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Internacional

Votos de Nevada e Geórgia podem definir eleição nos EUA nesta 5ª

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Projeções mostram margem apertada nos dois Estados; se Biden for vencedor em ambos, terá votos suficientes no Colégio Eleitoral

As eleições nos EUA ainda não estão definidas, mas podem ter um resultado nesta quinta-feira (5), se as projeções de voto nos Estados de Nevada e Geórgia avançarem o suficiente para que os votos no Colégio Eleitoral possam ser somados ao total do ex-vice-presidente Joe Biden e chegar a 270 votos.

Outros dois Estados que têm margem mais apertada e podem ajudar tanto Biden quanto Trump são Arizona e Pensilvânia. Se conseguir dois desses quatro, o democrata será considerado eleito. Trump precisa confirmar vitórias na Carolina do Norte e no Alasca e vencer na Pensilvânia e no Arizona (ou Nevada) para ser reeleito, mas nesse caso o resultado dificilmente será conhecido nesta quinta.

Há também a questão dos diversos processos abertos pela campanha de Trump para paralisar ou refazer contagens em diversos Estados, que deve arrastar o processo por mais algum tempo.

Margens apertadas

Na Geórgia, há cerca de 61,8 mil votos a serem apurados e Trump tem, neste momento, uma vantagem de pouco mais de 18 mil. O republicano viu sua vantagem diminuir a cada nova atualização em um estado que historicamente vota em seu partido. Como o Estado tem 16 votos no Colégio Eleitoral, uma vitória ali pode dar a presidência para Joe Biden.

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“Velocidade é interessante, mas preferimos ser precisos com esse resultado, sabemos da importância disso. Nossa estimativa é que vamos conseguir terminar ainda hoje, possivelmente no fim da tarde ou início da noite, mas precisamos fazer do jeito correto”, disse o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, em uma entrevista coletiva.

No Arizona e em Nevada, Estados que não atualizam seus números desde a noite de quarta, as margens de vantagem de Biden sobre Trump são apertadas, de 68 mil e 8 mil votos, respectivamente. Se o democrata mantiver a dianteira nesses locais, será eleito.

Já na Pensilvânia, onde Trump tinha uma dianteira considerável, a margem caiu para apenas 136 mil votos. Com uma votação intensa nas cédulas antecipadas, Biden pode conquistar a presidência com os 20 votos no Colégio Eleitoral que o Estado garante.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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Internacional

Nos EUA, leite para bebês desaparece das prateleiras

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Famílias viajam a cidades próximas em busca do produto

Os Estados Unidos enfrentam escassez de leite em pó para bebês. O cenário se desenhou em virtude de problemas nas cadeias logísticas causados pela pandemia de covid-19, além de dificuldades para se encontrar mão de obra no país, comprometendo a chegada do produto às prateleiras dos supermercados.

Em fevereiro, a situação se agravou porque a Abbot Nutrition, maior fornecedora de leite nos EUA, fez um recall de mercadorias. Isso porque pelo menos quatro bebês foram hospitalizadas com infecções bacterianas, enquanto outros dois morreram depois de consumirem os produtos da marca.

Após o ocorrido, a empresa fechou sua unidade no Michigan. Dessa forma, o índice de desabastecimento de leite para bebês nos Estados Unidos chegou a quase 45% na semana passada, de acordo com o Datasembly, provedor de dados do varejo. Supermercados nos EUA chegaram a limitar a venda do produto.

“O escopo sem precedentes deste recall de fórmula infantil tem sérias consequências para bebês e pais”, disse Brian Dittmeier, diretor nacional de políticas públicas da WIC Association, em entrevista ao jornal New York Times.

Sem leite para bebês, famílias relatam caos

Ao New York Times, famílias relatam que estão formando grupos no Facebook para alertar uns aos outros sobre estoques reabastecidos e preços mais em conta. Alguns chegam a dirigir por horas e visitar até seis lojas em cidades próximas para encontrar uma lata — ou mais prateleiras vazias.

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A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, prometeu dar seguimento a um projeto de lei para garantir autoridade emergencial ao programa federal de assistência alimentar a mulheres e crianças, buscando flexibilizar as restrições sobre os tipos de leite que podem ser adquiridos.

O presidente Joe Biden classificou a escassez de leite como o problema mais urgente enfrentado por ele, e afirmou que a FDA está tomando medidas que podem ter resultados nas próximas semanas.

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