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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª Quinzena de Março

Publicado

Por Paulo Borges

A corda está esticada na política brasileira. O assunto no centro do furacão é o Covid-19. A oposição acusa o presidente de genocida, a direita diz que existe uma narrativa contra o governo que é taxada como perseguição e esquema para desgastar o governo vendo erro em toda e qualquer ação governamental. O passado parece ter sido esquecido, a roubalheira de Lula e sua gangue ficou no esquecimento. É uma briga tola que radicaliza a discussão.

Para alguma coisa tem servido a pandemia. Mostrou que estamos todos no mesmo barco, que os seres humanos, na sua essência, são iguais e o sofrimento com as perdas é semelhante. Mostrou que o futebol e outras atividades não têm a importância que se dá e que os políticos não são tão importantes como se imaginava. A pandemia ajudou a mostrar quem são mesmo os importantes: médicos, enfermeiros, funcionários da saúde, paramédicos, cientistas e a população que trabalha diariamente para ajudar a manter os privilégios insanos das autoridades (políticos, ministros do Supremo etc).

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Edson Fachin, atual ministro do STF, um advogado sem expressão, que fez campanha para a ex-presidente Dilma, pagou a conta que ainda devia: anulou as condenações do meliante Lula. O esquemão continua e os mentores Lula, José Dirceu e seus comparsas continuam em plena atividade, mesmo condenados pela “justiça”. Com essas ações o STF faz jus ao que a maioria da população acha dos seus membros: vergonha nacional! Não se deseja acabar com a Alta Corte, o que se deseja é defenestrar os que lá estão. Esse parece ser o desejo do Brasil que trabalha, produz e de quem leva o pão de cada dia, com muito sacrifício, para casa com honestidade e sem os serviços públicos para o qual paga seus impostos.

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Caso se confirme a ação do Fachin, os recursos roubados têm que ser devolvidos? A planilha da Odebrecht é ficção? Abre precedente para que os larápios do erário peçam seus objetos de roubo de volta? Os que foram presos pela Operação Lava Jato podem pedir indenização? O assalto ao País será legalizado ou justificado? Vamos aguardar a decisão do Plenário do STF para saber o que prevalece, se a justiça ou a máxima que o crime no Brasil compensa, principalmente se for cometido por políticos e seus aliados. Os processos do Lula vão para Brasília e as provas robustas dos crimes cometidos serão jogadas no lixo? O trabalho de juízes, desembargadores, promotores e agentes da Receita Federal e da Polícia Federal não serviram para nada? Para Edson Fachin, eleitor de carteirinha da ex-presidente Dilma e militante do PT acha que não. Isso cria um clima nunca visto no Judiciário. Vai ser um samba do crioulo doido!

Quando estava na universidade e fazia o meu primeiro curso universitário (fiz três), a gente achava que o Brasil precisava ser passado a limpo. Hoje temos a certeza.

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Por que, depois de quatro anos, o Edson Fachin tomou essa atitude somente agora, uma vez que os advogados do ex-presidente pleiteavam a anulação das condenações alegando que Curitiba não era a jurisdição para o trâmite do processo? Será que é somente para “pegar” o Moro? Mas, é bom registrar, que a decisão do Fachin, não faz do Lula inocente. Lula é culpado, foi julgado e condenado e ainda responde por outros novos processos. Com uma ficha corrida tão extensa de corrupção e lavagem de dinheiro, está habilitado a ser autoridade no Brasil?

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A segunda turma do STF transformou o mocinho em bandido, ao aprovar a suspeição do ex-juiz da maior operação contra a corrupção já existente no Brasil, Sergio Moro. Logo teremos o juiz preso e o ladrão condenado Lula na disputa pela Presidência da República. Inacreditável!

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Falando sobre a política de São Mateus, como explicar a reeleição do prefeito Daniel, se na “oposição” havia maioria querendo a sua derrota, reconhecendo a incapacidade de continuar governando? As explicações são muitas e dentre elas, a suspeição de que tudo foi projetado fora de São Mateus, em um acordão que deixou de lado apenas Mauro Peruchi, Carlinhos e Eliezer. Os interesses são inconfessáveis, mas teve inocente útil que foi inflado na sua vaidade, porém, vazio de propósitos. A realidade é que Daniel foi eleito e os seus ex-algozes continuam por aí como se nada tivesse acontecido e como se não fossem responsáveis pela sua reeleição. Defendo a “limpeza”, a oxigenação da política mateense, com novas personagens, que os partidos, verdadeiramente comprometidos com a ética, trabalhe novas lideranças, promovam cursos para preparação de seus novos quadros.

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O MDB continua enrolado. Uma sigla importante que vem sendo tratada sem importância… A volta da senadora para a sigla é uma forma de apaziguar os grupos. O partido continua sob intervenção da Executiva Nacional e Lelo Coimbra é o seu representante. Sua atuação, juntamente com Chico Donato tem criado um clima de revolta e perseguição. O deputado estadual José Esmeraldo e o ex-deputado federal, Marcelino Fraga, foram “convidados” a deixar a legenda. Se o papel da senadora Rose de Freitas é pacificar o MDB capixaba, vai ter muito trabalho. O MDB de São Mateus, que não era aliado do Lelo, está sob intervenção da Executiva Estadual e segue inativo, apesar de ter em seus quadros membros destacados da sociedade mateense e que são filiados ao partido, desde a sua fundação. Comenta-se na possibilidade do prefeito Daniel Santana, ex-PSDB, ir para o partido pelas mãos da senadora, mas não deveria ser uma ação a ser tomada sem antes chamar a turma para um entendimento. Já se falou que membros do partido em São Mateus querem ser ouvidos e não vão aceitar sua entrada sem lhe dar, ao menos uma satisfação. Entrar pela janela não. É necessário um entendimento para que a entrada seja pela porta da frente. Acredite se quiser.

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Ainda sobre o MDB, existem nomes que podem se apresentar como pré-candidatos ao Palácio Anchieta. Um desses, além da senadora Rose, é o do prefeito de Linhares, Guerino Zanon. Falasse, em bocas de Matildes que o ex-prefeito de Serra, Audifax Barcelos, hoje no Rede, vem sendo assediado para se filiar no MDB e ser mais uma opção para disputar a eleição para governador. Ele se cacifou com o grande trabalho feito nos seus mandatos de prefeito. Não sei se teria densidade eleitoral fora da Grande Vitória.

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Não sou futurólogo, mas o ex-juiz Sergio Moro se apresenta como candidato importante para a disputa das eleições de 2022 para a Presidência da República. O PSDB tem o apertadinho Dórea e com isso, a identificação do ex-juiz com essa legenda, pode lhe mostrar a hora de procurar um partido para se abrigar e o credenciar à disputa. O Lula não será candidato e se for, não acredito em sua vitória. Seria um escárnio termos o maior ladrão do país no comando da nação. Se temos nas casas legislativas, teríamos no posto maior do País um meliante. O bandido solto e o xerife preso. Hilário!

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O presidente Jair Bolsonaro ficou aquém do que esperavam seus eleitores consciente na sua atuação à frente do governo. Os antigos sempre diziam que quem fala demais dá bom dia a cavalo. Essa estratégia do bate-boca com repórteres de veículos alinhados à oposição é desgastante e desnecessária. Usar somente as redes sociais para se comunicar é outro erro. A comunicação do governo federal é muito ruim. Dizer que é um governo autoritário, fascista e genocida é bobagem, é narrativa de uma oposição desprezível. A esquerda é autoritária e o Lula tentou calar a imprensa. Se fizesse com o Lula o que se faz com o Bolsonaro, a turma da repressão agia sem dó.

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O radialista e candidato a prefeito de São Mateus, nas eleições do ano passado, Carlinhos Lyrio (Podemos) é o que sobrou como um político que continua reunindo capital eleitoral (voto). Outros sempre aparecem junto com ele nas disputas, mas vai chegar a hora do eleitor mateense perceber que Lyrio é o candidato que tem as características da média do eleitorado de São Mateus, que tem a vontade de servir o município, daí necessitar de apoio dos que também desejam para que possa reunir uma turma boa ao seu lado para começar a escrever uma nova história. Um povo simples com um prefeito simples. Agora o trabalho será para o Legislativo, é o primeiro passo que um grupo de pessoas vai começar a construir com ele. Depois de 2022, a conversa será para 2024, com início, meio e fim. Deputado estadual e, depois, prefeito de São Mateus. Cheguei à conclusão que está na hora de acabar com as aventuras e apoiar o feijão com arroz. Na última eleição Carlinhos foi traído por aqueles que poderiam ter lhe dado o apoio necessário para defenestrar o governante que, por omissão de muitos acabou sendo reeleito. Lamentável a atitude da turma que só queria tirar o atual prefeito para ser protagonista das mesmas práticas, só condenáveis no alheio. Hipocrisia geral!

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Por falar em candidaturas a deputado estadual, Carlinhos Lyrio e Carlos Alberto já estão credenciados. Para federal é preciso buscar um nome identificado com o município. Fala-se no deputado Freitas, mas está provado que tem dificuldades com São Mateus e isso merece um estudo sociológico profundo em busca da causa. É um bom deputado, mas não tem se criado com o mateense. É o deputado da região, mas no “histórico das suas eleições”, São Mateus não pertence a sua “região eleitoral”. Esquisito, mas é a realidade e os números mostraram isso.

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Escolas fechadas por mais de um ano sob alegações que não se sustentam. O que tem certeza é o crescimento, não só da pandemia, mas de uma legião de ignorantes e de semialfabetizados. Com a complacência da direita e com o interesse da esquerda, a educação brasileira vai continuar aonde sempre esteve, nos últimos lugares. E tome BBB?

Contato para a coluna: [email protected]

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Rumos da Política

Rumos da Política – 2ª quinzena de julho

Publicado

Por Paulo Borges

Não tenho capacidade de entender essa gente, mas me esforço

O presidente Jair Bolsonaro perde a oportunidade de se tornar um grande presidente quando bate boca com a mídia, quando emite opinião na emoção e fala de tudo que entende e do que não entende. Acho uma bobeira essa psicose com as redes sociais, como se passasse o dia com um celular nas mãos jogando como as crianças e adolescentes. Sempre tive essa impressão e a considero provinciana. Como gosto dos livros, reconheço o valor da tecnologia, mas gosto de ler livros, do papel, do cheirinho de suas páginas.

A comunicação do governo para mim é um setor deficiente. É confuso, desconectado, informações dispersas, sem um sentido coerente, linear para depois ser endereçado aos veículos de comunicação para conhecimento do que se faz para que a população saiba a verdade e não deixe a narrativa adversária e inconsequente, prosperar. Saber se comunicar com clareza é jogar a favor da transparência. Uma comunicação direta com o cidadão através de live pode ser interessante, porém, acho pouco eficiente sem uma organização e planejamento.

Sou daqueles que torcem pelo sucesso do governo, mas não tenho nenhuma vocação para bajular político ou qualquer um que seja. Minha crítica é imparcial, mas não posso deixar de dizer que o Lula é um condenado merecidamente, um ladrão sentenciado, porém, por pirotecnia do STF, está solto. Ele e tantos outros da sua patota deveriam estar presos.

Bolsonaro fala mais do que deve e o Lula roubou mais do que ninguém (Lula e Cia.). Um parece ser porra louca e outro é ladrão já sentenciado.

Apesar de tudo, o atual governo tem feito muita coisa sem a eficiência da divulgação. Caso de corrupção não é comum e, quando existe, é combatido. O presidente não é corrupto. Pelo menos é o que se diz. Querer derrubar um presidente por ser motociclista e falar verdades que político nenhum tem a coragem de falar, não são motivos consistentes para afastar um presidente. Para quem assiste a CPI (como eu), é de ficar com vergonha da postura de alguns políticos, tamanho a cara de pau deles. Ali é palanque do “Azia” e do cangaceiro alagoano, Renan.

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PRTB lança Cazuza pré-candidato em Conceição da Barra

O eleitor do Norte capixaba, principalmente o de Conceição da Barra tem mais um nome que se apresenta como pré-candidato a deputado estadual. Trata-se do Eduardo Cazuza, que na última eleição foi candidato pelo PRTB a prefeito, apresentando novas propostas, porém, não conseguindo obter êxito. Segundo Cazuza, a região e o município de Conceição da Barra, precisam de sangue novo na política, longe dos caciques que sempre dominaram a política capixaba e o seu nome é para que o eleitor ter opção para fugir daqueles que a toda eleição prometem o que não podem entregar. “Vamos fazer a diferença quando nosso momento chegar”, disse ele a este colunista. Cazuza, cuja base eleitoral é Conceição da Barra, tem a Grande Vitória como possibilidade de boa votação.

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Não dá liga

Fala-se muito em uma terceira via para a disputa das eleições presidenciais de 2022. O problema é que a terceira via é à esquerda de banho tomado.

Existe outro partido político surgido no cenário da política nacional. Trata-se do STF. Também não tem afinidade e nem voto da sociedade brasileira. Só julga quem lhe interessa e faz política, muitas vezes tomando as atribuições de outros poderes para si. Fala muito no respeito à Constituição, mas só vale para seus adversários. A seu favor já a rasgou algumas vezes.

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Racismo e outras ignorâncias

Virou assunto que ficou anos ignorado pelos nossos governantes e órgãos oficiais. O racismo existe e o preconceito social também. O próprio Itamarati vendia a imagem da democracia racial para o mundo e se acreditava nessa mentira. Uma maneira de escamotear uma realidade.

Os negros depois do fim da escravidão foram largados à sua própria sorte. Sem direito a nada e nem mesmo a possibilidade de estudar. Por isso foram procurar lugares que ninguém queria morar, como as terras degradadas, morros e pedras. As favelas estão aí como herança de uma época de descaso com a população menos assistida. Enquanto isso, os imigrantes europeus foram recebidos no Brasil ganhando terras e apoio oficial. Aos negros nada, aos brancos imigrantes europeus “quase” tudo.

As cotas para o acesso ao ensino superior estão aí como forma paliativa de mascarar algo que não foi resolvido. A dívida com os herdeiros do período escravocrata nunca foi paga.

Para quem chega ao estacionamento da UFRJ só vê carros importados ou de valor alto. É uma universidade federal pública cujo acesso é maior para aqueles que estudaram em colégios renomados e em cursinhos de pré-vestibular caros. Nas faculdades particulares estão grande parte dos pobres e pretos. Quase todos pendurados em financiamentos governamentais. Quando um pobre e preto se destacam viram notícia de jornal, documentários de TV que passa a impressão como se aquilo fosse comum, que todos têm a mesma oportunidade.

Acho que o respeito e as oportunidades devem ser a linha mestra para a superação de todas essas aberrações. Isso serve para os negros, pobres, brancos e homossexuais.

Essa é uma das questões que não temos como discutir aqui em profundidade por motivos óbvios (espaço), mas é uma ponta da coberta por onde se esconde o que o Brasil nunca teve o trabalho de encarar e dizer ao mundo.

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Verdades e Mentiras

Com o advento do ex-deputado Jair Bolsonaro à Presidência da República, as pessoas passaram a questionar se houve ou não ditadura no Brasil. A última foi em 64, quando militares, apoiados pela ala conservadora da sociedade, da igreja, imprensa e de empresários se articularam para derrubar um presidente eleito democraticamente e rasgaram a Constituição. Golpes e quarteladas eram muito comuns na América do Sul e na nossa história temos exemplos. A própria Proclamação da República foi um golpe contra a Monarquia e a vontade popular. A introdução da República brasileira foi calcada nos alicerces da mentira contra um imperador que amava o País e seu povo. Aí está a República que construímos, sem nenhuma consistência quando a questão é fazer justiça a vontade popular, punir autoridades e um cabedal de coisas. O cardápio é grande e sortido. Temos três poderes que geram crises e desconfianças. O Brasil tem dono e, com absoluta certeza, não é do povo brasileiro. É de uma casta que se aboleta no poder e ali faz sua morada e irradia privilégios para parentes, amigos, grupelhos e camarilhas. O Brasil tem jeito, mas ninguém quer, de fato, dar jeito neste País. Isso serve também para estados e municípios.

Fala-se muito em reformas. Os interesses conflitantes não permitem. A principal seria a do Estado Brasileiro e depois a política e as outras como a tributária e administrativa. O caminho é tortuoso e na conversa fiada não se consegue avançar. E não vamos conseguir avançar como a maioria da população deseja. Somos escravos da vontade dos alheios…. Não seria a hora da libertação? Parece, se depender de alguns, só acontecerão dia 30 de fevereiro…

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Sugestão

O STF não permitiu que a CPI do Renan investigasse estados e municípios. Não seria razoável que assembleias e câmaras investigassem seus governos? Quem não deve não teme e – ao que parece – a maioria teme e deve. Para onde foi tanto dinheiro despejado pelo Governo Federal nos estados e municípios? Será que a maioria desses recursos foram para engordar os cofres com objetivo de bancar as eleições de 2022?

No próximo ano vamos ter a oportunidade de eleger nossos deputados e senadores. É preciso critério rigoroso nessa escolha.

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Olho nessa mulambada!

Foi aprovado recursos para o Fundo Eleitoral de 6 bilhões. E a sociedade não pode agir contra esse escárnio? Precisa de lei para autorizar o povo partir para o confronto com aqueles que se fingem moralistas, mas não mudam essa situação? O povo tudo pode. Enquanto não acontece esse entendimento o que se pode fazer é não votar nessa gente que tem a traição ao eleitor brasileiro como moeda corrente.

Conclusão

A propósito, como diz o Guilherme Fiuza, no Brasil não há oposição. Tem uma criançada brincando de xingar o presidente.

 Contato para a coluna: [email protected]

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Julho

Publicado

Por Paulo Borges

Observações da planície

São Mateus é uma cidade histórica que já esteve entre as dez mais importantes do Brasil. Pela sua história, por ser uma das mais antigas e, em tempos passados, um polo cultural e de desenvolvimento econômico.

Hoje, no entanto, toda essa importância vem sendo ofuscada pelos administradores e pela classe política que não conseguiram entender essa dimensão que envolve o conhecimento das potencialidades e vocações do município e, encima disso, elaborar projetos exequíveis para o desenvolvimento do município. Dão preferência, quase sempre, a ações de varejo que têm resultado mais rápido, um fator importante para suas reeleições ou interesses meramente pessoais.

Existem coisas e situações no município que merecem atenção como forma de melhorar a qualidade de vida e serviços oferecidos a sua população. A construção de um terminal rodoviário é uma necessidade; um trabalho de integração com as universidades locais como parceiras em projetos para a cidade e o município em geral, também é outro.

É prioridade um cuidado maior com a educação das crianças e jovens, com escolas funcionando, observando todos os protocolos usados nesses tempos de pandemia. Escolas não podem permanecer fechadas durante todo esse tempo, trazendo um prejuízo enorme que podem afetar e comprometer o futuro dessa nova geração. Lacrar escolas não parece ser uma ação de prevenção e sim um atentado ao conhecimento, formação de bons cidadãos e comprometimento do futuro. Essa conversa de alguns servidores e sindicatos que a cada ameaça de abrir as escolas públicas, não se sustentam. Alguns ganham sem trabalhar nessa época e podem ser encontrados em viagens, na praia, no sítio. Poderiam ficar em casa, mas com salário reduzido. Políticos participando de sessões de casa ou de dentro de veículos em movimento é outra aberração. Nada os impedem de estarem no seu local de “trabalho”.

Chega a ser hilário o que acontece nas sessões da Assembleia Legislativa. A maioria dos parlamentares em casa, como se não houvesse situação segura no recinto daquela Casa de Leis que, faz tempo, pouco tem representado para a maioria da população. São sempre os mesmos e, às vezes, se parecem com offices boys de luxo do Executivo. Há exceções, mas são exceções.

Não me parece razoável parlamentar participar das sessões em transmissões online de dentro de seus veículos em movimento. Poderia aproveitar o carro para se deslocarem para o cumprimento do seu dever, que é estar no plenário defendendo interesses da população e apresentando projetos que possam mudar para melhor a vida do cidadão. A pandemia calhou como luvas para justificar quase tudo.

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O fácil e o difícil se confundem

Uma CPI que tem um relator recheado de processos pedindo prisão de depoente que nada deve à justiça, só pode ser algo inusitado. Existe uma dificuldade enorme para prender o Lázaro, mas com facilidade não se prende um Renan Calheiros ou outros corruptos e corruptores que estão na vitrine nacional, à mostra e expondo seu potencial transgressor. Tem até um corrupto-mor que foi solto, apesar dos crimes, fazendo campanha para voltar a ser presidente da República. Inacreditável!

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Palco dos horrores

Qualquer cidadão sério tem dificuldade de não se revoltar com o que se vê nas sessões da CPI do Omar, Renan e sua patota do Ele Não. O depoente que fala a favor do que querem ouvir é tratado com civilidade, mas quem não se dobra a seus interesses é bombardeado. O cinismo de alguns senadores do G7 (petistas e parças) chega a embrulhar o estômago. A ação emblemática foi não permitir a convocação do Carlos Gabas, operador do Consórcio Nordeste (símbolo da corrupção) antro do desvio de dinheiro público comprovado. E depois a gente ser obrigado a ouvir o cangaceiro das Alagoas, Renan Calheiros e o presidente da CPI Omar Aziz (ou azia?), falarem que o objetivo daquela Comissão Parlamentar de Inquérito é buscar a verdade. Isso é um escárnio, é debochar do cidadão brasileiro. Nessa hora a democracia só funciona a favor deles. Invadir aquele recinto, com uma taca nas mãos e bater na bunda dessa camarilha conduzindo-os à porta do STF obrigando-o a dar um passaporte com destino à cadeia, seria democrático. O povo não sabe como limpar da vida pública essa gente. Justiça não existe e nem os alcançam e então, a quem o cidadão pode apelar? A si mesmo? Às Forças Armadas? Se a maioria votou para mudar tudo isso, porque um presidente que fizer o que foi autorizado pela maioria do povo brasileiro e no voto democrático, não pode mudar?

A democracia no Brasil não existe. Ela é consentida e não conquistada. A Constituição é letra morta e só acorda para punir o cidadão comum. E o STF, que deveria ser o guardião da Carta Magna do País, costuma rasgá-la. O genocida, homofóbico, fascistas que está no governo é quem justamente cumpre a Constituição. Os “democratas”, larápios do dinheiro público esses são os paladinos da moralidade. Na verdade, eles é quem são os autoritários, tiranetes. Invertem valores. É um caso clássico de inversão de valores.

Num regime democrático não existe preso político. Hoje tem: o deputado Daniel Silveira. Uma prisão ilegal promovida pelo Alexandre de Morais, um advogado, que virou ministro por indicação e não por mérito comprovado do saber jurídico. Sequer foi juiz. Algo está errado. Mas, em nosso País o sol é lua.

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A quadrilha está solta e em campanha

Não há justificativa honesta para aceitar Lula, Zé Dirceu, Renan e tantos outros livres, leves e soltos atuando politicamente como se nada fizeram de mal ao povo trabalhador do Brasil. Não tenho certeza, mas um cidadão honesto, caso encontre esses caras na rua deveria ter o poder de algemá-los e encaminhá-los à prisão. Se esperar pela “justiça” da Justiça, vai levar o tempo da idade de Matusalém. E ainda vai ter ministro pedindo vista ao processo…

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Notícia onde falta novidade

Na política mateense as novidades são as de quase sempre. Não sei se existe, mas em São Mateus talvez seja o único lugar em que se cultua a “novidade reversa”… Parece replay, pois a política local anda em círculo. Agora a novidade é a pré-candidatura do empresário Rodrigo da Cozivip para deputado estadual e a formatação de Marcos Cozivip para prefeito em 2024. Seriam os candidatos do atual prefeito Daniel Santana. A gente respeita todo cidadão que deseja se filiar a um partido e se lançar candidato a um cargo eletivo. O que se discute é a identidade que se deve ter com o município, com a sua população. Nem o Daniel tem identidade com São Mateus. Não conhece a sua história, suas tradições e anseios de progresso e desenvolvimento do mateense. Virou prefeito, é fato, mas podemos argumentar que grande parte desse feito se deve a manipulação do eleitor inconsciente para o qual basta uma banda, uma bunda rebolando e cantando axé sobre um carro grande e barulhento para cair nas graças dos festeiros e etecetera…. Com o advento da instalação de projetos e construção da Bahia-Sul, muita gente veio de longe trabalhar e ficou na região e São Mateus parecia ser o eldorado. Então apareceram vários bairros e muitos “sem pátria” aqui se instalaram, mas na hora do voto, não tem identidade com a cidade e vota no que lhe oferecer mais iguarias e o sonho de ir ao paraíso. São pessoas dignas, porém, sem a digital no município. Na hora do voto qualquer um serve, principalmente se vier com o falso discurso da humildade. Sobra enganador.

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Querendo alçar voo novamente

Outra “novidade” é a intenção do ex-prefeito Amadeu Boroto colocar seu nome para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Uma lei aprovada recentemente “parece” lhe dar esse direito, apesar das contas rejeitadas. Mas, pelo menos, Boroto é mateense, conhece as demandas locais e as coisas do município. Tem identidade e digital mateenses, apesar de quando no poder isso, para a maioria dos nossos políticos raízes, pouco tem importância. Passam a sofrer de amnésia e costumam fazer o jogo das camarilhas de fora. É fato.

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Acharam um bandido; “desacharam” outros…

Acharam o Lázaro. Antes de ser preso foi alvejado e veio a óbito. Trocou tiro com a polícia que agiu de acordo com o que está estipulado e é o normal nesses casos. Demoraram para localizar o bandido, mas por muito menos esforço é fácil localizar bandido na política brasileira e em vários segmentos importantes de gente “importante”. A justiça que não faz justiça não enxerga. Se faz de cega para enxergar alguns…

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Mística que não se sustenta

No Brasil fala-se muito em democracia funcionando porque suas instituições estão funcionando. Nada mais cínico, hipócrita. Estão abertas, porém, dentro delas costumam estar operando membros que passam longe de democratas e muito perto de manipuladores, serviçais para o ilícito.

Em tempo

A Câmara Municipal de São Mateus aprovou por unanimidade as contas do prefeito Daniel Santana. Vida que segue…

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