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Política e Governo

Seag sedia reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável

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A equipe da Unidade Técnica Estadual (UTE), vinculada ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Idaf), apresentou, nesta quarta-feira (11), para o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), 50 propostas de financiamento aprovadas do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).

Segundo o coordenador da UTE, Isidorio Simões, em 2019, foram 121 propostas aprovadas, com investimentos em torno de R$ 11 milhões. “Registramos um aumento considerável em relação ao ano anterior, quando foram contempladas 24 famílias, com recursos de R$ 1,7 milhão. O objetivo é que, até 2022, em torno de 1.220 famílias sejam incluídas no programa”, afirma Simões.

Para Andreliano Mareto, gerente de Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e secretário executivo do CEDRS, o Crédito Fundiário é fundamental para que os agricultores adquiram a sua própria terra ou ampliem sua propriedade, por meio de financiamento, possibilitando o desenvolvimento da agricultura familiar.

“Esse programa contribui para que os agricultores se desenvolvam de forma independente e autônoma, a partir da estruturação dos imóveis adquiridos, com assistência técnica por cinco anos e recursos para aquisição de insumos na implantação das lavouras”, destacou Mareto.

 PNCF

O Crédito Fundiário é um programa nacional coordenado pela Secretaria de Reordenamento Agrário, que oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra tenham a possibilidade de comprar seu imóvel rural por meio de financiamento. O recurso também é usado para investimentos em infraestrutura e acesso à Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). A UTE é a unidade, ligada ao Idaf, responsável pela execução o PNCF no Espírito Santo.

Os interessados que atendam às prerrogativas do Crédito Fundiário podem buscar orientações junto ao Sindicato de Trabalhadores Rurais do seu município ou a própria Unidade Técnica Estadual pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (27) 3636-3843 ou 3636-3844.

O Conselho

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável é vinculado à Seag. Dentre as diversas atribuições do CEDRS estão as de propor, articular e adequar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável; aprovar e compatibilizar a programação físico-financeira anual dos programas que integram o Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável; acompanhar as ações dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS); além de oferecer subsídios ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CNDRS) para a elaboração das propostas anuais de alocação de recursos do Crédito Fundiário, do Programa Nacional da Reforma Agrária e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

São integrantes do CEDRS os representantes do poder público estadual, das organizações dos agricultores familiares, das organizações da sociedade civil e  entidades parceiras.

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Assembleia aprova indicação de Bruno para priorizar vacinação de garis

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Proposta que beneficia profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo estadual. Meta do deputado é imunizar a categoria para evitar problemas sanitários, em caso de paralisação dos serviços

Depois de priorizar num projeto de lei a vacinação dos profissionais da Segurança Pública e da Educação e ter seus pedidos atendidos pelo governo do Estado, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que é do mesmo partido do governador Renato Casagrande, teve aprovado pela Assembleia Legislativa a indicação que prioriza a imunização dos profissionais de limpeza, coleta de dejetos e varrição pública, os chamados garis.

Na proposta, que foi aprovada por unanimidade na sessão da última terça-feira (13), mas só será levada adiante se tiver o aval do governador, Bruno requer que os profissionais sejam inclusos na primeira fase do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, de modo a ser prioritariamente vacinados, ao lado dos profissionais de Segurança, Educação e idosos acima de 60 anos.

“Os garis, ao lado dos profissionais de Segurança e da Educação, prestam serviços essenciais à população. A paralisação dos serviços de varrição e coleta pública de dejetos são capazes de gerar graves problemas sanitários, além daqueles decorrentes da pandemia. Desse modo, há uma urgência, de primeira ordem, na vacinação desses profissionais, como forma de evitar a paralisação de seus serviços”, justificou o deputado.

E completou: “A preservação da vida e manutenção do trabalho desses profissionais essenciais deve ser inserida em destaque na ordem do Plano Estadual de Vacinação para que sejam vacinados até o fim de abril ou início de maio. É a indicação que fazemos ao governador.”

Bruno, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, conseguiu uma importante vitória na última quinta-feira (15), quando o governador deu início, num ato simbólico, à vacinação dos profissionais da área da Educação. A primeira a receber a dose foi a professora Débora Cristina Marques de Morais, de 50 anos, da Escola Elza Lemos Andreatta, de Vitória.

Os primeiros a serem imunizados, a partir da próxima semana, são professores e auxiliares que atuam em sala de aula das creches com crianças de 0 a 3 anos de idade, pré-escola, ensino fundamental I e II e ensino médio e técnico com o ordenamento por faixa etária, iniciando pelos profissionais de 50 a 59 anos.

PARCERIA

Mas para Bruno a conquista só foi possível devido à articulação e parceria das entidades ligadas à Educação.

“Propomos e realizamos audiência pública com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) e a Associação dos Diretores e Ex-diretores das Escolas da Rede Pública Estadual de Ensino do Espírito Santo (Adires), para articular junto ao governo esta importante conquista. Também protocolamos um projeto de lei priorizando a vacinação desses profissionais”, frisou Bruno.

O parlamentar lembra que, durante a audiência, assumiu o compromisso de que a vacinação dos profissionais da Educação teria início no Estado e que, agora, está aliviado porque cumpriu com a palavra.

“É um ato de esperança e de respeito ao profissional de Educação porque irá possibilitar, em algum momento, o retorno às aulas presenciais com todos os protocolos de segurança”, lembrou.

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MPES quer que mulher do prefeito de São Gabriel deixe cargo na administração municipal

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Marcella Ferreira Rossoni é mulher do prefeito de São Gabriel da Palha, e foi nomeada pela segunda vez neste ano para assumir cargo na prefeitura

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com ação na Justiça para pedir o afastamento da secretária municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família de São Gabriel da Palha do cargo. Marcella Ferreira Rossoni Rocha é esposa do prefeito, Tiago Canal Rocha (PSL), e foi nomeada por ele para assumir o cargo no dia 13 de abril. A nomeação ocorreu pela segunda vez este ano. 

O MP requer o afastamento sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. Solicita, ainda, que o prefeito e a secretária sejam condenados nas sanções civis pela prática de improbidade administrativa e condenados a devolverem toda a quantia recebida como salário pela secretária, no período em que permaneceu no cargo.

Entenda o caso

Marcella assumiu o cargo pela primeira vez em 7 de janeiro de 2021. Na ocasião, o MPES instaurou inquérito civil para a apuração de atos de improbidade administrativa por considerar a nomeação “imoral, irregular e ilegal”. O órgão solicitou comprovação da aptidão técnica da secretária. 

“Verificou-se que os certificados apresentados apontavam fortes indícios de falsificação e/ou falsidade ideológica, haja vista que somam um total de 300  horas de cursos realizados em apenas único dia. Os certificados eram datados de 13 de janeiro de 2021, ou seja, após a sua primeira nomeação, e o período de realização dos três cursos eram da mesma data”. 

No dia 25 de janeiro, o órgão recomendou a exoneração imediata de Marcella, devido a falta de qualificação. Três dias depois, ela deixou o cargo. A esposa do prefeito ainda acionou a Justiça pedindo a suspensão da exoneração, mas teve o pedido indeferido pelo juiz Bruno Fritoli Almeida, da 2ª Vara de São Gabriel, que entendeu que a decisão é do prefeito. 

No dia 13 de abril, ela voltou a ser nomeada para a mesma função. “Essa renomeação (…) demonstra que os requeridos estão atuando com notório interesse de ludibriar a verdade dos fatos frente às Instituições Públicas e, principalmente, perante a sociedade”. Segundo o MPES, o prefeito e a esposa têm 15 dias para se manifestarem, se quiserem. 

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito e a mulher dele. 

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