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Verão: Infectologista alerta sobre risco de transmissão de covid-19 nas praias

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A pesquisadora e professora Ethel Maciel recomenda evitar aglomerações no litoral e não dispensar o uso da máscara mesmo estando ao ar livre e à beira-mar

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, beirando uma média de 35°C nesse início de janeiro, a praia é uma das opções preferidas para muita gente. Mas com a pandemia do coronavírus, as medidas de distanciamento social e de higiene devem ser levadas em conta, mesmo à beira-mar. As cenas de praias lotadas levam a uma preocupação a mais já que o país registra aumento recorde no número de casos e de mortes por covid-19, ultrapassando, recentemente, a marca de 200 mil mortos. 

A epidemiologista, pesquisadora e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, alertou para o risco de transmissão de covid-19 mesmo nas praias. “As pessoas estão no modo de férias e, por isso, tendem a relaxar com os cuidados. Mas a pandemia não acabou. Mesmo o local aberto, ao ar livre, à beira-mar, também traz os seus riscos para transmissão do coronavírus”, ressalta.

Assim, os mesmos cuidados em locais fechados, como bares e restaurantes, devem ser observados quando o programa for passar algumas horas na areia para um mergulho no mar. Ela reforça que a praia não deve ser encarada como local de aglomeração, mas de lazer. Neste conceito, o mais seguro é que as famílias se mantenham à distância uma das outras na faixa de areia, sem interação com os demais. “O ideal é que você permaneça com a máscara e continue fazendo um distanciamento físico daquelas pessoas que não fazem parte do seu núcleo familiar”, explica.

Dessa forma, cadeiras de praia e guarda-sóis devem manter uma distância de dois metros. A orientação também vale para quem entrar no mar. “Mesmo quando você se dirigir para a água, vale a mesma regra para a terra: é preciso manter o distanciamento físico, de um metro e meio pelo menos”, aconselha.

Na análise da pesquisadora, o indicado é que os banhistas prefiram ir a pontos do litoral que não sejam concorridos ou procurados por multidões. Se a praia estiver muito lotada, será mais difícil cumprir a prática do distanciamento. 

Comida na areia

A infectologista recomenda que o ideal, dentro das regras de segurança sanitária, é levar aquilo que se vai consumir de comida e bebida. Assim, evita-se tocar ou manipular produtos que não se tenha a certeza de terem sido higienizados. “Toda vez que você entra em contato com algum objeto que alguém tocou antes, você pode aumentar o seu risco”, reforça.

Segunda onda

Para Ethel Maciel, o Brasil pode registrar elevação do número de casos e de óbitos por coronavírus nas próximas semanas, devido às aglomerações e relaxamento dos cuidados, durante as festas de fim de ano e nos finais de semana ensolarados de verão, com as praias como destino de multidões. No verão dos Estados Unidos, os casos de infecção por coronavírus aumentaram em cinco vezes depois da reabertura das praias na região de Miami e em Orlando.

“Assim como lá nos Estados Unidos, o risco é que a maior parte de quem se aglomera nas praias, ignorando as normas de segurança, é formada principalmente por jovens adultos, uma faixa etária de população que naturalmente circula muito e que pode levar o vírus para suas casas ou ambiente de trabalho”, reforça. 

Até o momento, tanto o Governo do Estado quanto os 14 municípios litorâneos não irão restringir acesso às praias. Entre essas cidades que contam com litoral, no mapa estadual de risco para covid-19, válido entre 11 e 17 de janeiro, São Mateus é a única em risco alto. Já Itapemirim é a única em risco baixo. Todas as demais seguem em risco moderado. 

Prevenção ao coronavírus nas praias

– O risco de contaminação é mais baixo quando visitantes da praia ficam a pelo menos 2 metros de distância dentro e fora da água de pessoas com quem não vivem.

– Interaja apenas com pessoas de seu grupo familiar.

– Não compartilhe alimentos, bebidas, equipamentos (como guarda-sol, cadeiras de praia), brinquedos com pessoas com quem não convivem

– Sempre use máscara ao estiver na areia ou caminhando no calçadão.

– Fique atento à higienização de produtos que for consumir na praia. O ideal é levar de casa. 

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Mulher é presa por chamar rapaz de ‘macaco fedorento’ em ônibus

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Uma mulher foi presa em flagrante após fazer ofensas racistas contra um passageiro dentro de um ônibus em Praia Grande, no litoral paulista. Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (12), a vítima, um autônomo de 29 anos, que preferiu não se identificar, relatou que estava conversando com a esposa no transporte coletivo quando foi surpreendido com os insultos.

O caso aconteceu no último sábado (10), na Linha 11, que atravessa Praia Grande até o limite com Mongaguá. Um dos passageiros gravou parte da ação da mulher. No vídeo, é possível ouvir quando ela diz “Macaco. Macaco fedorento. Tu não presta, tu é preto da senzala. Crioulo fedido. Tira os óculos e vai catar papelão vaga***** [sic]”.

Porém, conforme conta o autônomo, ela chegou a desferir diversos outros xingamentos contra ele, além dos flagrados nas imagens. De acordo com ele, quando já estava há cerca de 10 minutos no ônibus e conversava com a esposa, um rapaz o avisou que a mulher estava direcionando os xingamentos a ele. “Eu olhei sem entender e, quando virei para trás, a moça simplesmente, gratuitamente, me olhou e falou ‘é com você que estou falando mesmo seu macaco’ “, relembra.

Em seguida, ele afirma, que ainda sem entender, perguntou “a senhora está falando comigo?”, momento que a mulher reforçou que falava sim com ele e o chamou novamente de macaco. “Sabe quando você não consegue assimilar tudo que está acontecendo? Foi isso que aconteceu. Eu travei. Minha mulher já levantou e a questionou, momento que a moça também a xingou de vaga*****”, afirma.

Depois disso, o autônomo relata que a passageira que o ofendeu queria descer do ônibus e que ele e a esposa não deixaram. “Eu travei a passagem, sem encostar nela, e falei que ela não sairia enquanto a polícia não chegasse”, conta.

Após os insultos, a esposa dele foi até o motorista do ônibus e pediu que ele parasse o veículo imediatamente, pois acionariam a polícia. A solicitação foi atendida pelo condutor, e, como ambos estavam sem celular, pediram ajuda aos passageiros, que solicitaram que a Polícia Militar comparecesse ao local. “Eu só tinha a certeza que aquilo não poderia sair impune e que tínhamos que tomar as atitudes legais”, afirmou a auxiliar de escritório, de 33 anos.

O autônomo ainda relata que enquanto travava a passagem da mulher, ela disse que ele tentava assaltá-la. “Falou que eu era imundo, além dos outros xingamentos. Eu não a ofendi, apenas falei ‘espera a viatura chegar’. Então ela disse ‘quando a viatura chegar você vai preso’, quando perguntei o porquê, ela respondeu ‘porque você é preto, macaco, da senzala e tem que estar na cadeia’ “, relata.

Apesar disse, o rapaz tentou se manter calmo e aguardou a chegada da polícia. “Eu já sofri racismo outra vez, mas dessa vez não poderia deixar de denunciar. Nada justifica um ato racista, é um ódio gratuito. A pessoa te acha menor por você ser diferente. Você se sente impotente. Isso que aconteceu comigo, de certa maneira, acontece todo dia, com muitas pessoas”, desabafa.

Um dos passageiros que viu o ocorrido também lamentou a atitude da mulher. “Quando entrei no ônibus, no bairro Jardim Real, ela já estava o xingando de ‘macaco’, ‘negrinho da senzala’. Ficamos revoltados, ligamos para polícia e a mulher continuou xingando ele. Você via descer lágrimas dos olhos do rapaz, mas ele aguentou firme. Ela chamou ele até de ladrão. Isso não pode ficar impune”, disse o auxiliar de serviços gerais Josafa Almeida, de 35 anos, em entrevista ao G1.

A PM atendeu a ocorrência e o caso foi registrado como injúria racial pelo 1º DP de Praia Grande, onde a mulher foi presa em flagrante. O G1 solicitou posicionamento à Viação Piracicabana sobre o ocorrido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da mulher não foi encontrada para comentar o caso.

Fonte: Portal G1.

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Alterações no Código Brasileiro de Trânsito começam a valer. Saiba o que muda!

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Principal mudança é a alteração do prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação

Entram em vigor nesta segunda-feira (12) as alterações promovidas no Código Brasileiro de Trânsito. A principal novidade é ampliação do prazo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos no caso de condutores de até 50 anos. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro em outubro do ano passado, quando ficou definido que a vigência passaria a ocorrer 180 dias após a sanção.

Renovação
Os exames de aptidão física e mental para renovação da CNH não serão mais realizados a cada cinco anos. A partir de agora, a validade será de dez anos para motoristas com idade inferior a 50 anos; cinco anos para motoristas com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 e três anos para motoristas com idade igual ou superior a 70 anos.

Suspensão
Haverá mudanças também na quantidade de pontos que podem levar à suspensão da carteira. Atualmente, o motorista que atinge 20 pontos durante o período de 12 meses pode ter a carteira suspensa. Agora, a suspensão ocorrerá de forma escalonada. O condutor terá a habilitação suspensa com 20 pontos (se tiver duas ou mais infrações gravíssimas na carteira); 30 pontos (uma infração gravíssima na pontuação); 40 pontos (nenhuma infração gravíssima na pontuação).

Condutores condenados
As novas regras proíbem que condutores condenados por homicídio culposo ou lesão corporal sob efeito de álcool ou outro psicoativo tenham pena de prisão convertida em alternativa.

Cadeirinhas
O uso de cadeirinhas no banco traseiro passa a ser obrigatório para crianças com idade inferior a 10 anos que não tenham atingido 1,45 metro de altura. Pela regra antiga, somente a idade da criança era levada em conta.

Recall
Nos casos de chamamentos pelas montadoras para correção de defeitos em veículos (recall), o automóvel somente será licenciado após a comprovação de que houve atendimento da campanhas de reparos. 

FONTE: Agência Brasil

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