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Internacional

Rainha Elizabeth II pode permanecer em quarentena até que vacina seja encontrada

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A rainha e o príncipe Philip estão isolados no castelo de Windsor desde o dia 19 de março

A rainha pode permanecer em isolamento por “meses” e não voltar aos deveres reais até que uma vacina seja encontrada – mesmo que isso demore anos para acontecer. Enquanto o governo britânico já planeja reabrir comércios e outras atividades durante a pandemia de coronavírus nas próximas semanas, a rainha Elizabeth II, de 94 anos, suspendeu todos os seus compromissos públicos e permanece isolada com o marido, o príncipe Philip, no castelo de Windsor.

A Rainha Elizabeth 2ª na companhia do Príncipe Charles, do Príncipe William, da duquesa Kate Middleton, do Príncipe Harry e da duquesa Meghan Markle e de outros membros da Família Real Britânica em um evento da realeza (Foto: Getty Images)

A Rainha Elizabeth 2ª na companhia do Príncipe Charles, do Príncipe William, da duquesa Kate Middleton, do Príncipe Harry e da duquesa Meghan Markle e de outros membros da Família Real Britânica em um evento da realeza.

O biógrafo da realeza, Andrew Morton, 66 anos, disse ao portal The Sun que teme que a rainha, cuja agenda não deve ser retomada até o último trimestre do ano, talvez nunca consiga retornar às suas tarefas regulares e provavelmente será vista em links de TV ou vídeo em vez de em eventos públicos. A medida é uma forma preventiva devido ao risco de pegar o Covid-19. Ele disse ao jornal: “É terrivelmente triste, mas não consigo ver como a rainha pode retomar seu trabalho habitual. O vírus Covid-19 não vai desaparecer tão cedo e estará conosco por meses, se não anos. Seria muito arriscado para a rainha começar a encontrar pessoas regularmente”.

Andrew, que escreveu ‘Diana: Her True Story’, em 1992, acrescentou que, embora a realeza goste de se encontrar com o público, essas reuniões representariam um risco para ela e para o príncipe Philip, que completará 99 anos no próximo mês. Hoje, uma porta-voz do Palácio de Buckingham disse que a monarca continua “ocupado”, conduzindo uma audiência semanal com o primeiro-ministro por telefone e recebendo suas caixas vermelhas diárias de documentos do governo.

A Rainha Elizabeth 2ª (Foto: Instagram)

Eles acrescentaram que Sua Majestade “seguirá os conselhos apropriados sobre compromissos” e manterá contato com sua família por telefone e videochamadas. Hoje, o jornal The Sunday Times noticiou que o Palácio de Buckingham será fechado durante o verão britânico pela primeira vez em 27 anos, com eventos cancelados, incluindo o Trooping the Color. Acredita-se que essa seja a ausência mais longa da monarca de 94 anos de seus deveres oficiais em seu reinado de 68 anos.

A rainha e o duque de Edimburgo estão isolados desde 19 de março. A monarca geralmente retorna de Windsor para sua residência no centro de Londres em maio, antes de sua pausa anual em Balmoral em julho, que também deve não acontecer. Uma visita de estado da África do Sul também está suspensa por enquanto. A rainha – que fez um discurso no VE Day elogiando o espírito da Grã-Bretanha durante o confinamento – participou de último compromisso público no serviço do Dia da Commonwealth na Abadia de Westminster, em março – que também foi a aparição oficial final do príncipe Harry e Meghan Markle como membros sêniores da Família Real.

Uma fonte real disse à publicação: “A rainha não fará nada que seja contrário aos conselhos das pessoas na sua categoria [de idade] e ela seguirá todos os conselhos apropriados. Ela gostaria de ser vista como sendo responsável por suas ações”.

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Internacional

Professora é presa suspeita de dar balas de maconha a alunos com boas notas

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A escola informou, por meio de nota, que “a segurança dos alunos é a maior prioridade” e que a professora foi demitida

Uma professora do ensino fundamental foi presa após oferecer uma caixa de balas de maconha a alunos como recompensa por bom comportamento. Victoria Farish Weiss, de 27 anos, entregou-se à polícia na última sexta-feira (15), em Lexington, no estado da Carolina do Sul (EUA), após receber um mandado de prisão.

O caso ocorreu em 23 de setembro na Escola Primária Rocky Creek e estava sendo investigado pela polícia local.

O xerife Jay Koon disse ao ABC News que a mulher misturou as balas de maconha em uma caixa com outros doces sem querer.

Apesar de a professora ter o costume de dar as balas como recompensa aos alunos que tirassem notas altas, nenhum estudante chegou a consumir os doces com a droga.

“Os detetives confirmaram durante as entrevistas que um aluno pegou um pacote de comestíveis ilegais, mas que Weiss pediu para ele trocar por outro”, afirmou o xerife.

No dia seguinte à denúncia anônima, os policiais foram até a casa da educadora e encontraram pacotes da bala com cannabis, iguais aos que foram escolhidos pelos alunos na sala de aula.

“Comestíveis de maconha são produtos alimentícios à base de cannabis. Eles vêm em várias formas, mas os itens neste caso eram doces”, acrescentou Koon.

A escola informou, por meio de nota, que “a segurança dos alunos é a maior prioridade” e que a professora foi demitida.

Weiss está presa por posse de droga no Centro de Detenção do Condado de Lexington.

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Internacional

Ex-general diz que Venezuela mandou dinheiro para Lula

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Partidos da esquerda na América Latina e também na Europa teriam sido financiados ilegalmente por Chávez e Maduro

O ex-chefe do Serviço Secreto da Venezuela, general Hugo Armando Carvajal, conhecido como Pollo Carvajal, enviou uma carta de sete páginas para o juíz espanhol Manuel García-Castellón relatando detalhes de um esquema de financiamento de partidos de esquerda na América Latina e na Europa pelos governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações foram divulgadas pelo site espanhol Okdiario nesta semana.

“O governo venezuelano financia ilegalmente movimentos políticos de esquerda no mundo há pelo menos 15 anos, incluindo o financiamento da criação do partido político espanhol Podemos”, diz Carvajal. “Enquanto eu era diretor de Inteligência Militar e Contrainteligência da Venezuela, recebi muitos relatórios apontando que esse financiamento internacional estava acontecendo”.

Carvajal  cita como exemplos “concretos” de beneficiados pelo esquema de financiamento: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Néstor Kirchner, na Argentina; Evo Morales, na Bolívia; Fernando Lugo no Paraguai; Ollanta Humala, no Peru; Zelaya em Honduras; Gustavo Petro na Colômbia; Movimento Cinco Estrelas na Itália e o partido Podemos na Espanha.

No documento de sete páginas endereçado à justiça espanhola, ele relata em detalhes como era o envio de dinheiro para a Espanha durante a criação do partido de esquerda Podemos. Segundo Carvajal, os valores foram transportados para a Europa por meio de malas diplomáticas, um sistema oficial de correspondência entre governos e o corpo diplomático no exterior e que não podem ser violadas.

Ele conta que o dinheiro era levado por um homem de confiança do governo venezuelano da embaixada de Cuba, em Caracas, para o Ministérios das Relações Exteriores, onde era recebido por Williams Amaro, secretário de Maduro.

Amaro seria o responsável por enviar as quantias para a embaixada do país na Espanha por meio de malas diplomáticas. Já em território espanhol, o dinheiro era recebido por Ramón Gordils, vice-ministro de Cooperação Econômica da Venezuela e presidente do Bancoex de Comércio Exterior, e entregue para Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do Podemos.

Carvajal conta na carta que a última vez que soube desse tipo de operação foi em 7 julho de 2017, quando Ramón Gordils retornou a Caracas em um voo da Iberia.

Ele afirma ter como provar a existência do esquema de financiamento de partidos de esquerda pelo governo da Venezuela. “Tenho informantes que testemunharam diferentes estágios dessa rede. Pedi aos meus advogados que os contatassem enquanto eu estava na prisão para perguntar se eles estariam dispostos a atestar meu testemunho e alguns responderam sim para concordar em testemunhar perante um juiz.” 

Capturado na Espanha

Caravajal foi preso na Espanha em setembro acusado de envolvimento no tráfico de drogas. Ele estava foragido desde novembro de 2019, quando vivia em Madri, um dia antes de sua extradição para os Estados Unidos ser autorizada.

“Estou há dois anos trancado em apartamentos. Mudava a cada três meses, menos nesta ocasião, em que fiquei oito meses no mesmo apartamento”, disse aos policiais no momento em que estava sendo algemado.

A agência antidrogas dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa equivalente a R$ 50 milhões por informações que levasse à prisão do ex-chefe do Serviço Secreto da Venezuela.

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