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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª quinzena de dezembro

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Para início de conversa – Acabou o pleito eleitoral municipal e ficam algumas questões que continuam merecendo uma reflexão e a necessidade de mudança para ordenar e moralizar a vida político-eleitoral brasileira. Daí a necessidade de uma reforma política sem os políticos. Digo isso porque, em sua maioria, não são confiáveis, haja visto o que fazem e deixam de fazer… O interesse pessoal, do grupo, da camarilha e os famosos e enigmáticos interesses inconfessáveis que se destacam mais do que as supostas boas ações. Nunca serão isentos.

Você elege o seu candidato que foi à sua porta pedir voto e lhe fazer juras de amor. O sujeito se elege e, no meio do mandato pula para disputar outro cargo. No lugar dele entra outro no qual a maioria não votou e esse tal primeiro suplente vira o titular do mandato que não conquistou com méritos, apenas com uma das artimanhas da lei eleitoral que só interessa a eles daí serem feitas por eles.

Nós precisamos ter a consciência de que não somos representados. Isso é balela, conversa fiada. O nosso sistema não nos permite ser representados. No final trabalhamos para eles, para manter seus privilégios e mamatas. Essa é a realidade nua e crua. Vamos falar de futebol para não passar raiva. Mas que não seja do Vasco, que faz o torcedor raivoso e frustrado…

A patota mateense – As eleições municipais em São Mateus não nos ensinaram nada do que já sabíamos. É a mesma cantilena, a repetição de toda eleição. Chega um caminhão velho lotado de candidatos que são despejados à sua porta para que o eleitor faça a separação e escolha o que serve do que não tem servido. A escolha é complicada, pois o ferro velho da política anseia para que mandemos quase todos para lá. O que tivemos de novidade na disputa eleitoral mateense não empolga, não passa nada que nos faça engajar no projeto que verdadeiramente mude a realidade atual por que passa o município. Normalmente os melhores não têm espaço e são até ridicularizados pelos piores do que ele. E esses piores são os que costumam ter voto. Até se elegem. Dizem que os “sem pátria” ajudam muito nesse desfecho.

Vamos enumerar os candidatos: Daniel, Carlinhos, Ferreira Júnior, Nillis, Mauro, Laurinho, Eliezer, Enéas e Hubystênio. Desses qual a novidade apresentada ao eleitor para a renovação e mudança? Podemos dizer que Hubystênio foi a novidade, o que não quer dizer que era o mais preparado. Eliezer, o mais preparado, mas também não foi entendido como capaz de atender todas as demandas, principalmente daqueles que têm conteúdo ideológico “progressista” enraizado na alma. Tem o Ferreira Júnior, que, na verdade só é novo na idade, mas trazia como penduricalho os que desejavam tirar a turma que está na prefeitura para tomar o seu lugar e continuar tocando os negócios que movem alguns empresários locais. Ferreira sem a tralha junto tem futuro na política.

Outra coisa. Os caras não estudam, não procuram entender a política, o município, não leem e por isso temos uma classe semi-analfabeta querendo virar autoridade e comandar um município da importância de São Mateus. E ainda aparece gente que diz que fulano tem voto e por isso vai ganhar, porque o mateense, segundo essa opinião, é assim, aposta sempre no “quase” pior. E ainda se orgulham disso.

Falar em mudança para essa gente que só quer cargos, homenagens e bajulação por ser autoridade é comédia, demonstra o nível político-cultural brasileiro e São Mateus está inserido nesse contexto.

“Os noviços” – Com a eleição de alguns deputados para comandar prefeituras, abrem-se vagas na Assembleia Legislativa. Voltam Freitas (PSB), Luiz Durão (PDT) e Marcos Madureira (PRP). Todos experientes e raposas políticas. Nenhuma renovação. A eleição do Sergio Vidigal (PDT) abriu vaga para o seu suplente Neucimar Fraga (PSD) para a Câmara dos Deputados.

Representante – O Freitas retorna para o Legislativo capixaba, na vaga aberta com a eleição de Euclério Sampaio para prefeito de Cariacica. Algumas pessoas chegam a dizer que São Mateus volta a ser representado em nível da política estadual. Ora, se fosse depender dos votos do mateense, ele não estaria eleito. Existe uma dicotomia entre Freitas e o eleitorado de São Mateus. Ele vai representar o grupo que o apoia e não o município. Aliás, já disse e afirmo, nenhum eleitor pode se sentir representado por seus políticos. Eles têm outros compromissos que pouco ou nada tem relação com os interesses dos seus eleitores. Aliás, eleitores são visíveis apenas durante o processo eleitoral. Depois todos somem, o eleitor e o eleito. São os invisíveis. O maior exemplo foi Carlinhos Lyrio (Podemos), quando foi eleito deputado estadual. Esqueceu dos que o elegeu, nunca fez visita ao legislativo municipal naquele período. Muita gente reclamou e isso é fato, não é conjectura. Tanto que, depois disso, nunca mais se elegeu e acabou, sem querer ofendê-lo, um profissional em “disputador” de eleições. Até aqui sem sucesso.

Ele vem – Assim como o “iminente” deputado Freitas vai trabalhar para sua eleição a deputado federal em 2024, Carlinhos Lyrio já está no páreo para uma candidatura a deputado estadual. Vai que cola. Até aqui não tem dado certo, mas tem seus votos e sua eleição é sempre uma possibilidade. Os pouco mais de 19 mil votos não servem como parâmetro, pois a campanha do voto útil para prefeito o fez ter essa expressiva quantidade de voto que nem todos são seus. Ele voltou para o rádio e tem dois anos para fazer política.

Os patriotas – É hilário o abismo existente entre o discurso e a prática. Os preços dos alimentos aumentaram substancialmente e o cidadão tem se assustado ao ir até o supermercado fazer suas compras. O argumento do comerciante é a pressão dos distribuidores, aumento do dólar etc., mas na normalidade os preços raramente caem.

Durante todo este período de pandemia os supermercados estiveram de portas escancaradas. Diferentemente de outros segmentos que em muitos casos empresas acabaram fechando. O discurso do patriota, aquele que pensa no bem comum, no Brasil e outras bobagens não vale para os supermercados. É papo de hipócrita.

Transgressão – No Brasil existem leis que pegam e outras que não pegam. As que pegam servem a várias camarilhas e, normalmente servem para punir o cidadão que produz as riquezas do País. O Rodrigo Maia quer se reeleger à presidência da Câmara dos Deputados pela terceira vez. A Constituição proíbe. Mas num país em que lei é apenas um monte de letrinhas colocadas como se colocasse qualquer rabisco num papel de embrulhar pão, só vale quando favorece aos privilegiados. E ainda tem parlamentar que apoia este absurdo.

Hipócritas – Em 2022 os que abandonaram o povo de São Mateus e que apareceram agora na última eleição vão hibernar e depois retornar para lhe pedir o voto. Um conselho: prenda seu cachorro bravo e o solte na época da campanha eleitoral de 2022. Sei que é difícil, pois para o mateense sempre existe a possibilidade de amansar o cachorro, dar o animal e o voto para o político que o enganou todo esse tempo. Fato.

Em Vitória – O jovem político Lorenzo Pazolini (Republicanos) é o prefeito da capital. Curiosa a postura de alguns eleitores (não do Coser) do Gandini. Diziam que não votariam nunca na esquerda, mas não conseguiam enxergar que o seu candidato no primeiro turno é de um partido com ideologia programática de esquerda. No segundo turno teceram críticas ao candidato de direita com forte propensão a votar na esquerda. Vai entender. Ficaram órfãos. Falo aqui, especificamente do bairro mais populoso de Vitória, Jardim Camburi. Algumas lideranças comunitárias têm emprego na prefeitura e são fiéis cabos eleitorais do deputado do bairro que não foi para o segundo turno das eleições municipais. Deu ruim, venceu quem eles não queriam: Lorenzo Pazolini.

Reforma impossível – A reforma política, apesar de necessária é algo que não se leva a sério. Não precisamos de 513 deputados no cercadinho da Câmara dos Deputados e nem 81 senadores.

Os privilégios deveriam ser cortados sumariamente, só ficando o que é necessário para o exercício do mandato. Um mandato de senador de 8 anos é um absurdo. Outra coisa deveria ser a proibição de presidente da República depois de cumprir o seu mandato poder se candidatar a cargo eletivo. É o ápice da trajetória e por isso seria o ponto final da sua carreira na política. O malabarismo político deveria ser proibido. O sujeito eleito para um cargo tem que cumprir o mandato até o fim. A cama elástica que eles usam para pular para outro cargo deveria ser proibida.

Depois viria a reforma do poder mais contestado pela população, que é o Judiciário. Ali tem trabalho para mudar quase tudo radicalmente. Outra coisa que poderia acontecer é o fim da Justiça Eleitoral e do Trabalho. É uma estrutura enorme e ineficiente, um cabidão de emprego. Tudo isso pode ser tratado na Justiça, basta um simples departamento em que acabasse com os privilégios e exigisse eficiência e trabalho dessa gente.

Em resumo, o que quero dizer em poucas palavras e de maneira superficial, é que o Brasil necessita de uma grande obra. Por enquanto nem o tapume foi erguido.

Fato – Dizer que não houve ditadura no Brasil é jogar parte da sua história na vala da ignorância. !964 foi um golpe militar e a implantação de um regime de exceção. A Proclamação da República foi um golpe. Naquela época D. Pedro II desfrutava de um grande prestígio junto à população. Existem documentos que provam que a princesa Isabel falava em República a ser implantada no futuro. A Família Real brasileira teve membros que amavam o Brasil. A turma “republicana” de hoje ama o Brasil para desfrutar da sua possibilidade de negócios inconfessáveis. Ninguém acredita nessa gente. A monarquia fez mais pelo País do que essa República que ainda está no projeto mal feito. Somos, em muitos aspectos, uma republiqueta.

Sucessão – O ano de 2022 parece longe, mas em política tudo é muito perto. Será que vamos ter os mesmos disputando o pleito para o governo do Estado? Hartung vai aparecer? Casagrande vem para a reeleição? E em São Mateus vão insistir nas mesmas figurinhas carimbadas de sempre? Será que renovação é apenas uma ação de retórica?

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

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Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

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Rumos da Política

PSL: da oposição a adesão mais rápida do que se previa

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O partido foi oposição até tinha candidato ao cargo majoritário, mas aderiu ao prefeito Daniel assim que foi definido o resultado eleitoral.

Por Paulo Borges

Uma raridade no Brasil é partido político ter como diretrizes o que prega o seu estatuto e sua atuação programática. O caso do PSL de São Mateus ilustra bem essa situação, uma vez que foi oposição ao PSDB durante a campanha eleitoral e, ao consolidar os resultados eleitorais de vereador e prefeito aderiu numa operação chamada nos bastidores de “Vapt-Vupt” ao prefeito reeleito Daniel Santana. E o PSL tinha até candidato a prefeito que, nos debates e discursos batia sem dó no adversário, hoje seu mais novo aliado.

Para observadores e entendedores da política local, o PSL fez o que quase todos fazem: se deixam encantar “pelos lindos olhos do adversário que tem a caneta e a mala” para cooptá-los. No caso específico do PSL de São Mateus foi com um cargo de primeiro escalão no governo do PSDB. O seu presidente, Delcimar Oliveira, garante que foi indicação do seu vereador eleito, Isael, como forma de fechar o acordo de adesão, certamente.

Mas sobre esse assunto de adesão e alinhamento com o prefeito, foi muito comentado por aqueles que estavam fora da geopolítica do governo estadual, que “colocou” candidaturas para se garantir no resultado, isolando aqueles que não estavam no seu esquema. Era o que se dizia pelos guetos mateenses. Uma fonte “importantíssima” afirmou ao JN que o acordo do apoio ao prefeito Daniel antecede ao resultado do acordo celebrado recentemente. Essa fonte disse que já havia acontecido uma conversa “entre o presidente do PSL com Daniel dentro do seu carro” e que o candidato Laurinho Barbosa seria mantido para fragmentar a oposição como previa o “esquemão” em nível estadual intitulado de geopolítica eleitoral.

O PSL em nível nacional é oposição ao antigo regime, principalmente ao PT e PSDB. No Espírito Santo era assim, mas caiu nas mãos de aliados da esquerda e mudou de rumo, atuando como adepto de onde pode lhe oferecer um espaço político, pouco se importando com o seu programa e seu conteúdo programático.

Portanto, em São Mateus não aconteceu nenhuma novidade, pois a política local sempre foi recheada de interesses pessoais e até daqueles que não se confessa nem ao padre, escondido por detrás dos confessionários da política e da politicagem.

A confessar e afirmar é que o PSL de São Mateus está no governo do PSDB, a quem combateu intensamente durante todo o período eleitoral. Certamente o seu eleitor tem o direito de se sentir enganado. A desculpa que sempre vão dar é que “estamos pensando no progresso do município”. Então tudo o que foi dito e redito nesses últimos quatro anos foi conversa de bêbado? Sou obrigado a reconhecer que o prefeito Daniel é um cara inteligente e audacioso, pois conseguiu superar a tudo e a todos e ainda levou no balaio alguns ex-opositores. Parabéns Daniel, você é sensacional!!!

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