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Medicina e Saúde

Região Norte conta com 119 leitos exclusivos para Covid-19

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As ações da Secretaria da Saúde (Sesa) para promover a assistência aos pacientes contaminados pelo novo Coronavírus (Covid-19) contemplam todas as regiões do Espírito Santo. Na região Norte, o Hospital Roberto Arnizaut Silvares (HRAS) foi definido como referência para tratamento de pacientes com a oferta de 30 leitos de UTI e 26 leitos de enfermaria. Em outra unidade do Estado, o Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço, em Barra de São Francisco, 18 leitos estão sendo preparados.

O superintendente estadual de Saúde da Região Norte, Edilson Morais, informa que o atendimento foi ampliado com a contratualização de leitos no Hospital Geral de Linhares (20 de UTI) e Hospital Rio Doce, também de Linhares, com mais oito leitos de UTI, além d Hospital Meridional de São Mateus (20 de UTI e 15 de enfermaria).Com a estratégia de ampliação de leitos, a Região Norte conta, até esta quinta-feira (25), com 119 leitos disponibilizados exclusivamente para tratamento de pacientes com a Covid-19.

“O plano de ampliação de leitos tem se mostrado eficiente e garantido o atendimento aos pacientes que necessitam de internação; a opção de investimento na rede hospitalar própria permite um legado para a região, uma vez que os investimentos irão permanecer nos hospitais que continuarão prestando atendimento à população”, afirmou Morais.

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O Hospital Roberto Silvares continua sendo a referência para o atendimento de urgência e emergência da região, com serviços de ortopedia e neurocirurgia, bem como urgências em pediatria.

A Sesa também liberou a contratação de quase 200 profissionais para os hospitais da região Norte para reforçar a linha de frente de combate a Covid-19.

Atenção Primária à Saúde

O reposicionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no enfrentamento à pandemia é outro destaque na região e abrange o monitoramento dos 14 municípios quanto às estratégias de saúde da família, fortalecendo a busca ativa para identificar, isolar e monitorar os casos suspeitos a partir da implantação do guia orientador para enfrentamento da pandemia na rede de atenção à saúde. “É um esforço importante para melhorar o monitoramento dos casos e colaborar nas estratégias de contenção do avanço da doença”, reforçou o superintendente.

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Medicina e Saúde

Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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