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Internacional

Surto de covid em fábrica alemã deixa mais de mil infectados

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Administrador da região afirmou que os novos contágios entre a população de Gütersloh não aumentaram significativamente, apesar do surto na indústria

O surto de infecções pelo novo coronavírus em uma empresa do setor alimentício na Alemanha afetou 1.029 funcionários, segundo informou neste sábado o administrador do distrito de Gütersloh, no estado federado da Renânia do Norte, Sven-Georg Adenauer.

De acordo com o chefe do governo local, foram realizados 3.127 testes de diagnóstico na fábrica da companhia Tönnies, em que um terço teve resultado positivo.

Adenauer afirmou que os novos contágios entre a população geral de Gütersloh não aumentaram significativamente, apesar do surto na fábrica, mas que existe possibilidade de acontecer um novo confinamento na região, embora não seja alta.

Segundo o administrador do distrito, o objetivo atual é interromper a cadeia de infecções.

Ontem à noite, autoridades locais foram até a empresa e obtiveram dados de todos os funcionários, no caso, informações sobre os locais onde vivem, indicação de contatos. Além disso, realizaram mais testes e orientaram sobre o isolamento que precisarão fazer.

As medidas, inicialmente, afetam 7 mil trabalhadores da Tönnies, que deverão ficar em casa, se não apresentarem sintomas graves da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

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Internacional

Olaf Scholz é eleito chanceler e Alemanha encerra era Merkel

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Social-democrata irá liderar uma coalizão de governo formada ao lado de ecologistas e liberais

O social-democrata Olaf Scholz foi eleito nesta quarta-feira (8) chanceler da Alemanha no Parlamento e sucederá Angela Merkel, que passou 16 anos no cargo de chefe de Governo.

Scholz, de 63 anos, venceu a votação secreta com 395 votos do total de 736 deputados. Ele vai liderar uma coalizão de governo formada por social-democratas, ecologistas e liberais.

“Sim”, respondeu Scholz à presidente do Parlamento, Bärbel Bas, ao ser questionado se aceitava o resultado da votação. O presidente da República, Frank-Walter Steinmeier, entregará ao social-democrata o documento que oficializa sua nomeação e marca o início de seu mandato.

Scholf prestará juramento, ao lado de seus ministros, diante dos deputados, nas próximas horas. Sua eleição como o nono chanceler da Alemanha após a guerra não era objeto de dúvidas, pois o Partido Social-Democrata (SPD) venceu as legislativas com 206 deputados eleitos, contra 197 do partido conservador União Democrata Cristã de Merkel.

Scholz é apoiado pelo Partido Verde (118 cadeiras) e pelo Partido Democrático Liberal (FDP, 92), que integram a nova coalizão de governo.

O resultado da votação marca o fim do governo de Angela Merkel após quatro mandatos. Por apenas nove dias, a emblemática chefe de Governo não bateu o recorde de longevidade no poder de Helmut Kohl.

O chanceler alemão Olaf Scholz faz juramento à presidente do Parlamento, Bärbel Bas

Governo paritário

Merkel, que recebeu várias homenagens nas últimas semanas, deixará a chancelaria em definitivo após uma cerimônia de transferência de poder com Scholz, adversário e ao mesmo tempo aliado, pois foi seu ministro das Finanças e vice-chanceler nos últimos quatro anos.

Merkel, ainda muito popular, encerra 31 anos de carreira política, metade deles à frente do governo da maior economia europeia e quarta mundial.

Ficha de Angela Merkel, chanceler alemã por 16 anos

Comparação dos anos no poder de Angela Merkel com os mandatários de uma seleção de países

Scholz vai liderar um governo integrado pela primeira vez na Alemanha pelo mesmo número de homens e mulheres.

Três mulheres comandarão ministérios cruciais: a ecologista Annalena Baerbock será a titular das Relações Exteriores e as social-democratas Christine Lambrecht e Nancy Faeser estarão à frente das pastas da Defesa e Interior, respectivamente.

Também pela primeira vez desde os anos 1950, o ministério alemão terá nomes de três partidos. Apesar dos programas eleitorais muitas vezes divergentes, SPD, Verdes e FDP conseguiram estabelecer uma agenda que se concentra na proteção do clima, no rigor orçamentário e na questões da Europa.

Christian Lindner, líder dos liberais e defensor da austeridade orçamentária, vai comandar o ministério das Finanças.

Crise de saúde

A nova coalizão terá que enfrentar a crise de saúde provocada pela Covid-19, com os hospitais sob forte pressão.

A onda de contágios levou o governo a adotar restrições severas para os não vacinados, que não podem entrar em restaurantes, locais culturais e, em algumas regiões como Berlim, nas lojas.

A estratégia do novo Executivo passa pela obrigatoriedade da vacina, desejada por Scholz e que pode ser adotada a partir de fevereiro ou março.

O líder social-democrata, ex-prefeito de Hamburgo, designou como ministro da Saúde Karl Lauterbach, médico de formação e partidário de medidas restritivas.

O novo governo também terá muito trabalho no cenário internacional, em um momento de agitação geopolítica com Rússia e China.

Scholz não comentou até o momento o “boicote diplomático” anunciado pelos Estados Unidos contra os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022, mas a nova chefe da diplomacia não descarta seguir os passos de Washington.

Annalena Baerbock prometeu adotar um tom mais firme que o governo anterior com a Rússia, que reforçou a presença de tropas na fronteira com a Ucrânia e provoca o medo de uma possível invasão.

Como estabelece a tradição, Scholz reservará sua primeira visita ao exterior ao presidente francês Emmanuel Macron, que deve recebê-lo na sexta-feira.

E Baerbock participará no fim de semana de uma reunião em Liverpool com os ministros das Relações Exteriores do G7.

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Internacional

EUA vão fazer ‘boicote diplomático’ contra China durante Jogos de Inverno de Pequim

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Washington afirmou que atletas poderão participar dos jogos, mas nenhum representante político participará do evento

A Casa Branca confirmou na segunda-feira (06) que irá fazer um “boicote diplomático” aos Jogos de Inverno de Pequim 2022, por conta de acusações de supostas “violações dos direitos humanos na China”.

Na prática, os atletas norte-americanos poderão competir normalmente, mas nenhum representante político do país comparecerá ao evento. “A administração Biden não enviará nenhuma representação diplomática ou oficial aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Pequim 2022”, disse a porta-voz Jen Psaki ao comunicar a decisão.

Psaki disse ainda que os atletas do time dos Estados Unidos terão “total apoio” nos jogos. “Estaremos torcendo 100% por eles da nossa casa. Não vamos contribuir para a fanfarra nos Jogos”, declarou. 

O boicote estava sendo cogitado há meses, ao menos desde abril, quando um porta-voz do Departamento de Estado revelou que o país estava negociando com importantes aliados sobre maneiras de retaliar a China.

Em novembro, o presidente norte-americano, Joe Biden, chegou inclusive a confirmar que uma ação estava sendo discutida sobre o caso.

Na ocasião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, criticou a ameaça de boicote e acusou o país de violar o “espírito olímpico”. “A politização do esporte vai contra o espírito olímpico e prejudica os interesses dos atletas de todos os países”, disse Zhao.

Ele também chegou a afirmar que “se os Estados Unidos insistirem em manter este caminho, a China tomará contramedidas firmes”, ressaltando que rever a postura seria o ideal “para não afetar o diálogo e a cooperação entre a China e os EUA em áreas importantes”.

Para o porta-voz, “os Jogos Olímpicos de Inverno não podem ser palco de uma provocação política”, já que “seria uma mancha no espírito da Carta Olímpica e uma grave ofensa para um bilhão e meio de chineses”.

Os Jogos de Inverno de Pequim serão disputados entre os dias 4 e 22 de fevereiro de 2022.

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