conecte-se conosco


Rumos da Política

Rumos da Política (3ª edição de outubro)

Publicado

O voto útil ou inútil?

É muito mais comum do que se pensa, essa história de escolher um candidato e descarregar os votos nele para que outro não consiga ganhar. Em São Mateus – para muitos – o objetivo é tirar o atual prefeito do jogo político, uma vez que ele tem sido durante esses quase quatro anos como um gestor abaixo do razoável e que levou o município ao caos político-administrativo, afetando todos os segmentos sociais e econômicos. No social o aumento da pobreza e da criminalidade e no econômico a ausência de projeto para que favoreça o investidor que deseja chegar a São Mateus, confiar na administração e apresentar proposta de implementar a instalação de um empreendimento que gere emprego, renda e impostos.

Existe o medo de que Daniel se reeleja e por isso, dentro de uma estratégia de geopolítica foi montado um esquema que dilua um pouco essa possibilidade de reeleger o atual prefeito e que, caso se reeleja, não fique solto sem que o poder central o monitore… Mas para que isso tudo dê certo, os “políticos” locais estão propondo o voto útil. Desde que seja no seu protegido. O melhor não serve, tem que ser o que eles lançaram, mesmo que não seja o mais capaz. O importante é eleger o queridinho da camarilha, mesmo sendo o pior. Qualquer um serve, até uma lamparina. Tudo isso vai depender do que as pesquisas indicarem. Dos nove todos têm, de alguma forma, ligação com o governo. Basta observar os vices ou o próprio titular das chapas majoritárias. Sobra um, o candidato do PRTB, Eliezer Nardoto. É o candidato solitário, sem fundo eleitoral, sem tempo de rádio e TV, contando apenas com o diálogo direto com o eleitorado composto pelas famílias e pessoas que estão exclusivamente comprometidas com os interesses do município de São Mateus. Pelo menos é essa a leitura que faço.

Sendo assim, o voto útil é questionável, pois o eleitor corre o risco de se livrar do Daniel e cair nas garras dos “quase” parecidos com ele. Nessas eleições o voto útil pode ser inútil. E trazer sérias consequências para o município e a sua população.

***

Em Vitória a quantidade de candidatos passa de dez. Mas nem todos estão atrelados ao Palácio. Mesmo assim, Fabrício Gandini, do Cidadania, é o que tem tido mais visibilidade e, ao evitar “bater” no governo estadual e também no federal, abre um leque de possibilidade de apoio, caso vá para o segundo turno. E tudo indica que vai.

***

Em Conceição da Barra o cenário é incerto diante dos problemas dos medalhões com a justiça eleitoral. Tudo pode acontecer. O candidato Cazuza (PRTB) é o ponto fora da curva e vem fazendo a política do pé no chão, sem grandes recursos e demonstrando que não tem nenhuma ligação com a velha política barrense que tem usado a municipalidade para engrossar seus negócios e inflar seus egos. Cazuza conta apenas com o seu time de aliados, prometendo uma mudança radical na política viciada que só tem levado o município de Conceição da Barra ao ostracismo. Apesar das dificuldades, é o que está fazendo a diferença.

***

Em Pedro Canário, Bruno (PSB), atual prefeito, é o favorito. Seu adversário, Dominguinhos tem alianças que incluem todo tipo de apoiadores que já são manjados na política canarense.

***

Quando teremos a reforma do judiciário? É um poder que não tem identidade com o País, não contribui para o seu desenvolvimento e tem no povo uma ameaça constante de críticas e de

descobertas das suas barbaridades sob as togas…. Como mudar essa realidade? É a pergunta que se faz pelo Brasil.

***

Em Linhares virou lugar comum. O prefeito Guerino Zanon (MDB) continua dando um banho em seus adversários. Podem falar o que quiserem dele, mas tem serviço prestado ao município, diferente do prefeito de São Mateus, Daniel Santana (PSDB) que não tem nenhum e mesmo assim ainda aparece em primeiro lugar na pesquisa. Vai entender. Diante dessa situação mateense, o que se constata é que a sua classe política é retrógrada, atrasada e desconectada dos interesses da população. Ficou no passado, enquanto em outros lugares houve evolução, comprometimento da sua classe política com o desenvolvimento e a modernidade. São Mateus tem potencialidade. Isso sem efetividade com ações apropriadas é nada. É o mesmo que promessa de político. Tem uma turma em São Mateus que se diz entendida em política. Discordo. É entendida em politicagem, defende interesses mesquinhos. Quem se apresenta para mudar essa realidade logo é perseguido, isolado, desqualificado por aqueles que não têm nenhuma qualificação que não seja a hipocrisia, a mentalidade provinciana e mesquinha. Mudar esse cenário é acabar com a corrupção, a safadeza e a canalhice dessa gente. A oportunidade aí está.

***

Mas nem tudo está perdido em São Mateus. Abro aqui um espaço para tecer elogios a vários funcionários da Prefeitura. Independente do chefe, cumprem seu dever de ofício, tratam o contribuinte de maneira respeitosa e eficiente. Na antiga sede e na parte administrativa, no bairro Nova Carapina. Quem atrapalha são os parasitas que ficam por ali fazendo política e não fazendo nada e a serviço de seu padrinho, normalmente um vereador ou “papai medonho”.

Leia mais:  Rumos da Política – Fevereiro 1
publicidade

Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Fevereiro

Publicado

Uma boa ideia!

Muito se fala no auxílio emergencial como forma de retornar a ser disponibilizado pelo Governo Federal para os mais vulneráveis diante da pandemia que assola o País e o mundo. O presidente Jair Bolsonaro deu uma ideia interessante para que o valor do auxílio seja maior do que o agora oferecido pelo governo, em torno de 250 reais. Os estados e município também podem fazer o seu programa de dar auxílio emergencial, até porque eles foram quem tiveram a “benevolência” do STF para efetivamente implementar as ações contra o coronavírus e defenderam, em sua maioria, o lema tão divulgado pela “grande mídia” Fique em Casa. Ao governo da União coube despejar substanciais recursos aos estados e municípios. A roubalheira foi quase geral Brasil a fora. A economia foi afetada por ações ineficientes como o fechamento de tudo e o confinamento dentro de casa.

Articulações

Em todo processo de eleição da Mesa Diretora do Legislativo sempre tem articulações, acordos, conchavos e interferência do Executivo. Acontece em Brasília e em qualquer lugar. Dizem os sabidos que isso faz parte do jogo político, mesmo quando existem suspeitas de “acertos” demais e, em alguns casos, inconfessáveis. Certamente houve muita conversa para eleger a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

Em São Mateus também sempre foram comuns as articulações a partir do Executivo tendo o chefe daquele poder à frente das negociações. Em todos os governos aconteceram essas coisas, o que demonstra que o Legislativo, apesar do discurso de independência, sempre, de alguma forma, ama ficar a reboque do que se resolve na Prefeitura de São Mateus e, em alguns casos lhe são impostos.

O prefeito Daniel encaixou quem desejou nos principais cargos da Câmara de Vereadores. Acomodou seus aliados que não conseguiram se reeleger. O eleitor os recusou no voto, mas o prefeito os indicou com seu poder acima do que deveria ter com relação a outro poder. Mas, tudo isso certamente foi fruto de negociações para que a presidência fosse formada do jeito que foi. Coisa normal, porém, não tão explícita. Corajoso e determinado é o chefe do Executivo mateense, Daniel Santana (ex-PSDB).

Mas existe nessa questão um fato muito importante que é a experiência do atual presidente da Câmara, vereador Paulo Fundão (PP). Não tem perfil de ser manipulado e com certeza vai fazer do limão uma limonada caso seja – aparentemente – pressionado…. Pode passar para os menos avisados que está sendo manipulado, mas… ele tem experiência.

Conjectura?

Olhando o cenário construído e efetivado no Legislativo com o dedo gordo do Executivo, surgiu a suspeita de que faz parte (sic) o apoio que pinça o vereador Paulo Fundão como possível opção do atual prefeito para sua sucessão. Capacidade ele tem, mas até lá há muito caminho a percorrer. E, honestamente, mesmo que esse apoio venha (não acredito) Paulo Fundão sabe traçar o seu destino e ser candidato se achar que esse é o caminho. E o seu caminho político ele sabe traçar independentemente desse apoio que, por enquanto, é uma incógnita.

A procura

O prefeito Daniel Santana deixou o partido pelo qual se elegeu e se reelegeu, o PSDB. Algumas legendas, dizem, estão abrindo as portas para a sua filiação. Fala-se que o MDB é uma opção plausível em função da sua ligação com a Rose de Freitas que se mudou de mala e cuia para lá.

A senadora é jeitosa e vai ter que pacificar o partido em nível estadual e, nesse pacote, o MDB de São Mateus que sofreu intervenção da estadual comandado pelo Lelo Coimbra. Aliás, a turma do MDB mateense não aceita sem uma boa conversa, que seja comandado pelo atual prefeito, caso se filie ao MDB. Por ser um partido democrático, a filiação do prefeito pode ser aceita, passar o comando para ele é outra conversa não muito fácil de ser digerida.

Será?

Surgiu a conversa de um suposto desentendimento entre o prefeito de São Mateus e seu vice. Ailton Cafeu reclama de não ter sido contemplado com nenhum cargo para seus apaniguados. Quando vereador ele era muito exigente no uso da máquina pública e de cargos em seu benefício. Tinha uma cobrança acima da média. Acredita-se que Daniel se assustou com a demanda do seu vice.

Nesse suposto entrevero a Câmara assiste atentamente, assim como o processo que rola na Justiça Eleitoral em que existe a denúncia de supostas irregularidades na prestação de contas da chapa Daniel-Cafeu que disputou a última eleição e o prefeito se reelegeu.

Nomes

As eleições de 22 parecem distantes, mas em política isso é discutível. No Espírito Santo a carência de lideranças para disputar o governo é evidente, daí Casagrande e Hartung serem o que, aparentemente, se tem.

Mas começam a aparecer nomes como o do ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede) que provavelmente colocará seu nome nesse tabuleiro eleitoral. Por enquanto o atual governador é o que temos de mais concreto para a disputa de 2022.

Candidatos em Sama

No município de São Mateus também começam a aparecer nomes com a finalidade de arejar a política local. Além do nome do radialista Carlinhos Lyrio (Podemos) para estadual e Freitas (PSB) para deputado federal, o do médico Jorge Silva pode ser outra opção. Desta vez para a Assembleia Legislativa. Claro que esses nomes não são parte da renovação, até porque estão sempre em evidência no cenário político. Mas, se a candidatura do Jorge Silva (Solidariedade) se consumar na época, Ferreira Júnior (Solidariedade), se quiser entrar nesse jogo, tem que pensar em buscar outra legenda. Acredita-se que o ex-vereador, Carlos Alberto (PSB) e a ex-vereadora Jaciara Teixeira (PT) podem vir a disputar as eleições de 2022.

Enigma

Deixar de fazer o carnaval não é empecilho para praticar outros eventos mais lucrativos. A clientela é enorme e em todas as faixas etárias…

Leia mais:  Rumos da Política – 1ª Quinzena Junho
Continue lendo

Rumos da Política

Rumos da Política – Fevereiro 1

Publicado

Dogmas eleitorais…

Por Paulo Borges

Existem pessoas que tem o dom da solidariedade e se realiza participando de projetos voluntários em entidades de alcance social e que, no final da ponta a comunidade no geral é quem se beneficia. Essas pessoas, quando acabam em um cargo eletivo se revelam para o bem ou para o mal. Nessa hora é que o eleitor diagnostifica se aquela pessoa tinha esse dom de servir ou era apenas um trampolim de caso pensado para vir a se transformar num político safado.

As eleições municipais acabaram e os eleitos vão tocar o seu mandato e aqueles que não conseguiram o seu objetivo vão tocar a sua vida. Mas tem aqueles que mesmo sem mandato, continuam não só fazendo política, mas contribuindo – efetivamente – para o progresso do seu município e pelo bem-estar da sociedade.

Em São Mateus temos esse universo. É vasto, é eclético. Tem todo tipo de produto, do chinês ao paraguaio. As figurinhas são “quase” sempre as mesmas, apesar de toda a sociedade mateense em uníssono com o Brasil, defender a renovação, a escolha criteriosa dos seus candidatos e a sua honestidade, passando pela capacidade de gestão e atuação político-administrativa. Mas, nas últimas eleições ocorridas em novembro do ano passado, esse desejo de mudança do mal para o bem e da canalhice para o ético, em muitos casos, foi para o ralo ou para a parte do cérebro que a pessoa, na sua demência, esquece seus princípios e sai por aí dando voto a qualquer ordinário que se apresenta como candidato e prometendo o céu e a terra. Quero dizer com isso que uma sociedade em que as prioridades são novelas, reality shows e endeusamento de pseudas-personalidades não se pode esperar nada diferente de que valha a pena se orgulhar.

Até nas igrejas acontecem essas coisas. Pastor vira político, político vira político mesmo e não quer mais largar os dois ossos e vida que segue… Às vezes, para o inferno. Em muitos casos se diz que religião não se mistura com política, mas não é isso que se vê. Igrejas têm seus candidatos e aqui no Espírito Santo temos inúmeros exemplos. O interessante e até enigmático é a capacidade dessas instituições não conseguirem ter simpatia pelos bons, preferindo apostar (ou orar) pela ovelha negra. Em São Mateus, para não fugir muito longe do exemplo caseiro, vimos isso. Igreja que não tinha candidato, entretanto, seus inúmeros fiéis foram conduzidos para algumas áreas pecaminosas-eleitorais, o que significa votar no pior em detrimento do melhor. Portanto, a hipocrisia está em toda seara. Mas isso não nos surpreende, até porque igreja é coisa criada pelo homem, daí suas deficiências e desvios. Deus não tinha religião, apenas princípios que deixaram aí e que, infelizmente, nem as igrejas praticam, apenas difundem para os fiéis sem dar o exemplo na maioria das ocasiões.

Política é ciência. É coisa de Deus. Pelo menos deveria ter, na sua essência, o servir ao próximo, a toda a coletividade. O servir em vez de se servir. Mas o político que não tem essa percepção, acredita mesmo que é dono do mundo e das pessoas. Usam seu cargo para transformá-lo em balcão de negócios para servir a seus grupos, grupelhos e camarilhas. O povo é apenas um detalhe, fica no final da fila em suas prioridades.

Tivemos bons nomes que não foram eleitos. Tivemos muita tralha que se deu bem usando de todos os ilícitos para alcançarem seus objetivos. Vamos ver que caldo vai dar desse suco. Se for de boa qualidade está fadado a não ter mais a preferência do eleitor hipócrita. Vão preferir o de pior qualidade, o que é muito natural em nossa sociedade. O pior é uma aventura e quase todas oferecem sensações momentâneas que te leva para a lua. Depois te deixa lá, só providenciando o resgate no período eleitoral para, depois de eleito, te mandar para lá de novo. Vamos fincar os pés na terra para tentar fazer disto aqui um lugar melhor para se viver. E ter em quem votar em sã consciência. Temos por obrigação no exercício da cidadania cobrar dos eleitos postura e compostura no cumprimento do mandato, destacando aquilo que prometeu para ser cumprido.

Caso contrário, vale a pena chamá-lo às falas. Não podemos ter receio e nem medo de quem não nos representa. Afinal se não podemos, por lei, dar um corretivo de taca em praça pública no político ordinário, podemos não votar nessa coisa na eleição seguinte. Fiquemos de olho nessa gente para que não choremos depois que essa erva daninha insistir em se eleger sob a complacência da maioria da sociedade.

Leia mais:  Rumos da Política - 2ª quinzena de dezembro
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana