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Política Nacional

STJ afasta desembargador do Rio acusado de vender sentença por R$ 50 mil

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou hoje o afastamento por 180 dias do desembargador Siro Darlan, que atua no TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). A decisão do ministro Luís Felipe Salomão foi embasada pela acusação de que o magistrado teria recebido R$ 50 mil em troca de uma decisão judicial.

A base da denúncia contra Darlan é a delação premiada de Crystian Guimarães Viana, ex-controlador-geral da Câmara de Resende (RJ). Nela, Darlan é acusado de receber a quantia para determinar a soltura de um empresário que estava preso.

O pedido foi feito ao STJ pela Procuradoria-Geral da República por meio da subprocuradora Lindôra Araújo, que coordena a Operação Lava Jato desde janeiro. Na semana passada, ela já havia denunciado Darlan por corrupção passiva.

O desembargador tem um histórico de decisões polêmicas quando ainda atuava como juiz de primeira instância, há cerca de 20 anos. À época no comando da 1ª Vara da Infância e Juventude do Rio, em 2000 ele foi o responsável por proibir a presença de crianças na novela Laços de Família, da TV Globo. A atração também teve que mudar de horário, e passou a ser exibida após as 21h.

Apesar de a delação de Crystian relatar apenas um caso de suborno, o STJ acredita que Darlan possa estar envolvido em um esquema maior de venda de sentenças no Rio de Janeiro. “Há elementos concretos da existência de uma estrutura criminosa organizada destinada à comercialização de decisões judiciais no âmbito do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, que aparenta ter em seu núcleo decisório o desembargador Siro Darlan de Oliveira”, escreveu Salomão em sua decisão.

Além de afastar Darlan alegando que ele poderia cometer novos delitos caso mantivesse suas funções, o STJ ainda determinou a quebra do seu sigilo bancário e fiscal, assim como o bloqueio de bens incluindo carros e imóveis. O filho do desembargador também está entre as quatro pessoas que tiveram pedido de prisão temporária expedido por Salomão. Ele é suspeito de envolvimento com a milícia fluminense.

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Política Nacional

Moro se filia ao Podemos para concorrer a Presidência

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O ex-juiz Sergio Moro decidiu se filiar ao Podemos para concorrer à eleição em 2022. Ainda não há definição se a disputa será por uma vaga ao Senado ou à Presidência da República.

A propósito, será uma filiação em família: sua mulher, Rosângela, também assinará a ficha do partido.

O Podemos marcou para 10 de novembro o evento de filiação, que deve ocorrer em Brasília. O partido não descarta que a pré-candidatura à Presidência seja anunciada na ocasião.

Até o ato de filiação, Moro já deve estar desligado da empresa de consultoria americana Alvarez & Marsal, da qual foi anunciado em novembro do ano passado como sócio-diretor.

 

 

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Política Nacional

“Precisamos pacificar o país”, diz Eduardo Leite em visita ao ES

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Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do Brasil

Pacificar o Brasil! Esta é a meta do pré-candidato à presidência, Eduardo Leite (PSDB). Atual governador do Rio Grande do Sul, ele esteve no Espírito Santo neste sábado (23) e se reuniu com apoiadores e representantes do partido. 

Eduardo Leite enfrenta o governador paulista João Doria e Arthur VIrgílio, ex-prefeito de Manaus, nas prévias pela candidatura do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2022.

Em seu discurso, Eduardo Leite afirmou que “o Brasil não precisa de um terceiro polo de radicalização”. O governador ressaltou que é necessário ter bom senso e equilíbrio para focar no enfrentamento dos problemas do país. 

“Estamos vendo a quantidade de inflação, de estagnação econômica se projetando para 2022, uma perda no poder de compra e na renda das famílias. Os reais problemas que devem ser enfrentados são esses: inflação, desemprego, gerar crescimento econômico para incluir as pessoas no mercado de trabalho e dar mais renda às famílias”, disse. 

Quando questionado sobre os possíveis adversários, Leite afirmou que não iria fazer considerações e adjetivações para ressaltar defeitos dos adversários para conquistar simpatia e apoio de possíveis eleitores. “Queremos ganhar essa eleição pela qualidade do nosso projeto e não pelo defeitos dos adversários”, disse. 

E completou: 

“Essa tentativa de desfazer, de destruir e desconstruir o que pensa diferente da gente, foi o que gerou para o Brasil esses problemas que estamos vivenciando. Esse é um sentimento que nem é próprio do brasileiro. O brasileiro não é do ódio, não é da guerra, não é do conflito. É um povo afetivo que gosta de construir coisas boas. Mas nos convenceram e permitimos que nos convencessem, de que deveríamos promover um enfrentamento uns aos outros”, afirmou.

Questionado sobre ser ou não uma opção da chamada “terceira-via”, Eduardo Leite disse que o seu foco está no Brasil que “podemos ser”. “Lula (PT) é o Brasil que já foi. Bolsonaro (sem partido) é um Brasil que estamos sendo, e que não está bom. Eu não quero discutir o Brasil que já foi, nem o que estamos sendo. Eu quero discutir o Brasil que podemos ser. O Brasil que queremos ser”, afirmou. 

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