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Tite indica mudanças no Brasil que enfrenta Peru na Copa América

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Treinador refletiu sobre dar oportunidades a novos jogadores e não descaracterizar time titular para partida desta quinta-feira (17)

O técnico Tite indicou mudanças no Brasil qeu enfrenta o Peru nesta quinta-feira (17), no estádio Nilton Santos, no Rio. O comandante falou sobre a possibilidade de mudanças sem descaracterizar a equipe no duelo válido pela segunda rodada da Copa América.

“É um desafio muito forte. É uma linha muito próxima entre dar oportunidade e descaracterizar uma equipe. A ideia é manter o que eles vêm treinando na função que eles têm no seu clube. Isso dá a sensação de confiança no domínio do seu clube, da individualidade, do desempenho individual, das conexões que eles tenham”, disse.

“E em relação à escalação, o (Ricardo) Gareca tem enfrentado muitas vezes. Talvez esteja há mais tempo na seleção peruana. Utilizar ou outro dá oportunidade de saber as características. Dito isto, não vou dar a escalação. Só com uma observação: a equipe está definida, apenas publicamente não vou divulgar”, completou.

Medo da covid-19

O técnico também falou sobre o temor de contaminação de atletas na seleção brasileira por covid-19.

“Eu fico torcendo para que não tenhamos nenhum caso de covid-19, esse é meu sentimento, minha sensação. Eu futebol é privilegiado em relação a isso, eu me sinto desconfortável, a tantas pessoas em relação a vacinas. Não estou falando de política, estou falando de saúde para voltar a seus empregos. Esse conjunto é fundamental neste momento da sociedade”, disse.

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Capixabas estreiam na noite desta sexta-feira nas Olimpíadas de Tóquio-2020

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Vinícius Teixeira, do handebol, e Alison Cerutti, do vôlei de praia, iniciam as trajetórias nos Jogos Olímpicos

Após a estreia da seleção brasileira masculina de futebol com show de Richarlison, a torcida capixaba pode ficar atenta para a estreia de mais dois atletas do Espírito Santo que fazem sua estreia em Tóquio nesta sexta-feira (23). 

Logo mais, às 21 horas, a equipe de handebol masculino entra em quadra para encarar a Noruega, pela primeira rodada do grupo A. 

O time brasileiro conta com o pivô capixaba Vinícius Teixeira, que fará sua estreia oficial em Olimpíadas aos 33 anos de idade.

Mais tarde, às 22 horas, é a vez do vôlei de praia, em um confronto entre nada mais nada menos que Brasil x Argentina. Representando o Brasil estará o capixaba Alison Cerutti, o Mamute, que busca defender a medalha de ouro conquistada no Rio em 2016. Ele faz dupla com o paraibano Álvaro Filho.

FIM DE SEMANA

No final de semana tem mais atletas capixabas disputando a Olimpíada. Neste sábado, às 23 horas, Bruno Schmidt estreia na fase de grupos do vôlei de praia ao lado de Evandro. No mesmo horário, será a vez do handebol feminino brasileiro jogar contra a Rússia. O time conta com a ponta-direita capixaba Alexandra Nascimento.

Já no domingo, às 5h30, a seleção masculina de futebol, comandada por Richarlison, encara a Costa do Marfim pela segunda rodada do grupo D. Mais tarde, às 21 horas, é a vez da seleção masculina de handebol voltar à quadra para jogar diante da França, pela segunda rodada da fase de grupos.

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Richarlison era ‘Lamparina’ na várzea e agora ilumina o caminho do ouro em Tóquio

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O capixaba fez história nesta quinta-feira ao marcar três dos quatro gols da vitória brasileira sobre a Alemanha

O atacante que fez história nesta quinta-feira ao marcar três dos quatro gols da vitória brasileira sobre a Alemanha, na estreia das duas seleções na Olimpíada de Tóquio-2020, já foi vendedor de picolé em Nova Venécia (ES) e tinha o apelido de Lamparina quando estava atuando na várzea. Em entrevista ao Estadão, o comunicador Edvaldo Alves, da Rádio Cidade, falou um pouco do cotidiano do jogador famoso que hoje é um ilustre filho do município capixaba e brilha na equipe do técnico André Jardine.

“O Richarlison teve uma vida muito simples. Era de uma família pobre e vendia picolé para ajudar em casa. Sempre foi uma pessoa generosa e ligada às raízes. E desde cedo, sempre gostou muito de jogar futebol”, disse Alves.

O apelido de Lamparina foi dado por Tião Borboleta, um dos primeiros treinadores que comandaram Richarlison ainda na infância. “Ele gostava de chamá-lo assim por clarear as jogadas. Achava sempre um jeito de facilitar os lances. Além de saber fazer gols também”, afirmou o comunicador.

Richarlison se destacou pelo Leão de São Marcos. Mas antes disso, chegou a despertar suspeitas de que não levava muito jeito para o futebol em seus primeiros chutes na bola. “Isso foi quando ele jogou no Palestra, time que fazia parte de um projeto social. Talvez por timidez, o Richarlison não tenha se destacado. Mas depois, ele evoluiu de uma tal forma que ninguém mais segurou. Esse projeto, que ainda existe, é muito importante para tirar os garotos da criminalidade”, comentou Alves.

Envolvido em questões sociais para ajudar a sua cidade natal, o atacante sempre procura ajudar as regiões carentes do município com algum tipo de auxílio e a sua popularidade no futebol. Entre os seus empreendimentos na localidade está o Nova Venécia Futebol clube, onde o atleta aparece como padrinho. A equipe, que disputa a Série B do Campeonato Capixaba, vai de vento em polpa na competição e tem 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas. As cores do time são o verde e amarelo e o mascote é um leão.

“A equipe é recém-formada e o treinador é o Cassio, que foi lateral esquerdo do Vasco nos anos 90. O grupo é composto por atletas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e a estrutura é bem legal. Tanto é verdade, que no início houve dificuldade para reunir um elenco e disputar o campeonato. Com a boa campanha, vários jogadores já estão interessados em jogar aqui”, contou Alves.

Antonio Marcos, de 45 anos e pai de Richarlison, faz parte do elenco do Nova Venécia. No último confronto, em que o time local bateu o Aster por 4 a 0, o patriarca entrou em campo nos minutos finais. “Mas foi bem no finalzinho e acho que ele nem chegou a tocar na bola”, comentou Alves. Outro parente a figurar no plantel é Elton, tio do atacante, que tem 37 anos.

No projeto do clube, está a construção de um estádio. A previsão é que ele esteja concluído em 2022. Com capacidade para três mil pessoas, o campo levará o nome do avô do jogador, que já é falecido: Armindo Francisco da Silva. “O Richarlison foi criado pelos avós e tem muito carinho por eles. A homenagem é justa”, disse o comunicador.

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