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Internacional

Republicanos rejeitam ideia de Trump de adiar as eleições

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Aliados do presidente dos EUA não endossaram proposta para atrasar a votação; o Congresso é o único poder capaz de promover essa alteração

O presidente dos EUA, Donald Trump, levantou nesta quinta-feira (30) a possibilidade de adiamento da eleição presidencial de 3 de novembro, uma ideia rejeitada imediatamente tanto por democratas quanto por republicanos no Congresso — único poder com autoridade para fazer tal alteração.

Críticos e até aliados de Trump refutaram a ideia, que não levaram a sério, e alguns disseram ser apenas uma tentativa de desviar a atenção diante de notícias econômicas devastadoras.

O comentário de Trump no Twitter veio no momento em que os EUA atravessam uma das maiores crises de uma geração: a pandemia do novo coronavírus que já cobrou mais de 150 mil vidas, uma recessão paralisante provocada pelo surto e protestos de âmbito nacional contra a violência policial e o racismo.

Problemas na economia e nas pesquisas

Na manhã desta quinta-feira (30), o governo dos EUA anunciou a pior contração econômica desde a Grande Depressão.

Trump, que pesquisas de opinião mostram atrás e perdendo terreno para o adversário democrata e ex-vice-presidente Joe Biden, também disse que não confiaria nos resultados de uma eleição que incluísse uma votação pelo correio em larga escala — uma medida que muitos observadores consideram essencial por causa da pandemia de coronavírus.

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Sem provas para apresentar, Trump repetiu alegações de fraude nas votações pelo correio.

“Com uma votação universal pelo correio (não votação fora do domicílio, que é boa), 2020 será a eleição mais IMPRECISA E FRAUDULENTA da história. Será um grande constrangimento para os EUA”, tuitou Trump. “Adiar a votação até as pessoas poderem votar de forma apropriada, garantida e segura???”

Os Estados Unidos realizaram eleições ao longo de 200 anos, inclusive durante a Guerra Civil, a Grande Depressão e duas guerras mundiais. O Artigo 2 da Constituição dá ao Congresso o poder de programar as eleições, e a 20ª emenda encerra o mandato do presidente e do vice-presidente no dia 20 de janeiro seguinte à eleição geral.

Republicanos rejeitam a ideia

Diversos parlamentares republicanos — entre eles o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, e o republicano mais graduado da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy — rejeitaram a ideia.

“Nunca na história das eleições federais deixamos de realizar uma eleição, e deveríamos ir adiante com nossa eleição”, disse McCarthy.

O senador Lindsey Graham, um aliado de Trump, disse: “Adiar a eleição provavelmente não seria uma boa ideia”.

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Trump já havia insinuado que não confiaria nos resultados do pleito — queixas semelhantes àquelas que fez antes da disputa de 2016. No entanto, o presidente não havia sugerido tão diretamente mudar a data de 3 de novembro.

Trump questiona, sem argumentos, a legitimidade da votação pelo correio, que tem sido usada com muito mais frequência nas eleições primárias em meio à pandemia.

Ari Fleischer, que foi porta-voz da Casa Branca no governo do presidente republicano George W. Bush, disse que Trump deveria apagar o tuíte.

“Esta é uma ideia que ninguém, especialmente o presidente dos Estados Unidos, deveria cogitar. Nossa democracia se baseia em eleições nas quais todos conhecem as regras e elas se aplicam a todos”, disse Fleischer. “Senhor presidente, por favor, nem finja brincar com isso. É uma ideia nociva”.

Os democratas, incluindo o candidato presidencial Joe Biden, já iniciaram preparativos para proteger os eleitores e a eleição devido ao temor de que Trump tente interferir com o pleito ou questionar os resultados — especialmente se o resultado final for adiado pela chegada tardia de votos enviados pelo correio.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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Internacional

Nos EUA, leite para bebês desaparece das prateleiras

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Famílias viajam a cidades próximas em busca do produto

Os Estados Unidos enfrentam escassez de leite em pó para bebês. O cenário se desenhou em virtude de problemas nas cadeias logísticas causados pela pandemia de covid-19, além de dificuldades para se encontrar mão de obra no país, comprometendo a chegada do produto às prateleiras dos supermercados.

Em fevereiro, a situação se agravou porque a Abbot Nutrition, maior fornecedora de leite nos EUA, fez um recall de mercadorias. Isso porque pelo menos quatro bebês foram hospitalizadas com infecções bacterianas, enquanto outros dois morreram depois de consumirem os produtos da marca.

Após o ocorrido, a empresa fechou sua unidade no Michigan. Dessa forma, o índice de desabastecimento de leite para bebês nos Estados Unidos chegou a quase 45% na semana passada, de acordo com o Datasembly, provedor de dados do varejo. Supermercados nos EUA chegaram a limitar a venda do produto.

“O escopo sem precedentes deste recall de fórmula infantil tem sérias consequências para bebês e pais”, disse Brian Dittmeier, diretor nacional de políticas públicas da WIC Association, em entrevista ao jornal New York Times.

Sem leite para bebês, famílias relatam caos

Ao New York Times, famílias relatam que estão formando grupos no Facebook para alertar uns aos outros sobre estoques reabastecidos e preços mais em conta. Alguns chegam a dirigir por horas e visitar até seis lojas em cidades próximas para encontrar uma lata — ou mais prateleiras vazias.

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A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, prometeu dar seguimento a um projeto de lei para garantir autoridade emergencial ao programa federal de assistência alimentar a mulheres e crianças, buscando flexibilizar as restrições sobre os tipos de leite que podem ser adquiridos.

O presidente Joe Biden classificou a escassez de leite como o problema mais urgente enfrentado por ele, e afirmou que a FDA está tomando medidas que podem ter resultados nas próximas semanas.

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