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Medicina e Saúde

Segunda dose da vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicada no Espírito Santo esta semana

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A aplicação da segunda dose da vacina contra o novo Coronavírus (Covid-19) no Espírito Santo teve início esta semana para o grupo prioritário de trabalhadores da saúde, indígenas aldeados, pessoas maiores de 60 anos residentes em instituições de longa permanência e pessoas maiores de 18 anos com deficiência que vivem em Residências Inclusivas.

A população deste grupo foi a primeira a receber as doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan, que chegaram ao Estado no último dia 18 de janeiro. As doses já foram distribuídas aos municípios, que deverão realizar as ações de vacinação.

“A Coronavac apresenta o esquema de duas doses para completar a imunização contra a Covid-19, que precisam ser administradas em intervalo de quatro semanas. O Estado reservou na Central de Rede de Frio as segundas doses, como orientado pelo Ministério da Saúde e, desde o último dia 10 de fevereiro, iniciamos a distribuição para todos os municípios poderem começar a segunda dose no tempo oportuno”, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria da Saúde (Sesa), Danielle Grillo.

A coordenadora ressaltou também a importância de a população não esquecer de completar o esquema de vacinação da Coronavac para garantir a imunização contra a Covid-19.

“A vacina do Instituto Butantan garante a proteção contra as formas graves e óbitos pela Covid-19 após a aplicação da segunda dose. Então, é importante que todos aqueles que receberam as doses há 28 dias, atentem-se aos dias para a aplicação da segunda dose, que serão realizadas pelos municípios em suas ações”, disse.

A imunização completa da Coronavac, para a proteção contra as formas graves e óbitos causados pela Covid-19, acontece em torno de 15 dias após a aplicação da segunda dose.

Dia de felicidade no Hospital Jayme

Há um mês, a técnica de Enfermagem Iolanda Brito da Silva Santos, de 55 anos, recebia a primeira dose da vacina contra a Covid-19, sendo a primeira capixaba a ser vacinada. Nesta quinta-feira (18), foi mais um dia de emoção para a profissional, que pôde completar o esquema de vacinação.

“Espero que toda a população se conscientize e procure se vacinar quando for a hora certa. Hoje vivo meu dia de glória, podendo completar a vacinação contra a Covid-19”, afirmou Iolanda Brito da Silva Santos.

Além da técnica de Enfermagem, os profissionais que foram imunizados no dia 18 de janeiro também receberam a segunda dose da vacina, a fisioterapeuta da unidade, Thais Fonseca Silva e o médico Romerson Ribeiro Silva.

Esta quinta-feira (18) foi o primeiro dia de vacinação da segunda dose contra a Covid-19 no Hospital Dr. Jayme. Ao longo dos próximos dias, há uma programação com horários e áreas para que todos os demais funcionários sejam contemplados.

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Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Medicina e Saúde

Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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