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Segurança

Servidora da Sejus é a única inspetora do Brasil a participar de congresso brasileiro sobre mulheres na polícia

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A servidora da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Adriana Camponez, é a única inspetora penitenciária do Brasil a participar do I Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia. O evento será realizado nos dias 18 e 19 de outubro, em João Pessoa, na Paraíba.

O congresso reúne mulheres da área da segurança pública de diversos estados. Adriana faz parte da Diretoria de Operações Táticas (DOT), conhecida como a tropa de elite da Sejus, responsável por ações preventivas e de intervenção nas unidades prisionais em situações de crise.

Para o evento, a servidora pretende levar toda a sua experiência e reforçar a ascensão das mulheres nas forças de segurança. “Estarei com muita honra representando a categoria de inspetoras penitenciárias do Brasil e devo isso a toda especialização que tive oportunidade de construir dentro da Sejus. As mulheres atingiram um patamar considerável em todas as agências que compõem as forças de segurança. Rompemos paradigmas e estruturas patriarcais até então inquestionáveis. As mulheres conquistaram o seu espaço pelo mérito, pelo fato de desempenharem suas funções também com maestria, de forma igualitária ao sexo masculino”, diz Adriana Camponez.

Servidora concursada da Sejus desde 2009, a inspetora não desperdiçou as oportunidades. Para participar do processo seletivo da DOT, foi necessário muito treino e preparação. “Dentro da DOT fiz dois cursos de nivelamento e o curso básico de intervenção prisional, do qual nos primeiros dias saíram 15 homens. O teste físico também demanda muito preparo. A equipe sempre ofereceu a todos o mesmo tratamento. Tive apoio e respeito de todos e isso só contribuiu para meu desempenho na tropa”, explica a inspetora.

Em fevereiro deste ano, Adriana Camponez foi convidada pela organização do evento a participar do congresso. Foi submetida a uma entrevista por telefone e a análise de currículo.

Currículo

Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Adriana também é pós-graduada em Gestão em Segurança. Na área operacional, é instrutora de armamento e tiro, participou do Curso de Operadores de Bastão Retrátil da Polícia Federal, especializada no uso de técnicas de imobilização e abordagens contra utilização de armas branca e de fogo. Também possui curso de Entradas Táticas, ministrado pela Polícia Civil do Espírito Santo, e extensão de ensino em Segurança Pública, aplicada pela Guarda Municipal de Vila Velha.

Todos os integrantes da Diretoria de Operações Táticas (DOT) da Sejus são servidores efetivos penitenciários, que após o período mínimo de dois anos de vivência nas unidades prisionais, podem se inscrever e participar do processo de formação e seleção para integrar a equipe da DOT. Esse treinamento é oferecido igualmente para homens e mulheres.

O treinamento inclui uma grade curricular extensa que abrange diversas áreas de atuação, tais como: escolta, abordagem, intervenção, trabalho em equipe, atividade física, bem como noções de sobrevivência.

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Segurança

Preso suspeito de planejar sequestro de vereador do ES

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Josué Celirio foi encontrado no Rio de Janeiro, no início da noite desta sexta-feira (05), e detido por policiais militares

O suspeito de ser mandante do sequestro do vereador de Brejetuba Antônio Marcos Bonifácio de Souza (Cidadania) foi preso, no início da noite desta sexta-feira (05), no Rio de Janeiro. A prisão foi efetuada por policiais militares. 

Josué Celirio teria planejado o crime para obrigar Antônio da Saúde a renunciar ao cargo de vereador. Nas últimas eleições, o suspeito teve 303 votos e ficou na suplência de Antônio, que foi eleito com 382 votos. “Ele coordenou e planejou essa extorsão mediante sequestro”, afirmou Cláudio Rodrigues Araújo, delegado responsável pelo caso. Josué teve prisão preventiva decretada, mas estava foragido. 

Na última quarta-feira (3), a Polícia Civil do município, com apoio das equipes de Muniz Freire e Domingos Martins, realizou diligências na cidade, mas o suspeito não foi encontrado. Segundo a polícia, quatro pessoas tem envolvimento no crime. Um deles, Ronivon Custodio Patrocínio, de 42 anos, foi detido no dia 25 de fevereiro, no município. Ele tinha um mandado de prisão em aberto por receptação. Ronivon conhecia Antônio, e é suspeito de ter oferecido carona ao vereador, na manhã do dia 17 de fevereiro, para sequestrá-lo. 

A polícia também já identificou que um homem chamado Ricardo Rodrigues, de Mutum, Minas Gerais, foi quem entrou no carro logo depois de Antônio, e fez várias ameaças para que o parlamentar renunciasse ao cargo na Câmara. Diligências também foram realizadas em Mutum, mas o suspeito não foi localizado. O quarto participantes do sequestro ainda não foi identificado. Segundo o delegado, o parlamentar ficou cerca de cinco horas nas mãos dos suspeitos e, depois de assinar um documento renunciando ao posto de vereador, foi deixado na região de Viana. 

Entenda o caso

Antônio da Saúde contou à polícia que foi sequestrado no dia 17 de fevereiro, no município. O caso teria ocorrido enquanto ele se dirigia à Câmara para uma reunião. Ele relatou que foi levado por dois homens para uma região rural e, sob ameaças, obrigado a assinar um documento renunciando ao cargo de vereador. Depois, foi deixado em Viana.

“Foi uma grande tortura psicológica, ele estava com arma apontada pra cabeça o tempo todo. Ainda tiveram a audácia de mandar ele ligar pra Câmara e confirmar que enviaria alguém para entregar o documento no local comunicando a renúncia”, informou fonte que não quis se identificar.

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Segurança

Homem que estuprou e engravidou sobrinha de 10 anos no ES é condenado a 44 anos de prisão

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VITÓRIA – O homem de 33 anos, acusado de estuprar a sobrinha de 10 anos em São Mateus, norte do Espírito Santo, foi condenado a 44 anos, três meses e cinco dias de prisão. De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), a sentença foi proferida no início de fevereiro. Mais detalhes não foram repassados, uma vez que este caso se encontra em segredo de Justiça.

A defesa do acusado disse não concordar com a sentença e que irá recorrer. “Respeitamos todas as decisões do Poder Judiciário, mas não concordamos. Já impetramos o recurso de apelação. Entendemos que alguns elementos, alguns requisitos que foram trazidos na sentença, que foram colocados como o quantitativo de pena, a defesa não concorda. Vamos em busca de uma sentença justa”, afirmou o advogado Antônio Hortêncio.

Ele não quis informar em qual presídio o homem está preso, por questões de segurança. “Em relação ao cliente, está no presídio e está bem. Vamos conversar com ele sobre a sentença. Fomos intimados na quarta-feira (24 de fevereiro) e não deu tempo de conversar com ele com a sentença”, contou o advogado.

Estadão entrou em contato com a defesa da família da vítima. Entretanto, o advogado responsável pelo caso disse que, por enquanto, não irá se pronunciar.

Relembre a história

No início de agosto de 2020, a menina, então com 10 anos, reclamou de dores na barriga e procurou um médico. Em um hospital de São Mateus, a gravidez foi diagnosticada. O caso repercutiu nacionalmente após o TJ-ES liberar que a vítima fizesse um aborto para retirar o feto. Na época, a garota estava grávida de três meses aproximadamente.

Na decisão judicial que autorizou a interrupção da gravidez, foi determinado que o procedimento fosse realizado no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam). Entretanto, o hospital não fez o procedimento e alegou “questões técnicas” na recusa. A criança, então, foi transferida para o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE), em Recife, Pernambuco, onde conseguiu ser atendida na noite do dia 16 de agosto. A garota, acompanhada da avó, teve de chegar e entrar no hospital escondida. Do lado de fora, um grupo de manifestantes contrário ao aborto protestou contra a decisão da Justiça de conceder a interrupção da gravidez.

Depois da realização do aborto e do retorno da vítima para o Espírito Santo, o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) denunciou a extremista de direita Sara Giomini por ter divulgado dados pessoais da vítima nas redes sociais. O MP também denunciou um pré-candidato a vereador de São Mateus, do PSL, que teria pressionado a família da garota a não aceitar a realização do aborto. Essa suposta “pressão” exercida por algumas pessoas contra a criança e parentes também estava na mira do MP capixaba.

O tio, acusado do estupro, fugiu e foi preso em Minas Gerais. Ele estava na casa de familiares em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e se entregou à Polícia.

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