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Medicina e Saúde

Secretário de Saúde: “A vacina está pronta, mas ainda vai levar alguns dias para chegar”

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O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, faz pronunciamento nesta quarta-feira (23), sobre o novo coronavírus no Espírito Santo

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, faz pronunciamento junto com o subsecretário em Vigilância de Saúde, Luiz Carlos Reblin, nesta quarta-feira (23), sobre o novo coronavírus no Espírito Santo

“Precisamos reconhecer o tamanho da doença e o impacto dela na vida de cada indivíduo. Apesar de tudo o que foi feito pelo Estado, muitas vidas foram perdidas. Existe um novo desafio nesse final de ano. Pedimos as famílias capixabas que não realizem festas de fim de ano fora do seu núcleo familiar principal (os que moram na mesma casa). Não reúnam toda a família para que possamos, no final do ano que vem ter um Natal com toda a população vacinada e protegida “, disse o secretário. 

O subsecretário Luiz Carlos Reblin fez um apelo para que a população se cuide durante as festas de final de ano e também durante o verão. Além disso, Reblin também falou sobre a vacina. 

“Não existe um medicamento disponível que pode tratar a doença. A vacina está pronta, mas ainda vai levar alguns dias para chegar, e até lá, o que temos para fazer é manter a distância, usar a máscara e lavar as mãos. Manter a distância porque a doença se transmite quando nos aproximamos da pessoa, então é óbvio para nós. Se fizermos uma festa com um número grande de pessoas, o número aumenta potencialmente”. 

Já o secretário falou sobre os leitos de UTI. “Antes da pandemia tínhamos aproximadamente 660 leitos disponíveis para atender todas as doenças do nosso estado, mas iremos ultrapassar a marca de 1.2 mil leitos de UTis disponíveis para a saúde pública no Espírito Santo com toda a estratégia que desenvolvemos ao longo dessa pandemia”. 

 

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Medicina e Saúde

Covid-19: Antiviral espanhol reduz 99% da carga viral, diz estudo

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Segundo pesquisadores, a plitidepsina é o remédio mais potente descoberto até agora; estudo foi publicado na revista Science

Um medicamento antiviral (plitidepsina) produzido pela empresa espanhola PharmaMar e testado em laboratórios de França e Estados Unidos demonstrou causar uma redução de 99% da carga viral do Sars-CoV-2, coronavírus causador da covid-19.

Os experimentos “in vitro” e “in vivo” já realizados em modelos animais com este medicamento, usaado como antitumoral, apresentaram uma eficácia antiviral e um perfil de toxicidade promissores, informou nesta terça-feira (27) a empresa espanhola após a publicação dos resultados na revista Science.

Os autores concluíram que a “plitidepsina” é, “de longe”, o composto mais potente descoberto até agora e sugeriram, portanto, que deveria ser testado em ensaios clínicos ampliados para o tratamento da covid-19.

O trabalho é o resultado de uma colaboração entre a PharmaMar e os laboratórios dos pesquisadores Kris White, Adolfo García-Sastre e Thomas Zwaka, nos Departamentos de Microbiologia e Biologia Celular, Regenerativa e de Desenvolvimento da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York; Kevan Shokat e Nevan Krogan, do Instituto de Biociências Quantitativas da Universidade da Califórnia, em San Francisco; e Marco Vignuzzi, do Instituto Pasteur, em Paris.

Os autores determinaram que “a atividade antiviral da plitidepsina contra o Sars-CoV-2 ocorre através da inibição de um alvo conhecido (eEF1A)” e asseguraram que este medicamento demonstrou “in vitro” uma forte potência antiviral, em comparação com outros antivirais contra o vírus em questão, e também com uma toxicidade limitada.

Em dois modelos animais diferentes de infeção pelo coronavírus, o ensaio demonstrou uma redução na replicação viral, e comprovou uma diminuição de 99% nas cargas virais nos pulmões dos animais tratados com plitidepsina.

Os pesquisadores observam na publicação que, embora a toxicidade seja uma preocupação com qualquer antiviral que vise uma proteína de célula humana, o perfil de segurança da plitidepsina está bem estabelecido em humanos e as doses bem toleradas deste medicamento utilizado no ensaio clínico contra a covid-19 são ainda mais baixas do que as utilizadas nesses experimentos.

A publicação conclui que a plitidepsina atua bloqueando a proteína (eEF1A), que está presente em células humanas, e que é utilizada pelo Sars-CoV-2 para reproduzir e infectar outras células. Este mecanismo culmina em uma eficácia antiviral também “in vivo”.

“Acreditamos que os nossos dados e os resultados positivos iniciais do ensaio clínico da PharmaMar sugerem que a plitidepsina deve ser seriamente considerada para ensaios clínicos ampliados para o tratamento da covid-19”, destacam os pesquisadores.

A empresa recorda, na mesma nota divulgada nesta terça-feira, que diante da contínua propagação global da doença e do crescente desespero para encontrar um tratamento, o diretor do Instituto Quantitativo de Biociências da Universidade da Califórnia, Nevan Krogan, uniu forças com pesquisadores da Universidade da Califórnia, do Instituto Gladstone, da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, do Instituto Pasteur e do Instituto Médico Howard Hughes, para a busca de um tratamento.

No momento, a PharmaMar negocia com vários órgãos reguladores para iniciar os ensaios previstos para a fase 3.

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Medicina e Saúde

Vacina contra a Covid-19 é aplicada em mais de 20 mil pessoas no Estado

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Até às 15h desta terça-feira (26), 21.744 mil pessoas do público-alvo foram vacinadas no Estado. Os dados são do Programa Estadual de Imunizações, da Secretaria da Saúde (Sesa). Os municípios da Região Metropolitana de Saúde realizaram, até o momento, a imunização de 9.165 mil pessoas; nos municípios da Região Sul foram 5.352; nos municípios da Região Central foram 5.221 vacinados; e os municípios da Região Norte totalizaram 2.006 pessoas imunizadas.

Quanto aos imunizantes, a população que está sendo vacinada com a CoronaVac deverá receber a segunda dose no intervalo de quatro semanas. Já para a população-alvo imunizada com Oxford-AstraZeneca, a segunda dose será aplicada em um intervalo de 12 semanas, aproximadamente três meses.

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