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Cidades

Rio sobe seis metros e cerca de 180 pessoas ficam desalojadas em Castelo. Veja fotos e vídeos!

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A Defesa Civil municipal declarou que a cidade está em alerta vermelho e recomendou que as pessoas só saíam de casa se for muito necessário

O município de Castelo, no sul do estado, é um dos mais afetados pelas fortes chuvas que atingem o Espírito Santo desde quarta-feira (9). Na cidade, há registros de muitos alagamentos, tanto no centro quanto no interior, e alguns trechos de estradas estão interditados.

Imagens feitas por moradores da cidade mostram que o Rio Castelo transbordou e a água invadiu estabelecimentos e residências. De acordo com informações da prefeitura, o rio subiu cerca de seis metros, deixando alguns bairros totalmente alagados, como Niterói, Esplanada e o centro do município.

Moradores relataram que a água chegou a passar por cima de uma ponte localizada na região central da cidade. Na noite desta quinta-feira, o nível do rio havia baixado um pouco, mas ainda ameaçava invadir a ponte e algumas residências das imediações.

Muitas pessoas tiveram dificuldade de acessar alguns pontos de Castelo e, para isso, uma equipe do Corpo de Bombeiros precisou utilizar um bote para fazer a travessia dos moradores em meio aos alagamentos.

Logo na entrada da cidade, vindo da rodovia ES-166, no bairro Independência, a rua que dá acesso ao centro da cidade está totalmente alagada. Até mesmo caminhões tiveram dificuldade para passar pelo local. A chuva também provocou um grande alagamento nas proximidades da rodoviária de Castelo.

A Defesa Civil municipal declarou que a cidade está em alerta vermelho e recomendou que as pessoas só saíam de casa se for muito necessário. Ainda de acordo com a Defesa Civil do município, cerca de 180 pessoas estão fora de suas casas em Castelo. Na manhã desta quinta-feira, um carro da Defesa Civil passou pela cidade e mandou um alerta de enchente aos moradores.

Os desabrigados estão recebendo assistência da prefeitura e sendo encaminhados para a igreja católica, que fica no bairro Garagem. O município também montou um abrigo em uma escola no bairro Vila Isabel.

Defesa Civil Estadual

De acordo com o boletim da Defesa Civil Estadual, divulgado no final da tarde desta quinta-feira, o acumulado de chuva em Castelo, nas últimas 24 horas, foi de 96,12 milímetros. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu um alerta de nível alto para o risco de fenômeno hidrológico, como enchentes, e um alerta moderado para movimento de massa, como deslizamentos, na cidade.

Ainda de acordo com o boletim da Defesa Civil, foram registradas, no município, pequenas ocorrências de quedas de árvore e deslizamento de terra na Rodovia Pedro Cola (ES-166). Além disso, o Rio Castelo atingiu a cota de emergência e transbordou nos bairros Niterói, Centro e Esplanada.

A chuva que atinge Castelo e cidades vizinhas também causou a interdição de alguns trechos de estradas. Segundo o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), as rodovias ES-379, no trecho Castelo – Morro Vênus, e a ES-165, no trecho Muniz Freire – Morro Vênus, estão totalmente interditadas, sem alternativa de passagem até o momento.

O DER-ES informou ainda que a ES-165, no trecho Conceição do Castelo – Santo Antônio, também encontra-se interditada. O trecho se inicia na BR-262 e vai até Castelo. Nesta interdição, a rota alternativa para os motoristas é seguir pela ES-479 à ES-166, até a chegada de Castelo.

Uma moradora gravou a situação na ponte do bairro São João, na zona rural de castelo. Desesperada, ela fez um alerta para todos que vivem na região.

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Cidades

Projeto da prefeitura de Barra de São Francisco garante alimentação para mais de 8 mil pessoas

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Em 12 dias servindo alimentação as famílias carentes de Barra de São Francisco, desde de seu início em 29 de março de 2021, até esta sexta-feira (09), 8.213 pessoas se alimentaram no Centro de Apoio Alimentar da prefeitura de Barra de São Francisco.

A iniciativa de oferecer alimentação as famílias carentes, é da prefeitura de Barra de São Francisco. O alimento (marmitex), é fornecido de segunda a domingo, inclusive feriados.

É obrigatório o uso de máscaras ao chegar no local para pegar o alimento. É feito higienização nas mãos das pessoas que chegam para pegar o marmitex.

Pessoas atendidas até o presente momento:

Segunda feira (29/03/2021) 440 pessoas

Terça Feira (30/03/2021) 612 pessoas

Quarta Feira (31/03/2021) 750 pessoas 

Quinta feira (1º/04/2021) 750 pessoas 

Sexta feira (02/04/2021) 610 pessoas 

Sábado (03/04/2021) 760 pessoas 

Domingo (04/04/2021) 720 pessoas 

Segunda Feira (05/05/2021) 728 pessoas 

Terça feira (06/04/2021) 700 pessoas 

Quarta feira (07/04/2021) 764 pessoas

Quinta feira (08/04/2021) 819 pessoas  

Sexta feira (09/04/2021) 560 pessoas 

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Total: 8. 213

 

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Cidades

No ES família enterra corpo trocado de mulher vítima da Covid

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O caso ocorreu em São José do Calçado. Ana Maria de Souza Fonseca morreu de Covid-19 depois de ficar 20 dias internada. Família diz que vai processar os envolvidos.

Uma família de São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo, tomou um susto ao enterrar uma familiar que foi vítima da Covid-19. Eles descobriram horas depois do sepultamento, que aconteceu nesta quarta-feira (7), que o corpo dela foi trocado e que eles enterraram o corpo de outra pessoa.

Ana Maria de Souza Fonseca, de 77 anos, vítima da Covid-19, teve corpo trocado com o de outra vítima — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Ana Maria de Souza Fonseca tinha 77 anos e ficou 20 dias internada no Hospital São Vicente de Paula, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste do Rio de Janeiro.

Os familiares fizeram um ato rápido, sem velório, na quarta. O caixão estava lacrado e enrolado em um plástico.

Só que, horas depois, na madrugada desta quinta (8), os parentes descobriram que aquele que tinha sido sepultado não era o corpo de Ana Maria.

Eles foram de novo ao cemitério. Ao chegar lá, tomaram outro susto. O jazigo da família estava aberto e sem nenhum caixão dentro.

“Fomos para o cemitério para recebê-la. Chegou aqui, o carro da funerária disse que não poderia abrir o caixão, por ser Covid. Fizemos a oração, nos despedimos, ela foi enterrada e fomos embora. De madrugada, minha prima recebeu uma ligação do hospital, de que os corpos foram trocados. Não era a tia Nana. Nós corremos para vir ver o que estava acontecendo. A família do corpo enganado, que é do Rio de Janeiro, já tinha vindo aqui, pego, e levado para seus familiares. O buraco ficou ali, aberto, e ficamos esperando a tia”, descreveu uma sobrinha da vítima, Luciana Dias.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, além dos familiares, estavam ainda o procurador do município, o secretário de Obras e o advogado do Hospital São Vicente de Paula. O corpo da mulher foi, então, encaminhado para o hospital para fazer a troca de cadáveres.

No início da tarde do mesmo dia, o corpo de Ana Maria chegou ao cemitério. A família disse que o funcionário da funerária não usava equipamentos de proteção, o caixão não estava enrolado no plástico e a tampa de madeira que cobre o vidro da urna foi aberta. Assim como da primeira vez, foram os familiares que carregaram o caixão.

Agora, a família quer justiça. Eles dizem que vão entrar com um processo judicial contra os envolvidos na troca dos corpos.

Por telefone, a dona da funerária disse que eles não vão se pronunciar e que apenas o hospital vai responder.

A Prefeitura de São José do Calçado informou por meio de nota que a troca dos corpos ocorreu na cidade vizinha, em Bom Jesus do Itabapoana, e que o cemitério de Calçado apenas recebeu.

Ainda de acordo com a prefeitura, o responsável pelo cemitério local foi notificado para prestar esclarecimentos em relação a sua vestimenta, pois, segundo o município, a prefeitura disponibiliza todo o equipamento de proteção. Se houver necessidade, o mesmo será implicado nas diretrizes administrativas, informou a prefeitura.

O município disse ainda que registrou um boletim de ocorrência e acionou a Polícia Militar.

A direção do hospital disse em nota que instaurou uma sindicância para poder apurar o fato.

“Todos os familiares foram contactados pelo hospital, que ofereceu total auxílio as famílias de imediato. Lamentamos profundamente a dor dos familiares pela perda de seus entes queridos e apura o equívoco feito pela funerária. Tão logo sejam apuradas mais informações, poderemos seguir com uma nova nota de esclarecimento”, diz parte da nota.

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