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Medicina e Saúde

Situação nos hospitais é crítica e risco de colapso é real, alerta secretário de Saúde

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Taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para tratamento da doença chegou aos 95,39% nesta segunda-feira (29)

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o atual panorama da pandemia de coronavírus no Espírito Santo. Com ele está Orlei Cardoso, gerente Estadual de Vigilância em Saúde. A taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para tratamento da doença chegou aos 95,39% nesta segunda-feira (29). Atualmente, o Estado registra 7.278 óbitos e 374.215 casos.

O Espírito Santo mantem a aceleração da curva de casos. Alcançamos no dia 22 de março, um novo recorde de 2844 casos, superior ao anterior de 28 de dezembro, com 2757 casos. Esperamos ao longo dessa e da próxima semana, que o Estado alcance um pico e passe a observar uma estabilização durante, pelo menos, três semanas e entrar em fase de recuperação. 

Isolamento não só para os doentes

Nós vivemos uma situação extremamente crítica. O Espírito Santo, a cada semana que passa, não estabiliza o comportamento da doença. Insistimos com a população e todos os poderes de que precisamos isolar a sociedade. Neste momento, o isolamento não é só para quem está doente. Só devemos sair de casa para atividades extremamente essenciais. 

Rede privada pede apoio ao SUS

Temos pedidos para que o SUS possa receber pacientes da rede privada em uma frequência maior que as anteriores. Estamos reconhecendo que a rede hospitalar encontra-se extremamente pressionada pela quantidade de pacientes graves. 

Cronograma de leitos

Devemos alcançar ainda esta semana 900 leitos de UTI, devido à antecipação do cronograma de ampliação. As propostas apresentadas à rede privada e filantrópica tem movimentado esses segmentos para transformar centros cirúrgicos e de enfermaria em leitos intensivos. O próprio governador vai apresentar a atualização desse cronograma, havendo ampliação. O novo valor ajuda na disputa por medicamentos, por exemplo. 

Limite de novos leitos

Nós podemos chegar ao momento de ultrapassar 1000 leitos de UTI no Espírito Santo. Essa quantidade é praticamente limítrofe de leitos possíveis de serem abertos para atender a uma única doença. Não queremos que as pessoas morram. Por isso, estamos há um ano batalhando para que as pessoas não se ofereçam ao vírus e não tenham um comportamento de alto risco. Nossas medidas são para salvar vidas.

Recorde na média de mortes e de casos

Amanhã, devemos ultrapassar o número total de óbitos observado em toda a pandemia. Já ultrapassamos o número de óbitos por dia. A média móvel de amanhã deve superar a média móvel de mais de um ano de pandemia. Isso nos sensibiliza. Cansamos de estar contando todo dia o número de mortes por uma doença que pode ser evitada, desde que cada pessoa compreenda o risco real de contrair e infectar uma pessoa próxima. É necessário que a população inteira compreenda o que estamos vivendo. 

Fila de pacientes nas UPAs e PAs

Tínhamos 14 pacientes aguardando leitos de UTI nos PAs e UPAs, sendo que três aguardavam mais de um dia. Temos 72 pacientes aguardando leitos de enfermaria, sendo 31 há mais de 24 horas. Ontem, foi o terceiro dia do ano em que o Samu mais realizou remoções de pacientes graves: foram 160 que resultaram em internações hospitalares. Até às 14h, havia ocorrido 54 remoções pelo Samu. 

Efeitos da suspensão da circulação de ônibus para trabalhadores da Saúde

Por causa da ausência de transporte municipal em alguns bairros que não são de responsabilidade do Transcol, alguns municípios tiveram prejuízo para os trabalhadores na atenção básica, que não conseguiram acessar as unidades. Alguns vão avaliar hoje e manter o atendimento mínimo. A ausência desse transporte prejudicou também a chegada de diversos trabalhadores em hospitais públicos e privados. Entendemos que os prefeitos devem atualizar as estratégias urgentemente para que amanhã esse prejuízo não ocorra. 

Mortes após segunda dose da vacina e mais imunizantes em abril e maio

Gerente Orlei Cardoso: Não temos até a presente data nenhum registro de profissional da Saúde que tenha falecido após a segunda dose da vacina.  Nós estamos com a expectativa de abril e maio ter um número muito grande de vacinas acima do distribuído, tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela compra de vacinas pelo Estado. Todos os municípios estão orientados a estabelecer estratégias extraordinárias para vacinar o mais rápido possível. 

Kit de vacinação

Numa parceria junto com a Findes, nós estamos recebendo kit de vacinação. Esses kits serão doados para os municípios sendo mais um suporte importante para que eles continuem realizando as suas campanhas de vacina. 

Orientação aos municípios

Nésio Fernandes: Nós restabelecemos reuniões com as redes farmacêuticas privadas que atuam no Espírito Santo. Estamos desenvolvendo estratégias para incrementar a capacidade e a velocidade de vacinação nos municípios capixabas. Na última semana, tivemos o melhor desempenho desde o início do processo de vacinação contra a covid, na quantidade de doses registradas. Orientamos os municípios que a meta deve ser a aplicação da totalidade das doses recebidas pelo Ministério da Saúde no menor espaço de tempo possível. 

Sinalização de mais doses de vacina em abril e maio

Os municípios são orientados a fazer testes da sua capacidade de vacinação pois temos a expectativa de que no mês de abril e maio tenhamos um volume muito grande de doses disponíveis para vacinação superior aquele distribuído ao longo do processo de vacinação contra a covid-19, tanto pela vinda de doses do ministério da Saúde, quanto pela possibilidade que o Estado realize compra de doses complementares da vacina. 

Negociação com laboratório italiano para compra de vacina

Está prevista uma reunião esta semana com o laboratório italiano para tratarmos do avanço da negociação da fase três e a possível futura compra compra da mesma. 

Estoque de sedativos e medicamentos

Temos contrato vigentes, preparamos as compras. No entanto, diversos fornecedores estão apresentando uma incapacidade de fornecimento imediato de medicamentos comprados pelo Estado do Espírito Santo. Estamos notificando esses fornecedores. Reconhecemos que, grande parte deles, alegou que a requisição realizada pelo Ministério da Saúde impede que eles consigam fornecer as quantidades solicitadas pelo Estado.  Devemos  entre o dia de hoje e de quarta-feira, ter esta uma resposta sobre a capacidade dos fornecedores. Ao mesmo tempo, publicamos no final de semana um novo edital para recebermos proposta dos fornecedores para compra de medicamentos do kit intubação no Estado. Ao mesmo tempo, coordenamos com outras entidades uma grande compra internacional de medicamentos para suprir o Espírito Santo com quantidade para suportar a ampliação de leitos já abertos. 

Próximos públicos a serem vacinados

Após a vacinação dos idosos de 60 a 64 anos, o próximo grupo será o de comorbidades e os profissionais da Educação e da Segurança Pública, que irão receber as reservas de contingência. Essa reserva é aquela que é enviada a mais para os Estados para repor eventuais perdas no processo. Estamos orientando os municípios para que estabeleçam com a população a emissão da comprovação das suas comorbidades, a emissão de laudos para que possam ter de fato a comprovação de que fazem parte do grupo prioritário, evitando furas-filas.

Fura-filas

Neste momento, o Espírito Santo conta com legislação aplicável para combater eventuais fraudes e furas-filas neste novo momento da vacinação que irá observar dados que exigem comprovação de alguma maneira da comorbidade desse paciente.

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Medicina e Saúde

ES pode ter quarta onda de casos de covid-19 a partir de maio

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Secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes aponta que a pandemia só será controlada quando o Estado vacinar 80% da população

O Espírito Santo poderá ter uma quarta onda de covid-19 a partir de maio. A possibilidade para uma nova expansão de casos da doença foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (19). O motivo, segundo ele, seria a lentidão na vacinação. 

“Por não termos alcançado uma imunidade coletiva pela vacinação, é possível que, ao longo do segundo quadrimestre (maio a agosto), o Estado possa viver uma nova expansão na curva de casos”, alertou. 

Fernandes apontou que o momento atual da pandemia é marcado por uma maior taxa de transmissão do vírus pois há a presença de variantes circulando e maior contaminação entre pessoas mais jovens. 

O Espírito Santo, até o momento, aplicou a primeira dose em 593.299 pessoas, equivalente a 14,6% da população capixaba. No ranking nacional, está em terceiro lugar entre os Estados que mais aplicaram. 

Porém, o alcance vacinal ainda não é suficiente para que a pandemia seja considerada controlada no Estado e que as medidas de isolamento social sejam relaxadas. “Por isso temos que preservar até alcançarmos a imunidade coletiva de 80% da população, evitando aglomerações e seguindo as medidas de isolamento social, evitando também interações sociais não essenciais”, alertou.

Atualmente, o Estado contabiliza  416.932 casos confirmados e 8673 mortes.

Histórico

Em fevereiro deste ano, o secretário Nésio Fernandes havia anunciado a terceira onda da doença em suas redes sociais. Na época, ele associou a escalada da covid-19 à chegada do outono, quando, normalmente há um aumento de casos de doenças respiratórias, entre março e abril. Ele aproveitou para criticar o negacionismo e as fake news que, na sua análise, contribuíram para incentivar o avanço da doença pelo país.

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Medicina e Saúde

Morte de idosos acima de 80 anos cai 33%, diz secretário de Saúde sobre efeitos do fechamento do ES

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Nésio Fernandes pontuou sobre a tendência observada de queda no número de casos, internações e mortes por covid-19

A vacinação contra a covid-19 foi responsável por uma queda de 33% no número de mortes de pacientes com mais de 80 anos que estão internados em hospitais públicos no Espírito Santo. A afirmação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (16). Ele estava acompanhado do subsecretário de Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Ainda segundo Nésio Fernandes, o fechamento e interrupção das atividades sociais estabelecidos pelo Governo do Estado, no mês passado, tem começado a provocar efeito na pressão hospitalar do Estado. De acordo com o secretário, a tendência é de que haja uma redução na procura por novos leitos para covid-19 nas próximas duas a três semanas. Mais adiantes, isso repercutirá em uma redução do número de mortes pela doença. “Dado a amplitude da quarentena, podemos viver uma queda de número de casos mais rápida e consolidada que anteriormente. Por isso é importante que a população compreenda as restrições impostas a mais de 3/4 da população capixaba”, reforçou.

O subsecretário Reblin apontou que o período de interrupção tem sido de amplos estudos de estratégias a serem utilizadas mais à frente. “Neste momento de quarentena, quando as pessoas ficaram mais reclusas, estamos aprendendo sobre quais os principais aspectos da vida cotidiana que mais transmitem a doença. Aprendemos a como agir no futuro”, anunciou.

De acordo com as observações da Secretaria de Estado da Saúde, nas próximas semanas haverá queda na aceleração do número de óbitos. Porém, o patamar ainda estará elevado. “Estaremos com um número de óbitos acima de 400 por semana o que é um grande luto para a família capixaba”, lamentou o secretário.

Estratégias

A expansão do número de leitos de enfermaria e de UTI para tratamento da covid-19 continuará ao longo de abril e de maio. O que foi feito em São Mateus, no Hospital Roberto Silvares, será levado para outros pontos do Estado. Por lá, a ampliação foi feita por uma instalação de uma unidade acoplada para acolher os novos 60 leitos. 

A vacinação foi reforçada como única forma de proteção ao coronavírus. A tese de imunidade de rebanho, em que parte da população estaria exposta ao vírus e desenvolveria anticorpos naturalmente, não será adotada pela Sesa. “Tampouco existe uma imunidade pela exposição pela doença. Os pacientes infectados no ano passado, segundo estudos recentes apontam que infecções leves e moderadas podem favorecer algum tipo de proteção no período de 5 a 6 meses. Chegaremos no meio do ano quase sem nenhum efeito dessa reinfecção. As reinfecções vem apresentando comportamento mais frequentes do que em 2020. Isso é um alerta: sem as vacinas, teremos que conviver com novo estilo de vida com período de abertura e interrupção das atividades”, alertou Fernandes.

As negociações com os fabricantes de vacinas prosseguem e o Estado irá informar somente quando o processo de aquisição for realmente concluído. Enquanto isso, o Espírito Santo continua a receber as doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O subsecretário Reblin pediu que as pessoas não deixem de se vacinar. “Cerca de 20% da população não voltou para tomar a segunda dose. O fato de ter adoecido não é passaporte de que não vai mais adoecer. Se a pessoa adoeceu com uma variante, haverá uma nova variante circulante. A única proteção é a vacina. Quem não tomou a segunda dose, procure a sua unidade de saúde para se vacinar”, frisou. 

O Espírito Santo, segundo análise do secretário Nésio Fernandes, tem feito uma boa performance com a vacinação. “Estamos ocupando o quarto lugar do país em quem recebeu a primeira dose. Estamos também entre os três e quatro Estados do país como os mais velozes em vacinar. E podemos vacinar um milhão de pessoas por mês, temos essa capacidade. Acreditamos que a estratégia montada com os municípios é eficaz”, aponta. 

Essa velocidade e a logística foram responsáveis para o Estado antecipar a imunização de alguns grupos como os profissionais da Segurança e os trabalhadores da Educação. Reblin explicou que imunizando, em primeiro lugar, os professores da educação infantil, haverá um retorno mais rápido das aulas presenciais. “Há uma necessidade em todo o Brasil de que a criança precisa estar na escola. Não há dúvida da importância dessa ação. Para isso, o Espírito Santo irá vacinar inicialmente os professores da educação infantil e depois os demais”, justificou. 

Kit intubação e oxigênio hospitalar

Nésio Fernandes garantiu que o contexto dos hospitais públicos no que se refere a kit intubação e fornecimento de oxigênio não apresenta problemas. A Sesa fez o dever de casa e se preparou para tempos de provável escassez. “A situação nos hospitais estaduais está em relativa estabilidade. As medidas adotadas pelo Estado têm garantido que os hospitais não sofram crise grave de abastecimento desses medicamentos”, observou. Ele disse que a instabilidade da quantidade dessa medicação para tratamento intensivo é sentida mais entre os hospitais filantrópicos e os da rede privada mas que o Estado está dando todo apoio necessário. 

Quanto ao oxigênio hospitalar, segundo Fernandes, não há crise ou colapso gerido pela Sesa. “No mês de março, alertamos os municípios para adotarem medidas para garantir oxigênio nas unidades municipais”, informou. Ele ainda lembrou que pediu que municípios menores instalassem usinas de gases medicinais para que eles tenham autonomia no fornecimento. 

Testagem deve ser regra

Os secretários recomendam que as pessoas se submetam a testes em caso de sintomas, ainda que leves. “Pusemos mais de 210 mil testes à disposição dos municípios. Esses testes são semelhantes ao RT-PCR. O resultado sai em 15 minutos após a coleta de material feita na narina”, explicou Reblin. Os testes estão disponíveis nas unidades de saúde dos bairros. Para o subsecretário, as testagens serão fundamentais a fim de proporcionar uma maior identificação e isolamento de pessoas infectadas, contribuindo para diminuir a transmissão do coronavírus.

Cirurgias eletivas voltam em maio

As cirurgias eletivas irão retornar em maio. “Em torno de 4 mil cirurgias eletivas são realizadas por mês no Estado. Tivemos que suspender para priorizar os atendimentos aos pacientes de covid. Assim que retornarmos com elas, os pacientes serão comunicados”, anunciou Nésio. 

Reuniões familiares

Evitar aglomerações não significa que está liberado reuniões com poucas pessoas como acontece nos encontros em família. “Eventos familiares não obrigatórios, não essenciais, nesse momento, não são recomendados. Todas as semanas temos relato de infecção entre familiares. Uma única indisciplina de um único membro da família é suficiente para infectar a família inteira. Não podemos delegar a responsabilidade só porque o comércio ou outra atividade está em funcionamento. Podemos contrair a doença em atividades domésticas. Até o final do mês de maio não faça aniversários e nem encontros com seus familiares. Eles podem levar você a um luto pela perda de um ente querido”, pediu o secretário.

Jovens internados: número dobrou

O secretário alertou que já é observado um aumento no número de infecções e internações em jovens. “A participação dos jovens aumentou e está em cerca de 15% ou 16% das internações com pessoas de 18 a 44 anos. Em outros momentos, esse número chegou a 8% ou 9%”, detalhou. Fernandes atribui essa dobra na proporção à circulação da variante inglesa no Estado. 

Pessoas com comorbidades: vacinação em maio 

Para as pessoas com comorbidades, Luiz Carlos Reblin anunciou que a vacinação poderá ser iniciada no final de abril e princípio de maio. “Nossa estimativa é que possamos começar entre o final de abril e o princípio de maio a vacinação de pessoas com comorbidades como hipertensão, diabetes, obesidade, doenças pulmonares. Mas há regras estabelecidas em relação à gravidade dessas doenças. O profissional que atesta que tal pessoa está indicada para tomar a vacina em função da doença tem fé pública e a partir desse instrumento é que será feita a vacinação. Havendo indícios de desvios de laudos, haverá investigação”, explicou o subsecretário. 

Aulas presenciais

O subsecretário explicou que o retorno de aulas presenciais não está vinculado à vacinação de professores. Ele reforçou que continua valendo, para as atividades escolares, a classificação do município no mapa de risco. “Dependendo dor risco de cada cidade, as aulas são presenciais ou remotas. Não é a vacina que vai definir o retorno às aulas”, destacou.

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