jaguaré, que está sendo realizada por meio de convênio com a Prefeitura, com  um investimento total de R$ 2,9 milhões. O secretário Júnior Abreu foi até o local, ao lado do prefeito Marcos Guerra, para acompanhar o andamento dos trabalhos. O complexo, construído na Avenida Nove de Agosto, está praticamente concluído e contará com campo de futebol soçaite, quadras de tênis e poliesportiva, pista de skate, vestiários, estacionamento, além de um campo de areia e pista de caminhada.

A expectativa é de que cerca de três mil pessoas serão beneficiadas assim que a obra estiver pronta, incluindo crianças e adolescentes, de seis a 16 anos, que participam do projeto Campeões de Futuro, realizado pela Sesport. No local devem acontecer atividades dos núcleos futebol, futsal, karatê, vôlei e ginástica rítmica.

Em São Mateus, Júnior Abreu se reuniu com o prefeito Daniel Santana e o secretário municipal de Esportes, Jasson Barcellos, para debater a importância do esporte como ferramenta de inserção social e ouvir as demandas do município. “A presença do secretário Júnior Abreu aqui em São Mateus e na região, representando a Sesport e o governador Renato Casagrande, é de grande importância, pois, além de fortalecer os nossos projetos, é uma forma de mostrarmos a realidade que cada município tem em termos de estrutura”, comentou Barcellos.

Já em Montanha a visita contou também com a presença da vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, que participou da solenidade de entrega do Cartão ES Solidário. No município, o prefeito Andre Sampaio e a secretária municipal de Esportes, Marisa Salvador, conversaram com Júnior Abreu sobre os planos para a cidade no segmento no esportivo.

“A visita do secretário Estadual é de grande importância para que ele possa entender os projetos que temos para o município e também as nossas necessidades. Como, por exemplo, estamos planejando, em parceria com a Sesport, a construção de uma quadra no bairro Amazonas, que é um projeto que visa a fomentar um local a mais para a prática de esportes, próximo a um local onde já contamos com outros equipamentos esportivos”, declarou Sampaio.

O secretário Júnior Abreu explicou a importância de percorrer o interior para vistoriar obras e conversar com os gestores municipais: “Essas visitas ao interior são importantes porque permitem que a gente conheça a realidade específica de cada município e possa ser ainda mais útil nas intervenções do Estado. Olhar as áreas esportivas e os projetos que podem ser feitos nessas regiões é gratificante. Com a queda do número de casos da Covid-19, a intenção é realizar outras visitas como essa nos demais municípios capixabas”, frisou.

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