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Vice do Flamengo, Braz é eleito vereador no Rio, mas deve seguir como dirigente

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Antes da eleição, ele disse, algumas vezes, que conseguiria conciliar a agenda de vereador e dirigente do clube

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, foi eleito vereador do Rio de Janeiro. O candidato pelo PL (Partido Liberal) conseguiu 40.938 votos e embora tenha sido eleito, não deverá deixar o cargo no clube rubro-negro. Antes da eleição, ele disse, algumas vezes, que conseguiria conciliar a agenda de vereador e dirigente.

Há a expectativa de como o resultado da eleição irá afetar o ambiente do Flamengo. Alguns conselheiros e dirigentes não gostam da ideia de misturar a política com o clube. Recentemente, um grupo político do Flamengo chegou a propor uma adequação ao estatuto para tentar evitar possíveis conflitos de interesse.

Braz já deu algumas entrevistas afirmando que caso fosse eleito, permaneceria no caso, exceto se fosse demitido pelo presidente. Em entrevista ao site Paparazzo Rubro-Negro, feito por torcedores do clube, ele contou que só deixará o cargo quando o Flamengo for campeão mundial.

“Eu só saio do Flamengo demitido ou campeão do mundo. O trabalho vai continuar normalmente com muito carinho, com muito respeito sempre. Vamos nos dois. Pode ficar tranquilo que eu vou fazer os dois. Dá para fazer normalmente, é no Rio de Janeiro, não é viagem, não tem horário de jogo duas, três da tarde. Estou muito tranquilo quanto a isso aí”, afirmou o dirigente.

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Flamengo bate o Palmeiras, cola no Inter e acirra ainda mais o Brasileirão

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Rubro-Negro domina ações e vence confronto direto pelas primeiras posições do Brasileirão. Time agora é o 3º colocado

O sonho do bicampeonato brasileiro consecutivo está mais vivo do que nunca para o Flamengo. Nesta quinta-feira (21), a equipe venceu um duelo direto com o Palmeiras por 2 a 0, em Brasília, e, além de deixar o rival mais para trás na tabela, assumiu a 3ª colocação do Brasileirão.

Graças a um gol de Pepê, e outro contra de Luan, o Rubro-Negro chegou aos 55 pontos, agora na frente do Atlético-MG e atrás apenas de São Paulo e Internacional, líder, com 59. O time treinado por Rogério Ceni tem um jogo a menos que os dois rivais. Já o Alviverde permanece nos 51 pontos, ainda na 5ª posição.

Início em alto nível
Desde os primeiros minutos, ficava claro que o duelo era entre dois dos melhores times do Brasil, tamanha qualidade técnica dos jogadores. Quem assustou primeiro foi o Palmeiras. Logo aos 3, Danilo acertou belo lançamento para Vida, que cruzou para Willian. O atacante, na pequena área, bateu para fora.

No lance seguinte, foi o Flamengo quem quase marcou. Arrascaeta aproveitou sobra de bola e tentou de bicicleta. Weverton salvou o Palmeiras.

Flamengo melhor
O Rubro-Negro foi ficando mais à vontade no jogo, e envolvia o rival por meio de tabelas. Aos 11 e aos 13, Gabigol perdeu duas chances que não costuma perder.

Gol contra bizarro
O Flamengo seguia melhor e foi recompensado com um gol digno dos “Trapalhões” já aos 45. Após bela tabela, Arrascaeta finalizou por baixo das pernas de Weverton. Kuscevic impediu o gol, mas chutou a bola em Luan, que não conseguiu sair da frente e mandou para o gol. Gol contra bizarro!

Palmeiras quase empata
Em desvantagem, o Palmeiras precisava de um “choque” no vestiário para equilibrar as ações. Para o time de Abel Ferreira, o jogo pedia mais arrojo com a bola nos pés – já que, efetivamente, apenas Danilo teve êxito na etapa inicial. Luiz Adriano, por exemplo, não foi abastecido e estava apagado.

O Verdão passou a ter mais posse, inclusive no campo de ataque – o que não vinha ocorrendo. Menino chegou a desperdiçar uma chance com a bola na marca da cal, sem marcação, no início do segundo tempo.

Marcha lenta
Para a última fatia do jogo, os treinadores promoveram diversas alterações. A intensidade, de ambos os lados, deixou de ser uma tônica. Erros de passe nas respectivas intermediárias passaram a comprometer a criatividade dos times, e o embate entrou em marcha lenta. Eis que uma cria do Ninho do Urubu decidiu.

Um protagonista improvável
Quando o jogo se encaminhava para o fim, o Flamengo sacramentou a vitória na bola parada. E o autor do segundo gol veio do banco e pode ser considerado um protagonista improvável: Pepê, cujo vínculo expiraria em dezembro e, graças ao pedido de Ceni, renovou até o fim do Brasileiro. O meia acertou um lindo chute após Pedro ajeitar a bola, que veio de uma cobrança de escanteio. Um belo gol para dar números finais.

FLAMENGO 2X0 PALMEIRAS – 31ª RODADA DO BRASILEIRO

Estádio: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data/hora: 21 de janeiro, às 19h
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e José Reinaldo Nascimento Junior (DF)
Árbitro de vídeo: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Cartões amarelos: Bruno Henrique, Renê (FLA) / Raphael Veiga, Luan (PAL)
GOLS: Luan (contra), 45’/1ºT (1-0); Pepê, 37’/2ºT (2-0)
FLAMENGO (Técnico: Rogério Ceni): Hugo Souza; Isla, Rodrigo Caio (Gustavo Henrique, 33’/1ºT), Willian Arão e Filipe Luis; Gerson (Vitinho, 30’/2ºT), Diego (Pepê, 30’/2ºT), Everton Ribeiro e Arrascaeta (João Gomes, 17’/2ºT); Bruno Henrique e Gabigol (Pedro, 30’/2ºT).
PALMEIRAS (Técnico: Abel Ferreira): Weverton; Marcos Rocha, Luan, Kuscevic e Matías Viña (Gustavo Scarpa, 21’/2ºT); Danilo (Gabriel Silva, 40’/2ºT), Gabriel Menino, Raphael Veiga (Pedro Acácio, 26’/2ºT) e Zé Rafael; Luiz Adriano (Breno Lopes, 21’/2ºT) e Willian (Lucas Lima, 21’/2ºT).

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Muricy se nega a assumir o São Paulo. Sem saída, Diniz fica

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Conselheiros que sustentam Casares querem que Muricy assuma. O coordenador não aceita. Raí e Daniel Alves querem Diniz. Ambiente caótico

A maior goleada que o São Paulo sofreu, nos 60 anos do Morumbi, teve consequências.

Julio Casares passou boa parte da madrugada acordado, trocando mensagens com conselheiros que o fizeram presidente do clube.

A esmagadora maioria quer a demisão imediata de Fernando Diniz.

E que Muricy Ramalho assuma nas sete partidas que restam.

Depois, o clube busque um novo treinador.

Sonhos: Gallardo, Rogério Ceni e Diego Aguirre.

Só que o dirigente prometeu a Diniz que o manteria até o final do Brasileiro. 

Disse, olhando no olho do treinador que confiava no seu trabalho.

E estaria ao seu lado ‘acontecesse o que acontecesse’.

Só que essa promessa foi quando Casares assumiu, com o time líder do Brasileiro. Com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Mas mal o dirigente começou a trabalhar e veio a decadência no campeonato.

Com seu ponto mais baixo ontem, na goleada sofrida para o Internacional por 5 a 1.

Caindo para a segunda colocação, ultrapassado pelo time gaúcho.

A cada vitória do São Paulo, Casares postava nas suas redes sociais.

Depois dos vexames, sumiu.

Fernando Diniz já adiantou ao executivo Raí que não pedirá demissão.

Muricy Ramalho fez constar no contrato que assinou como coordenador do clube, virando as costas para o cargo de comentarista, que mantinha na TV Globo: não assumiria como treinador de maneira alguma. Por conta de seu saúde debilitada.

Casares amanheceu nesta quinta-feira alegando que só tem uma solução.

Segurar Diniz até o final do Brasileiro.

Apostar na tabela que é regular para o São Paulo.

Com quatro adversários que o time tem obrigação de vencer.

E mais Palmeiras, Grêmio e Flamengo.

Tem o limitado Coritiba, sábado, no Morumbi.

Depois, o fraco Atlético Goianiense, em Goiânia. Enfrenta o Palmeiras, no clássico, dia 5 de fevereiro. Com o rival em clima de ressaca pela conquista da Libertadores. Ou traumatizado pela derrota na final do dia 30, no Maracanã.

Depois, o frágil Ceará, no Morumbi. O Grêmio, em Porto Alegre. O rebaixado Botafogo, no Rio de Janeiro. E o Flamengo, no Morumbi.

Casares enfrenta a oposição de Raí em relação à demissão de Fernando Diniz.

O executivo lembra que demitiu Diego Aguirre a cinco partidas do final do Brasileiro de 2018, depois de um empate diante do Corinthians, no estádio de Itaquera. O resultado fez o clube cair para a quinta colocação no Brasileiro.

Raí diz que se arrepende amargamente.

Muricy Ramalho já adiantou que não assume.

Daniel Alves, o líder do grupo quer que Diniz fique.

Carlos Belmonte, diretor estatutário do futebol, também não vê outra saída.

Por enquanto.

As torcidas organizadas do clube prometem protestar.

Não admitem a perda do Brasileiro.

E que o clube mantenha o jejum de nove anos sem títulos.

Casares assumiu há três semanas como presidente.

Está encurralado.

A príncipio pensa em manter Diniz.

Mas já há articulação para novo treinador.

Mesmo se, por acaso, o São Paulo for campeão.

O atual técnico não mostra força mental para seguir no clube.

Os palavrões que humilharam Tchê Tchê ainda repercutem.

Fora a entrega do time ontem, diante do Internacional.

Vale a pena repetir os sonhos da direção.

Galllardo, Rogério Ceni e Diego Aguirre…

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