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Rumos da Política

Rumos da Política – I Julho/22

Publicado

Por Paulo Borges

Anotações de um observador “sem noção…”

A pré-campanha vai de vento em popa e pouco ou em nada se diferencia de uma campanha, pelo menos na sua essência. Todos fazem campanha e pedem voto, mesmo de maneira dissimulada ou cínica. Certas leis nem deveriam existir, para não serem desmoralizadas. Aliás, justiça eleitoral nem deveria existir e, no entanto, no Brasil existe para abrigar um maracanã de servidores, agregados, ministros e toda uma estrutura inútil.

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Outra questão é a total falta de coerência da maioria dos pré-candidatos. Mesmo sem qualquer afinidade ou coerência, se aloja no partido que facilite a sua eleição, pouco se importando quem será o candidato a ser apoiado pelo partido no caso de presidente, senador ou governador. Partidos são empresas rentáveis, cada cacique tem o seu e ainda existe uma fila quilométrica com outros “comerciantes” pleiteando seu registro junto ao TSE.

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Os debates na Câmara de Vitória atraem audiência e demonstra o preparo dos seus parlamentares. Uns mais outros menos. Até Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) funciona.

O papel da Assembleia Legislativa é importante, mas não temos visto nada de novo. Temos visto o mesmo do mesmo, com raras exceções de um ou outro deputado que apresenta algo relevante. Dessa maneira, e não é de hoje, mais parecem “vereadores de luxo”. Ali deveria ser “supostamente”, além da casa do povo, a de ressonância das relevantes demandas da população capixaba. E não o é. Costuma ser de grupos, grupelhos e, em outros tempos, de camarilhas.

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A disputa eleitoral para o cargo majoritário de governador, no Espírito Santo, não parece tão tranquila para o governador Renato Casagrande (PSB). Tem sido um bom gestor e feito muita entrega por todo o Estado, mas a oposição tem se articulado e já sobressaem nomes que tornam a disputa mais movimentada. De qualquer maneira, Casagrande ainda é o nome mais forte.

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O governo Bolsonaro é a grande resistência ao Fórum de São Paulo, cujos mentores foram o Fidel e Lula.

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Vivemos no Brasil a ditadura da toga.

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Lula cita a China como exemplo a ser seguido pelo Brasil. Bolsonaro cita exemplo de democracia os Estados Unidos, apesar do Joe Biden.

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Não acredito na candidatura do Lula pelo simples fato que lugar de criminoso sentenciado por três instâncias é no presídio e não na Presidência da República.

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Em 4 de julho de 1776 se deu a Independência dos Estados Unidos. A Revolução Americana deixou como legado a democracia e a liberdade. A Francesa desaguou na ditadura napoleônica…

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Parece polêmico, mas igualdade não é liberdade…

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A China invadindo o Ocidente de dentro para fora, sem disparar um míssil.

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Delação do operador petista, Marcos Valério, fez gravíssimas acusações contra o PT, afirmando que a organização criminosa PCC financiou políticos petistas. Disse também que Lula teve participação na decisão de assassinar o prefeito Celso Daniel. A delação vazou e foi publicada pela revista Veja. O consórcio de mídia capitaneado pela Globo e Folha de São Paulo não publica por motivos óbvios…. Em país sério, o PT já teria o seu registro cassado.

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Lula na Bahia acomodou seus apoiadores em uma Van. O “Datapovo” não consegue colocá-lo no topo das pesquisas.

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Alguém já disse: “O melhor programa social é o emprego”.

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Lula disse que os empresários são imbecis. Um ministro do STF disse que o povo brasileiro é imbecil. Cada um faz a sua avaliação de valor. E vice-versa…

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Rumos da Política

Rumos da Política – II Agosto/22

Publicado

Por Paulo Borges

Agora é para valer

Finalmente o candidato vai poder ir à caça do voto para habilitá-lo ao cargo que pleiteia. Na verdade, a campanha sempre esteve na rua, apesar da lei eleitoral não a permitir fora dos seus prazos estipulados pela lei de plantão.

No Espírito Santo, como em todo o País, as candidaturas foram registradas oficialmente na Justiça Eleitoral. A disputa, pelas prévias, parece que vai ser visceral em busca de um lugar ao sol. Não tem nada parecido com o que disse o ministro Barroso, do STF em palestra fora do Brasil, que é a luta do bem contra o mal. Mas, na sua empáfia, ele se intitula estar do lado do bem. É hilária, irresponsável a falação do ministro que, assim como a maioria dos seus pares têm candidato e é frontalmente contra o atual mandatário do País.

Manato (PL), Guerino (PSD), Casagrande (PSB), Audifax (Rede) são os que pleiteiam sentar na cadeira mais importante do Palácio Anchieta. O time da direita tem mais componentes, contra um da esquerda que atualmente ocupa o governo e se habilitou para disputar mais quatro anos de mandato. Se analisarmos à luz dos princípios dos conceitos ideológicos que reza a esquerda, Casagrande não se enquadra como esquerdista puro sangue. Tem políticas progressistas e outras mais para o centro, numa mescla que beira o pragmatismo, num cenário em que a população deseja ver atendidas suas demandas, sem se preocupar que venham com o carimbo da esquerda. Quer o benefício atendido. É a tal política de resultado.

Manato se apresenta como o queridinho do presidente Bolsonaro, mas há muitas dúvidas do seu potencial, dentro da sua própria seara. Particularmente, parece sem carisma, mas talvez esse seja apenas um detalhe ou mesmo a nossa incapacidade de enxergar bons atributos que ele tenha e nem todos conseguem ver.

Guerino Zanon, ex-prefeito de Linhares de quatro mandatos, ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa e secretário de estado, se apresenta como grande gestor. É a força eleitoral do Norte capixaba, que tem muitas conexões em outras partes do Estado. É visto como integrante do “hartunguismo”, o que pode ter sido, em dado momento, mais agudo de alinhamento com o “cacique”, o que, pela sua experiência, esse alinhamento a Hartung deixou de ser fator relevante, porém, útil no processo eleitoral. Hoje Guerino tem vida própria.

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Casagrande é um candidato que tem muito a mostrar, fez muitas entregas e sempre foi um político de diálogo. Sua atuação à frente do governo atendeu inúmeras demandas dos municípios fora da Grande Vitória, descentralizando os investimentos e levando-os para locais mais necessitados e que em outros governos não receberam a atenção que o atual governo disponibiliza. É um forte candidato nesse tabuleiro de disputa eleitoral. É previsão certa de segundo turno.

Audifax, ex-prefeito do município de Serra, também é tido como bom gestor. O problema é a falta de capilaridade com relação ao Estado como um todo. Não é conhecido em vários lugares além da Grande Vitória.

Caso as urnas não tenham “vida própria”, teremos eleito o candidato que o eleitor escolheu em sua maioria. Isso até para a Presidência da República.

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Engarrafamento

Em São Mateus o número de candidaturas pode figurar no Guinness Book. São mais de 11 postulantes ao cargo de deputado estadual e federal. Tem para todos os matizes e gostos. Uns mais doces, outros mais azedos e tem aqueles sem sabor algum, como se as sequelas da covid resolvesse entrar na sua vida de candidato. Mas, ao que parece esse último é o que mais tem, sem cheiro, sem tato, sem paladar, sem olfato e sem noção.

Tem boas novidades no cenário político mateense. Pode ser a renovação tão desejada, que acha ter passado da hora de aposentar escolhas de figurinhas que demonstraram e demonstram que não tem verdadeira liga com os anseios que a população deseja e defende. Alguns tem voto, mas não tem conteúdo e outros têm conteúdo e não conseguem alcançar o eleitor. Mas, apesar das dificuldades, a renovação, aparentemente, está surgindo. Em 2024 poderemos ter boas novas.

Além dos candidatos nativos, existem os que aparecem a cada quatro anos para garimpar votos que completam a sua carteira eleitoral para juntar com os que têm em seus redutos e tentar se eleger. O prefeito Daniel Santana tem se empenhado em executar algumas benfeitorias para se habilitar como um bom cabo eleitoral, importante para ajudar aqueles candidatos de fora que foram e são seus aliados no apoio para que continuasse à frente da Prefeitura.

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As eleições prometem!

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Semipresidencialismo

O ex-presidente, Michel Temer, esteve em Linhares e defendeu uma reforma política no Brasil e a instalação de um modelo semipresidencialista de governo. “O presidencialismo no Brasil se esfarrapou. A grande reforma política no país seria, no meu modo de ver, adotar o semipresidencialismo”, disse Temer.

Ele explicou como seria o modelo a ser aplicado no país: “Chamo de semipresidencialismo porque não é nem o presidencialismo puro e nem o parlamentarismo puro. É uma mistura. Até porque nós não podemos no Brasil desprezar a figura do presidente da República. Nós vamos ter um presidente que tenha poderes, não apenas para representar o país no exterior, mas para ser chefe das Forças Armadas, indicar o primeiro-ministro, aprovar os ministros indicados pelo primeiro-ministro, ter direito ao veto legislativo. Agora, a função executiva transfere para o parlamento. Se o deputado for o executor, eleva a qualidade do debate. Não tem mais o trauma do impedimento, pois só tem governo se tiver maioria parlamentar, se o primeiro-ministro perder a maioria, outra se forma e outro governo se instala. Fala-se tanto da redução dos partidos políticos, teremos o bloco da situação e da oposição, pode ter 10, 12 partidos em cada bloco, mas conceitualmente, serão dois partidos: situação e oposição. Eu acho que é uma maneira de melhorar nossa representação institucional”.

Pode até vir a ser implantado, mas não agora, com o intuito de diminuir o poder do presidente, pré-insinuando que o atual mandatário venha a continuar no Planalto.

A atual constituição foi feita para um sistema parlamentarista, o que acabou não acontecendo.

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Vamos lembrar dos verdadeiros heróis do Brasil

O Sete de Setembro está chegando. Salve José Bonifácio, Pedro I, a Monarquia do Brasil! Salve Pedro II.

Na República não temos a quem destacar, pois esteve sempre povoada por ditador, golpistas e incompetentes e de um saqueador contemporâneo que enganou, até nos dedos das mãos, pois tem nove em vez de dez.

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Rumos da Política

Rumos da Política – I Agosto/22

Publicado

Por Paulo Borges

Convenções & Candidaturas e outros caras-pálidas

Cumprindo as formalidades da lei eleitoral, os partidos políticos realizaram suas convenções que serviram para oficializar as candidaturas e apoios a candidatos majoritários e ao senado quando esses partidos não lançam candidatos próprios a esses cargos.

O que se observa nesses eventos é que a cacicada continua mandando e se sentem proprietárias das legendas. Até fingem ser democratas, mas para observa sem precisar de olhos de lince, percebe que a hipocrisia está sempre sentada ao lado dessa gente.

Mas, como nem tudo está perdido, ainda resta esperança para que a política capixaba saia da mesmice e se renove de alguma maneira. Existem boas surpresas, pois tem gente nova no pedaço, não só de ideias, mas com postura ética, compromisso com o Estado, municípios e o País.

Bom bate papo

Em recente evento comemorativo dos 50 anos da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes), tive a oportunidade de um bate papo com o ex-senador Ricardo Ferraço, que sentou por algum tempo à nossa mesa atendendo o convite que o fizemos para uma conversa. Perguntei sobre o processo político-eleitoral que o levou a ser convidado para compor a chapa do governador Renato Casagrande, que tentará à reeleição, sobra a sua saída do DEM em uma contenda com o deputado federal, Felipe Rigoni, na formação da federação que fez surgir o União Brasil, dentre outros assuntos, inclusive sobre sua relação com o ex-governador Paulo Hartung.

Sobre o convite para ser vice na chapa do governador, disse que foi surpreendido com o convite, uma vez que estava atuando na iniciativa privada. Acredita que o interesse no convite foi para dar um certo equilíbrio à chapa, pois precisava de alguém que transita no segmento empresarial do Estado, daí ser o escolhido para compor a chapa, cujo titular é o governador.

Com relação a sua saída do DEM depois da fusão com o PL foi devido a combinar algumas demandas com o deputado Rigoni, que no final acabou não havendo entendimento. Perguntei ao ex-senador Ferraço, por ocasião da tomada de decisão da sua saída do partido, se já havia o convite feito pelo governador Casagrande. Ele disse que não.

Leia mais:  Rumos da Política – I Junho/22

Ao lhe perguntar sobre o ex-governador Paulo Hartung, aonde ele está nesse cenário atual da política capixaba, Ricardo Ferraço me afirmou que não sabe dizer porque não fala com Hartung faz alguns anos. O que me motivou a lhe fazer essa pergunta foi o fato de ter sido traído pelo ex-governador, quando o tirou da disputa eleitoral para sua sucessão ao cargo majoritário.

Nesse nosso papo, falou da candidatura do pai Theodorico Ferraço, que apesar da idade avançado vai encarar mais uma eleição.

Ricardo Ferraço sempre solícito, atencioso e disponível para um bom papo sobre política.

Bifurcação

Depois da saída do deputado Erick Musso (Republicano), desistindo da sua candidatura ao governo, o Patriota, que declarou apoio a essa candidatura em convenção, ficou na chuva. Tem gente apostando que o presidente da legenda, deputado Rafael Favatto, vai tomar o caminho do Anchieta para declarar apoio ao governador Renato Casagrande. Parece algo aparentemente esquisito, mas se pensarmos bem o que é a política brasileira, seus interesses e como atua a

cacicada, o impossível por uma questão de coerência partidária, acontece. Coerência tem destino cero na política capixaba: a lata de lixo.

Mas, vale ressaltar, que o nome de Erick e Casagrande não seriam unanimidade dentro do Patriota. Os membros da turma do baixo clero, parece ter dado as costas aos dois.

Ainda sobre o Patriota, a impressão que ficou na realização da sua convenção, o presidente tem muito cabo eleitoral no universo dos seus candidatos ao pleito estadual… A chapa foi bem construída…

Eterna lembrança e importância

Esse tal de politicamente correto mascara muitas verdades que hoje não podem ser ditas sem correr o risco de lacração. Daí se valorizar personalidades sem qualquer importância histórica em detrimento de quem foi e é importante na história do nosso País. A Princesa Isabel foi uma dessas personalidades que deveria ser lembrada e festejada. Aliás, vale lembrar que o seu pai, Pedro II foi e é a maior personalidade de todos os tempos e uma das maiores do mundo civilizado. Vou ficar com o que disse o historiador Thomás Giulliano sobre a nossa princesa:

Leia mais:  Rumos da Política - Janeiro nº 01

“A princesa Isabel, na questão da abolição, compreendendo o problema no seu sentido mais nobre, ou seja, que era um atentado contra a dignidade da pessoa humana, que era assim que a princesa Isabel entendia a escravidão, e não apenas como motivo político; entendendo assim que ela pouco se importou se a partir da abolição a monarquia cairia, porque ela entendia a dignidade humana como algo superior a qualquer sistema político”.

Isabel foi a última regente do Império brasileiro. Ela assinou a Lei do Ventre Livre, e em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea.

Quem diria?!

O MDB, maior partido do Espírito Santo em termos de filiação (36.927), não terá candidatos à Câmara Federal. Para o Senado confirmou Rose de Freitas que tentará a reeleição e vai com chapa para deputado estadual. Como não poderia ser diferente, o partido vai apoiar o governador Renato Casagrande (PSB).

O MDB tem protagonizado, faz algum tempo, o vexame das brigas pelo seu comando e com isso se tornou uma legenda sem o brilho de outros carnavais. Virou mortal, comum.

Está explicado

Apesar de tudo que aconteceu com o prefeito de São Mateus, que acabou sendo preso, Daniel Santana voltou a cena do crime e lá permanece porque, sabe-se agora, tem aliados fortes e importantes. O delito do dito cujo, para essa gente, é apenas um detalhe.

Veio para atrapalhar

O Bolsonaro, ao ser eleito, colocou água no chope de muita gente que estava acostumada a ter sua parte apropriada do País. Esse chato, acabou (pelo menos até aqui), com a “Estratégia da Tesoura”, que consistia num falso diversionismo entre PSDB e PT.

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