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Medicina e Saúde

Vai ter festa? Secretário fala sobre impacto da Ômicron no ES

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Nésio explicou que medidas de restrição poderão ser adotadas caso o escape vacinal seja comprovado e haja baixa adesão ao esquema vacinal completo entre os capixabas

Nesta segunda-feira, dia 29, o secretário estadual de saúde, Nésio Fernandes, se manifestou em uma rede social sobre o possível impacto da nova variante do coronavírus, Ômicron, no Espírito Santo.

Em sua publicação, começou destacando que o Estado tem, nesse momento da pandemia, uma queda de casos, óbitos e internações por covid-19.

Nésio afirmou que, por isso, será possível “abrir uma agenda de ampliação das atividades econômicas e sociais”. Disse ainda que, neste cenário, “podemos ter festas de fim de ano e verão”.

Segundo o secretário, a nova variante deverá se comportar de forma diferente em cada um dos países, e que esse comportamento será definido por dois fatores principais:

1- Exposição comunitária anterior à doença
2- Avanço da vacinação com duas e três doses

E reforçou: “Tudo vai depender principalmente do escape vacinal, se houver”. Isso por que os especialistas ainda não conseguiram determinar se as vacinas em uso atualmente são ou não “suficientes” para proteger também contra a nova variante.

Impactos da nova variante s´´o serão reconhecidos nas próximas semanas, diz secretário

Ainda em sua rede social, Nésio Fernandes explicou que os verdadeiros impactos da nova variante só serão reconhecidos nas próximas semanas. Mas reforçou que já temos elementos suficientes para começar a agir.

“Precisamos entender que já temos elementos para diversas decisões. A primeira e principal é: vacinar todos os povos do mundo com esquemas completos. Todas as vacinas recolhecidas pela @pahowho são seguras e eficazes”, disse.

Vacinas, testes e máscaras são fundamentais para conter nova variante

O secretário estadual de saúde também pontuou que esta nova variante se comporta de forma diferente das que já conhecíamos. E destacou: “Vacinar, vacinar, vacinar, testar, testar, testar, manter o uso de máscaras por mais tempo”.

Nésio disse também que novos medicamentos contra a covid-19 deverão ser incorporados ao tratamento da doença. “Já temos vários medicamentos aprovados por agências reguladoras, seguros e eficazes”, afirmou.

Estratégias para conter novas variantes já são de conhecimento de todos, diz secretário

Há quase dois anos imersos na pandemia do coronavírus, Nésio Fernandes reforçou que as medidas necessárias para conter as novas variantes já são conhecidas por todos.

“Do ponto de vista sanitário, sabemos o que deve ser feito se mantidas as características atuais ou se novas características surgirem. Como gestores públicos partilhamos com os atores econômicos a preocupação com os impactos da nova variante em morbimortalidade e na economia”, disse.

Nésio destacou que além da preocupação, seja compartilhada também a mobilização pela vacinação plena da população, já que essa é a “única medida capaz de proteger a vida e a economia”.

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Medicina e Saúde

Consumir café e outras bebidas quentes pode elevar os riscos de grave doença

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Veja dica simples que ajuda na prevenção

A maioria das pessoas gosta de tomar um cafezinho quentinho feito na hora. O que muita gente não sabe é que essa ação, que aparentemente é inofensiva, pode, ao longo da vida das pessoas, representar perigo à saúde. Em uma matéria publicada pelo portal espanhol Sputnik, o Dr Suri Dadasheva fala sobre as consequências que a ingestão de bebidas muito quentes pode causar no organismo.

É um hábito comum da maior parte das pessoas gostar de uma bebida quente, especialmente quando o clima está ameno. Nesse período, as pessoas costumam consumir essas bebidas para esquentar o corpo quando está frio. No entanto, a ingestão de forma incorreta dos líquidos quentes pode trazer graves consequências à saúde do indivíduo.
A ingestão de café, chá e outros líquidos quentes podem aumentar as chances de se ter câncer no esôfago. Para quem não sabe, o esôfago é o órgão responsável por levar os alimentos até o estômago. Porém, quando o alimento com mais de 60 graus entra em contato com as paredes do esôfago pode provocar feridas na região.
Ao danificar estas células, o aparecimento das pequenas feridas pode acabar provocando um câncer. Uma alternativa para não desenvolver esse problema é evitar que as células presentes no esôfago sejam danificadas. Para que ocorra uma diminuição da chance de a longo prazo o indivíduo ter câncer por causa do consumo de alimentos quentes, a dica é simples; basta esperar que o café (ou outro tipo de bebida) esfrie antes de tomar. Adicionar leite também é uma ótima opção.
Um estudo realizado pela International Journal of Cancer, importante jornal que libera de forma quinzenal pesquisas experimentais em pessoas com câncer, alertou que o consumo de duas xícaras de cafés ou chás na temperatura de 60 graus, aumentam em 90% o risco do desenvolvimento de câncer de esôfago.

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Medicina e Saúde

Cientistas criam método que reduz efeitos colaterais da quimioterapia

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Nanocristais de celulose são feitos a partir de vegetais e atuam limpando drogas que afetam células saudáveis durante tratamento

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um método natural de remover resíduos de quimioterapia do organismo e, como consequência, reduzir os efeitos colaterais que fragilizam pacientes em tratamento contra o câncer.

A tecnologia chamada de nanocristais de celulose peluda foi criada por cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e do Instituto Terasaki de Inovação Biomédica, em Los Angeles.

Ela tem como base materiais extraídos das paredes celulares da plantas, que são projetados para ter um número imenso de “cabelos” de cadeia de polímeros que se estendem de cada extremidade.

Segundo o estudo, publicado na revista científica Materials Today Chemistry, esses “cabelos” aumentam a capacidade potencial de captura das drogas usadas na quimioterapia, especialmente a doxorrubicina (DOX), no sangue dos pacientes.

Embora os remédios quimioterápicos tenham um alvo certo, eles podem exceder o local de ação e circular pelo corpo, causando efeitos indesejados, como queda de cabelo, anemia, infecções crônicas, febre, entre outros.

Os métodos estudados até hoje se mostraram pouco eficazes na remoção do excesso de DOX no sangue. Todavia, a tecnologia desenvolvida pelos cientistas dos EUA obteve resultados animadores em laboratório.

“A eficácia de ligação dos nanocristais foi testada em soro humano – a porção líquida rica em proteínas do sangue. Para cada grama de nanocristais de celulose peluda, mais de 6.000 miligramas de DOX foram efetivamente removidos do soro. Isso representa um aumento na captura de DOX de duas a três ordens de grandeza em comparação com outros métodos atualmente disponíveis”, diz o Instituto Terasaki de Inovação Biomédica em nota.

Os nanocristais também não tiveram qualquer efeito tóxico ou nocivo nas células vermelhas do sangue total ou no crescimento celular de células umbilicais humanas.

Os criadores deste método dizem acreditar que ele pode ajudar ainda mais no combate ao câncer, já que médicos terão a opção de usar doses mais altas de medicamentos, tendo um resultado melhor no tratamento e sem que o paciente sinta tantos efeitos colaterais.

“Para alguns órgãos, como o fígado, a quimioterapia pode ser administrada localmente por meio de cateteres. Se pudéssemos colocar um dispositivo baseado nos nanocristais para capturar o excesso de drogas que saem da veia cava inferior do fígado, um grande vaso sanguíneo, os médicos poderiam administrar doses mais altas de quimioterapia para matar o câncer mais rapidamente sem se preocupar em danificar células saudáveis. Quando o tratamento terminar, o dispositivo poderá ser removido”, exemplifica um dos autores do estudo, o professor assistente de engenharia química e biomédica da Universidade Estadual da Pensilvânia Amir Sheikhi.

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