conecte-se conosco


Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª quinzena de dezembro

Publicado

Por Paulo Borges

 

Política é coisa séria. E o eleitor? E os políticos?

Política é coisa séria. Mas eleição é discutível. Uma nem sempre está associada a outra na sua essência quando temos itens como seriedade, responsabilidade e analisamos os resultados eleitorais, principalmente alguns dos eleitos. Nem sempre o melhor vence. Normalmente são os mais ousados, os que têm a expertise da política, que usam os mecanismos batidos da manipulação e os vícios conhecidos… E o eleitor pouco atento deixa se iludir com mentiras e empulhações que lhe apresentam.

Mas o que nos entristece e nos deixa assustados é quando os supostos eleitores e cidadãos esclarecidos, que se declaram pela mudança, pela necessidade de moralizar e qualificar melhor os políticos e a prática da política, optam pelos mesmos que usam aquilo que condenam, em detrimento dos melhores, dos mais qualificados, que têm propósitos relevantes para dignificar o legislativo, seja em nível municipal ou estadual.

Para obter respostas e entender um pouco essa questão das péssimas escolhas procuramos alguns candidatos que poderiam, em nossa avaliação fazer a diferença e contribuírem para a transformação, com o tempo, da realidade que nos incomoda nesse cipoal de candidatos sem noção e que ainda acreditam que política é emprego, é boquinha, é terreno para sacanagens.

Os candidatos que comprovadamente são os mais qualificados e que não obtiveram os votos que achavam que mereciam, se disseram decepcionados culpando os eleitores. Acreditam que a falta de consciência e desinteresse na política dificulta a escolha qualificada. Aliada a isso, citaram a questão do poder econômico que ainda tem importância fundamental na campanha. “A compra de voto é uma realidade, menos para os órgãos fiscalizadores”, disseram alguns dos ouvidos por nós.

Quando partimos para uma avaliação da escolha do candidato a prefeito de São Mateus e que acabou sendo reeleito, as denúncias se avolumam. Todos foram unânimes em dizer que houve uma “descarada” compra de voto. E ficou nisso, nenhuma ação investigativa, sabe-se lá por que? Ou todos sabemos?

Na verdade, o que chama a atenção é o eleitor, que reclamou durante todos os quatro anos e ainda reelege o mandatário responsável supostamente pelo sofrimento e pela situação caótica do município. Agora, sobre o leite derramado e lágrimas de crocodilo vão culpar quem?

Junte-se a isso, as “lideranças de papel” que vão, daqui a alguns meses aparecerem para criticar por puro interesse em suas futuras candidaturas. Tem até profissionais nisso. Na hora do vamos ver, quando a população precisa dessa gente, essas falsas lideranças (de merda) somem, são covardes, não têm coragem de emitir suas opiniões e, em inúmeros casos, esperando que alguém faça esse serviço para elas.

Agora é deixar o reeleito prefeito de São Mateus trabalhar e a Câmara de Vereadores cumprir o seu papel de legislar e fiscalizá-lo.

Só para lembrar – A Câmara de São Mateus é composta por 11 vereadores. Está renovada, mas nunca é tarde para lembrar aos “nobres” edis que o papel primordial do vereador é legislar e fiscalizar a aplicação dos recursos definidos no Orçamento pelo Executivo. Vereador não arranja emprego, não faz obras na cidade e nem deve se aliar ao prefeito em todos os pleitos. Só deve ser favorável quando o projeto atende à população. Vale também lembrar que vereador, prefeito, governador, deputados, juízes e não estão acima da lei e muito menos acima da vontade popular. O povo tudo pode. Basta fazer valer seus direitos e deveres. Deveria existir uma lei que permitisse o cidadão sumariamente chutar a bunda dos maus políticos e gestores colocando-os para fora dos seus cargos quando traírem seus eleitores. Leis até existem, mas no caso dos políticos, é apenas para emoldurar muitas casas judiciárias.

Mãozinha boba – Como se não bastasse certos políticos usarem suas mãos para afanar o que não lhe pertencem, agora tem uns que a usam para agarrar os seios de colegas deputadas. Vão acabar implantando a suruba sexual legislativa. Suruba com o dinheiro público já foi implantada faz século. Essa do agarra peito ainda é projeto de lei…

Fato I – Tem político que tem voto, mas não tem capacidade… Por isso os elegem sem procurar saber a qualidade do produto. São Mateus vivenciou e vivencia muito isso. Nem o Procon tem dispositivo para esse tipo de propaganda enganosa e desastrosa.

Fato II – São Mateus não é para amadores…

Feliz Natal para todos. Sem Covid-19. Não desejo nem que os políticos ruins peguem esse vírus. Nas eleições de 2022 podemos entubá-los, não pelo nariz, mas pelo… voto.

 

Leia mais:  Rumos da Política – 2ª Quinzena de Setembro

Sugestões para a coluna podem ser enviadas para [email protected]

publicidade

Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

Publicado

Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

Leia mais:  Eleitor mateense quer renovação na política, mas a velha política está presente na maioria das candidaturas
Continue lendo

Rumos da Política

PSL: da oposição a adesão mais rápida do que se previa

Publicado

O partido foi oposição até tinha candidato ao cargo majoritário, mas aderiu ao prefeito Daniel assim que foi definido o resultado eleitoral.

Por Paulo Borges

Uma raridade no Brasil é partido político ter como diretrizes o que prega o seu estatuto e sua atuação programática. O caso do PSL de São Mateus ilustra bem essa situação, uma vez que foi oposição ao PSDB durante a campanha eleitoral e, ao consolidar os resultados eleitorais de vereador e prefeito aderiu numa operação chamada nos bastidores de “Vapt-Vupt” ao prefeito reeleito Daniel Santana. E o PSL tinha até candidato a prefeito que, nos debates e discursos batia sem dó no adversário, hoje seu mais novo aliado.

Para observadores e entendedores da política local, o PSL fez o que quase todos fazem: se deixam encantar “pelos lindos olhos do adversário que tem a caneta e a mala” para cooptá-los. No caso específico do PSL de São Mateus foi com um cargo de primeiro escalão no governo do PSDB. O seu presidente, Delcimar Oliveira, garante que foi indicação do seu vereador eleito, Isael, como forma de fechar o acordo de adesão, certamente.

Mas sobre esse assunto de adesão e alinhamento com o prefeito, foi muito comentado por aqueles que estavam fora da geopolítica do governo estadual, que “colocou” candidaturas para se garantir no resultado, isolando aqueles que não estavam no seu esquema. Era o que se dizia pelos guetos mateenses. Uma fonte “importantíssima” afirmou ao JN que o acordo do apoio ao prefeito Daniel antecede ao resultado do acordo celebrado recentemente. Essa fonte disse que já havia acontecido uma conversa “entre o presidente do PSL com Daniel dentro do seu carro” e que o candidato Laurinho Barbosa seria mantido para fragmentar a oposição como previa o “esquemão” em nível estadual intitulado de geopolítica eleitoral.

O PSL em nível nacional é oposição ao antigo regime, principalmente ao PT e PSDB. No Espírito Santo era assim, mas caiu nas mãos de aliados da esquerda e mudou de rumo, atuando como adepto de onde pode lhe oferecer um espaço político, pouco se importando com o seu programa e seu conteúdo programático.

Portanto, em São Mateus não aconteceu nenhuma novidade, pois a política local sempre foi recheada de interesses pessoais e até daqueles que não se confessa nem ao padre, escondido por detrás dos confessionários da política e da politicagem.

A confessar e afirmar é que o PSL de São Mateus está no governo do PSDB, a quem combateu intensamente durante todo o período eleitoral. Certamente o seu eleitor tem o direito de se sentir enganado. A desculpa que sempre vão dar é que “estamos pensando no progresso do município”. Então tudo o que foi dito e redito nesses últimos quatro anos foi conversa de bêbado? Sou obrigado a reconhecer que o prefeito Daniel é um cara inteligente e audacioso, pois conseguiu superar a tudo e a todos e ainda levou no balaio alguns ex-opositores. Parabéns Daniel, você é sensacional!!!

Leia mais:  Rumos da Política - 2ª Quinzena Agosto
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana