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Política e Governo

Vacina da Covid: Aprovada dispensa de aval da Anvisa

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De acordo com projeto aprovado, Espírito Santo poderá comprar vacina homologada por agências internacionais

A Assembleia Legislativa (Ales) aprovou – por 22 votos contra 1 – o Projeto de Lei Complementar (PLC) 42/2020, da Mesa Diretora, que autoriza o Estado a adquirir quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área da saúde sem a obrigatoriedade de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com a aprovação, abre-se a possibilidade de compra de vacinas registradas em quatro agências internacionais.

Tramitando em regime de urgência, a proposição recebeu parecer oral em Plenário na reunião conjunta das comissões de Justiça e Finanças. O deputado Vandinho Leite (PSDB) relatou pela constitucionalidade e aprovação da matéria. “Estou sonhando com o dia de vacinar nossos irmãos capixabas. As instituições colocadas de nível internacional podem homologar. Precisamos ser mais ágeis nessa vacinação”, ressaltou.

O deputado Sergio Majeski (PSB) pediu a palavra para discutir e salientou que a Lei Federal 13.979/2020 já previa a questão da compra de insumos mediante reconhecimento de algumas agências internacionais. “Estamos todos preocupados, não vemos a hora de ter a vacina, mas temos que ter cuidado para não pular etapas”, disse. 

Janete de Sá (PMN) lamentou a politização em torno da questão da vacina e falou que, apesar da existência da legislação federal, era importante a Casa aprovar a iniciativa para compartilhar a responsabilidade com o governador. “É importante vacinar as pessoas mais expostas, como os médicos, os professores da rede pública estadual e os profissionais da segurança”, frisou.
 
Em seguida, o presidente Erick Musso (Republicanos) subiu à tribuna para defender a importância do projeto. “Ele nasceu diante de um imbróglio, de uma discussão fútil em nível nacional que tem colocado a questão da paternidade ou não da vacina acima do interesse público, das vidas brasileiras e, particularmente, das vidas capixabas”, enfatizou.

Para Musso, o interessante neste momento é disponibilizar a vacina nas unidades de saúde o mais rápido possível e deixar a decisão de tomar ou não para cada pessoa. “O que não pode é, por disputa meramente ideológica ou política de querer paternidade por questão eleitoral, deixar o povo morrendo, centenas de milhares de vidas foram perdidas. Hoje tivemos um minuto de silêncio para vários médicos que perderam a vida”, lembrou. 

Posteriormente, a proposta foi analisada pela Comissão de Saúde. O relator Dr. Emílio Mameri (PSDB) fez um relatório favorável ao PLC e criticou a politização e a negação da pandemia. “Perdemos a oportunidade de conduzir melhor (as medidas contra a pandemia) se ouvíssemos a parte técnica e não colocássemos a posição política sem pensar no povo e nas pessoas”, destacou. 

Doutor Hércules (MDB) fez coro com o colega e falou que se não fossem disponibilizadas vacinas no Estado ele poderia viajar para outra unidade da Federação, mas que muitas pessoas não poderiam fazer o mesmo.  “Eu posso pagar, e quem é pobre não pode?”, indagou.
 
Após a aprovação pelo colegiado a matéria também foi acolhida pelo Plenário da Casa. Em meio à votação o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) se manifestou de maneira favorável à vacinação obrigatória. “Ninguém tem direito de escolha quando se trata de vacinação pública. Sou a favor da vacinação obrigatória”, disparou.

Agora, a iniciativa segue para sanção ou veto do governador Renato Casagrande (PSB).

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Casagrande tenta agendar vacina em Vitória contra covid-19, mas não consegue vaga

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Nesta sexta-feira, a prefeitura da Capital abriu 5.100 vagas para agendamento de idosos de 60 a 64 anos, mas as vagas foram preenchidas em três minutos

O governador Renato Casagrande tentou, mas não conseguiu fazer o agendamento no site da Prefeitura de Vitória para tomar a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. 

Nesta sexta-feira, a prefeitura da Capital abriu agendamento para idosos entre 60 a 64 anos, mas as vagas foram preenchidas rapidamente. Casagrande tem 60 anos e é morador de Vitória.

A assessoria de imprensa do governador confirmou que ele tentou fazer a marcação nesta sexta-feira, sem sucesso, e que Casagrande vai se vacinar seguindo o agendamento no site da Prefeitura de Vitória.

“O Governador irá vacinar seguindo o agendamento no site da Prefeitura de Vitória. Tentou agendar hoje (nesta sexta), porém não conseguiu”, informou por nota. 

Vagas esgotadas em minutos

O agendamento para a faixa etária de 60 a 64 anos, na Capital, começou às 15 horas desta sexta, mas acabou rapidamente. Ao todo, foram disponibilizadas 5.100 vagas. As marcações puderam ser feitas por meio do link agendamento.vitoria.es.gov.br ou pelo aplicativo Vitória On-line.

A Prefeitura de Vitória informou que foram contabilizados 17 mil acessos simultâneos ao sistema. Todas as vagas foram esgotadas em três minutos.

“A plataforma não apresentou instabilidade em momento algum. Isto porque a Sub-TI tem realizado alterações no sistema a fim de proporcionar aos usuários melhor navegabilidade, mesmo diante de um volume maior de acessos”, informou a prefeitura.

A aplicação das doses da vacina contra o novo coronavírus na Capital começam neste sábado (10). A vacinação acontecerá em oito unidades de saúde e em três postos volantes.

Neste momento estão sendo imunizados em Vitória, com a primeira dose, idosos com 65 anos ou mais. Também está sendo aplicada a segunda dose em idosos com 75 anos ou mais e trabalhadores da saúde que receberam a primeira dose da vacina Coronavac entre os dias 19 de janeiro e 16 de março.

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Governador Casagrande se reúne com Lula. ‘Aceno para 2022 está claro’, diz presidente do PT

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Segundo a assessoria do governador, a reunião, realizada na última terça-feira (06) foi da executiva do PSB e Casagrande participou apenas do início

Há pouco mais de um mês, o governador Renato Casagrande (PSB) foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República para 2022. Especialistas entenderam o movimento como uma estratégia do PSB para ganhar musculatura nas discussões do cenário nacional. 

Afinal, é praticamente unânime a percepção de que o governador está muito mais inclinado à reeleição do que a uma aventura – difícil e arriscada – rumo ao Palácio do Planalto.

A candidatura à presidência é pouco provável. Entretanto, Casagrande não deve ficar de fora das discussões. Ele ocupa o cargo de secretário-geral do PSB Nacional e é uma voz importante dentro do partido. Além disso, ganhou projeção durante o combate à pandemia sendo, por diversas vezes, crítico à condução da crise sanitária pelo governo federal.

Lula e Casagrande

Ao que parece, a jogada do PSB já está surtindo efeito. No início desta semana, PT e PSB abriram caminho para o diálogo, com Lula e Casagrande conversando em reunião virtual organizada pelos dirigentes da executiva nacional das siglas.

Com Lula elegível, o PT ganhou fôlego nas últimas semanas e tem se movimentado no tabuleiro eleitoral sob a direção de seu maior líder. O principal objetivo, segundo integrantes da legenda, é dialogar com os partidos de esquerda e centro-esquerda em busca de apoio, principalmente, para um eventual segundo turno nas eleições.

“Temos que ter posições contrárias ao governo Bolsonaro e, neste sentido, PT e PSB têm muita convergência e, com isso, conseguem apresentar uma agenda comum. Então, o tom da conversa é um pouco isso. Se a gente tem convergência no agora, tudo sinaliza que a gente possa ter uma convergência para 2022. O diálogo foi de extrema importância, e pode render frutos para o futuro e começar a trazer um pouco mais de luz diante do cenário que a gente tem. O aceno para 2022 está claro”, disse a presidente do partido no Estado, Jackeline Rocha.

O governador evitou dar detalhes sobre o assunto. Segundo a sua assessoria, a reunião, realizada na última terça-feira (06), foi da executiva do PSB e Casagrande participou apenas do início do encontro. 

Já o PSB do Estado, informou que “a cúpula do PSB nacional, PT, PDT e outros partidos de esquerda, centro e centro-direita têm estabelecido diálogos no sentido de preparar ações para impedir o projeto de ultradireita de Bolsonaro à reeleição em 2022”.

Para o cientista político Aloísio Krohling, a aliança entre os partidos para as próximas eleições é uma possiblidade clara. Entretanto, apesar de o governador participar das discussões, não deve se colocar como protagonista no cenário nacional. 

“Existe um início de conversa, um movimento de aproximação. Casagrande deve tentar a reeleição, ainda mais que perdeu para Hartung da última vez. Apesar das críticas que se faz a ele na condução da pandemia, tem grande apoio aqui no Estado”, opina.

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