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Política e Governo

Representantes do Governo, da indústria e do setor empresarial debatem Programa ES Solidário

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O Governo do Estado anunciou, na última semana, um pacote de medidas de proteção social dentro do Programa ES Solidário, visando a dar assistência à população mais necessitada no período de enfrentamento à pandemia. Para potencializar as ações divulgadas, representantes das Secretarias da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico (Sectides), e de Direitos Humanos (SEDH) se reuniram, nesta quinta-feira (01), por meio de videoconferência, com integrantes da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e do movimento empresarial Espírito Santo em Ação para propor a mobilização de esforços e, assim, alcançar o maior número de capixabas.

O Programa ES Solidário prevê entre suas ações a doação de cestas básicas e aquisição de alimentos da agricultura familiar, por meio de aporte financeiro para entidades assistenciais. O pacote de medidas de proteção social tem investimento estimado de R$ 70,86 milhões.

Segundo o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico, Tyago Hoffmann, o Governo do Estado vem fazendo sua parte, apresentando medidas econômicas e sociais, mas a demanda é crescente, já que muitas pessoas perderam o emprego recentemente devido à pandemia, não tiveram tempo de serem inseridas no CadÚnico, por isso, estão fora do radar da concessão de alguns benefícios. A demanda por alimentos, cestas básicas e kits de higiene é real. A parceria com as entidades e instituições tem sido de extrema importância para o enfrentamento do cenário atual.

“Estamos pedindo todo o apoio que possa somar conosco. Mantemos uma importante parceira constante com o setor produtivo e empresarial. Empresas que tiverem interesse em participar com doações ao ES Solidário são bem-vindas. O programa tem total transparência, dispõe de uma conta específica e um site para acompanhamento diário. A Secult está organizando um calendário com 200 lives, com a participação de artistas capixabas, e receberá doações para o programa. Empresas que tiverem interesse podem apoiar esta iniciativa, por meio de doações ou divulgando o mesmo em suas redes”, enfatizou Hoffmann.  

Para a secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, o ES Solidário é um programa que vem dando certo graças à parceria da sociedade civil e de empresas que abraçam a causa. “Somos gratos por isso. O povo capixaba é muito solidário e precisamos contar com esse apoio neste momento, pois as dificuldades provocadas pela pandemia ainda continuam e quem mais sofre é a população mais vulnerável. Agradecemos a abertura e o apoio da Findes e do Espírito Santo em Ação neste momento, com a certeza de que, juntos, vamos conseguir mais doações e proporcionar mais dignidade às pessoas que mais precisam”, afirmou Nara Borgo.

A presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Cris Samorini, destacou que ES Solidário está em sintonia com o movimento Indústria do Bem da Findes. “Ambos são essenciais para as pessoas do nosso Estado. A Federação tem uma preocupação muito grande com as necessidades emergenciais ligadas à falta de alimento e de itens de higiene básica. Entendemos que estamos passando por um momento muito difícil na economia. Muitas famílias perderam renda e o número de desempregados está muito alto. Com isso, essas necessidades primarias estão aparecendo de forma muito destacada, não só no Estado, mas também no País. Há uma preocupação muito grande dos empresários com relação a isso. Acreditamos que é necessário ter esse olhar sobre o lado social. Valorizamos muito o ES Solidário e vamos contribuir com ele”, completou Cris Samorini.

A presidente da Findes disse ainda que, hoje, a Câmara de Alimentos e Bebidas está trabalhando em prol da arrecadação de alimentos. “Temos mil cestas básicas garantidas. Também já acionei o Sindicato da Indústria de Produtos Químicos do Espirito Santo, o Sindiquímicos, para angariarmos itens para compor kits de higienização para serem distribuídos às famílias mais carentes. Nos próximos dias, vamos intensificar as formas de arrecadação de doações, por meio de uma plataforma de financiamento colaborativo. Ela vai possibilitar que qualquer pessoa contribua”, explicou Cris Samorini.

O secretário-executivo do movimento empresarial Espírito Santo em Ação, Orlando Caliman, ressaltou que todas as medidas que vierem agora para ajudar as pessoas que precisam, por meio de cestas básicas e kits de higiene, são iniciativas louváveis. “Do ponto de vista do ES em Ação, a gente já vem apoiando outras iniciativas, mas mais uma vez vamos avaliar a possibilidade de como a nossa atuação pode ajudar a esta iniciativa do Governo”, pontuou Caliman.

ES Solidário

O programa ES Solidário atende às demandas por meio de solicitações feitas por municípios, coletivos, associações e igrejas, com ações sociais que direcionam as doações de donativos às pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza.

Os donativos são recebidos por meio de doações feitas por empresas e pela sociedade civil. Contribuições em dinheiro são usadas para a compra de alimentos e outros itens essenciais. Os repasses são feitos em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMES), responsável pela logística de entrega. Também é possível contribuir por meio de serviços.

Desde o início do programa, foram arrecadadas e distribuídas mais de 21 mil cestas básicas e verdes, além de 6,1 mil kits de higiene e limpeza, 463 pacotes de fraldas geriátricas, 295 frascos de álcool em gel, mais de 23 mil máscaras, além de 6.305 itens avulsos. No total, até o momento, famílias de 50 cidades capixabas foram atendidas pelo ES Solidário.

O Governo do Espírito Santo está organizando doações em dinheiro, serviços, cestas básicas, além de kits de limpeza e de higiene pessoal para ajudar pessoas que estão enfrentando dificuldades por conta da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Para obter mais informações, acesse https://coronavirus.es.gov.br/ESsolidario

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Política e Governo

Assembleia aprova indicação de Bruno para priorizar vacinação de garis

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Proposta que beneficia profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo estadual. Meta do deputado é imunizar a categoria para evitar problemas sanitários, em caso de paralisação dos serviços

Depois de priorizar num projeto de lei a vacinação dos profissionais da Segurança Pública e da Educação e ter seus pedidos atendidos pelo governo do Estado, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que é do mesmo partido do governador Renato Casagrande, teve aprovado pela Assembleia Legislativa a indicação que prioriza a imunização dos profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública, os chamados garis.

Na proposta, que foi aprovada por unanimidade na sessão da última terça-feira (13), mas só será levada adiante se tiver o aval do governador, Bruno requer que os profissionais sejam inclusos na primeira fase do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, de modo a ser prioritariamente vacinados, ao lado dos profissionais de Segurança, Educação e idosos acima de 60 anos.

“Os garis, ao lado dos profissionais de Segurança e da Educação, prestam serviços essenciais à população. A paralisação dos serviços de varrição e coleta pública de dejetos são capazes de gerar graves problemas sanitários, além daqueles decorrentes da pandemia. Desse modo, há uma urgência, de primeira ordem, na vacinação desses profissionais, como forma de evitar a paralisação de seus serviços”, justificou o deputado.

E completou: “A preservação da vida e manutenção do trabalho desses profissionais essenciais deve ser inserida em destaque na ordem do Plano Estadual de Vacinação para que sejam vacinados até o fim de abril ou início de maio. É a indicação que fazemos ao governador.”

Bruno, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, conseguiu uma importante vitória na última quinta-feira (15), quando o governador deu início, num ato simbólico, à vacinação dos profissionais da área da Educação. A primeira a receber a dose foi a professora Débora Cristina Marques de Morais, de 50 anos, da Escola Elza Lemos Andreatta, de Vitória.

Os primeiros a serem imunizados, a partir da próxima semana, são professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o ordenamento por faixa etária, iniciando pelos profissionais de 50 a 59 anos.

PARCERIA

Mas para Bruno a conquista só foi possível devido à articulação e parceria das entidades ligadas à Educação.

“Propomos e realizamos audiência pública com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) e a Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo (Adires), para articular junto ao governo esta importante conquista. Também protocolamos um projeto de lei priorizando a vacinação desses profissionais”, frisou Bruno.

O parlamentar lembra que, durante a audiência, assumiu o compromisso de que a vacinação dos profissionais da Educação teria início no Estado e que, agora, está aliviado porque cumpriu com a palavra.

“É um ato de esperança e de respeito ao profissional de Educação porque irá possibilitar, em algum momento, o retorno às aulas presenciais com todos os protocolos de segurança”, lembrou.

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Política e Governo

MPES quer que mulher do prefeito de São Gabriel deixe cargo na administração municipal

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Marcella Ferreira Rossoni é mulher do prefeito de São Gabriel da Palha, e foi nomeada pela segunda vez neste ano para assumir cargo na prefeitura

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com ação na Justiça para pedir o afastamento da secretária municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de São Gabriel da Palha do cargo. Marcella Ferreira Rossoni Rocha é esposa do prefeito, Tiago Canal Rocha (PSL), e foi nomeada por ele para assumir o cargo no dia 13 de abril. A nomeação ocorreu pela segunda vez este ano. 

O MP requer o afastamento sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. Solicita, ainda, que o prefeito e a secretária sejam condenados nas sanções civis pela prática de improbidade administrativa e condenados a devolverem toda a quantia recebida como salário pela secretária, no período em que permaneceu no cargo.

Entenda o caso

Marcella assumiu o cargo pela primeira vez em 7 de janeiro de 2021. Na ocasião, o MPES instaurou inquérito civil para a apuração de atos de improbidade administrativa por considerar a nomeação “imoral, irregular e ilegal”. O órgão solicitou comprovação da aptidão técnica da secretária. 

“Verificou-se que os certificados apresentados apontavam fortes indícios de falsificação e/ou falsidade ideológica, haja vista que somam um total de 300  horas de cursos realizados em apenas único dia. Os certificados eram datados de 13 de janeiro de 2021, ou seja, após a sua primeira nomeação, e o período de realização dos três cursos eram da mesma data”. 

No dia 25 de janeiro, o órgão recomendou a exoneração imediata de Marcella, devido a falta de qualificação. Três dias depois, ela deixou o cargo. A esposa do prefeito ainda acionou a Justiça pedindo a suspensão da exoneração, mas teve o pedido indeferido pelo juiz Bruno Fritoli Almeida, da 2ª Vara de São Gabriel, que entendeu que a decisão é do prefeito. 

No dia 13 de abril, ela voltou a ser nomeada para a mesma função. “Essa renomeação (…) demonstra que os requeridos estão atuando com notório interesse de ludibriar a verdade dos fatos frente às Instituições Públicas e, principalmente, perante a sociedade”. Segundo o MPES, o prefeito e a esposa têm 15 dias para se manifestarem, se quiserem. 

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito e a mulher dele. 

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