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Política Nacional

Rigoni anuncia apoio a Baleia Rossi na eleição para presidente da Câmara

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Em comunicado, o deputado capixaba disse acreditar que o candidato do MDB dará andamento à agenda de reformas no país

O deputado federal Felipe Rigoni (PSB) manifestou publicamente sua intenção de votar em Baleia Rossi (MDB-SP) na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, marcada para a próxima segunda-feira (1º). Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28), Rigoni disse acreditar que o candidato dará andamento à agenda de reformas no país.

“Após dialogar com os candidatos que disputam a presidência da Câmara, decidi pelo voto no deputado Baleia Rossi. Dele ouvi o compromisso de dar andamento à agenda de reformas, tirando da gaveta questões urgentes como a modernização do nosso sistema tributário”, afirmou Rigoni, no comunicado.

No texto, o deputado capixaba destacou a atuação da Câmara, no ano passado, em relação a assuntos importantes referentes à pandemia, e os desafios que a Casa terá em 2021, principalmente no que se refere à vacinação da população, à colocação das contas públicas em ordem e à promoção das reformas estruturantes que estimulem a economia.

“Acredito na construção coletiva, no diálogo e tenho a certeza de que o governo federal terá na Câmara um espaço para aperfeiçoamento de ideias e de construção coletiva. Queremos um Brasil com mais saúde e desenvolvimento. É agindo assim que faremos uma boa política”, destacou.

Apesar da preferência de Rigoni pelo candidato do MDB, a tendência é que a maioria dos deputados da bancada capixaba opte por votar em Arthur Lira (PP-AL). Amaro Neto (Republicanos) e Neucimar Fraga (PSD) já declararam que vão seguir a orientação de seus partidos para o voto em Lira. 

Evair de Melo (PP) é cabo eleitoral do colega de partido e, inclusive, acompanhou o candidato em visita feita ao Espírito Santo, na última segunda-feira (25). Já Soraya Manato (PSL) disse que vota de acordo com o apoio anunciado pelo Palácio do Planalto — que está do lado do candidato do PP.

Além de Rigoni, quem já manifestou voto por Baleia Rossi foi Helder Salomão (PT). Ted Conti (PSB) disse que pretende seguir a orientação do partido, que apoia o candidato do MDB, mas ainda não fechou o voto. 

Da Vitória (Cidadania) informou que ainda conversa com os candidatos para tomar uma decisão. Lauriete (PSC) disse que pretende conversar pessoalmente com os dois candidatos para decidir o voto. Já Norma Ayub (DEM) também afirmou que ainda está avaliando cada um dos candidatos e não definiu o voto.

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Política Nacional

AO VIVO | Bolsonaro discursa na sede da ONU em Nova Iorque

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Bolsonaro faz o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral da entidade. Os três utilizavam máscaras de proteção contra a covid-19

Acompanhado pela primeira-dama, Michele Bolsonaro, e do seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o presidente da República, Jair Bolsonaro chegou na manhã desta terça-feira, 21, à sede da Organização da Nações Unidas (ONU), onde faz o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral da entidade. Os três utilizavam máscaras de proteção contra a covid-19.

O chefe do Planalto chega ao evento pressionado por pares internacionais por ser o único líder do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, a recusar publicamente a imunização contra o novo coronavírus.

De acordo com a agenda oficial de Bolsonaro, antes do discurso, ele se reúne com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres.

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Política Nacional

STJ aceita denúncia e governador do Amazonas, Wilson Lima, vira réu

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Chefe do Executivo amazonense é acusado de envolvimento com irregularidades na compra de respiradores

Por unânimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), acusado de envolvimento em fraudes de licitações para a compra de respiradores. A aquisição ocorreu em razão do avanço da pandemia de covid-19.

Wilson e outras 15 pessoas foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato, fraude a licitações e pelo delito de embaraço às investigações. De acordo com o MPF, a dispensa de licitação para a compra dos equipamentos ocorreu para criar um esquema de “sobrepreço” e “direcionamento de contratação”. A denúncia foi recusada contra dois acusados.

A Polícia Federal aponta que o sobrepreço teria gerado um prejuízo de R$ 2,2 milhões aos cofres públicos. Na sessão do STJ, a subprocuradora Lindôra Araújo disse que Wilson era o chefe do esquema. “Os elementos coligidos aos autos afiguram-se como lastro suficiente ao recebimento da inicial acusatória, demonstrando que, sob o comando do governador do estado, que coordenava a ação dos demais envolvidos, no contexto de enfrentamento da pandemia de covid-19, instalou-se, no estado do Amazonas, uma organização criminosa que tinha por objetivo a realização de fraudes em diversos procedimentos licitatórios e, assim, a obtenção de vantagens econômicas indevidas, em prejuízo ao erário”, destacou.

O relator, ministro Francisco Falcão, destacou que existem elementos suficientes para fundamentar a aceitação da denúncia. “Neste exame não aprofundado da matéria, existe justa causa para se considerar o governador do Amazonas partícipe nos delitos de dispensa de licitação e partícipe da fraude na aquisição de 28 respiradores que tiveram preços elevados com abusividade neste mesmo contrato”, disse.

O ministro Luís Felipe Salomão também entendeu que ficou demonstrada a participação do governador no caso. “O governador Wilson Lima atuou em todos os momentos com poder de cisão, de fiscalização. Inclusive, em sua mesa, foram encontradas algumas propostas, inclusive da empresa Somar, e nas tratativas, com o secretário-executivo da pasta da saúde, supervisionou pessoalmente os processos de compra”, afirmou o magistrado.

Em nota, após o resultado, Wilson Lima negou que tenha recebido qualquer vantagem para fraudar licitação e disse que irá provar inocência. “Sobre a decisão de hoje, afirmo: as acusações contra mim não têm fundamento e tampouco base concreta, como ficará provado no decorrer do julgamento. Nunca recebi qualquer benefício em função de medidas que tomei como governador.  A acusação é frágil e não apresenta nenhuma prova ou indício de que pratiquei qualquer ato irregular.   Agora terei a oportunidade de apresentar minha defesa e aguardar, com muita tranquilidade, a minha absolvição pela Justiça. Tenho confiança na Justiça e a certeza de que minha inocência ficará provada ao final do processo”, afirmou o governador.

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