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Rumos da Política

Rumos da Política – Por Paulo Borges

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Os partidos e seus pré-candidatos se assanham com a proximidade das atividades político-eleitorais prestes a iniciarem. Em São Mateus já apareceram vários nomes, inclusive aqueles que se esconderam durante algum tempo sem se posicionarem sobre a situação por que passa a população e o município. Agora dão as caras e dizem ter solução para resolver todos os problemas. E ainda tem besta que confia.

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Algumas reuniões têm acontecido. Na casa do ex-prefeito Amadeu Boroto. Foi oferecido bom vinho, canapés e a mesma surrada conversa de político oferecendo o paraíso aqui na terra. Tem uma turma numerosa de agente político e pré-candidatos que estiveram presentes dizendo que apenas foram para ouvir, correndo um risco enorme de serem cooptados pelo empresário sapateiro. E ele, dizem, ter caixa. Ora, ora ele esteve por oito anos à frente do município como uma esperança de que, naquele período, todos viveriam momentos mágicos. Não foi o que aconteceu. São Mateus saiu do lugar que ocupava na economia estadual do oitavo lugar para o décimo terceiro. Além disso, viu a água voltar a salgar e deixar a pressão arterial da população se elevar. Nisso apareceu o homem da água, sem qualquer projeto e planejamento e saiu distribuindo o precioso líquido para o povão em troca de voto. Acabou ganhando o que nem ele esperava. Daniel segue deixando o município morrer afogado e Amadeu querendo voltar de com salva-vidas nas mãos. Cruzou os braços numa atitude egoísta para deixar o município que diz amar para quatro anos depois querer vir como o Super-Herói que salvará a todos. Mas não é só ele. Existem outros que se esconderam, se omitiram diante do sofrimento da população e agora estão na lista de pré-candidatos a prefeito. São pessoas sem projeto, sem capacidade de gestão e desejam por vaidade ou outros interesses inconfessáveis para serem prefeito. Alguns estiveram com Daniel e o ajudaram a ganhar as eleições e agora jogam pedra naquele que a bem pouco tempo era o cara. É muito cinismo. É muita covardia. O povo não merece essa gente!

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Soube, em conversa na Casa Civil que o ex-deputado Jorge Silva (SD) não é candidato a prefeito. Parece que vai continuar hibernando. Aliás, assim como ele, muitos estiveram hibernando durante a grave crise que o município viveu e ainda vive. Agora aparecem todos. Não me lembro de ter visto essa turma, que se diz liderança, se incomodar com as barbaridades que a atual administração anda fazendo contra a população. Vem cá, aqui no pé de ouvido: essa turma vai merecer o seu voto? Essa gente que se omitiu, que se acovardou? Tenha juízo, eleitor mateense!

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A Assembleia retomou seus trabalhos legislativos. Os deputados voltaram ao parlamento neste dia 3 de fevereiro. O deputado Freitas (PSB), líder do governo, fica até abril, quando o titular do mandato, Bruno Lamas (PSB), volta para sua cadeira na Assembleia e vai sair candidato a prefeito da Serra. Freitas, aliado de primeira e de todas as horas do governador Renato Casagrande (PSB) deverá, se houver justiça e gratidão na política, ocupar espaço importante no governo estadual. Ou, numa articulação “vinda do alto”, mantê-lo no parlamento e o titular no lugar que está abrindo mão de uma eleição difícil e que não lhe é muito favorável, diante do que se apresenta no município de Serra.

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O Movimento “suprapartidário” SOS São Mateus, que teve um início defendendo o afastamento do atual prefeito parece que sucumbiu aos caprichos de um ou outro. Naquele fórum de debates sempre se pontuou a necessidade de se buscar um projeto ou um candidato que representasse o novo, o competente, sensibilizado com as mazelas da população e, a essa altura do campeonato político-eleitoral, se aproxima do que existe de mais retrógrado na prática política mateense. Até onde se sabe estão querendo ressuscitar o velho, o despreparado e o omisso. Assim todo o possível legado inicial do SOS fica prejudicado. A velha máxima do “ganhar é o que interessa, mesmo sacrificando a competência e honestidade” está na vitrine. O grupo parece ter perdido a essência. Acredita-se, por esse motivo, o movimento foi esvaziado e, até mesmo os que defendem o que se tem de melhor, não parecem motivados para encaixarem seu discurso. A desolação é geral, pois os propósitos iniciais estão ficaram adormecidos.

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Democracia tão falada e propalada pela esquerda burra e sem propósito, só vale se estiver a seu serviço. A esquerda nunca foi democrática. Só no discurso. Os caras ainda defendem Lenin, Marx, Stalin. É hilário!

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Rumos da Política

Rumos da Política – 1ª Quinzena de Janeiro

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Por Paulo Borges

Ano Novo, roupa velha?

É muito natural que a cada nova etapa da nossa vida a gente recicla muitas coisas que não nos parece favoráveis. Seja na vestimenta, na postura, nas opiniões e em tudo que não está alinhado com aquilo que desejamos para enfrentar novos desafios.

Na política também é assim. O que não presta jogamos no ralo e as eleições servem para isso, é o momento da depuração. O problema é que a dinâmica nem sempre funciona 100%, basta um olhar panorâmico sobre os que não foram eleitos e os que foram reeleitos. Passou no teste alguns indivíduos que não conseguiriam passar num simples teste de direção. Tomaram o rumo contrário, mas acabaram sendo aprovados pelos fiscais e pelos métodos não ortodoxos que ainda continuam sendo usados nas eleições…

Em Vitória a eleição do Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi algo esperado porque o seu adversário era do PT e já tivera a sua oportunidade. Além disso existia o medo da capital capixaba ser o porto seguro para que a camarilha local e nacional aqui se instalasse. Mas não podemos esquecer que o queridinho do Luciano Rezende (Cidadania) também não emplacou e ficou pelo caminho ainda no primeiro turno. A Prefeitura de Vitória estava muito presente em bairros como Jardim Camburi e seria natural que o candidato chapa branca, Fabrício Gandini (Cidadania), fosse para o segundo turno. Não o foi e isso demonstrou que o bairro não tem dono e, quando pensam que tem, os moradores mostram quem manda de verdade no seu bairro. Estava tudo aparelhado fazia tempo e acabou não convencendo o eleitor. Perdeu Luciano e seus adeptos. Em 2022 e 2024 tem mais eleições. Para o político sempre tem uma oportunidade, para a certar e para errar.

Portanto, a torcida para que o novo prefeito da capital faça uma boa gestão é real e a Câmara de Vereadores, Com Davi Esmael (PSD), nos enche de esperança de uma atuação exemplar à frente da presidência do legislativo de Vitória.

Mas ano novo nem sempre é sinônimo de coisa nova. Em São Mateus parece coisa requentada, pelo menos no Executivo, pois o prefeito Daniel Santana (PSDB) foi reeleito, depois de ter uma oposição enorme durante os primeiros quatro anos com críticas pesadas e inúmeras tentativas para desalojá-lo do poder. Foi até cassado, mas cassação de verdade de político é coisa de ficção na nossa justiça eleitoral. A verdade é que o prefeito foi reeleito e agora, com a Câmara renovada a desculpa de que o legislativo era o obstáculo para governar parece não mais existir. Já conseguiu “arrumar” a sua casa (Executivo) e a do vizinho (o Legislativo). Mostrou muito habilidoso, sabe usar a caneta de maneira efetiva e a cultura do toma lá dá cá ainda fala alto nas Barrancas do Cricaré – como diz o renomado escritor Maciel de Aguiar.

De qualquer maneira, a população está esperançosa e na expectativa para ver como será a atuação dos seus onze representantes que tem por obrigação de legislar e, principalmente, fiscalizar a aplicação das verbas aprovadas no Orçamento pela Prefeitura d São Mateus. O seriado começou e só se espera que não vire novela e tudo acabe em pizza.

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Rumos da Política

PSL: da oposição a adesão mais rápida do que se previa

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O partido foi oposição até tinha candidato ao cargo majoritário, mas aderiu ao prefeito Daniel assim que foi definido o resultado eleitoral.

Por Paulo Borges

Uma raridade no Brasil é partido político ter como diretrizes o que prega o seu estatuto e sua atuação programática. O caso do PSL de São Mateus ilustra bem essa situação, uma vez que foi oposição ao PSDB durante a campanha eleitoral e, ao consolidar os resultados eleitorais de vereador e prefeito aderiu numa operação chamada nos bastidores de “Vapt-Vupt” ao prefeito reeleito Daniel Santana. E o PSL tinha até candidato a prefeito que, nos debates e discursos batia sem dó no adversário, hoje seu mais novo aliado.

Para observadores e entendedores da política local, o PSL fez o que quase todos fazem: se deixam encantar “pelos lindos olhos do adversário que tem a caneta e a mala” para cooptá-los. No caso específico do PSL de São Mateus foi com um cargo de primeiro escalão no governo do PSDB. O seu presidente, Delcimar Oliveira, garante que foi indicação do seu vereador eleito, Isael, como forma de fechar o acordo de adesão, certamente.

Mas sobre esse assunto de adesão e alinhamento com o prefeito, foi muito comentado por aqueles que estavam fora da geopolítica do governo estadual, que “colocou” candidaturas para se garantir no resultado, isolando aqueles que não estavam no seu esquema. Era o que se dizia pelos guetos mateenses. Uma fonte “importantíssima” afirmou ao JN que o acordo do apoio ao prefeito Daniel antecede ao resultado do acordo celebrado recentemente. Essa fonte disse que já havia acontecido uma conversa “entre o presidente do PSL com Daniel dentro do seu carro” e que o candidato Laurinho Barbosa seria mantido para fragmentar a oposição como previa o “esquemão” em nível estadual intitulado de geopolítica eleitoral.

O PSL em nível nacional é oposição ao antigo regime, principalmente ao PT e PSDB. No Espírito Santo era assim, mas caiu nas mãos de aliados da esquerda e mudou de rumo, atuando como adepto de onde pode lhe oferecer um espaço político, pouco se importando com o seu programa e seu conteúdo programático.

Portanto, em São Mateus não aconteceu nenhuma novidade, pois a política local sempre foi recheada de interesses pessoais e até daqueles que não se confessa nem ao padre, escondido por detrás dos confessionários da política e da politicagem.

A confessar e afirmar é que o PSL de São Mateus está no governo do PSDB, a quem combateu intensamente durante todo o período eleitoral. Certamente o seu eleitor tem o direito de se sentir enganado. A desculpa que sempre vão dar é que “estamos pensando no progresso do município”. Então tudo o que foi dito e redito nesses últimos quatro anos foi conversa de bêbado? Sou obrigado a reconhecer que o prefeito Daniel é um cara inteligente e audacioso, pois conseguiu superar a tudo e a todos e ainda levou no balaio alguns ex-opositores. Parabéns Daniel, você é sensacional!!!

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