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Medicina e Saúde

Secretaria de Saúde alerta sobre a importância da vacinação contra o HPV em crianças e adolescentes

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A vacina está disponível em todas as 31 salas de vacinação dos bairros e do interior e é aplicada em meninas com idade entre 9 e 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos

Linhares – A Prefeitura de Linhares, por meio da secretaria municipal de Saúde, alerta sobre a importância da vacinação que previne contra o HPV nas crianças e adolescentes e reforça o chamamento para que os pais e responsáveis procurem uma das 31 salas de vacinação da rede municipal de saúde mais próxima de sua residência, nos bairros e no interior. A vacina é gratuita.

A vacina confere proteção contra quatro subtipos do vírus, com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. “É um chamamento que fazemos para garantir esse cuidado dessas crianças e adolescentes, como forma de proteger dos riscos causados pelo vírus, antes mesmo do início da vida sexual, antes de um possível contato com o vírus”, orientou diretora da Vigilância Epidemiológica de Linhares, Jackelene Ramos de Barros

A dose da vacina é aplicada em meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos na faixa etária de 11 a 14 anos de idade. O esquema vacinal para o HPV é de duas doses com intervalo de seis meses. O imunizante pode ser administrado simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional de vacinação sem interferência na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas aplicadas.

Jackelene lembrou que o Brasil tem uma alta taxa de mortalidade de mulheres que perderam a vida com o câncer provocado pelo HPV. “Nos homens, a incidência é menor, mas eles também podem desenvolver o câncer pelo HPV, além de transmitirem para as mulheres. Hoje, os adolescentes têm a oportunidade de receber a vacina para evitar a doença”, reforçou.

HPV em meninos

Nos meninos, a vacina protege contra câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais, problemas relacionados ao vírus. Além disso, estudos realizados em outros países que adotaram a vacinação de meninos mostram que a inclusão contribui para a diminuição do câncer do útero e vulva das mulheres, já que a imunização possibilita a diminuição da circulação do vírus na população, o que acaba beneficiando o público feminino.

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É importante que os pais fiquem atentos à importância dessa vacina para que, assim, os filhos fiquem protegidos e que a médio e longo prazo a incidência das doenças relacionadas ao HPV diminua em todo país”, explicou Jacklene.

O que é HPV?

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal) das pessoas, provocando verrugas nas regiões genital e ânus e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

Quais são as formas de transmissão?

A transmissão do HPV se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Como muitas pessoas infectadas pelo HPV não apresentam sinal ou sintoma, elas não sabem que têm o vírus, mas podem transmiti-lo.

Qual é a relação entre HPV e câncer?

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas regredindo espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões, que se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?

Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos (que podem causar um câncer), apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco para causar um câncer, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Já os HPV dos tipos 6 e 11, encontrados em 90% das verrugas genitais e papilomas laríngeos (lesões nas mucosas da laringe), não são considerados causadores de câncer.

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Como prevenir a doença?

– Vacinar-se contra o HPV. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Pessoas vivendo com HIV e pacientes transplantados na faixa etária de 9 a 26 anos também tem indicação da vacina.

– Exame preventivo de Papanicolaou, para mulheres, a fim de identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero.

– Uso do preservativo (camisinha) feminino ou masculino nas relações sexuais. É importante ressaltar que o seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente, as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Qual é a vacina indicada para prevenção do HPV?

O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino).

Quem pode tomar a vacina?

A população-alvo prioritária da vacina HPV são meninas na faixa etária de 9 a 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos, que receberão duas doses, com intervalo de seis meses. Mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos receberão três doses (0, 2 e 6 meses).

As mulheres e homens que já tiveram diagnóstico de HPV podem se vacinar?

Sim, desde que estejam na faixa etária elegível. Há estudos com evidências promissoras de que a vacina previne a reinfecção ou a reativação da doença relacionada ao vírus nela contido.

Mesmo vacinada (o) será necessário utilizar preservativo durante a relação sexual?

Sim. A vacina garante a proteção apenas do vírus HPV, e não de outras doenças sexualmente transmissíveis, por isso o uso do preservativo é fundamental em todas as relações sexuais.

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Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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