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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª quinzena de julho

Publicado

Por Paulo Borges

Não tenho capacidade de entender essa gente, mas me esforço

O presidente Jair Bolsonaro perde a oportunidade de se tornar um grande presidente quando bate boca com a mídia, quando emite opinião na emoção e fala de tudo que entende e do que não entende. Acho uma bobeira essa psicose com as redes sociais, como se passasse o dia com um celular nas mãos jogando como as crianças e adolescentes. Sempre tive essa impressão e a considero provinciana. Como gosto dos livros, reconheço o valor da tecnologia, mas gosto de ler livros, do papel, do cheirinho de suas páginas.

A comunicação do governo para mim é um setor deficiente. É confuso, desconectado, informações dispersas, sem um sentido coerente, linear para depois ser endereçado aos veículos de comunicação para conhecimento do que se faz para que a população saiba a verdade e não deixe a narrativa adversária e inconsequente, prosperar. Saber se comunicar com clareza é jogar a favor da transparência. Uma comunicação direta com o cidadão através de live pode ser interessante, porém, acho pouco eficiente sem uma organização e planejamento.

Sou daqueles que torcem pelo sucesso do governo, mas não tenho nenhuma vocação para bajular político ou qualquer um que seja. Minha crítica é imparcial, mas não posso deixar de dizer que o Lula é um condenado merecidamente, um ladrão sentenciado, porém, por pirotecnia do STF, está solto. Ele e tantos outros da sua patota deveriam estar presos.

Bolsonaro fala mais do que deve e o Lula roubou mais do que ninguém (Lula e Cia.). Um parece ser porra louca e outro é ladrão já sentenciado.

Apesar de tudo, o atual governo tem feito muita coisa sem a eficiência da divulgação. Caso de corrupção não é comum e, quando existe, é combatido. O presidente não é corrupto. Pelo menos é o que se diz. Querer derrubar um presidente por ser motociclista e falar verdades que político nenhum tem a coragem de falar, não são motivos consistentes para afastar um presidente. Para quem assiste a CPI (como eu), é de ficar com vergonha da postura de alguns políticos, tamanho a cara de pau deles. Ali é palanque do “Azia” e do cangaceiro alagoano, Renan.

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PRTB lança Cazuza pré-candidato em Conceição da Barra

O eleitor do Norte capixaba, principalmente o de Conceição da Barra tem mais um nome que se apresenta como pré-candidato a deputado estadual. Trata-se do Eduardo Cazuza, que na última eleição foi candidato pelo PRTB a prefeito, apresentando novas propostas, porém, não conseguindo obter êxito. Segundo Cazuza, a região e o município de Conceição da Barra, precisam de sangue novo na política, longe dos caciques que sempre dominaram a política capixaba e o seu nome é para que o eleitor ter opção para fugir daqueles que a toda eleição prometem o que não podem entregar. “Vamos fazer a diferença quando nosso momento chegar”, disse ele a este colunista. Cazuza, cuja base eleitoral é Conceição da Barra, tem a Grande Vitória como possibilidade de boa votação.

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Não dá liga

Fala-se muito em uma terceira via para a disputa das eleições presidenciais de 2022. O problema é que a terceira via é à esquerda de banho tomado.

Existe outro partido político surgido no cenário da política nacional. Trata-se do STF. Também não tem afinidade e nem voto da sociedade brasileira. Só julga quem lhe interessa e faz política, muitas vezes tomando as atribuições de outros poderes para si. Fala muito no respeito à Constituição, mas só vale para seus adversários. A seu favor já a rasgou algumas vezes.

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Racismo e outras ignorâncias

Virou assunto que ficou anos ignorado pelos nossos governantes e órgãos oficiais. O racismo existe e o preconceito social também. O próprio Itamarati vendia a imagem da democracia racial para o mundo e se acreditava nessa mentira. Uma maneira de escamotear uma realidade.

Os negros depois do fim da escravidão foram largados à sua própria sorte. Sem direito a nada e nem mesmo a possibilidade de estudar. Por isso foram procurar lugares que ninguém queria morar, como as terras degradadas, morros e pedras. As favelas estão aí como herança de uma época de descaso com a população menos assistida. Enquanto isso, os imigrantes europeus foram recebidos no Brasil ganhando terras e apoio oficial. Aos negros nada, aos brancos imigrantes europeus “quase” tudo.

As cotas para o acesso ao ensino superior estão aí como forma paliativa de mascarar algo que não foi resolvido. A dívida com os herdeiros do período escravocrata nunca foi paga.

Para quem chega ao estacionamento da UFRJ só vê carros importados ou de valor alto. É uma universidade federal pública cujo acesso é maior para aqueles que estudaram em colégios renomados e em cursinhos de pré-vestibular caros. Nas faculdades particulares estão grande parte dos pobres e pretos. Quase todos pendurados em financiamentos governamentais. Quando um pobre e preto se destacam viram notícia de jornal, documentários de TV que passa a impressão como se aquilo fosse comum, que todos têm a mesma oportunidade.

Acho que o respeito e as oportunidades devem ser a linha mestra para a superação de todas essas aberrações. Isso serve para os negros, pobres, brancos e homossexuais.

Essa é uma das questões que não temos como discutir aqui em profundidade por motivos óbvios (espaço), mas é uma ponta da coberta por onde se esconde o que o Brasil nunca teve o trabalho de encarar e dizer ao mundo.

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Verdades e Mentiras

Com o advento do ex-deputado Jair Bolsonaro à Presidência da República, as pessoas passaram a questionar se houve ou não ditadura no Brasil. A última foi em 64, quando militares, apoiados pela ala conservadora da sociedade, da igreja, imprensa e de empresários se articularam para derrubar um presidente eleito democraticamente e rasgaram a Constituição. Golpes e quarteladas eram muito comuns na América do Sul e na nossa história temos exemplos. A própria Proclamação da República foi um golpe contra a Monarquia e a vontade popular. A introdução da República brasileira foi calcada nos alicerces da mentira contra um imperador que amava o País e seu povo. Aí está a República que construímos, sem nenhuma consistência quando a questão é fazer justiça a vontade popular, punir autoridades e um cabedal de coisas. O cardápio é grande e sortido. Temos três poderes que geram crises e desconfianças. O Brasil tem dono e, com absoluta certeza, não é do povo brasileiro. É de uma casta que se aboleta no poder e ali faz sua morada e irradia privilégios para parentes, amigos, grupelhos e camarilhas. O Brasil tem jeito, mas ninguém quer, de fato, dar jeito neste País. Isso serve também para estados e municípios.

Fala-se muito em reformas. Os interesses conflitantes não permitem. A principal seria a do Estado Brasileiro e depois a política e as outras como a tributária e administrativa. O caminho é tortuoso e na conversa fiada não se consegue avançar. E não vamos conseguir avançar como a maioria da população deseja. Somos escravos da vontade dos alheios…. Não seria a hora da libertação? Parece, se depender de alguns, só acontecerão dia 30 de fevereiro…

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Sugestão

O STF não permitiu que a CPI do Renan investigasse estados e municípios. Não seria razoável que assembleias e câmaras investigassem seus governos? Quem não deve não teme e – ao que parece – a maioria teme e deve. Para onde foi tanto dinheiro despejado pelo Governo Federal nos estados e municípios? Será que a maioria desses recursos foram para engordar os cofres com objetivo de bancar as eleições de 2022?

No próximo ano vamos ter a oportunidade de eleger nossos deputados e senadores. É preciso critério rigoroso nessa escolha.

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Olho nessa mulambada!

Foi aprovado recursos para o Fundo Eleitoral de 6 bilhões. E a sociedade não pode agir contra esse escárnio? Precisa de lei para autorizar o povo partir para o confronto com aqueles que se fingem moralistas, mas não mudam essa situação? O povo tudo pode. Enquanto não acontece esse entendimento o que se pode fazer é não votar nessa gente que tem a traição ao eleitor brasileiro como moeda corrente.

Conclusão

A propósito, como diz o Guilherme Fiuza, no Brasil não há oposição. Tem uma criançada brincando de xingar o presidente.

 Contato para a coluna: [email protected]

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Julho

Publicado

Por Paulo Borges

Observações da planície

São Mateus é uma cidade histórica que já esteve entre as dez mais importantes do Brasil. Pela sua história, por ser uma das mais antigas e, em tempos passados, um polo cultural e de desenvolvimento econômico.

Hoje, no entanto, toda essa importância vem sendo ofuscada pelos administradores e pela classe política que não conseguiram entender essa dimensão que envolve o conhecimento das potencialidades e vocações do município e, encima disso, elaborar projetos exequíveis para o desenvolvimento do município. Dão preferência, quase sempre, a ações de varejo que têm resultado mais rápido, um fator importante para suas reeleições ou interesses meramente pessoais.

Existem coisas e situações no município que merecem atenção como forma de melhorar a qualidade de vida e serviços oferecidos a sua população. A construção de um terminal rodoviário é uma necessidade; um trabalho de integração com as universidades locais como parceiras em projetos para a cidade e o município em geral, também é outro.

É prioridade um cuidado maior com a educação das crianças e jovens, com escolas funcionando, observando todos os protocolos usados nesses tempos de pandemia. Escolas não podem permanecer fechadas durante todo esse tempo, trazendo um prejuízo enorme que podem afetar e comprometer o futuro dessa nova geração. Lacrar escolas não parece ser uma ação de prevenção e sim um atentado ao conhecimento, formação de bons cidadãos e comprometimento do futuro. Essa conversa de alguns servidores e sindicatos que a cada ameaça de abrir as escolas públicas, não se sustentam. Alguns ganham sem trabalhar nessa época e podem ser encontrados em viagens, na praia, no sítio. Poderiam ficar em casa, mas com salário reduzido. Políticos participando de sessões de casa ou de dentro de veículos em movimento é outra aberração. Nada os impedem de estarem no seu local de “trabalho”.

Chega a ser hilário o que acontece nas sessões da Assembleia Legislativa. A maioria dos parlamentares em casa, como se não houvesse situação segura no recinto daquela Casa de Leis que, faz tempo, pouco tem representado para a maioria da população. São sempre os mesmos e, às vezes, se parecem com offices boys de luxo do Executivo. Há exceções, mas são exceções.

Não me parece razoável parlamentar participar das sessões em transmissões online de dentro de seus veículos em movimento. Poderia aproveitar o carro para se deslocarem para o cumprimento do seu dever, que é estar no plenário defendendo interesses da população e apresentando projetos que possam mudar para melhor a vida do cidadão. A pandemia calhou como luvas para justificar quase tudo.

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O fácil e o difícil se confundem

Uma CPI que tem um relator recheado de processos pedindo prisão de depoente que nada deve à justiça, só pode ser algo inusitado. Existe uma dificuldade enorme para prender o Lázaro, mas com facilidade não se prende um Renan Calheiros ou outros corruptos e corruptores que estão na vitrine nacional, à mostra e expondo seu potencial transgressor. Tem até um corrupto-mor que foi solto, apesar dos crimes, fazendo campanha para voltar a ser presidente da República. Inacreditável!

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Palco dos horrores

Qualquer cidadão sério tem dificuldade de não se revoltar com o que se vê nas sessões da CPI do Omar, Renan e sua patota do Ele Não. O depoente que fala a favor do que querem ouvir é tratado com civilidade, mas quem não se dobra a seus interesses é bombardeado. O cinismo de alguns senadores do G7 (petistas e parças) chega a embrulhar o estômago. A ação emblemática foi não permitir a convocação do Carlos Gabas, operador do Consórcio Nordeste (símbolo da corrupção) antro do desvio de dinheiro público comprovado. E depois a gente ser obrigado a ouvir o cangaceiro das Alagoas, Renan Calheiros e o presidente da CPI Omar Aziz (ou azia?), falarem que o objetivo daquela Comissão Parlamentar de Inquérito é buscar a verdade. Isso é um escárnio, é debochar do cidadão brasileiro. Nessa hora a democracia só funciona a favor deles. Invadir aquele recinto, com uma taca nas mãos e bater na bunda dessa camarilha conduzindo-os à porta do STF obrigando-o a dar um passaporte com destino à cadeia, seria democrático. O povo não sabe como limpar da vida pública essa gente. Justiça não existe e nem os alcançam e então, a quem o cidadão pode apelar? A si mesmo? Às Forças Armadas? Se a maioria votou para mudar tudo isso, porque um presidente que fizer o que foi autorizado pela maioria do povo brasileiro e no voto democrático, não pode mudar?

A democracia no Brasil não existe. Ela é consentida e não conquistada. A Constituição é letra morta e só acorda para punir o cidadão comum. E o STF, que deveria ser o guardião da Carta Magna do País, costuma rasgá-la. O genocida, homofóbico, fascistas que está no governo é quem justamente cumpre a Constituição. Os “democratas”, larápios do dinheiro público esses são os paladinos da moralidade. Na verdade, eles é quem são os autoritários, tiranetes. Invertem valores. É um caso clássico de inversão de valores.

Num regime democrático não existe preso político. Hoje tem: o deputado Daniel Silveira. Uma prisão ilegal promovida pelo Alexandre de Morais, um advogado, que virou ministro por indicação e não por mérito comprovado do saber jurídico. Sequer foi juiz. Algo está errado. Mas, em nosso País o sol é lua.

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A quadrilha está solta e em campanha

Não há justificativa honesta para aceitar Lula, Zé Dirceu, Renan e tantos outros livres, leves e soltos atuando politicamente como se nada fizeram de mal ao povo trabalhador do Brasil. Não tenho certeza, mas um cidadão honesto, caso encontre esses caras na rua deveria ter o poder de algemá-los e encaminhá-los à prisão. Se esperar pela “justiça” da Justiça, vai levar o tempo da idade de Matusalém. E ainda vai ter ministro pedindo vista ao processo…

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Notícia onde falta novidade

Na política mateense as novidades são as de quase sempre. Não sei se existe, mas em São Mateus talvez seja o único lugar em que se cultua a “novidade reversa”… Parece replay, pois a política local anda em círculo. Agora a novidade é a pré-candidatura do empresário Rodrigo da Cozivip para deputado estadual e a formatação de Marcos Cozivip para prefeito em 2024. Seriam os candidatos do atual prefeito Daniel Santana. A gente respeita todo cidadão que deseja se filiar a um partido e se lançar candidato a um cargo eletivo. O que se discute é a identidade que se deve ter com o município, com a sua população. Nem o Daniel tem identidade com São Mateus. Não conhece a sua história, suas tradições e anseios de progresso e desenvolvimento do mateense. Virou prefeito, é fato, mas podemos argumentar que grande parte desse feito se deve a manipulação do eleitor inconsciente para o qual basta uma banda, uma bunda rebolando e cantando axé sobre um carro grande e barulhento para cair nas graças dos festeiros e etecetera…. Com o advento da instalação de projetos e construção da Bahia-Sul, muita gente veio de longe trabalhar e ficou na região e São Mateus parecia ser o eldorado. Então apareceram vários bairros e muitos “sem pátria” aqui se instalaram, mas na hora do voto, não tem identidade com a cidade e vota no que lhe oferecer mais iguarias e o sonho de ir ao paraíso. São pessoas dignas, porém, sem a digital no município. Na hora do voto qualquer um serve, principalmente se vier com o falso discurso da humildade. Sobra enganador.

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Querendo alçar voo novamente

Outra “novidade” é a intenção do ex-prefeito Amadeu Boroto colocar seu nome para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Uma lei aprovada recentemente “parece” lhe dar esse direito, apesar das contas rejeitadas. Mas, pelo menos, Boroto é mateense, conhece as demandas locais e as coisas do município. Tem identidade e digital mateenses, apesar de quando no poder isso, para a maioria dos nossos políticos raízes, pouco tem importância. Passam a sofrer de amnésia e costumam fazer o jogo das camarilhas de fora. É fato.

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Acharam um bandido; “desacharam” outros…

Acharam o Lázaro. Antes de ser preso foi alvejado e veio a óbito. Trocou tiro com a polícia que agiu de acordo com o que está estipulado e é o normal nesses casos. Demoraram para localizar o bandido, mas por muito menos esforço é fácil localizar bandido na política brasileira e em vários segmentos importantes de gente “importante”. A justiça que não faz justiça não enxerga. Se faz de cega para enxergar alguns…

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Mística que não se sustenta

No Brasil fala-se muito em democracia funcionando porque suas instituições estão funcionando. Nada mais cínico, hipócrita. Estão abertas, porém, dentro delas costumam estar operando membros que passam longe de democratas e muito perto de manipuladores, serviçais para o ilícito.

Em tempo

A Câmara Municipal de São Mateus aprovou por unanimidade as contas do prefeito Daniel Santana. Vida que segue…

Contato com a coluna: [email protected]

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de junho

Publicado

As lideranças políticas que não temos

Não é um fato recente, mas é fato. O município de São Mateus carece de uma liderança política confiável em que o eleitor possa depositar sem ressalva o seu voto. É uma espécie de “não tem tu, vai tu mesmo”. Em toda eleição isso acontece, até porque a renovação é ínfima com os mesmos nomes de sempre, o mesmo do mesmo. Quando aparece algo diferente, recebe a indiferença (despeito) das “raposas felpudas” e também da maioria do eleitorado que prefere não apostar na renovação e seguir com os mesmo em direção a um futuro que nunca chegou. É uma espécie de voo cego.

Quando o eleitor mateense elege o seu representante, vira as costas e se dá como satisfeito, como se tivesse cumprido o seu papel de cidadão. Livre, leve e solto é tudo que o político quer. Se acha dono do seu mandato, dono do município e daquelas pessoas que não têm a consciência do seu real papel numa democracia.

Nas últimas eleições municipais esse fato se repetiu. Nada de novo e os tais “novatos” são mesmos novatos em quase tudo, principalmente no conhecimento das demandas municipais, na dimensão e importância do momento apostando na ação aventureira, inconsequente e servindo como marionete para grupos e camarilhas manipulá-los. O resultado de tudo isso foi a reeleição de um prefeito que a maioria dos “entendidos” não queria. Ou queria? A impressão é que todos sabiam do risco, mas fizeram um “grande esforço” para que isso acontecesse na certeza de que a composição viria naturalmente com aquele que não queriam. Incoerência? Não muito. Essa é a política característica de São Mateus. Na possibilidade de uma derrota nas urnas ou vitória de um candidato fora dos esquemas, é melhor que fiquemos com o que temos, até porque a composição virá com a força e barganhas muito comuns nesse tipo de articulação. Evidentemente que o município e a população saem sempre perdendo.

Para essa gente isso importa pouco. O que interessa é estar no poder ou próximo a ele. A qualquer custo, desde que favoreçam aos seus interesses. No final os interesses se convergem e aí está consolidado o esquema. Está, assim, consumada a sacanagem e a traição a toda a sociedade, principalmente aquela que produz as riquezas do município que ajudam a pagar salários e privilégios dessas camarilhas.

Somado a tudo isso temos uma outra situação que sacramenta a falta de liderança. Não aparece um para questionar, se posicionar ou apresentar alternativas diante daquilo que criticara no período eleitoral. Se escondem, não querem se comprometer porque, num embate futuro, podem estar no mesmo lado ou no mesmo balaio de gatos e gatunos. Tudo vai depender da ousadia de cada um. Esses candidatos que só dão as caras no período eleitoral eu costumo chamar de “vagalumes”, até porque acendem e apagam. Acendem quando são candidatos e apagam entre uma eleição e outra. Candidatos vagalumes! Isso me remete a lembrança dos grupos políticos intitulados como gafanhotos. São os grupos que passam pelos municípios levando a destruição e até se apropriam da esperança do povo. Saqueiam e depois de vencido seu prazo de atuação voam para outro com a finalidade de eleger seu representante e colocar em prática tudo aquilo que está no seu DNA de corruptos. Esses grupos não desapareceram, continuam ativos, porém, mais cuidadosos. E sofisticados para dissimularem suas ações.

Mas voltamos a São Mateus. Temos efetivamente líderes? Não. Tivemos o saudoso Amocin Leite. Era, de certa forma, um líder de, pelo menos, uma parcela da sociedade, aquela que o via como um ícone contra a elite hipócrita que sempre existe em todo lugar. O problema era que acabava cooptado com o apoio de “alguns” pseudos-companheiros e muito próximos dele, levando-o para o lado que não queria, mas acabava indo. Mais uma vez o eleitor simples ficava órfão.

Mudar todo esse cenário de ausência de lideranças e de políticos comprometidos com o desenvolvimento e com os munícipes, não é tarefa fácil. Até porque à frente dos partidos estão as figuras de sempre. São os capatazes dos verdadeiros donos, que ficam encastelados na capital, nas regionais dos partidos.

Quem pode mudar toda essa panaceia da enganação seria um grupo de verdadeiros cidadãos que teria somente o compromisso de fazer de São Mateus um lugar melhor para se viver e não só para morar.

Mas, tem gente que acredita na mudança. E tem também os pessimistas natos, que acreditam em mudanças quando o mês de fevereiro tiver 30 dias.

Apesar dos pesares, não devemos esmorecer e nem acreditar nas vivandeiras do apocalipse.

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A camarilha não se cansa

Após as eleições municipais do último pleito, algumas coisas se confirmaram como, por exemplo, a falta de amor ao município de São Mateus e a seu povo com o apoio dado por alguns empresários que investiram em uma candidatura aventureira em vez de apostar em outras que tinham mais consistência ou capacidade de resgatar o que havia restado de São Mateus. Passaram anos criticando o atual prefeito, querendo derrubá-lo e, na hora do vamos ver, lançaram um candidato sem qualquer lastro político-eleitoral-administrativo o que só favoreceu a reeleição do prefeito Daniel Santana. E ainda tem empresário que se diz liderança. Hilário a hipocrisia dessas camarilhas que só trazem o atraso para o município, impedindo o seu desenvolvimento. Depois do estrago feito desapareceram, confirmando aquilo que já se sabia… E ainda tem as tais lideranças fajutas que nada representam para o cidadão que deseja ver o progresso chegar. Nada dizem, não se manifestam sobre coisa alguma e, na época das eleições aparecem. Por essas e outras que não são confiáveis e não têm nada de consistente para mostrarem. Só tem voto, às vezes, mas não têm credencial e capacidade para algo mais digno que não seja somente ganhar uma eleição. Essa gente só tem serviço prestado a si mesmo e para satisfazer seu ego e sua conta bancária. Em termos de ações verdadeiramente voltadas para o desenvolvimento do município, não cabem no seu currículo de cidadão e de político. Um bando de retrógrados!

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