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Política e Governo

Rede Inova Café desenvolve pesquisas para maior qualidade e produção no Estado

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O desenvolvimento progressivo e duradouro da atividade cafeeira no Espírito Santo e o maior controle da qualidade dos cafés são os principais objetivos da Rede Inova Café. Criada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a Rede é coordenada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e é também composta pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Vila Velha (UVV) e pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). 

 A Rede Inova Café é composta por nove projetos de pesquisa, com o total de 53 pesquisadores envolvidos, sendo constituída por três eixos interconectados: Boas práticas e manejo; Absorção, efeitos e degradação; e Transferência de tecnologia. Os estudos realizados pela Rede desenvolvem metodologias para o maior controle de plantas daninhas no cafeeiro, além de entender o metabolismo que ocorre nas plantas. As pesquisas são desenvolvidas com o propósito de difundir o conhecimento científico e a capacitação de técnicas de manejo em campo entre cafeicultores e seus grupos associativos. O financiamento das pesquisas, no total de R$ 2,6 milhões, é realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), somado com o patrocínio da Nescafé. 

 Um dos fatores que mais afeta o rendimento do café é a ocorrência das plantas daninhas. Elas ocorrem no ambiente agrícola competindo com as culturas de valor econômico, como no caso do café, e afetam diretamente a sua produtividade e depreciam a qualidade final do produto, além de elevar o custo da produção, dificultar a colheita e servirem de hospedagem para pragas e doenças.

 Os projetos de pesquisa estudam e avaliam os níveis de resíduos dos herbicidas, usados no controle das plantas daninhas, a fim de fornecer evidências objetivas dos impactos nos grãos do café. A Rede tem ainda o objetivo identificar boas práticas agrícolas para o manejo adequado dos defensivos agrícolas nas lavouras cafeeiras do Estado e criar novas tecnologias para serem transferidas diretamente ao produtor capixaba. 

Transferência de tecnologia e conhecimento

Entre as metas da Rede está a realização de capacitações e treinamentos com os extensionistas do Incaper e técnicos de instituições parceiras a respeito das tecnologias geradas pelas pesquisas científicas. Dentre os nove projetos que compõem a Rede Inova Café, dois são coordenados por pesquisadores do Incaper.

 “A Rede aproxima o conhecimento científico gerado pelas pesquisas às necessidades dos agricultores familiares do Estado. Por isso, as principais ações de transferência de tecnologia e conhecimentos gerados através da Rede são coordenadas e executadas pelo Incaper”, disse o diretor presidente do Incaper, Antônio Machado. 

 “A partir do conjunto integrado da pesquisa com a disseminação das informações, além da parceria do sistema agrícola com as instituições, não tenho dúvidas que a qualidade do café, produto de uma das mais importantes atividades agrícolas do Estado, será superior este ano, proporcionando o aumento da produtividade, gerando emprego e renda para os produtores capixabas”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto.

 A diretora técnica do Incaper, Sheila Posse, destacou que a integração dos serviços de Pesquisa e Assistência Técnica favorece uma verdadeira revolução na geração e difusão de tecnologias, uma vez que possibilita uma maior celeridade no processo de transferência de tecnologia. A diretora é pesquisadora e coordenadora do projeto intitulado “Capacitação, treinamento e transferência de tecnologia e inovação para o setor produtivo da cadeia do café capixaba quanto ao uso racional de herbicidas nas lavouras”.

Vídeos para capacitação de cafeicultores

O primeiro objetivo do projeto da pesquisadora é realizar uma campanha de conscientização com os técnicos e cafeicultores sobre a importância da qualidade da pulverização e boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas, seguindo rigorosamente a dosagem recomendada, o tipo de bico, época de aplicação, regulagem e calibração dos equipamentos, dentre outras tecnologias de aplicação de defensivos recomendadas.

 Para atingir a meta, serão divulgados, neste mês de março, vídeos técnicos no canal do Incaper, no YouTube, que irão alertar os cafeicultores sobre as boas práticas de aplicação dos defensivos agrícolas. Posteriormente, também serão veiculados materiais gráficos em formato de folders e cartilhas impressas e na forma digital, para os cafeicultores capixabas. 

“Como forma de difusão de todas as informações geradas nessa Rede, o cafeicultor capixaba acompanhará uma série de vídeos técnicos que o auxiliarão no melhor manejo e convivência com essas plantas daninhas”, informou Sheila Posse.

Controle de plantas daninhas no cafeeiro

O coordenador de cafeicultura do Incaper, Abraão Carlos Verdin, coordena o projeto da Rede com o título: “Épocas de aplicação de herbicidas e princípios ativos no controle de plantas daninhas em cafeeiros”. O projeto consiste em verificar o manejo adequado de plantas daninhas nos cafeeiros a partir de diferentes épocas. A pesquisa também tem como propósito reduzir o uso de defensivos agrícolas ou apresentar resultados de inovação com substitutos e, até mesmo, criar alternativas viáveis de baixo custo aos produtores rurais.

Os estudos do projeto estão sendo desenvolvidos nas Fazendas Experimentais do Incaper em Marilândia e Venda Nova do Imigrante e em uma propriedade rural em Castelo. Os aspectos biométricos, fisiológicos, nutricionais e produtivos das plantas em lavouras de café serão avaliados em laboratórios do Incaper, Ufes, UVV e UENF. Posteriormente, outros estudos realizados pela Rede irão se completar ao projeto do pesquisador para reunir as informações de aspectos dos manejo, fisiologia e química dos grãos. 

“Estamos realizando levantamentos do uso de herbicidas em diferentes períodos e ambientes para serem feitas coletas de amostras para análises químicas. Com essas informações será possível verificar se o uso de defensivos causa efeitos sobre o metabolismo secundário do café, além de fornecer evidências objetivas dos impactos nos grãos de café”, explicou Abraão Carlos Verdin.

Desenvolvimento dos projetos de pesquisa

Os projetos de pesquisa da pela Rede Inova Café, coordenados pela UFES e UVV, estão em desenvolvimento e têm prazo de vigência até 2022. As expectativas são que os conhecimentos sobre as pesquisas científicas comecem a ser difundidos ainda neste ano de 2021, assim como a primeira meta do projeto de transferência de tecnologia.

“Nos últimos anos a capina manual nas lavouras de café deixaram basicamente de existir, passando quase que exclusivamente para a capina química com herbicidas. Os resultados da Rede visam a difundir o manejo adequado das plantas daninhas na lavoura do cafeeiro. As pesquisas estão buscando ainda identificar as boas práticas e manejo das plantas daninhas e conhecer os mecanismos de absorção, degradação e os efeitos dos herbicidas na produtividade e qualidade final da bebida do café”, completou a diretora técnica.

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Assembleia aprova indicação de Bruno para priorizar vacinação de garis

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Proposta que beneficia profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo estadual. Meta do deputado é imunizar a categoria para evitar problemas sanitários, em caso de paralisação dos serviços

Depois de priorizar num projeto de lei a vacinação dos profissionais da Segurança Pública e da Educação e ter seus pedidos atendidos pelo governo do Estado, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que é do mesmo partido do governador Renato Casagrande, teve aprovado pela Assembleia Legislativa a indicação que prioriza a imunização dos profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública, os chamados garis.

Na proposta, que foi aprovada por unanimidade na sessão da última terça-feira (13), mas só será levada adiante se tiver o aval do governador, Bruno requer que os profissionais sejam inclusos na primeira fase do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, de modo a ser prioritariamente vacinados, ao lado dos profissionais de Segurança, Educação e idosos acima de 60 anos.

“Os garis, ao lado dos profissionais de Segurança e da Educação, prestam serviços essenciais à população. A paralisação dos serviços de varrição e coleta pública de dejetos são capazes de gerar graves problemas sanitários, além daqueles decorrentes da pandemia. Desse modo, há uma urgência, de primeira ordem, na vacinação desses profissionais, como forma de evitar a paralisação de seus serviços”, justificou o deputado.

E completou: “A preservação da vida e manutenção do trabalho desses profissionais essenciais deve ser inserida em destaque na ordem do Plano Estadual de Vacinação para que sejam vacinados até o fim de abril ou início de maio. É a indicação que fazemos ao governador.”

Bruno, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, conseguiu uma importante vitória na última quinta-feira (15), quando o governador deu início, num ato simbólico, à vacinação dos profissionais da área da Educação. A primeira a receber a dose foi a professora Débora Cristina Marques de Morais, de 50 anos, da Escola Elza Lemos Andreatta, de Vitória.

Os primeiros a serem imunizados, a partir da próxima semana, são professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o ordenamento por faixa etária, iniciando pelos profissionais de 50 a 59 anos.

PARCERIA

Mas para Bruno a conquista só foi possível devido à articulação e parceria das entidades ligadas à Educação.

“Propomos e realizamos audiência pública com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) e a Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo (Adires), para articular junto ao governo esta importante conquista. Também protocolamos um projeto de lei priorizando a vacinação desses profissionais”, frisou Bruno.

O parlamentar lembra que, durante a audiência, assumiu o compromisso de que a vacinação dos profissionais da Educação teria início no Estado e que, agora, está aliviado porque cumpriu com a palavra.

“É um ato de esperança e de respeito ao profissional de Educação porque irá possibilitar, em algum momento, o retorno às aulas presenciais com todos os protocolos de segurança”, lembrou.

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MPES quer que mulher do prefeito de São Gabriel deixe cargo na administração municipal

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Marcella Ferreira Rossoni é mulher do prefeito de São Gabriel da Palha, e foi nomeada pela segunda vez neste ano para assumir cargo na prefeitura

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com ação na Justiça para pedir o afastamento da secretária municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de São Gabriel da Palha do cargo. Marcella Ferreira Rossoni Rocha é esposa do prefeito, Tiago Canal Rocha (PSL), e foi nomeada por ele para assumir o cargo no dia 13 de abril. A nomeação ocorreu pela segunda vez este ano. 

O MP requer o afastamento sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. Solicita, ainda, que o prefeito e a secretária sejam condenados nas sanções civis pela prática de improbidade administrativa e condenados a devolverem toda a quantia recebida como salário pela secretária, no período em que permaneceu no cargo.

Entenda o caso

Marcella assumiu o cargo pela primeira vez em 7 de janeiro de 2021. Na ocasião, o MPES instaurou inquérito civil para a apuração de atos de improbidade administrativa por considerar a nomeação “imoral, irregular e ilegal”. O órgão solicitou comprovação da aptidão técnica da secretária. 

“Verificou-se que os certificados apresentados apontavam fortes indícios de falsificação e/ou falsidade ideológica, haja vista que somam um total de 300  horas de cursos realizados em apenas único dia. Os certificados eram datados de 13 de janeiro de 2021, ou seja, após a sua primeira nomeação, e o período de realização dos três cursos eram da mesma data”. 

No dia 25 de janeiro, o órgão recomendou a exoneração imediata de Marcella, devido a falta de qualificação. Três dias depois, ela deixou o cargo. A esposa do prefeito ainda acionou a Justiça pedindo a suspensão da exoneração, mas teve o pedido indeferido pelo juiz Bruno Fritoli Almeida, da 2ª Vara de São Gabriel, que entendeu que a decisão é do prefeito. 

No dia 13 de abril, ela voltou a ser nomeada para a mesma função. “Essa renomeação (…) demonstra que os requeridos estão atuando com notório interesse de ludibriar a verdade dos fatos frente às Instituições Públicas e, principalmente, perante a sociedade”. Segundo o MPES, o prefeito e a esposa têm 15 dias para se manifestarem, se quiserem. 

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito e a mulher dele. 

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