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Brasil

Saque Imediato do FGTS: nascidos em janeiro já podem sacar

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A expectativa é que o pagamento alcance cerca de 4,1 milhões de pessoas nesta etapa, injetando R$ 1,8 bilhão na economia

Os trabalhadores nascidos em janeiro que não possuem conta poupança na Caixa Econômica Federal já podem sacar até R$ 500 de cada conta vinculada, ativa ou inativa. A liberação do Saque Imediato do FGTS foi feita pela instituição financeira na última sexta-feira (18).  

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco vem fazendo o maior pagamento da história de forma bem-sucedida. “Já pagamos até agora 36,9 milhões de brasileiros, o que já é bem superior do que todo o pagamento de cinco meses da versão passada (26 milhões de trabalhadores). Sendo que aqui, 82% resgataram pelo celular”, afirmou.

Segundo a Caixa, já foram pagos, em apenas um mês, mais de R$ 15 bilhões em crédito em conta para quase 37 milhões de trabalhadores. Quem tem conta poupança aberta até 24/07/2019 ou optou pelo crédito em outro tipo de conta do banco recebeu o dinheiro automaticamente.

Os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 28 bilhões para a economia este ano. Para 2020, ainda pelo calendário do Saque Imediato, o valor adicional previsto é de cerca de R$ 12 bilhões. Mais de 96 milhões de trabalhadores têm direito ao saque dos recursos, conforme regulamentado em 24 de julho de 2019, quando foi editada a Medida Provisória 889/2019.

Canais

Os saques de até R$ 500 estarão disponíveis nas casas lotéricas e nos terminais de autoatendimento, para quem possui senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui apresentando documento de identificação.

“O saque de até R$ 500 pode ser feito na casa lotérica sem o cartão cidadão, mas com a senha. Para os saques de até $100, a Caixa  mais uma vez facilitou, tornou simples, para os mais humildes e aqueles que não dispõem do cartão e senha, para que possa sacar apenas com a identidade nas casas lotéricas. São mais de 20 milhões de trabalhadores nessa condição”, explicou o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Paulo Henrique Angelo.

Para agilizar o atendimento, a Caixa orienta que o trabalhador esteja com sua Carteira de Trabalho em mãos no momento do saque. “A Carteira de Trabalho não é obrigatória para o saque. Recomendamos que o trabalhador a leve para o caso de ser necessário para alguma verificação e atualização de cadastro”, pontuou Paulo Angelo.

As dúvidas sobre valores e direito ao saque podem ser consultadas no aplicativo FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site fgts.caixa.gov.br ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800 724 2019, disponível 24 horas. Até o momento, a Caixa já contabilizou 127 milhões de acessos ao site FGTS, 13 milhões de downloads do aplicativo, 54 milhões de ligações no telesserviço exclusivo, e 93 milhões de acessos ao menu do FGTS no Internet Banking.

Com informações da Caixa Econômica Federal

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Idosa aceita bala de estranhos, perde consciência e é obrigada a sacar R$ 3 mil

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Uma idosa de 61 anos teve R$ 3 mil roubados, após aceitar uma bala de estranhos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ela relatou à Polícia Civil que aceitou o doce e percebeu um gosto estranho quando colocou na boca, se sentindo diferente e perdendo parcialmente a consciência. Os homens a colocaram em um carro e fizeram que sacasse a quantia em dinheiro. Ainda não há informação de qual substância ela pode ter ingerido.

De acordo com o relato da vítima à polícia, ela caminhava pela calçada quando foi abordada por um homem, que aparentava ter de 60 a 70 anos.

O suspeito começou a puxar assunto com a idosa, perguntando se ela conhecia um advogado, citando um nome específico. Com o intuito de ajudar, a vítima passou a procurar o nome citado no celular. Enquanto isso, um outro homem se aproximou dos dois. Ele insistiu para que a idosa aceitasse uma bala, e depois de várias tentativas, ela aceitou.

De acordo com o relato, ela sentiu um gosto ruim, mas engoliu mesmo assim. Depois de pouco tempo, a idosa perdeu parcialmente a consciência, e diz não saber exatamente como se sentiu. Na sequência, ela foi obrigada a entrar em um veículo com os dois suspeitos, que a conduziram até um banco.

A vítima teve que fazer três saques de R$ 1 mil. O homem mais novo a ameaçou, levantando a camisa e dando a entender que tinha uma arma. A dupla pegou o dinheiro, deixou a vítima perto do banco e foi embora no carro.

Depois de se recuperar, a idosa foi à Delegacia Sede de Praia Grande, onde registrou o caso como roubo. Os suspeitos ainda não foram identificados. Segundo a Polícia Civil, o caso será encaminhado ao 1º DP do município, que investigará o crime.

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Fiocruz aponta atual momento como o pior desde o início da pandemia de Covid-19

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O Brasil enfrenta o pior momento desde o início da pandemia, com base na alta das taxas de ocupação de leitos do país. A informação está no novo Boletim Observatório Covid-19 divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta sexta-feira (26).

Dados levantados pela Fiocruz entre 31 de janeiro a 20 de fevereiro mostram que os leitos de tratamento intensivo para a doença, destinados a adultos, estão com lotação crítica, isto é, igual ou acima de 80% em 12 estados e no Distrito Federal, além de 17 capitais, cidades que concentram mais recursos de saúde e, geralmente, mais populosas.

Um trecho do documento cita: “O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”.

No mesmo período, a incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) segue em nível muito alto em todas as unidades da federação. 

Felipe Naveca, virologista e pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) diz que a chegada desse momento era previsível e que a realidade do Amazonas é um termômetro para o restante do país.  

“É uma informação muito preocupante. Parece que estamos vendo no restante do país algo que foi antecipado no Amazonas. Sempre que me perguntavam algo semelhante, eu dizia que o Amazonas entrou em colapso primeiro em 2020. Depois, os outros estados e o Sudeste começaram a entrar em colapso. O retrato do Amazonas foi uma antecipação do que a gente pode estar vendo agora. Esse dado do Observatório da Fiocruz vai ao encontro disto. Nós tínhamos uma falsa sensação de que tinha passado do pior momento, mas temos que lembrar que o vírus continua circulando, não zeramos o vírus. E nisso de continuar circulando, ele foi evoluindo”, afirma Naveca. 

O virologista da Fiocruz disse ainda que o país tem agora um cenário de maior preocupação, em função das variantes do vírus. 

“Não é surpreendente, não. Eu queria que tivéssemos avançado mais com as medidas de distanciamento. Não digo nem só do ponto de vista de recomendações e decreto. É claro que as pessoas precisam trabalhar, mas a gente consegue fazer as atividades com máscara, mantendo uma certa distância de outras pessoas e isso é muito importante neste momento. A vacinação ainda está muito no início, até ter a proteção da vacina para nossa população, ainda vai levar um bom tempo. E, por conta disso, precisamos reforçar as medidas de distanciamento, ainda mais com a circulação de variantes com maior poder de transmissão”, conclui o pesquisador.

Os dados apresentados pelo boletim reabrem também as discussões sobre o chamado “novo normal” e reforçam desafios, como a sobrecarga do sistema e saúde e dos profissionais da área, o lento processo de vacinação e as novas variantes.

“A gravidade deste cenário não pode ser naturalizada e nem tratada como um novo normal. Mais do que nunca urge combinar medidas amplas e envolvendo todos os setores da sociedade e integradas nos diferentes níveis de governo”, diz o documento.

Em entrevista na tarde desta quinta-feira (26), o infectologista e pesquisador da Fiocruz Julio Croda também avaliou o cenário. “Temos a maior média móvel da pandemia, batemos recordes por dois dias seguidos de óbitos no Brasil, casos elevados sem perspectiva de redução e 17 capitais perto do colapso do sistema de saúde. Com variante e sem vacina suficiente, com certeza é o pior momento”.

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