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Internacional

Trump demite advogados de defesa contra impeachment

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Não ficou claro quem vai representar empresário e ex-presidente no processo que começará a ser julgado no dia 9 de fevereiro

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump rompeu abruptamente no sábado (30) com dois dos principais advogados que trabalhavam na sua defesa no julgamento do Senado do seu impeachment, afirmou uma fonte com conhecimento da situação.

Butch Bowers e Deborah Barberi, dois advogados da Carolina do Sul, não fazem mais parte da equipe de Trump, disse a fonte. Ela descreveu a medida como uma “decisão mútua”.

Três outros advogados associados à equipe, Josh Howard, da Carolina do Norte, e Johnny Gasser e Greg Harris, da Carolina do Sul, também se separaram de Trump, disse outra fonte.

Uma terceira fonte afirmou que Trump tinha discordâncias com Bowers em relação à estratégia para o julgamento. O presidente ainda afirma que foi vítima da uma maciça fraude eleitoral nas eleições de 3 de novembro, vencidas pelo presidente Joe Biden.

A saída dos advogados deixa a equipe de defesa de Trump desmantelada em um momento em que ele se prepara para um julgamento que começará em 9 de fevereiro para deliberar sobre o artigo de impeachment aprovado pela Câmara denunciando Trump por incitar a invasão ao Congresso de 6 de janeiro.

Não ficou claro quem representará o ex-presidente no julgamento. Seus advogados da Casa Branca em seu primeiro julgamento de impeachment ano passado, Pat Cipollone e Patrick Philbin, não devem fazer parte do processo.

Quarenta e cinco republicanos do Senado apoiaram um esforço fracassado na última terça-feira para interromper o julgamento de impeachment de Trump, em uma demonstração de unidade do partido que alguns citaram como um sinal claro de que ele não será condenado por incitar a insurreição no Capitólio.“A tentativa dos democratas de passar o impeachment de um presidente que já saiu do cargo é totalmente inconstitucional e tão ruim para o país”, disse o conselheiro de Trump, Jason Miller. “Na verdade, 45 senadores já votaram que é inconstitucional.

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Internacional

Japão prorroga estado de emergência em Tóquio

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Medida não implica em confinamento obrigatório, mas pede para que a população não saia de casa de maneira desnecessária

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, anunciou nesta sexta-feira (5) o prolongamento por duas semanas do estado de emergência vigente em Tóquio e três prefeituras – que são governos regionais -, após determinar que a situação dos respectivos sistemas de saúde não melhorou de forma satisfatória.

A medida divulgada hoje pelo chefe de governo terá validade até o próximo dia 31, ou seja, menos de quatro meses antes do início dos Jogos Olímpicos, que serão abertos em 23 de julho na capital japonesa.

Suga fez o anúncio pouco depois de se reunir com o comitê de especialistas que assessora o Executivo japonês na gestão da pandemia da covid-19.

O premiê afirmou, em entrevista coletiva, que o fim prematuro do estado de emergência poderia resultar em aumento no número de casos de infecção pelo novo coronavírus, muito pouco tempo antes do evento poliesportivo, que foi adiado para este ano.

Suga declarou estado de emergência por causa da pandemia no dia 7 de janeiro, na área de Tóquio. Em seguida, determinou o mesmo mecanismo para 11 das 47 prefeituras do país. Atualmente, além da região metropolitana da capital, Chiba, Saitama e Kanagawa seguem sob o regime de alerta máximo.

No Japão, o estado de emergência não implica em confinamento obrigatório, mas foi feito pedido para que a população não saia de casa de maneira desnecessária e que bares e restaurantes evitem permanecer abertos após às 20h (hora local).

Além disso, o governo tem estimulado o trabalho remoto e fixado limite de até 5 mil pessoas em eventos abertos ao público.

Pressão no sistema

De acordo com boletim divulgado ontem pelo governo japonês, a taxa de ocupação de leitos de hospital por pacientes com covid-19 era de 47% em Chiba, 42% em Saitama, 31% em Tóquio, e 29% em Kanagawa.

Desde o início da propagação do novo coronavírus, o Japão registrou 437.440 casos de infecção, e 8.132 mortes por covid-19.

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Internacional

Baixa procura por vacina contra covid preocupa Uruguai

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Último país da América do Sul a iniciar a vacinação ainda não conseguiu fazer deslanchar a campanha de imunização

A inscrição dos uruguaios para receber a vacina contra a covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac foi menor que o esperado, o que gerou nesta quarta-feira (3) críticas por parte das autoridades, que mais uma vez defenderam a eficácia do imunizante.

O presidente da Administração dos Serviços de Saúde do Estado (Asse), Leonardo Cipriani, declarou que a CoronaVac é altamente eficaz e que a vacina pode evitar “praticamente 100%” que uma pessoa morra em decorrência da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Em testes realizados no Brasil pelo Instituto Butantan, a vacina da Sinovac teve 50,38% de eficácia global, percentual que sobe para 78% quando se trata de casos leves de Covid-19 e 100% contra casos graves e mortes. Nesta quarta, a Universidade Hacettepe, da Turquia, país que também usa a CoronaVac, divulgou uma eficácia global de 83,5%.

Pedido de cooperação

Cipriani destacou que a forma como a vacina foi negociada permitirá ao Uruguai, com 3,5 milhões de habitantes, se tornar um dos primeiros a imunizar toda a população, apesar de ter iniciado o processo depois de outros países.

“O Uruguai vai ser capaz de fazer uma boa surpresa se as pessoas cooperarem”, afirmou o presidente da Asse, que acredita que até o meio do ano 80% da vacinação poderia ser concluída.

Nesse contexto, o Ministério de Saúde Pública do Uruguai planeja distribuir as sobras de doses para grupos de prisioneiros e moradores de rua. Esses grupos começariam a ser vacinados na terceira semana do plano, juntamente com residentes de asilos e casas de repousos e funcionários desses espaços, trabalhadores da área da saúde e pessoas com menos de 60 anos com doenças crônicas.

Os centros de vacinação abriram suas portas na última segunda-feira para administrar as 192 mil doses da CoronaVac a policiais, militares, bombeiros, professores e trabalhadores do Instituto Nacional da Criança e do Adolescente (Inau) com menos de 60 anos de idade.

Os trabalhadores da saúde começarão a ser vacinados na próxima segunda-feira, quando chegará ao país vizinho o primeiro lote de imunizantes da Pfizer, procedente dos Estados Unidos.

O Uruguai, que é o último país da América do Sul a iniciar a vacinação, registrou 59.171 casos de coronavírus até hoje, dos quais 7.189 são considerados ativos. Há 75 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva, e 617 pessoas morreram de Covid-19.

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