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Medicina e Saúde

Secretário da Saúde anuncia aumento na testagem e pede leis que obriguem uso de máscaras

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O titular da Secretaria de Estado da Saúde fez um balanço das ações de prevenção e combate da transmissão do coronavírus

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, anunciou uma mudança no procedimento na testagem para coronavírus: o paciente será submetido ao teste PCR no momento da consulta na rede pública. Não precisará esperar a janela de espera com o início de sintomas que varia de três a oito dias. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) passará a divulgar um painel de ocupação de leitos também da rede privada a partir da próxima quinta-feira (08). Ele também cobrou que os municípios se esforcem por incentivarem à criação de leis que indiquem uso obrigatório de máscaras e medidas mais rígidas contra aglomerações. Ele citou os prefeitos de Anchieta e de Barra de São Francisco nesse quesito, que estabeleceram essas regras. “Estamos recomendando que todos os prefeitos, vereadore, câmaras municipais implementem legislações municipais para instituir a obrigatoriedade do uso de máscaras. O uso de máscara deve se tornar uma obrigação legal por causa do momento em que vivemos”, reforçou.

Todas as informações foram dadas numa coletiva virtual de imprensa que aconteceu na tarde desta segunda-feira (05). Fernandes está acompanhado do subsecretário Luiz Carlos Reblin, recuperado da covid-19. Ele estava afastado das funções desde o dia 21 de março. 

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para paciente com coronavírus está em 94,99%.

Confira as falas de Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin: 

Retorno do subsecretário Luiz Carlos Reblin

Reblin: Agradeço a todas as manifestações que recebi em meu nome e em nome da minha esposa. Adoeci pelo covid. Minha esposa também. Fomos cuidados como a ciência nos orienta, pelas boas práticas do conhecimento técnico científico que o médico, que nos acompanhou, adquiriu ao longo deste tempo. Só utilizei um antitérmico e muita hidratação. Aliás, este é um grande recado a quem está com a doença: hidrate-se de maneira adequada. Assim como na dengue, nessa doença, a hidratação é a palavra-chave. Na covid, a hidratação é chave. Hidrate-se muito bem se você adoecer pela covid. Eu e minha esposa nos recuperamos. E desde semana passada já reiniciei minhas atividades aqui na secretaria. 

Índice de internações

Nésio: Desde o dia 25 e 26 do mês passado, estamos apresentando o início de uma estabilização muito alta. Ainda é precoce afirmar que alcançamos um teto de casos observados. As internações continuam crescendo. Desde semana passado, observamos uma redução nas internações por condições não-covid em consequência da quarentena que implantamos em 100% dos municípios capixabas. Estamos identificando também uma pequena desaceleração na curva de novos casos graves e de enfermaria. Porém, ainda temos uma curva crescente e aumento de casos que exigem internações em enfermaria e em UTIs. No entanto, observamos uma breve desaceleração dessa quantidade de pacientes.  

Pacientes na fila por um leito hospitalar

Neste momento temos cinco pacientes na fila da Central de Regulação aguardando leitos de UTI e 88 pacientes sendo atendidos pelo Samu. Ou seja, temos 93 pacientes sendo atendidos com uma solicitação que poderá resultar em internação em um leito de UTI na rede hospitalar. 

Explicação sobre números de pacientes à espera de leitos

É importante esclarecer a respeito do tema muito abordado pela imprensa sobre a quantidade de pacientes que aguardam por um leito de UTI ou enfermaria no Espírito Santo. Nem todos os pacientes que estão nas UPAS e PAs estão aguardando leito hospitalar. Uma parte recebe alta após 18 a 36 horas de observação nesses serviços. Temos um conjunto de pacientes que, na avaliação do médico assistente desses serviços pré-hospitalares são solicitados e encaminhados para a regulação. Nem todos os que são passados para o serviço regulador reúnem características clínicas necessárias para uma internação hospitalar. O sistema de regulação existe para garantir o acesso hospitalar a cada tipo de recurso. A partir do momento em que o encaminhamento feito pelo serviço pré-hospitalar é aprovado, é que passa a ser considerado um paciente na fila de espera. O médico regulador tem um período de tempo para solicitar a vaga. O hospital tem um período de aceite ou não e aí é feita a remoção do paciente. Em caso de pacientes leves, a remoção é feita por iniciativa municipal. No caso de pacientes graves, encorajamos para que os serviços procurem o Samu e o Samu faça a regulação para garantir um atendimento mais ágil. Estamos reforçando toda a rede. Temos 20 ambulâncias avançadas. No entanto, a quantidade de pacientes é muito grande. Chegamos a remover 160 pacientes em 24 horas. É uma operação de transferência muito grande, numa intensidade que nunca foi vivida em momento anterior na história da Saúde no Estado. 

Estabilização de óbitos

Devemos ter esta semana uma expectativa de que o comportamento do número de óbitos possa variar  a aquilo que ocorreu na última semana. Nós podemos viver um início de  estabilização do comportamento de óbitos a partir desta semana com uma variação de 15% a 20% dos óbitos que tivemos na semana epidemiológica anterior a esta. Os resultados da quarentena poderão ser observados a partir da próxima quinzena, quando olharmos para trás e identificarmos o comportamento da curva de casos, de internações e também o comportamento da estabilização dos óbitos, que é o indicador mais tardio a ser refletido, diante de qualquer medida tomada para poder avaliar a pandemia.

Testagem PCR no momento da consulta

Já distribuímos 120 mil testes de antígenos. Na últimas três semanas 40 mil testes foram registrados. Esta semana distribuiremos 190 mil testes. Ao longo do mês de abril queremos um momento de testagem ampla e em massa. Todo e qualquer paciente, após atualização de nota técnica, deverá realizar o teste no momento da consulta, sem aguardar a janela para o PCR. Se testar positivo, deverá proceder a testagem dos contatos mais próximos. E ao paciente será determinado o isolamento. Caso resulte negativo, será recomendado ao paciente o isolamento e realizar o PCR na janela de três a oito dias. Desse modo, entendemos que poderemos avançar na testagem dos pacientes sintomáticos. 

Recomendação aos municípios

Uma nova etapa de testagem será iniciada. Estamos recomendando aos municípios que adotem a testagem de antígenos em toda a atenção básica do nosso Estado. O município que não quiser implementar será por opção do mesmo. Cerca de 80% dos pacientes atingidos por covid são pacientes leves. São pacientes que devem ser atendidos, monitorados e medicados pela atenção primária. Não devem procurar os serviços de pronto-atendimento se desenvolvem sintomas leves.

Mais de 100 óbitos por dia

Com a mudança na testagem é possível que os casos observados possam aumentar por conta da mudança. O mesmo aconteceu no ano passado quando passamos a considerar e testar contatos intradomiciliares. Até o presente momento, temos 5578 casos notificados, sendo 1880 casos confirmados e 80 óbitos registrados. Entre hoje e amanhã, poderemos ter recordes pela violência da pandemia e pelo delay (atraso) no registro administrativo por causa dos feriados. É possível que o Estado passe, em algum momento, a mais de 100 óbitos por dia. 

Cansaço do isolamento domiciliar

Não queremos que vidas se percam. Entendemos que é natural que todos estejam cansados: é um direito do corpo, é um direito da nossa alma, da nossa juventude, dos trabalhadores. Estamos cansados de enfrentar essa pandemia há mais de um ano. No entanto, o cansaço não pode se transformar em negação, em comportamento de alto risco. Por isso, no momento mais crítico, é importante que toda a população entenda que entramos na vigência do mapa de risco. Temos 3/4 de toda a população capixaba em municípios classificados em risco extremo, com amplas medidas e restrições a atividades sociais e econômicas. Essas medidas deverão ser respeitadas. Sem essa redução de interação social não será possível evitar que muitos óbitos ocorram na próxima semana. Isolar-se nesse momento e só sair de máscara para atividades essenciais é um gesto que poderá evitar mortes, contaminação e internações. A proporção de pessoas assintomáticas ou oligoassintomáticas (com poucos sintomas) é muito grande na covid-19.

Lei para uso obrigatório de máscara

Precisamos reforçar o grau de adesão ao distanciamento social. Vamos viver um mês de abril ainda muito restrito. Recomendamos que os municípios implementem legislações para instituir a obrigatoriedade do uso das máscaras. Isso deve ser de competência municipal. Vamos viver um mês de abril com muitas restrições. Estamos recomendando que todos os prefeitos, vereadores, câmaras municipais implementem legislações municipais para instituir a obrigatoriedade do uso de máscaras. O uso de máscara deve se tornar uma obrigação legal por causa do momento em que vivemos. Nós entendemos que a fiscalização e a responsabilidade pelo uso de máscaras são papeis municipais. Temos prefeitos no Brasil que adotaram medidas muito rigorosas, como em Araraquara e Belo Horizonte que decidiram de maneira complementar adotar medidas mais duras. Sem a unidade dos poderes é muito difícil enfrentar a pandemia sozinho.

Mais medidas restritivas

Reblin: Medidas complementares podem ser feitas pelos municípios, sempre medidas mais restritivas. Não é possível flexibilizar as atividade, a medida tem que ser de mais restrições, especialmente no uso da praia e dos espaços públicos.

Barreiras sanitárias inteligentes

A respeito de barreiras sanitárias inteligentes, estamos preparados para receber informações de empresas que transportam passageiros para o Espírito Santo. Com a suspensão das viagens intermunicipais e interestaduais, vamos aguardar a organização dos fluxos dos passageiros. Em relação à empresas aéreas, elas solicitaram um tempo, que está sendo discutido, a fim de alinhar as estruturas de informação para alimentar o sistema que a gente precisa. 

Painel de ocupação de leitos na rede privada

Já iniciamos a avaliação com os hospitais, mas somente sete hospitais neste final de semana alimentaram de maneira adequada o censo. Acreditamos que até quinta-feira, os dados já estejam disponível. Mas a partir de quinta-feira, vamos divulgar os dados da rede privada independente ou não dos hospitais terem fornecido os dados. Iremos divulgar aqueles que não o fizerem e não divulgaram as informações para abastecer a transparência. Não encontramos resistência dos hospitais privados em relação à divulgação de seus dados. 

Leis municipais para uso de máscaras

Infelizmente grupos populacionais insistem em descumprir a quarentena e não queremos encontrar essas pessoas no sistema de saúde. Não importa se a pessoa respeitou ou não a quarentena, vamos cuidar de todos e cuidar para manter a vida de todos preservada. Mas precisamos que todos tenham consciência do grave momento que vivemos. 

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Medicina e Saúde

ES pode ter quarta onda de casos de covid-19 a partir de maio

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Secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes aponta que a pandemia só será controlada quando o Estado vacinar 80% da população

O Espírito Santo poderá ter uma quarta onda de covid-19 a partir de maio. A possibilidade para uma nova expansão de casos da doença foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (19). O motivo, segundo ele, seria a lentidão na vacinação. 

“Por não termos alcançado uma imunidade coletiva pela vacinação, é possível que, ao longo do segundo quadrimestre (maio a agosto), o Estado possa viver uma nova expansão na curva de casos”, alertou. 

Fernandes apontou que o momento atual da pandemia é marcado por uma maior taxa de transmissão do vírus pois há a presença de variantes circulando e maior contaminação entre pessoas mais jovens. 

O Espírito Santo, até o momento, aplicou a primeira dose em 593.299 pessoas, equivalente a 14,6% da população capixaba. No ranking nacional, está em terceiro lugar entre os Estados que mais aplicaram. 

Porém, o alcance vacinal ainda não é suficiente para que a pandemia seja considerada controlada no Estado e que as medidas de isolamento social sejam relaxadas. “Por isso temos que preservar até alcançarmos a imunidade coletiva de 80% da população, evitando aglomerações e seguindo as medidas de isolamento social, evitando também interações sociais não essenciais”, alertou.

Atualmente, o Estado contabiliza  416.932 casos confirmados e 8673 mortes.

Histórico

Em fevereiro deste ano, o secretário Nésio Fernandes havia anunciado a terceira onda da doença em suas redes sociais. Na época, ele associou a escalada da covid-19 à chegada do outono, quando, normalmente há um aumento de casos de doenças respiratórias, entre março e abril. Ele aproveitou para criticar o negacionismo e as fake news que, na sua análise, contribuíram para incentivar o avanço da doença pelo país.

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Medicina e Saúde

Morte de idosos acima de 80 anos cai 33%, diz secretário de Saúde sobre efeitos do fechamento do ES

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Nésio Fernandes pontuou sobre a tendência observada de queda no número de casos, internações e mortes por covid-19

A vacinação contra a covid-19 foi responsável por uma queda de 33% no número de mortes de pacientes com mais de 80 anos que estão internados em hospitais públicos no Espírito Santo. A afirmação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (16). Ele estava acompanhado do subsecretário de Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Ainda segundo Nésio Fernandes, o fechamento e interrupção das atividades sociais estabelecidos pelo Governo do Estado, no mês passado, tem começado a provocar efeito na pressão hospitalar do Estado. De acordo com o secretário, a tendência é de que haja uma redução na procura por novos leitos para covid-19 nas próximas duas a três semanas. Mais adiantes, isso repercutirá em uma redução do número de mortes pela doença. “Dado a amplitude da quarentena, podemos viver uma queda de número de casos mais rápida e consolidada que anteriormente. Por isso é importante que a população compreenda as restrições impostas a mais de 3/4 da população capixaba”, reforçou.

O subsecretário Reblin apontou que o período de interrupção tem sido de amplos estudos de estratégias a serem utilizadas mais à frente. “Neste momento de quarentena, quando as pessoas ficaram mais reclusas, estamos aprendendo sobre quais os principais aspectos da vida cotidiana que mais transmitem a doença. Aprendemos a como agir no futuro”, anunciou.

De acordo com as observações da Secretaria de Estado da Saúde, nas próximas semanas haverá queda na aceleração do número de óbitos. Porém, o patamar ainda estará elevado. “Estaremos com um número de óbitos acima de 400 por semana o que é um grande luto para a família capixaba”, lamentou o secretário.

Estratégias

A expansão do número de leitos de enfermaria e de UTI para tratamento da covid-19 continuará ao longo de abril e de maio. O que foi feito em São Mateus, no Hospital Roberto Silvares, será levado para outros pontos do Estado. Por lá, a ampliação foi feita por uma instalação de uma unidade acoplada para acolher os novos 60 leitos. 

A vacinação foi reforçada como única forma de proteção ao coronavírus. A tese de imunidade de rebanho, em que parte da população estaria exposta ao vírus e desenvolveria anticorpos naturalmente, não será adotada pela Sesa. “Tampouco existe uma imunidade pela exposição pela doença. Os pacientes infectados no ano passado, segundo estudos recentes apontam que infecções leves e moderadas podem favorecer algum tipo de proteção no período de 5 a 6 meses. Chegaremos no meio do ano quase sem nenhum efeito dessa reinfecção. As reinfecções vem apresentando comportamento mais frequentes do que em 2020. Isso é um alerta: sem as vacinas, teremos que conviver com novo estilo de vida com período de abertura e interrupção das atividades”, alertou Fernandes.

As negociações com os fabricantes de vacinas prosseguem e o Estado irá informar somente quando o processo de aquisição for realmente concluído. Enquanto isso, o Espírito Santo continua a receber as doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O subsecretário Reblin pediu que as pessoas não deixem de se vacinar. “Cerca de 20% da população não voltou para tomar a segunda dose. O fato de ter adoecido não é passaporte de que não vai mais adoecer. Se a pessoa adoeceu com uma variante, haverá uma nova variante circulante. A única proteção é a vacina. Quem não tomou a segunda dose, procure a sua unidade de saúde para se vacinar”, frisou. 

O Espírito Santo, segundo análise do secretário Nésio Fernandes, tem feito uma boa performance com a vacinação. “Estamos ocupando o quarto lugar do país em quem recebeu a primeira dose. Estamos também entre os três e quatro Estados do país como os mais velozes em vacinar. E podemos vacinar um milhão de pessoas por mês, temos essa capacidade. Acreditamos que a estratégia montada com os municípios é eficaz”, aponta. 

Essa velocidade e a logística foram responsáveis para o Estado antecipar a imunização de alguns grupos como os profissionais da Segurança e os trabalhadores da Educação. Reblin explicou que imunizando, em primeiro lugar, os professores da educação infantil, haverá um retorno mais rápido das aulas presenciais. “Há uma necessidade em todo o Brasil de que a criança precisa estar na escola. Não há dúvida da importância dessa ação. Para isso, o Espírito Santo irá vacinar inicialmente os professores da educação infantil e depois os demais”, justificou. 

Kit intubação e oxigênio hospitalar

Nésio Fernandes garantiu que o contexto dos hospitais públicos no que se refere a kit intubação e fornecimento de oxigênio não apresenta problemas. A Sesa fez o dever de casa e se preparou para tempos de provável escassez. “A situação nos hospitais estaduais está em relativa estabilidade. As medidas adotadas pelo Estado têm garantido que os hospitais não sofram crise grave de abastecimento desses medicamentos”, observou. Ele disse que a instabilidade da quantidade dessa medicação para tratamento intensivo é sentida mais entre os hospitais filantrópicos e os da rede privada mas que o Estado está dando todo apoio necessário. 

Quanto ao oxigênio hospitalar, segundo Fernandes, não há crise ou colapso gerido pela Sesa. “No mês de março, alertamos os municípios para adotarem medidas para garantir oxigênio nas unidades municipais”, informou. Ele ainda lembrou que pediu que municípios menores instalassem usinas de gases medicinais para que eles tenham autonomia no fornecimento. 

Testagem deve ser regra

Os secretários recomendam que as pessoas se submetam a testes em caso de sintomas, ainda que leves. “Pusemos mais de 210 mil testes à disposição dos municípios. Esses testes são semelhantes ao RT-PCR. O resultado sai em 15 minutos após a coleta de material feita na narina”, explicou Reblin. Os testes estão disponíveis nas unidades de saúde dos bairros. Para o subsecretário, as testagens serão fundamentais a fim de proporcionar uma maior identificação e isolamento de pessoas infectadas, contribuindo para diminuir a transmissão do coronavírus.

Cirurgias eletivas voltam em maio

As cirurgias eletivas irão retornar em maio. “Em torno de 4 mil cirurgias eletivas são realizadas por mês no Estado. Tivemos que suspender para priorizar os atendimentos aos pacientes de covid. Assim que retornarmos com elas, os pacientes serão comunicados”, anunciou Nésio. 

Reuniões familiares

Evitar aglomerações não significa que está liberado reuniões com poucas pessoas como acontece nos encontros em família. “Eventos familiares não obrigatórios, não essenciais, nesse momento, não são recomendados. Todas as semanas temos relato de infecção entre familiares. Uma única indisciplina de um único membro da família é suficiente para infectar a família inteira. Não podemos delegar a responsabilidade só porque o comércio ou outra atividade está em funcionamento. Podemos contrair a doença em atividades domésticas. Até o final do mês de maio não faça aniversários e nem encontros com seus familiares. Eles podem levar você a um luto pela perda de um ente querido”, pediu o secretário.

Jovens internados: número dobrou

O secretário alertou que já é observado um aumento no número de infecções e internações em jovens. “A participação dos jovens aumentou e está em cerca de 15% ou 16% das internações com pessoas de 18 a 44 anos. Em outros momentos, esse número chegou a 8% ou 9%”, detalhou. Fernandes atribui essa dobra na proporção à circulação da variante inglesa no Estado. 

Pessoas com comorbidades: vacinação em maio 

Para as pessoas com comorbidades, Luiz Carlos Reblin anunciou que a vacinação poderá ser iniciada no final de abril e princípio de maio. “Nossa estimativa é que possamos começar entre o final de abril e o princípio de maio a vacinação de pessoas com comorbidades como hipertensão, diabetes, obesidade, doenças pulmonares. Mas há regras estabelecidas em relação à gravidade dessas doenças. O profissional que atesta que tal pessoa está indicada para tomar a vacina em função da doença tem fé pública e a partir desse instrumento é que será feita a vacinação. Havendo indícios de desvios de laudos, haverá investigação”, explicou o subsecretário. 

Aulas presenciais

O subsecretário explicou que o retorno de aulas presenciais não está vinculado à vacinação de professores. Ele reforçou que continua valendo, para as atividades escolares, a classificação do município no mapa de risco. “Dependendo dor risco de cada cidade, as aulas são presenciais ou remotas. Não é a vacina que vai definir o retorno às aulas”, destacou.

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