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Internacional

Universidade de Oxford vai testar vacina contra Covid-19 aplicada como spray nasal; voluntários receberão até R$ 3,2 mil

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Se aprovada, a vacina será a primeira contra a Covid a ser dada a humanos pelo nariz. Participantes devem ter de 18 a 55 anos de idade e precisam morar a menos de uma hora de distância da universidade, que fica no Reino Unido.

A Universidade de Oxford vai testar uma nova versão de sua vacina contra a Covid-19, que será aplicada como spray nasal.

Serão 54 voluntários selecionados, que receberão até 445 libras (cerca de R$ 3,2 mil) pela participação, de acordo com a quantidade de doses que receberem.

Se aprovada, a vacina será a primeira contra a Covid a ser dada a humanos pelo nariz. O imunizante é o mesmo que já foi desenvolvido pela universidade em parceria com a empresa AstraZeneca.

Para participar, é preciso ter de 18 a 55 anos de idade e morar a menos de uma hora de distância da universidade, que fica no Reino Unido. O voluntário também não pode ter sido vacinado para a Covid ou ter tomado uma vacina de vetor viral (vacinas contra o ebola usam essa mesma tecnologia).

A nova versão da vacina pode “melhorar a proteção contra infecção e transmissão e tem a vantagem de não exigir agulha”, explica a universidade no anúncio do recrutamento.

(Mas as agulhas não serão completamente eliminadas da pesquisa; os voluntários precisarão fazer exames de sangue. Veja detalhes mais abaixo).

O principal objetivo das vacinas contra a Covid hoje é evitar casos graves e mortes pela doença, mas vários estudos já apontam que elas são capazes de evitar também a transmissão.

Como serão os testes

O ensaio vai durar em torno de 4 meses – durante os quais os voluntários farão testes de cotonete (no nariz) e exames de sangue. Os participantes deverão visitar a universidade de 7 a 10 vezes nesse período; o valor recebido tem por objetivo reembolsar os custos e o tempo gasto pelos participantes.

Além dos exames, também serão coletadas informações sobre sintomas pós-vacinação. As pessoas serão alocadas aleatoriamente para receber uma ou duas doses da vacina (quem receber apenas uma dose terá um reembolso de 325 libras, cerca de R$ 2,3 mil).

A depender da disponibilidade, as pessoas vão receber uma dosagem mais baixa, intermediária – que equivale à da versão injetável – ou mais alta da vacina em cada aplicação.

“Ao participar, você dará uma importante contribuição ao conhecimento que poderá auxiliar no desenvolvimento de uma nova via de administração para a vacina da Covid-19. Esta via pode permitir uma administração mais fácil da vacina, sem agulhas, e ser mais eficaz no bloqueio da disseminação da Covid-19. Esse conhecimento melhoraria a situação econômica e de saúde de milhões de pessoas”, destaca a universidade.

Os voluntários também podem desistir de participar a qualquer instante.

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Internacional

Chuvas intensas, secas e ondas de calor deixam cientistas em alerta

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Os chamados eventos climáticos extremos vêm ocorrendo com frequência e podem significar mudanças irreversíveis

Chuvas torrenciais deixaram centenas de mortos na Alemanha, na Bélgica, no Japão, na China e na Índia. Uma onda de calor matou outras dezenas de pessoas e forçou milhares a deixarem suas casas por conta de incêndios florestais nos EUA e no Canadá. Uma frente de ar frio congelou o estado norte-americano do Texas. Furacões cada vez mais frequentes e intensos no Caribe, assim como ciclones no leste da Ásia. Uma estiagem de meses no Brasil.

Esses eventos climáticos extremos vêm causando prejuízos, destruição, fome, racionamento de energia elétrica e muitas mortes nos últimos meses. Para alguns cientistas, isso pode significar que o mundo está cada vez mais próximo do chamado “ponto de não-retorno”, o momento em que, teoricamente, as alterações no clima da Terra serão irreversíveis.

“Eventos extremos não são novidade, eles ocorrem ao longo dos séculos, mas com registro científico, observando em tempo real, é a primeira vez. Desde que a gente começou a medir dados atmosféricos, oceânicos e outros, é a primeira vez que estamos registrando tantos deles ao vivo”, explica o professor de Meteorologia da USP e membro da Câmara de Agronomia do CREA-SP, Ricardo Hallak.

Diferenciar o que é clima, que são as condições meteorológicas históricas de um local, e tempo, que são as condições em um determinado momento é importante. “Para dizer que o clima está mudando realmente, precisa ter uma série de dados longa, estatisticamente falando precisa pegar um período de 30 anos e analisar a tendência, para ver se aumentou. Mas a frequência de eventos extremos tem aumentado nos últimos anos”, explica Hallak.

O professor da USP ressalta também que muitas mudanças não estão necessariamente associadas às emissões de gases na atmosfera, mas também a como a ocupação humana vem sendo ampliada. “Conforme você vai urbanizando e mexendo no solo, muda as condições. Além disso, quando chove muito forte, as cidades não estão preparadas para receber precipitações intensas.”

O meteorologista Pedro Regoto, especialista em mudanças climáticas e consultor do site Climatempo, destaca que os casos recentes tiveram o diferencial de acontecer em países onde há estrutura para fazer a previsão de um evento climático extremo. No entanto, não foi possível preparar os locais atingidos e a população para o que aconteceu.

“Na Europa as agências locais conseguiram prever o evento, a população já estava avisada, tudo funcionou, mas foi tão catastrófico, uma chuva tão volumosa e tão rápida, que não tinha o que fazer. E na Columbia Britânica (província do Canadá), o recorde de temperatura era de cerca de 45°C e subiu para 50°C, é muita coisa de uma vez só”, analisa Regoto.

Segundo o pesquisador, os governos do mundo precisam se planejar para tentar frear o avanço antes que esses eventos se tornem rotina. “É justamente essa atenção que todo mundo tem que ter globalmente, essas quebras de recorde de calor, de frio, de chuva, uma série de coisas que impactam nas nossas vidas. O problema é que a cada ano o nosso prazo vem diminuindo. No futuro, vai ter muito evento extremo e quem vai sofrer somos nós.”

Hallak destaca o impacto da mudança climática na vida das pessoas e na economia global. “Não dá para esperar que se chegue ao ponto de não retorno. Isso pode afetar muito a vida das pessoas. Se o nível do mar subir e inundar as cidades litorâneas, vai atingir não só a população, mas a produção de petróleo, os portos, muita coisa”, diz ele.

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Internacional

‘Homem-Aranha’ invade supermercado e briga com clientes e funcionários

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O homem fantasiado nocauteou uma mulher e causou tumulto no estabelecimento em Londres

Um homem fantasiado de Homem-Aranha invadiu um supermercado em Londres e partiu para cima de clientes e funcionários. O covarde agressor nocauteou uma mulher, que imediatamente caiu no chão. Seis pessoas ficaram feridas e cinco foram presas depois de causarem o tumulto em cenas inacreditáveis e lamentáveis.

Atenção: imagens fortes!

As imagens, que viralizaram na internet, mostram a confusão que aconteceu na noite de quinta-feira (22) em Londres, na Inglaterra. Assustadas, algumas pessoas filmam as cenas de violência, enquanto outras tentam apartar a confusão. Gritos e xingamentos são ouvidos. Veja abaixo um trecho (e um outro momento clicando aqui):

Cinco pessoas foram presas por causa da briga. Segundo o The Sun, duas meninas, de 17 e 18 anos, e três homens, de 31, 35 e 37 anos, foram detidos pela polícia. Uma mulher de 20 anos foi levada ao hospital com ferimentos leves; outras cinco receberam atendimento médico no local.

Homem-Aranha invade supermercado e agride funcionários e clientes (Foto: Reprodução/Twitter)

“A polícia foi chamada às 22:40hrs de quinta-feira, 22 de julho, por causa de um grupo de pessoas envolvidas em um tumulto em um supermercado em Lavender Hill, SW11. Os oficiais compareceram junto ao Serviço de Ambulâncias de Londres. Uma mulher de 20 anos foi levada ao hospital com ferimentos leves. Outras cinco pessoas foram atendidas no local”, disse o porta-voz da polícia ao site Metro.

Não está claro o motivo que teria iniciado a confusão. Nas redes sociais, as pessoas condenaram os agressores que atacaram mulheres e idosos, além de criticarem o fato de ninguém apartar de fato a briga: “Nenhum dos homens ao redor se preocupa em intervir”, criticou uma usuária. “Mundo enlouquecido”, comentou outro.

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