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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de junho

Publicado

As lideranças políticas que não temos

Não é um fato recente, mas é fato. O município de São Mateus carece de uma liderança política confiável em que o eleitor possa depositar sem ressalva o seu voto. É uma espécie de “não tem tu, vai tu mesmo”. Em toda eleição isso acontece, até porque a renovação é ínfima com os mesmos nomes de sempre, o mesmo do mesmo. Quando aparece algo diferente, recebe a indiferença (despeito) das “raposas felpudas” e também da maioria do eleitorado que prefere não apostar na renovação e seguir com os mesmo em direção a um futuro que nunca chegou. É uma espécie de voo cego.

Quando o eleitor mateense elege o seu representante, vira as costas e se dá como satisfeito, como se tivesse cumprido o seu papel de cidadão. Livre, leve e solto é tudo que o político quer. Se acha dono do seu mandato, dono do município e daquelas pessoas que não têm a consciência do seu real papel numa democracia.

Nas últimas eleições municipais esse fato se repetiu. Nada de novo e os tais “novatos” são mesmos novatos em quase tudo, principalmente no conhecimento das demandas municipais, na dimensão e importância do momento apostando na ação aventureira, inconsequente e servindo como marionete para grupos e camarilhas manipulá-los. O resultado de tudo isso foi a reeleição de um prefeito que a maioria dos “entendidos” não queria. Ou queria? A impressão é que todos sabiam do risco, mas fizeram um “grande esforço” para que isso acontecesse na certeza de que a composição viria naturalmente com aquele que não queriam. Incoerência? Não muito. Essa é a política característica de São Mateus. Na possibilidade de uma derrota nas urnas ou vitória de um candidato fora dos esquemas, é melhor que fiquemos com o que temos, até porque a composição virá com a força e barganhas muito comuns nesse tipo de articulação. Evidentemente que o município e a população saem sempre perdendo.

Para essa gente isso importa pouco. O que interessa é estar no poder ou próximo a ele. A qualquer custo, desde que favoreçam aos seus interesses. No final os interesses se convergem e aí está consolidado o esquema. Está, assim, consumada a sacanagem e a traição a toda a sociedade, principalmente aquela que produz as riquezas do município que ajudam a pagar salários e privilégios dessas camarilhas.

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Somado a tudo isso temos uma outra situação que sacramenta a falta de liderança. Não aparece um para questionar, se posicionar ou apresentar alternativas diante daquilo que criticara no período eleitoral. Se escondem, não querem se comprometer porque, num embate futuro, podem estar no mesmo lado ou no mesmo balaio de gatos e gatunos. Tudo vai depender da ousadia de cada um. Esses candidatos que só dão as caras no período eleitoral eu costumo chamar de “vagalumes”, até porque acendem e apagam. Acendem quando são candidatos e apagam entre uma eleição e outra. Candidatos vagalumes! Isso me remete a lembrança dos grupos políticos intitulados como gafanhotos. São os grupos que passam pelos municípios levando a destruição e até se apropriam da esperança do povo. Saqueiam e depois de vencido seu prazo de atuação voam para outro com a finalidade de eleger seu representante e colocar em prática tudo aquilo que está no seu DNA de corruptos. Esses grupos não desapareceram, continuam ativos, porém, mais cuidadosos. E sofisticados para dissimularem suas ações.

Mas voltamos a São Mateus. Temos efetivamente líderes? Não. Tivemos o saudoso Amocin Leite. Era, de certa forma, um líder de, pelo menos, uma parcela da sociedade, aquela que o via como um ícone contra a elite hipócrita que sempre existe em todo lugar. O problema era que acabava cooptado com o apoio de “alguns” pseudos-companheiros e muito próximos dele, levando-o para o lado que não queria, mas acabava indo. Mais uma vez o eleitor simples ficava órfão.

Mudar todo esse cenário de ausência de lideranças e de políticos comprometidos com o desenvolvimento e com os munícipes, não é tarefa fácil. Até porque à frente dos partidos estão as figuras de sempre. São os capatazes dos verdadeiros donos, que ficam encastelados na capital, nas regionais dos partidos.

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Quem pode mudar toda essa panaceia da enganação seria um grupo de verdadeiros cidadãos que teria somente o compromisso de fazer de São Mateus um lugar melhor para se viver e não só para morar.

Mas, tem gente que acredita na mudança. E tem também os pessimistas natos, que acreditam em mudanças quando o mês de fevereiro tiver 30 dias.

Apesar dos pesares, não devemos esmorecer e nem acreditar nas vivandeiras do apocalipse.

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A camarilha não se cansa

Após as eleições municipais do último pleito, algumas coisas se confirmaram como, por exemplo, a falta de amor ao município de São Mateus e a seu povo com o apoio dado por alguns empresários que investiram em uma candidatura aventureira em vez de apostar em outras que tinham mais consistência ou capacidade de resgatar o que havia restado de São Mateus. Passaram anos criticando o atual prefeito, querendo derrubá-lo e, na hora do vamos ver, lançaram um candidato sem qualquer lastro político-eleitoral-administrativo o que só favoreceu a reeleição do prefeito Daniel Santana. E ainda tem empresário que se diz liderança. Hilário a hipocrisia dessas camarilhas que só trazem o atraso para o município, impedindo o seu desenvolvimento. Depois do estrago feito desapareceram, confirmando aquilo que já se sabia… E ainda tem as tais lideranças fajutas que nada representam para o cidadão que deseja ver o progresso chegar. Nada dizem, não se manifestam sobre coisa alguma e, na época das eleições aparecem. Por essas e outras que não são confiáveis e não têm nada de consistente para mostrarem. Só tem voto, às vezes, mas não têm credencial e capacidade para algo mais digno que não seja somente ganhar uma eleição. Essa gente só tem serviço prestado a si mesmo e para satisfazer seu ego e sua conta bancária. Em termos de ações verdadeiramente voltadas para o desenvolvimento do município, não cabem no seu currículo de cidadão e de político. Um bando de retrógrados!

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Rumos da Política

Rumos da Política – I Agosto/22

Publicado

Por Paulo Borges

Convenções & Candidaturas e outros caras-pálidas

Cumprindo as formalidades da lei eleitoral, os partidos políticos realizaram suas convenções que serviram para oficializar as candidaturas e apoios a candidatos majoritários e ao senado quando esses partidos não lançam candidatos próprios a esses cargos.

O que se observa nesses eventos é que a cacicada continua mandando e se sentem proprietárias das legendas. Até fingem ser democratas, mas para observa sem precisar de olhos de lince, percebe que a hipocrisia está sempre sentada ao lado dessa gente.

Mas, como nem tudo está perdido, ainda resta esperança para que a política capixaba saia da mesmice e se renove de alguma maneira. Existem boas surpresas, pois tem gente nova no pedaço, não só de ideias, mas com postura ética, compromisso com o Estado, municípios e o País.

Bom bate papo

Em recente evento comemorativo dos 50 anos da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes), tive a oportunidade de um bate papo com o ex-senador Ricardo Ferraço, que sentou por algum tempo à nossa mesa atendendo o convite que o fizemos para uma conversa. Perguntei sobre o processo político-eleitoral que o levou a ser convidado para compor a chapa do governador Renato Casagrande, que tentará à reeleição, sobra a sua saída do DEM em uma contenda com o deputado federal, Felipe Rigoni, na formação da federação que fez surgir o União Brasil, dentre outros assuntos, inclusive sobre sua relação com o ex-governador Paulo Hartung.

Sobre o convite para ser vice na chapa do governador, disse que foi surpreendido com o convite, uma vez que estava atuando na iniciativa privada. Acredita que o interesse no convite foi para dar um certo equilíbrio à chapa, pois precisava de alguém que transita no segmento empresarial do Estado, daí ser o escolhido para compor a chapa, cujo titular é o governador.

Com relação a sua saída do DEM depois da fusão com o PL foi devido a combinar algumas demandas com o deputado Rigoni, que no final acabou não havendo entendimento. Perguntei ao ex-senador Ferraço, por ocasião da tomada de decisão da sua saída do partido, se já havia o convite feito pelo governador Casagrande. Ele disse que não.

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Ao lhe perguntar sobre o ex-governador Paulo Hartung, aonde ele está nesse cenário atual da política capixaba, Ricardo Ferraço me afirmou que não sabe dizer porque não fala com Hartung faz alguns anos. O que me motivou a lhe fazer essa pergunta foi o fato de ter sido traído pelo ex-governador, quando o tirou da disputa eleitoral para sua sucessão ao cargo majoritário.

Nesse nosso papo, falou da candidatura do pai Theodorico Ferraço, que apesar da idade avançado vai encarar mais uma eleição.

Ricardo Ferraço sempre solícito, atencioso e disponível para um bom papo sobre política.

Bifurcação

Depois da saída do deputado Erick Musso (Republicano), desistindo da sua candidatura ao governo, o Patriota, que declarou apoio a essa candidatura em convenção, ficou na chuva. Tem gente apostando que o presidente da legenda, deputado Rafael Favatto, vai tomar o caminho do Anchieta para declarar apoio ao governador Renato Casagrande. Parece algo aparentemente esquisito, mas se pensarmos bem o que é a política brasileira, seus interesses e como atua a

cacicada, o impossível por uma questão de coerência partidária, acontece. Coerência tem destino cero na política capixaba: a lata de lixo.

Mas, vale ressaltar, que o nome de Erick e Casagrande não seriam unanimidade dentro do Patriota. Os membros da turma do baixo clero, parece ter dado as costas aos dois.

Ainda sobre o Patriota, a impressão que ficou na realização da sua convenção, o presidente tem muito cabo eleitoral no universo dos seus candidatos ao pleito estadual… A chapa foi bem construída…

Eterna lembrança e importância

Esse tal de politicamente correto mascara muitas verdades que hoje não podem ser ditas sem correr o risco de lacração. Daí se valorizar personalidades sem qualquer importância histórica em detrimento de quem foi e é importante na história do nosso País. A Princesa Isabel foi uma dessas personalidades que deveria ser lembrada e festejada. Aliás, vale lembrar que o seu pai, Pedro II foi e é a maior personalidade de todos os tempos e uma das maiores do mundo civilizado. Vou ficar com o que disse o historiador Thomás Giulliano sobre a nossa princesa:

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“A princesa Isabel, na questão da abolição, compreendendo o problema no seu sentido mais nobre, ou seja, que era um atentado contra a dignidade da pessoa humana, que era assim que a princesa Isabel entendia a escravidão, e não apenas como motivo político; entendendo assim que ela pouco se importou se a partir da abolição a monarquia cairia, porque ela entendia a dignidade humana como algo superior a qualquer sistema político”.

Isabel foi a última regente do Império brasileiro. Ela assinou a Lei do Ventre Livre, e em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea.

Quem diria?!

O MDB, maior partido do Espírito Santo em termos de filiação (36.927), não terá candidatos à Câmara Federal. Para o Senado confirmou Rose de Freitas que tentará a reeleição e vai com chapa para deputado estadual. Como não poderia ser diferente, o partido vai apoiar o governador Renato Casagrande (PSB).

O MDB tem protagonizado, faz algum tempo, o vexame das brigas pelo seu comando e com isso se tornou uma legenda sem o brilho de outros carnavais. Virou mortal, comum.

Está explicado

Apesar de tudo que aconteceu com o prefeito de São Mateus, que acabou sendo preso, Daniel Santana voltou a cena do crime e lá permanece porque, sabe-se agora, tem aliados fortes e importantes. O delito do dito cujo, para essa gente, é apenas um detalhe.

Veio para atrapalhar

O Bolsonaro, ao ser eleito, colocou água no chope de muita gente que estava acostumada a ter sua parte apropriada do País. Esse chato, acabou (pelo menos até aqui), com a “Estratégia da Tesoura”, que consistia num falso diversionismo entre PSDB e PT.

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Contato para a coluna: [email protected]

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Rumos da Política

Rumos da Política – II Julho/22

Publicado

Por Paulo Borges

Caroneiro

O governador Renato Casagrande (PSB), diante da incompetência e ausência de compromisso da Prefeitura de São Mateus com o município e sua população, tem sido o, de fato, prefeito da cidade. Seu governo é quem está trazendo benefícios, enquanto o prefeito Daniel tem a participação na foto oficial e com bajuladores, nada tendo que ver com o que está vindo de benfeitoria para São Mateus. Na verdade, o prefeito oficial do município virou “caroneiro-mor” com a sua suposta esperteza. Aliás, vale recordar, que essa propalada esperteza não funcionou com a Polícia Federal, que o enjaulou. Funcionou, “sabe-se lá por que”, com a justiça que o soltou juntamente com seus comparsas. E voltou ao local do crime, como disse o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao agora parceiro do descondenado e ex-presidiário, Lula.

Obras com atraso de seis anos e eleição

A Prefeitura vem calçando algumas ruas da cidade, numa frenética necessidade de mostrar serviço que chega com um atraso de muitos anos, desde que a nova gestão assumiu os destinos da municipalidade. Fazer obras agora é a contribuição do prefeito para com seus aliados que são pré-candidatos. Sobre essas obras eleitoreiras vão fincar o pé dizendo que foram eles todos quem fizeram essa maravilha para a população mateense. Uma obrigação parece ter virado favor e ainda há parlamentar da base governista que tece elogios rasgado pelas obras e pela “limpeza” de ruas e avenidas (várias continuam tomadas pelo mato e lixo). Vale lembra que em matéria de limpeza essa administração entende bem, pois os cofres, segundo apurada investigação da Policia Federal, forma limpos com maestria que só funcionou até os homens da lei agarrar pelo cangote a camarilha municipal (com ramificações extramunicipais). A Polícia prende e a “justiça” solta. Está no Congresso um projeto de lei de Reforma do Sistema de Justiça Criminal que endureça as leis no Brasil, que precisa ser votada e aprovada para começar a colocar bandidos para pagar suas penas trancafiados e sem os privilégios de hoje em dia dados a eles. Na verdade, quando se fala que a justiça solta, é devido as leis vigentes no País…

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Antecipação da eleição. Por quê?

A eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de São Mateus foi antecipada do dia 20 de dezembro para este início do mês de julho. As explicações não foram dadas à sociedade mateense que ficou sem entender o motivo dessa antecipação com tantos meses de antecedência.

Será que está previsto algum fato futuro relacionado a permanência do atual prefeito no cargo? São conjecturas, mas se isso acontecer, o presidente reeleito para o biênio 2023/24, assume o Executivo. Outra explicação convincente parece não existir, até porque não foi dada e nem questionada pelos “nobres” edis.

Abandonados

Os servidores municipais de São Mateus realizaram greve por reajuste salarial e outras reivindicações que nunca foram atendidas. Aliás, movimento grevista nunca foi feito quando a ex-presidente do Sindicato (Sindserv) era a vereadora Jaciara Teixeira (PT), aliada da administração comandada pelo prefeito Daniel Santana (sem partido).

Enigma

Será que as Forças Armadas, com seu pessoal entendido em cibernética descobriram mais do que se deve sobre as urnas eletrônicas, cujos arquivos das eleições de 2018 foram apagados?

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Elas sim

A política mateense começa a se acostumar com as mulheres participando do processo eleitoral. Aos poucos vão ocupando o seu espaço e o que se observa é que são preparadas. Precisam continuar participando para melhorar o nível da política local, sair da mesmice e, também em 2024 melhorar o nível feminino no Legislativo de São Mateus.

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