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Política Nacional

Situação de Witzel se agrava com prisão de Edmar

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Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel

Integrantes do governo Wilson Witzel relataram que a prisão do ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos nesta sexta-feira (10) piora a relação entre o Executivo fluminense e o Legislativo.

Segundo secretários, o clima fica mais favorável para um processo de impeachment do governador com a prisão de um membro de primeiro escalão e aliado de primeira hora do governo – Edmar ficou no cargo de janeiro de 2019 até o final de maio deste ano, já em meio às investigações de fraudes em compras para combate do coronavírus.

Na manhã de hoje, aliados de Witzel afirmaram estar surpresos com a prisão de Edmar, uma vez que ele já é investigado em âmbito administrativo. Nesta semana o Ministério Público do Rio apurou envolvimento dele com a compra emergencial de antibióticos ineficazes para combate ao coronavírus. Os contratos somam R$ 110,6 milhões. 

Para governistas, Edmar, mesmo que não tenha se beneficiado de eventuais desvios, tem culpa de não ter cuidado dos contratos fechados pelo governo do Rio em meio à pandemia. Levantamento do deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB) mostra que são 97 contratos de compras, que somam mais de R$ 1,6 bilhão. 

Desde a prisão do subsecretário Gabriell Neves, no começo de maio, por fraude na compra de respiradores, que Edmar Santos manteve uma postura mais discreta no governo. Em seu último mês, parou de frequentar a Secretaria Estadual de Saúde e passou a dar expediente no edifício anexo do Palácio Guanabara, sede administrativa do governo do Rio. 

Um integrante do governo contou que o tema das fraudes na saúde era tabu na cúpula do governo, e que poucas pessoas tinham coragem de tocar no assunto desde a prisão de Gabriell Neves. 

Os integrantes do governo do Rio ouvidos pela reportagem preevem dificuldades para o governador conseguir se livrar do processo de impeachment. Nas palavras de um aliado próximo, a defesa do governo vinha sendo montada para ser apresentada no começo da semana que vem mas que, todos os dias, acontecem fatos novos que prejudicam Witzel politicamente. 

Procurado Bernardo Braga, advogado de Edmar Santos, mas ele informou que ainda não irá se manifestar.

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Política Nacional

Reforma tributária deve sair este ano, diz Bolsonaro

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Projeto é uma das apostas do governo para retomada da economia brasileira após a pandemia do novo coronavírus

presidente Jair Bolsonaro disse na quinta-feira (21) que o governo buscará fazer a reforma tributária “no corrente ano” e negou que o objetivo seja aumentar impostos. Segundo o presidente, se a reforma provocar aumento de tributos é “melhor deixar como está”.

A reforma tributária é uma das apostas do governo para a retomada da economia após a pandemia da covid-19. Bolsonaro disse que hoje as empresas “gastam muito tempo e gastam muito dinheiro” com os cálculos de prestações de contas e, por isso, a ideia do governo é “simplificar” o sistema.

“Vamos, se Deus quiser, fazer a reforma tributária no corrente ano. E o que eu falei com o Paulo Guedes? Eu não sou economista, mas fazer as quatro operações a gente sabe fazer. No final das contas, não podemos ter majoração da carga tributária, senão deixa como está”, disse.

Nesta quinta (21), o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo Planalto na disputa pela presidência do Senado, reconheceu que há discussões sobre a criação de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas afirmou que somente apoiará a iniciativa se houver medidas compensatórias, como a desoneração da folha salarial.

Conforme o Estadão revelou, o ministro da Economia, Paulo Guedes pretende reapresentar a proposta do novo imposto se o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara, vencer a eleição de fevereiro.

Bolsonaro disse ainda que é importante ter uma boa relação com o Congresso para que projetos de interesse do governo sejam pautados. Ele reclamou do fato de que uma medida provisória de regularização fundiária ter caducado e prometeu reapresentá-la neste ano.

“Hoje em dia estamos tendo um bom relacionamento com Câmara e com o Senado”, disse Bolsonaro, sem mencionar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu desafeto político.

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Política Nacional

PSB declara apoio à Tebet. Pacheco soma nove partidos

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Candidatos à presidência do Senado, cuja eleição ocorre em 1º de fevereiro, articulam votos e possíveis dissidências em legendas

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) decidiu, nesta quarta-feira (20), apoiar a candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado Federal, cuja eleição irá ocorrer em 1º de fevereiro de modo presencial.

“A candidatura inédita de uma mulher à presidência do Senado é um fato histórico. Simone Tebet garantirá independência e autonomia para o Senado e o Congresso Nacional”, diz nota de Leila Barros (DF), única senadora da legenda na Casa.

“A senadora também demonstrou em diversos momentos que tem capacidade para dialogar com diversas lideranças políticas. Por esses motivos, o PSB e a senadora Leila Barros declaram apoio à sua candidatura à Presidência do Senado”, acrescentou.

Tebet conta também com o apoio do Podemos, a terceira maior bancada da Casa, e alguns senadores do PSDB e do grupo Muda Senado, voltado para a pauta de combate à corrupção.

Seu principal concorrente na disputa é o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e tem a simpatia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O democrata conta com o apoio de nove partidos – PSD, DEM, PP, PL, PT, PSC, PDT, Pros e Republicanos. Dessa forma, teoricamente, o senador tem os votos necessários para ganhar a disputa (41). No entanto, a votação é secreta e pode haver traição dentro das legendas. E essa dissidência de parlamentares no pleito é a aposta de Tebet.

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