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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Fevereiro

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Uma boa ideia!

Muito se fala no auxílio emergencial como forma de retornar a ser disponibilizado pelo Governo Federal para os mais vulneráveis diante da pandemia que assola o País e o mundo. O presidente Jair Bolsonaro deu uma ideia interessante para que o valor do auxílio seja maior do que o agora oferecido pelo governo, em torno de 250 reais. Os estados e município também podem fazer o seu programa de dar auxílio emergencial, até porque eles foram quem tiveram a “benevolência” do STF para efetivamente implementar as ações contra o coronavírus e defenderam, em sua maioria, o lema tão divulgado pela “grande mídia” Fique em Casa. Ao governo da União coube despejar substanciais recursos aos estados e municípios. A roubalheira foi quase geral Brasil a fora. A economia foi afetada por ações ineficientes como o fechamento de tudo e o confinamento dentro de casa.

Articulações

Em todo processo de eleição da Mesa Diretora do Legislativo sempre tem articulações, acordos, conchavos e interferência do Executivo. Acontece em Brasília e em qualquer lugar. Dizem os sabidos que isso faz parte do jogo político, mesmo quando existem suspeitas de “acertos” demais e, em alguns casos, inconfessáveis. Certamente houve muita conversa para eleger a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

Em São Mateus também sempre foram comuns as articulações a partir do Executivo tendo o chefe daquele poder à frente das negociações. Em todos os governos aconteceram essas coisas, o que demonstra que o Legislativo, apesar do discurso de independência, sempre, de alguma forma, ama ficar a reboque do que se resolve na Prefeitura de São Mateus e, em alguns casos lhe são impostos.

O prefeito Daniel encaixou quem desejou nos principais cargos da Câmara de Vereadores. Acomodou seus aliados que não conseguiram se reeleger. O eleitor os recusou no voto, mas o prefeito os indicou com seu poder acima do que deveria ter com relação a outro poder. Mas, tudo isso certamente foi fruto de negociações para que a presidência fosse formada do jeito que foi. Coisa normal, porém, não tão explícita. Corajoso e determinado é o chefe do Executivo mateense, Daniel Santana (ex-PSDB).

Mas existe nessa questão um fato muito importante que é a experiência do atual presidente da Câmara, vereador Paulo Fundão (PP). Não tem perfil de ser manipulado e com certeza vai fazer do limão uma limonada caso seja – aparentemente – pressionado…. Pode passar para os menos avisados que está sendo manipulado, mas… ele tem experiência.

Conjectura?

Olhando o cenário construído e efetivado no Legislativo com o dedo gordo do Executivo, surgiu a suspeita de que faz parte (sic) o apoio que pinça o vereador Paulo Fundão como possível opção do atual prefeito para sua sucessão. Capacidade ele tem, mas até lá há muito caminho a percorrer. E, honestamente, mesmo que esse apoio venha (não acredito) Paulo Fundão sabe traçar o seu destino e ser candidato se achar que esse é o caminho. E o seu caminho político ele sabe traçar independentemente desse apoio que, por enquanto, é uma incógnita.

A procura

O prefeito Daniel Santana deixou o partido pelo qual se elegeu e se reelegeu, o PSDB. Algumas legendas, dizem, estão abrindo as portas para a sua filiação. Fala-se que o MDB é uma opção plausível em função da sua ligação com a Rose de Freitas que se mudou de mala e cuia para lá.

A senadora é jeitosa e vai ter que pacificar o partido em nível estadual e, nesse pacote, o MDB de São Mateus que sofreu intervenção da estadual comandado pelo Lelo Coimbra. Aliás, a turma do MDB mateense não aceita sem uma boa conversa, que seja comandado pelo atual prefeito, caso se filie ao MDB. Por ser um partido democrático, a filiação do prefeito pode ser aceita, passar o comando para ele é outra conversa não muito fácil de ser digerida.

Será?

Surgiu a conversa de um suposto desentendimento entre o prefeito de São Mateus e seu vice. Ailton Cafeu reclama de não ter sido contemplado com nenhum cargo para seus apaniguados. Quando vereador ele era muito exigente no uso da máquina pública e de cargos em seu benefício. Tinha uma cobrança acima da média. Acredita-se que Daniel se assustou com a demanda do seu vice.

Nesse suposto entrevero a Câmara assiste atentamente, assim como o processo que rola na Justiça Eleitoral em que existe a denúncia de supostas irregularidades na prestação de contas da chapa Daniel-Cafeu que disputou a última eleição e o prefeito se reelegeu.

Nomes

As eleições de 22 parecem distantes, mas em política isso é discutível. No Espírito Santo a carência de lideranças para disputar o governo é evidente, daí Casagrande e Hartung serem o que, aparentemente, se tem.

Mas começam a aparecer nomes como o do ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) que provavelmente colocará seu nome nesse tabuleiro eleitoral. Por enquanto o atual governador é o que temos de mais concreto para a disputa de 2022.

Candidatos em Sama

No município de São Mateus também começam a aparecer nomes com a finalidade de arejar a política local. Além do nome do radialista Carlinhos Lyrio (Podemos) para estadual e Freitas (PSB) para deputado federal, o do médico Jorge Silva pode ser outra opção. Desta vez para a Assembleia Legislativa. Claro que esses nomes não são parte da renovação, até porque estão sempre em evidência no cenário político. Mas, se a candidatura do Jorge Silva (Solidariedade) se consumar na época, Ferreira Júnior (Solidariedade), se quiser entrar nesse jogo, tem que pensar em buscar outra legenda. Acredita-se que o ex-vereador, Carlos Alberto (PSB) e a ex-vereadora Jaciara Teixeira (PT) podem vir a disputar as eleições de 2022.

Enigma

Deixar de fazer o carnaval não é empecilho para praticar outros eventos mais lucrativos. A clientela é enorme e em todas as faixas etárias…

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Rumos da Política

Rumos da Política – Fevereiro 1

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Dogmas eleitorais…

Por Paulo Borges

Existem pessoas que tem o dom da solidariedade e se realiza participando de projetos voluntários em entidades de alcance social e que, no final da ponta a comunidade no geral é quem se beneficia. Essas pessoas, quando acabam em um cargo eletivo se revelam para o bem ou para o mal. Nessa hora é que o eleitor diagnostifica se aquela pessoa tinha esse dom de servir ou era apenas um trampolim de caso pensado para vir a se transformar num político safado.

As eleições municipais acabaram e os eleitos vão tocar o seu mandato e aqueles que não conseguiram o seu objetivo vão tocar a sua vida. Mas tem aqueles que mesmo sem mandato, continuam não só fazendo política, mas contribuindo – efetivamente – para o progresso do seu município e pelo bem-estar da sociedade.

Em São Mateus temos esse universo. É vasto, é eclético. Tem todo tipo de produto, do chinês ao paraguaio. As figurinhas são “quase” sempre as mesmas, apesar de toda a sociedade mateense em uníssono com o Brasil, defender a renovação, a escolha criteriosa dos seus candidatos e a sua honestidade, passando pela capacidade de gestão e atuação político-administrativa. Mas, nas últimas eleições ocorridas em novembro do ano passado, esse desejo de mudança do mal para o bem e da canalhice para o ético, em muitos casos, foi para o ralo ou para a parte do cérebro que a pessoa, na sua demência, esquece seus princípios e sai por aí dando voto a qualquer ordinário que se apresenta como candidato e prometendo o céu e a terra. Quero dizer com isso que uma sociedade em que as prioridades são novelas, reality shows e endeusamento de pseudas-personalidades não se pode esperar nada diferente de que valha a pena se orgulhar.

Até nas igrejas acontecem essas coisas. Pastor vira político, político vira político mesmo e não quer mais largar os dois ossos e vida que segue… Às vezes, para o inferno. Em muitos casos se diz que religião não se mistura com política, mas não é isso que se vê. Igrejas têm seus candidatos e aqui no Espírito Santo temos inúmeros exemplos. O interessante e até enigmático é a capacidade dessas instituições não conseguirem ter simpatia pelos bons, preferindo apostar (ou orar) pela ovelha negra. Em São Mateus, para não fugir muito longe do exemplo caseiro, vimos isso. Igreja que não tinha candidato, entretanto, seus inúmeros fiéis foram conduzidos para algumas áreas pecaminosas-eleitorais, o que significa votar no pior em detrimento do melhor. Portanto, a hipocrisia está em toda seara. Mas isso não nos surpreende, até porque igreja é coisa criada pelo homem, daí suas deficiências e desvios. Deus não tinha religião, apenas princípios que deixaram aí e que, infelizmente, nem as igrejas praticam, apenas difundem para os fiéis sem dar o exemplo na maioria das ocasiões.

Política é ciência. É coisa de Deus. Pelo menos deveria ter, na sua essência, o servir ao próximo, a toda a coletividade. O servir em vez de se servir. Mas o político que não tem essa percepção, acredita mesmo que é dono do mundo e das pessoas. Usam seu cargo para transformá-lo em balcão de negócios para servir a seus grupos, grupelhos e camarilhas. O povo é apenas um detalhe, fica no final da fila em suas prioridades.

Tivemos bons nomes que não foram eleitos. Tivemos muita tralha que se deu bem usando de todos os ilícitos para alcançarem seus objetivos. Vamos ver que caldo vai dar desse suco. Se for de boa qualidade está fadado a não ter mais a preferência do eleitor hipócrita. Vão preferir o de pior qualidade, o que é muito natural em nossa sociedade. O pior é uma aventura e quase todas oferecem sensações momentâneas que te leva para a lua. Depois te deixa lá, só providenciando o resgate no período eleitoral para, depois de eleito, te mandar para lá de novo. Vamos fincar os pés na terra para tentar fazer disto aqui um lugar melhor para se viver. E ter em quem votar em sã consciência. Temos por obrigação no exercício da cidadania cobrar dos eleitos postura e compostura no cumprimento do mandato, destacando aquilo que prometeu para ser cumprido.

Caso contrário, vale a pena chamá-lo às falas. Não podemos ter receio e nem medo de quem não nos representa. Afinal se não podemos, por lei, dar um corretivo de taca em praça pública no político ordinário, podemos não votar nessa coisa na eleição seguinte. Fiquemos de olho nessa gente para que não choremos depois que essa erva daninha insistir em se eleger sob a complacência da maioria da sociedade.

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Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

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Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

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