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Política e Governo

Ações de transparência nos incentivos fiscais são apresentadas a conselheiros

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As ações do Governo do Estado para garantir mais transparência aos incentivos fiscais concedidos a empresas no Espírito Santo foram apresentadas aos membros do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, em reunião na tarde desta quinta-feira (10).

Desde 2019, informações sobre o nome das empresas beneficiadas e datas de início e fim dos incentivos passaram a ser publicadas no Portal da Transparência (https://transparencia.es.gov.br/Comum/IncentivosFiscais), ampliando o controle social. São informados os benefícios vigentes e os não vigentes. Ou seja, é possível levantar se uma empresa já recebeu o incentivo, e por qual período.

A subsecretária de Estado de Competitividade, Rachel Freixo, participou como convidada da reunião do Conselho e informou que em breve será lançado um painel, com a utilização da tecnologia Business Intelligence (BI), que tornará o acesso aos dados mais fácil e interativo.

A subsecretária Rachel Freixo apresentou os critérios utilizados para a concessão de incentivos tributários e as ações implementadas para monitorar o desenvolvimento dos programas e verificar se os incentivos estão atingindo seus objetivos, de atrair novos investimentos e gerar emprego e renda para o Estado.

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Entre as medidas apontadas por Rachel Freixo e que vêm sendo adotadas para fortalecer a transparência nos dados dos incentivos fiscais estão a tramitação eletrônica de 100% dos incentivos dos programas Compete e Invest, por meio do sistema e-Docs; digitalização dos processos anteriores; e a publicação da Portaria 104-R, que determina que as empresas participantes façam a publicidade dos incentivos recebidos por meio de placas afixadas em suas instalações.

O Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção tem entre seus membros representantes do Poder Executivo, do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e da sociedade civil organizada.

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Política e Governo

Republicanos quebra a cabeça para montar chapa para câmara Federal

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A reflexão recai sobre a chapa para a Câmara dos Deputados do Republicanos, partido que abriga o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini e possível candidato da sigla ao Palácio Anchieta.

Há muitos movimentos em andamento e existe a necessidade de verificar a viabilidade da composição para a Casa que define o tamanho da verba dos partidos destinada ao fundo eleitoral.

Ponto de interrogação I

O cerne disso tudo envolve o deputado federal Evair de Melo. Em tese, ele é pré-candidato à reeleição, mas nutre vontade de disputar uma vaga ao Senado. O mesmo ocorre com o ex-deputado federal Carlos Manato.

Ponto de interrogação II

A questão dessa matemática toda é: teria o Republicanos força suficiente para bancar uma chapa sem Evair no grupo, ainda que conte com representantes como Erick Musso, Coronel Alexandre Ramalho e Soraya Manato no bojo?

Ponto de interrogação III

Num eventual movimento de Evair para o Senado, por exemplo, não faria — ou faria, a depender dos astros — sentido que Manato entrasse na chapa para deputado federal, até porque seria concorrente interno da própria esposa.

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Ponto de interrogação IV

Há de se verificar, em toda essa história, quais são as prioridades do partido. Isso porque, como é sabido, a corrida para o Senado está altamente concorrida e há um partido irmão que possui um pré-candidato: o deputado estadual Sergio Meneguelli, cuja pré-candidatura já vem sendo questionada nos bastidores.

Ponto de interrogação V

Ainda com todas as ressalvas e controvérsias, uma candidatura de Evair ou de Manato, com as bênçãos da família Bolsonaro, poderia dar novo gás à corrida, especialmente para garantir a segunda vaga ao Senado, visto que a primeira já teria como dono virtual o ex-governador Renato Casagrande.

Ponto de interrogação VI

O que se observa, sem qualquer análise passional, é que a chapa à Câmara dos Deputados não tem margem para erros. Neste caso, para que uma eventual candidatura de Pazolini ao governo seja bem-sucedida, será necessário equilíbrio em todas as incursões.

Ponto de interrogação VII

Há ainda o entendimento de que as eleições deste ano, visando vagas à Câmara dos Deputados, devem ficar restritas a partidos como PSB, federação União Progressista (Progressistas e União Brasil), Podemos, PT e PL, além do próprio Republicanos.

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Ponto de interrogação VIII

Assim sendo, são poucas vagas e poucos concorrentes. Qualquer erro pode ser fatal para os partidos, que precisam estar com a calculadora nas mãos.

Ponto de interrogação IX

No fim das contas, querer não é poder. E todos os envolvidos terão de pensar racionalmente. Perder espaço é sinônimo de ficar distante do prestígio — e não é isso que os políticos locais desejam.

 

FONTE: eshoje.

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Exportações do agronegócio capixaba somam R$ 4,6 bilhões de janeiro a abril de 2026

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Nos primeiros quatro meses deste ano, as exportações do agronegócio capixaba somaram R$ 4,6 bilhões em geração de divisas, com produtos comercializados em 110 países. O Espírito Santo tem uma pauta diversificada de produtos comercializados no mercado externo, como café, celulose, pimenta-do-reino, gengibre, mamão, chocolates e preparados com cacau, entre outros. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de informações originais do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).

A pauta exportadora foi concentrada principalmente no complexo café, que movimentou US$ 464 milhões, representando 51,1% do total exportado pelo agro capixaba. Na sequência aparecem celulose, com US$ 243,0 milhões e participação de 26,8%, além de pimenta-do-reino, com US$ 158,8 milhões, equivalentes a 17,5% das exportações do setor. Esses três grupos responderam, juntos, por mais de 95% do valor exportado pelo agronegócio estadual no período.

“O café continua sendo a principal força da pauta, mas a pimenta-do-reino vem ganhando espaço de forma consistente e já responde por uma fatia inédita das exportações do setor. O Espírito Santo está ampliando sua capacidade de gerar divisas com cadeias diversas. Para o Estado, esse é um sinal positivo, porque reduz dependências do café, abre novas oportunidades comerciais e fortalece a renda no campo”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

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Os principais destinos das exportações do agro capixaba foram os Estados Unidos, com US$ 189,1 milhões e participação de 20,8% no total; a Turquia, com US$ 67,9 milhões e 7,5%; e a Colômbia, com US$ 54,7 milhões e 6%.

Neste primeiro quadrimestre, houve recuo no volume para os dois principais produtos exportados: complexo café (-1,3%) e celulose (-10,7%).

Pimenta-do-reino é o destaque

Depois de atingir recorde no ano anterior, o produto segue ampliando sua relevância na pauta estadual e, pela primeira vez, chegou a representar 17,5% das exportações do agronegócio capixaba. De janeiro a abril, foram US$ 158,8 milhões exportados, crescimento de 17,4% em valor e de 15,8% em volume em relação ao mesmo período de 2025.

Exportações do Agro para o Oriente Médio

As exportações do agronegócio capixaba para o Oriente Médio somaram US$ 56,87 milhões de janeiro a abril de 2026, crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi puxado principalmente pelo café, que movimentou US$ 40,46 milhões, com alta de 59,3%. O Oriente Médio comprou 6,88 milhões de quilos dos cafés capixabas nos quatro primeiros meses de 2026, avanço de 50,1% em volume.  

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A pimenta-do-reino alcançou US$ 16,26 milhões exportados para a região, mantendo participação relevante na pauta, apesar do recuo de 8,6% frente ao ano anterior. O volume exportado para a região registrou 2,74 milhões de quilos, com redução de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025.

“Mesmo em um cenário de conflitos, o Oriente Médio ampliou as compras do agro capixaba, com crescimento de 12,3% em divisas no período. O café puxou esse avanço, enquanto a pimenta-do-reino teve recuo nesse mercado específico, embora siga crescendo na média geral das exportações do Estado. Cada mercado responde de forma diferente, por isso é importante de diversificar destinos e produtos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades”, afirmou Bergoli.

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