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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de setembro

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A procura de um consenso que não se sustenta

A política é a arte da convivência dos contrários através do diálogo e entendimento. E para que isso se torne uma realidade, um grupo de partidos de São Mateus vem se reunindo para definir um acordo que torne possível fechar um acordo de apoio em torno de um nome que sairia do consenso desse grupo. A iniciativa é, sem dúvida, decente, prudente e civilizada.

O problema não está na intenção. Está na prática que, na composição do grupo, se torna impossível. Está nas pessoas. O pré-candidato Carlinhos Lyrio (Podemos), por exemplo, vai aceitar dar apoio incondicional a outra escolha que não seja o seu nome? Não acredito e não tenho motivos para acreditar. Ele vai argumentar que tem voto, que tem experiência e capacidade de gestão. Vai dizer, inclusive, que tem projeto para o município. É um direito dele falar e colocar isso na mesa para uma avaliação.

Falo no nome do ex-deputado como forma ilustrativa para reforçar a dificuldade que percebo nesse grupo que tenta o consenso. Nada contra pessoas, afinal não tenho motivo para atacar pessoas que, de certa forma, tenho apreço. Falo aqui da realidade política de um município complicado, com políticos complicados, sem compromisso e omissos.

Dentro desse grupo existem correntes que discordam de alguns nomes e acham que – nessa leva de renovação – alguns seriam o mesmo do mesmo. E percebe que não é isso que a sociedade mateense, aquela produtiva, que pensa, que defende a necessidade de mudança deseja. Sendo assim, está aí o conflito dentro do grupo. Uns estão ali num trabalho sincero, desejando algo melhor como opção para se livrar das mãos do atual mandatário mateense. Outros têm apenas o desejo de ser prefeito, de dar vazão a sua vaidade e desejos nem sempre muito claros e definidos. Tem até aqueles que nutrem simpatia por lideranças aquém do grupo…

Vamos acompanhar o desenrolar dessa salutar, porém, difícil missão.

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Amadeu desistiu ou desistiram dele? Aposto na segunda hipótese. Desistiram dele por várias razões e uma delas seria o seu telhado de vidro que estaria na mira certeira do atual prefeito, que reúne uma artilharia poderosa de acusações e questionamentos contra o ex-prefeito. O que não quer dizer que a recíproca não seja verdadeira. Além disso, pesa sobre Boroto a acusação de que foi omisso no período da crise hídrica, cruzando os braços e deixando o caminho aberto para a ascensão de Daniel Santana (PSDB) fazer a festa pela cidade, montado em seu caminhão pipa trocando água mineral por voto. Mas, também tem aqueles que acham que a dificuldade de Boroto estaria na convivência com aqueles a quem deu as costas, como foi o caso do ex-deputado Freitas (PSB), que teria dificuldade de lhe dar seu apoio por vontade própria. Freitas foi candidato na última eleição e Amadeu, mesmo no mesmo partido, se omitiu, numa demonstração de egocentrismo e demonstrou sua pequenez. Foi pequeno, não teve grandeza e nem pensou no município que, certamente, teria hoje outra realidade. Como se esse fator não bastasse, Boroto tem recursos, mas não goza da confiança daqueles que hoje estão à frente da administração estadual. Ele nutria simpatia por Hartung e, mais precisamente pelo ex-senador Ricardo Ferraço. Nunca leu a cartilha do PSB, mesmo estando no partido até tempos atrás. O partido dele, para muitos, é o poder. Isso lhe basta. Faço aqui um parêntese para dizer que o primeiro mandato do Boroto foi muito bom, enchendo todos os mateenses de esperança. O problema veio no segundo, desceu a ladeira, por não ter ouvido alguns, achando que o poder não emana do povo. Temos de reconhecer, para ser justo, méritos no ex-prefeito.

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O médico Mauro Peruchi (Rede) vem para a disputa eleitoral. É um conceituado profissional e tem o respeito da sociedade mateense. Foi vice-prefeito no primeiro mandato de Amadeu Boroto, chegando a ficar à frente da prefeitura por alguns dias e merecendo, naquela ocasião, elogios na forma de conduzir as demandas, distendendo toda aquela tensão existente no governo do titular. Aliou a prática administrativa uma visão mais humanitária em oposição a outra autoritária. Peruchi está no grupo que pensa o município, que tem conteúdo. Um nome digno que pode sim representar o eleitor.

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Recentemente aconteceram muitas convenções eleitorais para oficializar os candidatos para o próximo pleito. Os pseudos-donos da política e se achando donos da vontade popular e do município estavam transitando serelepe pela cidade de São Mateus. Os que pensam iguais conversaram na busca de uma estratégia que os levassem a escolher um dos candidatos para apoiar, mas que pudessem manipulá-los. Essa camarilha não tem compromisso com o bem-estar da população e muito menos com o município. Pensa exclusivamente em seus interesses, na maioria inconfessáveis. Querem derrotar Daniel Santana (PSDB) não porque este seja um desastre, mas porque é necessário retirá-lo para instalar outra turma que se caracterizou como oportunista e aproveitadora do poder público e político para tocar seus negócios e satisfazer seus interesses. Mas, existem pontos fora da curva e um deles é o candidato do PRTB, Eliezer Nardoto. É o único que, desde o início se colocou como candidato, sem correr qualquer risco de ter o seu tapete puxado, coisa muito comum na política. Os donos dos partidos costumam ceder aos caprichos dos “supostos poderosos municipais”, para trocar candidatos e colocando aqueles que lhes interessam. Não é o caso do PRTB. Está firme, consolidado, tanto em São Mateus como em Conceição da Barra, com Eduardo Cazuza. O historiador e administrador de empresa Eliezer não serve para essa turma, mas serve para o município, para a população. Temos o Cássio (PP), outro nome que não atende aos interesses dessa turma. É honesto, tem capacidade e não cairia na tentação de trair o voto do eleitor. Wellington Secundino, outro nome da ala comprometida com a seriedade de propósitos. Não quero ser injusto, mas não conheço outros novos na disputa daí não os citar. Mas, acredito, sinceramente, que Eliezer e, sem dúvida o nome para colocar o município no rumo e, depois abrir caminho para os próximos gestores assumir o leme, desde que não sejam os oportunistas, os vendilhões municipais, os que puderam e nada fizeram por São Mateus e sua população. A oportunidade é ímpar para varrer essas camarilhas que só souberam destruir o município e a esperança da sociedade mateense.

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Em Vitória o deputado estadual, Fabrício Gandini (Cidadania), se destaca como um dos favoritos ao cargo de prefeito da capital. Ainda é cedo para dizer quem vai emplacar. De qualquer maneira, ele acredita que com Nathan Medeiros de vice, supriu um flanco que ainda lhe dava preocupação, pois Nathan tem forte influência nas camadas populares e periféricas, principalmente na região de São Pedro. Estive conversando com Gandini e o achei muito motivado com a campanha que começa em breve e a composição com o suposto candidato do governo estadual, Sergio Sá (PSB), no momento é página virada. A chapa até aqui construída é Gandini-Nathan.

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Em Conceição da Barra, Eduardo Cazuza (PRTB), é o único candidato fora dos políticos e práticas viciadas da política barrense. É o David contra Golias e o desfecho da história todos conhecem, mas em Conceição da Barra, só em novembro o barrense saberá.

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Fevereiro

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Uma boa ideia!

Muito se fala no auxílio emergencial como forma de retornar a ser disponibilizado pelo Governo Federal para os mais vulneráveis diante da pandemia que assola o País e o mundo. O presidente Jair Bolsonaro deu uma ideia interessante para que o valor do auxílio seja maior do que o agora oferecido pelo governo, em torno de 250 reais. Os estados e município também podem fazer o seu programa de dar auxílio emergencial, até porque eles foram quem tiveram a “benevolência” do STF para efetivamente implementar as ações contra o coronavírus e defenderam, em sua maioria, o lema tão divulgado pela “grande mídia” Fique em Casa. Ao governo da União coube despejar substanciais recursos aos estados e municípios. A roubalheira foi quase geral Brasil a fora. A economia foi afetada por ações ineficientes como o fechamento de tudo e o confinamento dentro de casa.

Articulações

Em todo processo de eleição da Mesa Diretora do Legislativo sempre tem articulações, acordos, conchavos e interferência do Executivo. Acontece em Brasília e em qualquer lugar. Dizem os sabidos que isso faz parte do jogo político, mesmo quando existem suspeitas de “acertos” demais e, em alguns casos, inconfessáveis. Certamente houve muita conversa para eleger a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

Em São Mateus também sempre foram comuns as articulações a partir do Executivo tendo o chefe daquele poder à frente das negociações. Em todos os governos aconteceram essas coisas, o que demonstra que o Legislativo, apesar do discurso de independência, sempre, de alguma forma, ama ficar a reboque do que se resolve na Prefeitura de São Mateus e, em alguns casos lhe são impostos.

O prefeito Daniel encaixou quem desejou nos principais cargos da Câmara de Vereadores. Acomodou seus aliados que não conseguiram se reeleger. O eleitor os recusou no voto, mas o prefeito os indicou com seu poder acima do que deveria ter com relação a outro poder. Mas, tudo isso certamente foi fruto de negociações para que a presidência fosse formada do jeito que foi. Coisa normal, porém, não tão explícita. Corajoso e determinado é o chefe do Executivo mateense, Daniel Santana (ex-PSDB).

Mas existe nessa questão um fato muito importante que é a experiência do atual presidente da Câmara, vereador Paulo Fundão (PP). Não tem perfil de ser manipulado e com certeza vai fazer do limão uma limonada caso seja – aparentemente – pressionado…. Pode passar para os menos avisados que está sendo manipulado, mas… ele tem experiência.

Conjectura?

Olhando o cenário construído e efetivado no Legislativo com o dedo gordo do Executivo, surgiu a suspeita de que faz parte (sic) o apoio que pinça o vereador Paulo Fundão como possível opção do atual prefeito para sua sucessão. Capacidade ele tem, mas até lá há muito caminho a percorrer. E, honestamente, mesmo que esse apoio venha (não acredito) Paulo Fundão sabe traçar o seu destino e ser candidato se achar que esse é o caminho. E o seu caminho político ele sabe traçar independentemente desse apoio que, por enquanto, é uma incógnita.

A procura

O prefeito Daniel Santana deixou o partido pelo qual se elegeu e se reelegeu, o PSDB. Algumas legendas, dizem, estão abrindo as portas para a sua filiação. Fala-se que o MDB é uma opção plausível em função da sua ligação com a Rose de Freitas que se mudou de mala e cuia para lá.

A senadora é jeitosa e vai ter que pacificar o partido em nível estadual e, nesse pacote, o MDB de São Mateus que sofreu intervenção da estadual comandado pelo Lelo Coimbra. Aliás, a turma do MDB mateense não aceita sem uma boa conversa, que seja comandado pelo atual prefeito, caso se filie ao MDB. Por ser um partido democrático, a filiação do prefeito pode ser aceita, passar o comando para ele é outra conversa não muito fácil de ser digerida.

Será?

Surgiu a conversa de um suposto desentendimento entre o prefeito de São Mateus e seu vice. Ailton Cafeu reclama de não ter sido contemplado com nenhum cargo para seus apaniguados. Quando vereador ele era muito exigente no uso da máquina pública e de cargos em seu benefício. Tinha uma cobrança acima da média. Acredita-se que Daniel se assustou com a demanda do seu vice.

Nesse suposto entrevero a Câmara assiste atentamente, assim como o processo que rola na Justiça Eleitoral em que existe a denúncia de supostas irregularidades na prestação de contas da chapa Daniel-Cafeu que disputou a última eleição e o prefeito se reelegeu.

Nomes

As eleições de 22 parecem distantes, mas em política isso é discutível. No Espírito Santo a carência de lideranças para disputar o governo é evidente, daí Casagrande e Hartung serem o que, aparentemente, se tem.

Mas começam a aparecer nomes como o do ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) que provavelmente colocará seu nome nesse tabuleiro eleitoral. Por enquanto o atual governador é o que temos de mais concreto para a disputa de 2022.

Candidatos em Sama

No município de São Mateus também começam a aparecer nomes com a finalidade de arejar a política local. Além do nome do radialista Carlinhos Lyrio (Podemos) para estadual e Freitas (PSB) para deputado federal, o do médico Jorge Silva pode ser outra opção. Desta vez para a Assembleia Legislativa. Claro que esses nomes não são parte da renovação, até porque estão sempre em evidência no cenário político. Mas, se a candidatura do Jorge Silva (Solidariedade) se consumar na época, Ferreira Júnior (Solidariedade), se quiser entrar nesse jogo, tem que pensar em buscar outra legenda. Acredita-se que o ex-vereador, Carlos Alberto (PSB) e a ex-vereadora Jaciara Teixeira (PT) podem vir a disputar as eleições de 2022.

Enigma

Deixar de fazer o carnaval não é empecilho para praticar outros eventos mais lucrativos. A clientela é enorme e em todas as faixas etárias…

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Rumos da Política

Rumos da Política – Fevereiro 1

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Dogmas eleitorais…

Por Paulo Borges

Existem pessoas que tem o dom da solidariedade e se realiza participando de projetos voluntários em entidades de alcance social e que, no final da ponta a comunidade no geral é quem se beneficia. Essas pessoas, quando acabam em um cargo eletivo se revelam para o bem ou para o mal. Nessa hora é que o eleitor diagnostifica se aquela pessoa tinha esse dom de servir ou era apenas um trampolim de caso pensado para vir a se transformar num político safado.

As eleições municipais acabaram e os eleitos vão tocar o seu mandato e aqueles que não conseguiram o seu objetivo vão tocar a sua vida. Mas tem aqueles que mesmo sem mandato, continuam não só fazendo política, mas contribuindo – efetivamente – para o progresso do seu município e pelo bem-estar da sociedade.

Em São Mateus temos esse universo. É vasto, é eclético. Tem todo tipo de produto, do chinês ao paraguaio. As figurinhas são “quase” sempre as mesmas, apesar de toda a sociedade mateense em uníssono com o Brasil, defender a renovação, a escolha criteriosa dos seus candidatos e a sua honestidade, passando pela capacidade de gestão e atuação político-administrativa. Mas, nas últimas eleições ocorridas em novembro do ano passado, esse desejo de mudança do mal para o bem e da canalhice para o ético, em muitos casos, foi para o ralo ou para a parte do cérebro que a pessoa, na sua demência, esquece seus princípios e sai por aí dando voto a qualquer ordinário que se apresenta como candidato e prometendo o céu e a terra. Quero dizer com isso que uma sociedade em que as prioridades são novelas, reality shows e endeusamento de pseudas-personalidades não se pode esperar nada diferente de que valha a pena se orgulhar.

Até nas igrejas acontecem essas coisas. Pastor vira político, político vira político mesmo e não quer mais largar os dois ossos e vida que segue… Às vezes, para o inferno. Em muitos casos se diz que religião não se mistura com política, mas não é isso que se vê. Igrejas têm seus candidatos e aqui no Espírito Santo temos inúmeros exemplos. O interessante e até enigmático é a capacidade dessas instituições não conseguirem ter simpatia pelos bons, preferindo apostar (ou orar) pela ovelha negra. Em São Mateus, para não fugir muito longe do exemplo caseiro, vimos isso. Igreja que não tinha candidato, entretanto, seus inúmeros fiéis foram conduzidos para algumas áreas pecaminosas-eleitorais, o que significa votar no pior em detrimento do melhor. Portanto, a hipocrisia está em toda seara. Mas isso não nos surpreende, até porque igreja é coisa criada pelo homem, daí suas deficiências e desvios. Deus não tinha religião, apenas princípios que deixaram aí e que, infelizmente, nem as igrejas praticam, apenas difundem para os fiéis sem dar o exemplo na maioria das ocasiões.

Política é ciência. É coisa de Deus. Pelo menos deveria ter, na sua essência, o servir ao próximo, a toda a coletividade. O servir em vez de se servir. Mas o político que não tem essa percepção, acredita mesmo que é dono do mundo e das pessoas. Usam seu cargo para transformá-lo em balcão de negócios para servir a seus grupos, grupelhos e camarilhas. O povo é apenas um detalhe, fica no final da fila em suas prioridades.

Tivemos bons nomes que não foram eleitos. Tivemos muita tralha que se deu bem usando de todos os ilícitos para alcançarem seus objetivos. Vamos ver que caldo vai dar desse suco. Se for de boa qualidade está fadado a não ter mais a preferência do eleitor hipócrita. Vão preferir o de pior qualidade, o que é muito natural em nossa sociedade. O pior é uma aventura e quase todas oferecem sensações momentâneas que te leva para a lua. Depois te deixa lá, só providenciando o resgate no período eleitoral para, depois de eleito, te mandar para lá de novo. Vamos fincar os pés na terra para tentar fazer disto aqui um lugar melhor para se viver. E ter em quem votar em sã consciência. Temos por obrigação no exercício da cidadania cobrar dos eleitos postura e compostura no cumprimento do mandato, destacando aquilo que prometeu para ser cumprido.

Caso contrário, vale a pena chamá-lo às falas. Não podemos ter receio e nem medo de quem não nos representa. Afinal se não podemos, por lei, dar um corretivo de taca em praça pública no político ordinário, podemos não votar nessa coisa na eleição seguinte. Fiquemos de olho nessa gente para que não choremos depois que essa erva daninha insistir em se eleger sob a complacência da maioria da sociedade.

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