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Internacional

Trump x Biden: quando saberemos o resultado das eleições nos EUA?

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Corrida pela Casa Branca está reduzida a alguns Estados cruciais, mas pode levar dias até que os votos sejam apurados

A expectativa era de que, a esta altura, já houvesse alguma pista sobre o resultado da eleição presidencial dos EUA, mas a corrida pela Casa Branca permanece indefinida.

Até agora, a apuração dos votos sugere uma disputa acirrada entre o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden.

Mas, devido ao tempo que leva para contar os milhares de votos enviados pelo correio por causa da pandemia de covid-19, pode levar dias para se obter o resultado final.

E se os resultados forem contestados na justiça, pode levar até semanas — um cenário que pode ser bem complicado.

Quem vai ser o próximo presidente?

Não sabemos, porque ainda não foram contados votos suficientes para que qualquer um dos candidatos seja declarado oficialmente vencedor.

 Pode levar semanas para sair o resultado oficial das eleições

Mas isso não significa que eles não tenham nada a dizer.

No Estado americano de Delaware, Joe Biden afirmou: “Sabíamos que (a apuração) seria longa, mas quem diria que iríamos até amanhã de manhã, ou talvez até mais tarde!”

“Mas nos sentimos bem onde estamos. Estou aqui para dizer a vocês nesta noite que acreditamos que estamos no caminho para ganhar esta eleição”, acrescentou.

Donald Trump, por sua vez, se mostrou muito mais combativo e controverso ao discursar na Casa Branca.

Com milhões de votos legítimos a serem ainda apurados, ele autodeclarou vitória sem qualquer validade legal.

“Francamente, ganhamos esta eleição”, afirmou, falando em tom moderado. E sugeriu — sem apresentar evidências — que houve “fraude” eleitoral.

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“É uma vergonha para o nosso país”, disse ele, acrescentando que pretende ir à Suprema Corte americana para contestar os resultados do pleito.

Nenhuma das principais redes de televisão ou agências de notícia americanas anunciou nada que desse credibilidade à alegação de Trump ter ganhado a eleição, tampouco de que houve fraude eleitoral.

Há uma pista sobre quem vai ganhar?

Para se tornar presidente, você não precisa necessariamente ganhar o voto popular. Em vez disso, o candidato precisa obter maioria em um sistema chamado colégio eleitoral, em que cada Estado recebe um certo número de votos ou “eleitores” mais ou menos proporcional à sua população.

Portanto, se você ganhar no Estado, você ganha seus votos. Há 538 votos estaduais em disputa — e quem obtiver pelo menos 270 deles se torna presidente.

No entanto, há alguns Estados-pêndulo (onde não há um favoritismo claro, tanto pode dar um como o outro) que decidirão as eleições, como .

E, nesses, há locais em que as autoridades nem começaram a contar os votos enviados pelo correio, ou seja, em que a tendência da votação pode mudar radicalmente.

Vamos dar uma olhada em alguns desses estados então:

Flórida: vitória prevista para Donald Trump, que deve contar com o apoio de eleitores cubanos-americanos no condado de Miami-Dade.

Arizona: o Estado não vota nos republicanos desde 1996, mas parece que pode dar vitória para Biden, que foi atrás de jovens latinos progressistas que moram lá.

Wisconsin e Pensilvânia: estes Estados ainda nem começaram a apuração dos votos enviados pelo correio, e isso pode levar dias.

Donald Trump está se saindo melhor do que o esperado, e Joe Biden não conseguiu vencer nos Estados-pêndulo que já encerraram a apuração dos votos, o que significa mais incerteza à medida que aguardamos o resultado em alguns Estados-chave.

 O voto presencial em alguns Estados gerou longas filas e números recordes de comparecimento

Perdi algo importante?

Houve alguns grandes momentos, sobretudo nas outras votações realizada, além da presidencial. Em jogo está, por exemplo, o controle do Senado.

– O senador Lindsey Graham, aliado de Trump, deve vencer seu adversário democrata, Jaime Harrison, na Carolina do Sul, uma disputa em que, em determinado momento, parecia que ele sairia derrotado.

– A republicana Marjorie Taylor Greene, defensora da teoria da conspiração QAnon, conquistou uma cadeira no Congresso.

– Ainda na corrida para ganhar o controle do Senado, os democratas perderam no Alabama, seu assento mais vulnerável, mas ganharam o Colorado dos republicanos.

– Os EUA elegeram sua primeira senadora estadual transgênero, a democrata Sarah McBride.

E agora?

Podemos ficar dias sem saber. Na verdade, este parece ser o cenário mais provável, já que essa disputa vai se voltar para os votos enviados pelo correio, que ainda não foram contabilizados em Estados como Michigan, Wisconsin e Pensilvânia.

Advogados podem se envolver. Donald Trump ameaçou entrar com processos judiciais. Isso significa que pode levar semanas.

A incerteza levará a protestos? Definitivamente haverá incerteza, mas embora muitos americanos tenham manifestado suas preocupações, é cedo demais para dizer se haverá alguma agitação significativa.

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Internacional

Estados Unidos confirmam primeiro caso de varíola do macaco

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Paciente é um homem que tem histórico de viagem recente ao Canadá; ele está internado no estado de Massachusetts

O governo do estado norte-americano de Massachusetts confirmou na quarta-feira (18) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem adulto que tinha histórico de viagem recente ao Canadá. De acordo com o Portal R7, autoridades sanitárias estão rastreando contatos próximos dele para tentar rastrear a cadeia de transmissão do vírus.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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