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Rumos da Política

Rumos da Política – 1 edição de outubro

Publicado

Por Paulo Borges

O cenário da política mateense e seus personagens nas vitrines

As eleições estão “aparentemente” distantes, mas os nomes estão nas vitrines da política de São Mateus expondo e convidando o eleitor para ser criterioso na sua escolha diante daquelas figuras e figurinhas, que possam completar o seu álbum de boas escolhas para governar o município. Infelizmente, nesse cenário, temos poucas novidades e muitas figuras que “já deu”. Nomes que já deram foram os que sempre estão no jogo político quando se aproximam as eleições. Durante os anos em que não temos eleições, essas figuras desaparecem, não se posicionam, não emitem opinião, não defendem os interesses da população. Parecem querer apenas o poder, sem compromisso com o desenvolvimento do município e muito menos com as demandas da população. Pensam apenas em seus interesses ou em defesa de interesses de camarilhas alheias ao município, alheia a sua história, a suas tradições.

Certo dia defendi o nome do ex-prefeito Lauriano como capaz de aglutinar forças para se contrapor aos que estão à frente da administração do município. Hoje, porém, não penso mais assim. Primeiro porque não o vejo se manifestar e segundo porque ele continua, pelo que fui informado, sem poder ser candidato. Somado a isso, não sei se ele ficaria limitado ao seu grupo ou se conseguiria ter o desejo de agrupar outros.

Com relação a ser gestor e com disposição de segurar no chifre do boi, o ex-deputado Freitas tem essa capacidade. Tem conhecimento de gestão, de política, relação respeitosa com os poderes constituídos, é aliado de primeira hora do governador Casagrande (que faz mais por São Mateus do que o prefeito do município) e tem a capacidade de retirar São Mateus da mediocridade em que vive nesses últimos anos. Portanto, Freitas tem todas as qualidades para ser o mandatário desse município. Claro que, para isso, tem a necessidade de obter o respaldo eleitoral da maioria dos eleitores mateense. Vale destacar que a característica do eleitor mateense é de apoiar quem eles acham que “vai ganhar” e ainda prefere o populista, aquele que tem lábia e nada na cabeça que possa transformar a vida da população e levar o município a retomada do desenvolvimento, que ficou no passado.

Além do ex-deputado, temos a única novidade nesse cenário, que é o Marcos da Cozivip. O problema é o momento, que exige articulação, capacidade de aglutinar as forças contrárias ao atual mandatário e a relação com o governador, que – pelo que faz por São Mateus – é uma figura importante nesse cenário político-eleitoral. Marcos tem pouca visibilidade e o processo para se apresentar ao eleitorado é lendo, exige um tempo maior do que dura o período eleitoral. Se tem pretensões de verdade, a hora é agora para que sua mensagem chegue ao eleitor. Guardadas as regras da justiça eleitoral.

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Amadeu Boroto sempre será um nome em destaque pelo que fez durante o seu mandato. Com erros e acertos o resultado foi positivo. O problema é que a tal periferia se deixa levar por narrativas daqueles que são rasos naquilo que se espera de um candidato e acabam por levar vantagem contando “estórias” que no final são de terror para todos. Boroto continua sendo importante no processo eleitoral do município, mas ainda existem pendências (sic) que o impede a disputar o próximo pleito. Mas teria dificuldade em chagar no eleitor de periferia, hoje contaminada pelo espírito danoso da prática política do prefeito atual.

Portanto, sem Lauriano e Boroto, o Freitas é o que reúne essa capacidade de alavancar o desenvolvimento mateense depois de arrumar a casa se livrando da bagunça generalizada deixada pelo atual prefeito.

Com relação ao Carlinhos Lyrio (Republicanos) não se pode negar e nem desprezar o seu capital político e, na política, capital é o voto. E ele os têm. Mas, seria importante se construir uma frente contra toda essa tragédia mateense e Lyrio poderia estar nesse contexto no apoio a uma candidatura mais robusta no enfrentamento a camarilha instalada na Prefeitura. Infelizmente Lyrio não tem conseguido ter esse entendimento do cenário e contexto que se abre para a disputa que virá. É candidato e pronto. Quem quiser que se alie a ele. Daí pensar São Mateus do futuro fica prejudicado.

Diante de tudo isso, é necessária a engenharia política na construção dessa frente contra as forças que hoje dominam o poder municipal mateense. É um trabalho difícil e que em São Mateus, apesar de tentativas, nunca deu certo.

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Outros nomes

Existem outras pré-candidaturas colocadas – extraoficialmente – como sucessoras do atual governo municipal. Muito se falou, tempos atrás, no nome do líder do prefeito na Câmara, Kacio Mendes. Não consegue emplacar devido a sua inconsistência na defesa de pautas do Executivo na Câmara. Para o eleitor fica a impressão, a cada sessão em que ele se pronuncia, da sua falta de articulação e clareza nos pontos que defende e naqueles que tenta explicar e convencer as pessoas.

Além dele, surgiu o nome do Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros ocupando cargo na Prefeitura. Uma possibilidade que só pode ser brincadeira de fazer política. O estranho, apesar de sua atuação na administração, continua figura estranha, desconhecida e sem qualquer identidade com São Mateus e seu povo. Figurinha fora do álbum.

Agora estão falando da secretária de Educação, Marília Silveira, como pré-candidata ao cargo majoritário na eleição do próximo ano. Sua postura na política e no cargo que ocupa, são impeditivos para sensibilizar o eleitor. Demonstrou, recentemente, em prestação de contas da sua pasta na Câmara de Vereadores, deixou péssima impressão. Desde a incompetência na gestão da sua pasta quanto no trato do político com o eleitor e as pessoas. Talvez, na ocasião, tivesse achando que o seu chefe fosse o dono do município e de corações e mentes. Para se consolidar como a candidata do prefeito, tem uma longa estrada a ser percorrida. Direito ela tem, basta ser filiada a um partido. O voto é que se precisa ter. Tem que buscá-lo.

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Bazone e Carlinho Simião (Podemos) também estão colocando seus nomes, mas são de oposição ao prefeito. São forças que podem estar unidas contra a atual situação do município.

O presidente da Câmara, Paulo Fundão (PP), é outra opção a pleitear uma pré-candidatura a prefeito de São Mateus. Tem voto, tem capacidade, porém, conhece o cenário político do município e saberá estar junto daquele que estiver uma melhor condição para enfrentar o adversário.

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Israel x Hamas

A imprensa militante de esquerda do Brasil não consegue, por conveniência ou submissão a recursos federais, taxar o Hamas como grupo de terroristas. Mas, diz ser terroristas as pessoas que estiveram nas manifestações de 8 de janeiro. Aliás, é o mesmo pensamento daqueles que fingem conhecer a história dessa questão envolvendo Israel e os grupos terroristas daquela região. Os judeus não tomaram terra de ninguém, pois apenas retornaram de onde foram expulsos pelos romanos.

Em tempo: Hamas não defende palestinos. Os palestinos convivem bem como os israelenses, até trabalham lá.

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A cegueira dos defensores do prefeito Daniel

Tenho acompanhado as sessões da Câmara de São Mateus e não consigo entender os vereadores da base aliada do Daniel Santana fazendo uma defesa de tudo que ele está fazendo no município. Não é possível que não conseguem enxergar o caos instalado no município. Tem um vereador que critica os de oposição dizendo que eles não andam e por isso não reconhecem o que o prefeito está fazendo de bom pela cidade. Acho que é ao contrário. Quem parece não andar pela cidade são os da situação, que não conseguem enxergar, por conveniência, o que está a um palmo do nariz. Os caras não têm argumentos na defesa do chefe, daí as narrativas.

Contra fatos não há argumentos.

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Aprovado Relatório

Por 20 a 11 votos, foi aprovado o Relatório da CPMI do 8 de janeiro. A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA) foi acusada pela oposição de ter sido apenas uma figura decorativa, uma vez que tudo já estava pronto e feito pela equipe do ministro da Justiça, Flávio Dino.

O que é estranho é não ter ouvido, ou permitido ouvir, o próprio ministro, o chefe da Força Nacional e os vândalos. Esse relatório é ficção. Infelizmente.

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Rumos da Política

Rumos da Política | 2ª edição de julho

Publicado

Por Paulo Roberto Borges
União dos Poderes para reconstrução do Município
A Câmara Municipal de São Mateus é uma das mais antigas do Brasil. Ao longo de sua história, inúmeros parlamentares passaram por seus plenários e deixaram suas marcas, para o bem ou para o mal. O Legislativo mateense sempre desempenhou um papel fundamental na construção da trajetória de um dos municípios mais importantes para o desenvolvimento do Espírito Santo e do Brasil.
Em sua longa existência, a Câmara já foi palco de episódios inusitados e marcantes. Entre eles, um vereador que chegou a sapatear sobre a Mesa Diretora, um prefeito que sacou uma arma de fogo durante uma sessão plenária, provocando correria entre vereadores e o público presente, além de acontecimentos históricos, como a recusa em reconhecer oficialmente a Independência do Brasil antes que o tema fosse apreciado e aprovado pelo plenário — fato que somente ocorreu em janeiro de 1823.
Na atual legislatura, composta por 11 vereadores — número que já foi de 17 —, a principal característica é o alinhamento entre o Legislativo e o Executivo. Essa sintonia, no entanto, não elimina as responsabilidades constitucionais da Câmara, que incluem elaborar e aprovar leis, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos pelo Executivo e analisar, discutir e votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entre outras atribuições.
De acordo com lideranças da política local, a boa relação entre Câmara e Prefeitura não deve ser interpretada como omissão ou submissão do Legislativo. Segundo essa avaliação, a convergência de esforços decorre do cenário de desorganização administrativa e financeira encontrado pela atual gestão. Diante desse contexto, a prioridade tem sido a reconstrução do município, exigindo a união de forças em torno de objetivos comuns, como a recuperação das finanças públicas, a melhoria dos serviços essenciais e a reorganização da cidade e de seus distritos.
Quem terá o apoio do prefeito Marcus?
As eleições se aproximam e o processo eleitoral será oficialmente deflagrado no próximo mês. Alguns nomes alinhados ao Executivo municipal deverão disputar o pleito contando com o apoio do prefeito Marcus Batista (Podemos).
Na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa, já se apresentam como pré-candidatos os vereadores Branco da Penal (PL), Isamara da Farmácia (União Brasil), Daniel Santana (Federação PP-União Brasil), Carlinhos Lyrio (Agir) e Rodrigo Cozivip (PSD), irmão do prefeito. Para a Câmara dos Deputados, o apoio do grupo governista está definido em favor de Gilson Daniel (Podemos), que buscará a reeleição. Vale lembrar que o parlamentar mantém forte influência junto ao Executivo mateense, fruto da parceria política consolidada desde as eleições municipais de 2024.
A principal incógnita envolve a possibilidade de apoio à pré-candidatura de Branco da Penal. O impasse estaria no fato de o vereador integrar o PL, partido que, nos cenários estadual e nacional, faz oposição ao Podemos. Além disso, o presidente estadual da legenda, senador Magno Malta, dificilmente admitiria uma aproximação com partidos identificados com a esquerda. Em São Mateus, no entanto, as questões ideológicas costumam perder espaço para os interesses políticos locais.
Nesse contexto, Rodrigo Cozivip (MDB) deverá receber o apoio do irmão, o prefeito Marcus Batista. Esse, ao que tudo indica, é um ponto pacífico. Já a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil), pela lealdade demonstrada ao longo do mandato, tende a contar com um apoio mais discreto. A expectativa é de que o prefeito não manifeste esse apoio de forma explícita, embora, na política, existem maneiras menos convencionais de prestigiar aliados, sobretudo quando pertencem a legendas diferentes.
No caso de Rodrigo Cozivip, pesa ainda o fato de estar no mesmo partido do governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato à reeleição, circunstância que amplia seu capital político.
Quanto ao União Brasil, em princípio não há obstáculos para uma composição. O presidente da Assembleia Legislativa e da legenda no Espírito Santo, Marcelo Santos, é reconhecido pelo pragmatismo político. Assim, uma eventual candidatura de Isamara, ainda que receba apenas um apoio discreto do prefeito, poderá fortalecer o projeto político do dirigente, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Os demais nomes que, até o momento, demonstraram disposição para entrar na disputa não possuem qualquer perspectiva de aproximação com a atual gestão. Carlinhos Lyrio (Agir), mais uma vez, coloca seu nome à disposição do eleitorado. É oposicionista, possui capital político e um eleitorado consolidado, fatores importantes para sustentar uma candidatura.
Daniel Santana, conhecido como “Da Açaí”, também pretende disputar uma vaga de deputado estadual. Se em algum momento houve expectativa de reaproximação com a atual administração, essa possibilidade foi encerrada ainda no ano passado. Antes orbitava nos arredores da Prefeitura; hoje, busca espaço em outro grupo político — isso, evidentemente, caso a Polícia Federal e a Justiça não voltem a alcançá-lo.
Vale destacar que Daniel é filiado à federação formada por PP e União Brasil. Isamara também integra esse agrupamento partidário, mas, desde o início de seu primeiro mandato, sempre se posicionou de forma independente em relação ao grupo político do ex-prefeito. Assim, não há como classificá-los como aliados políticos.
Como diz o ditado popular, não se mistura óleo com água. São projetos e posturas incompatíveis. Na avaliação dos apoiadores da vereadora, ela representa um caminho distinto, pautado por princípios e por uma atuação política própria.
Freitas (PSB), por sua vez, não tem qualquer possibilidade de receber o apoio do prefeito, ainda que o ex-governador venha a interceder em seu favor. Evidentemente, todas essas avaliações permanecem no campo das conjecturas, como ocorre em toda análise política realizada antes das definições eleitorais. Para deputado federal, o apoio de Marcus Batista está consolidado em favor de Gilson Daniel.
As eleições deste ano serão relevantes não apenas pelo impacto no cenário estadual, mas também pelos reflexos que poderão produzir na política nacional.
Presidente prioriza o diálogo com seus pares
A Câmara Municipal de São Mateus vive, atualmente, um ambiente de estabilidade política e institucional, resultado da postura conciliadora adotada pelo presidente da Casa, Wanderlei Segantini (MDB). Apostando no diálogo e na construção de consensos, o parlamentar tem conseguido preservar a unidade do Legislativo e garantir aos vereadores as condições necessárias para o exercício de seus mandatos com autonomia e dignidade.
O Parlamento mateense é composto por 11 vereadores. Destes, dez integram ou apoiam a base do Executivo municipal. A única exceção é o vereador Raphael Barboza (PDT), que deixou o grupo governista e passou a atuar na oposição.
Já a vereadora Professora Valdirene (PT) declara-se independente. Na prática, porém, em diversas votações acompanha a base do governo, desde que, em sua avaliação, não exista motivos que justifiquem posicionamento contrário.
Com simplicidade, habilidade política e firmeza, Wanderlei Segantini vem conduzindo a Presidência da Câmara de forma equilibrada, apostando no diálogo e na conciliação, inclusive com a chamada “ovelha desgarrada…”
Apoio – A vereadora Isamara da Farmácia deverá contar com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
E agora? – De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes foram identificados como responsáveis pelos incêndios que destruíram dois ônibus e um caminhão. Permanecem em liberdade e poderão ser encaminhados a uma instituição socioeducativa, onde a medida poderá durar, no máximo, três anos. O episódio reacende o debate sobre a legislação aplicada aos atos infracionais praticados por adolescentes.
O predador – O vereador Raphael Barboza (PDT), que já integrou a base de apoio do prefeito Marcus Batista na Câmara, agora concentra sua atuação política em fiscalizar e criticar a administração municipal. Segundo o próprio parlamentar, trata-se do exercício de sua função fiscalizadora. Nos bastidores, porém, as chamadas “Bocas de Matilde” comentam que, por trás dessa postura, estaria a influência do grupo político do ex-prefeito Daniel Santana.
Fato – Lula quando preso por corrupção, recebia autoridades, recebeu o presidente do Uruguai e até dava entrevista. Bolsonaro não pode receber nem a família. Esquisito, não?
Escolhas – O ex-governador Renato Casagrande (PSB), declarou seu apoio à reeleição do presidente Lula (PT); seu adversário, o ex-prefeito de Vitória, Pazolini (Republicanos) vai apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
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Rumos da Política

Rumos da Política | Edição de julho

Publicado

Por Paulo Roberto Borges

 

Receituário para curar mazelas deixadas

Em São Mateus, acontecem fatos que parecem exigir um estudo sociológico mais aprofundado. Diversos governantes passaram pela administração municipal e, cada um a seu modo, deixou sua marca e seu legado. Até que surgiu um verdadeiro “tornado” político, que devastou grande parte do que havia sido construído, deixando um cenário de terra arrasada. O mais intrigante é que muitos de seus apoiadores foram cúmplices desse processo e, ainda hoje, permanecem resquícios desse grupo, inclusive na composição da Câmara Municipal.

Com a eleição do atual prefeito, Marcus Batista (Podemos), esse cenário de destruição começou, gradativamente, a ficar para trás. O município vive um processo de reconstrução, com obras, investimentos e ações voltadas para a recuperação da cidade e da autoestima da população. Ainda assim, há quem aposte na lógica do “quanto pior,
melhor” e insista em tentar desqualificar a administração e o trabalho de alguns vereadores.

A atuação da atual gestão, pautada pelo zelo com os recursos públicos e pelo compromisso com a população, tem sido alvo de críticas e ataques que, muitas vezes, carecem de fundamentos. Curiosamente, parte dessas investidas parte justamente de quem pouco ou nada fez para garantir mais dignidade e qualidade de vida aos cidadãos mateenses durante os anos em que esteve no poder.

A receita prescrita pelo prefeito para enfrentar e corrigir as mazelas herdadas da administração anterior não agrada aos vivandeiros das velhas práticas e das falcatruas que marcaram aqueles oito anos de decadência administrativa. Afinal, para quem se beneficiava do caos, a reconstrução nunca será uma boa notícia.

 

Perseguição sem fundamento

Sejamos justos. Desde que assumiu seu mandato, a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil) tem demonstrado seriedade e comprometimento no exercício de suas funções parlamentares. Durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santana, atuou de forma firme na oposição, destacando-se, entre outras ações, pela presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Viação São Gabriel. Os trabalhos da comissão revelaram diversas irregularidades envolvendo a concessionária e a própria Prefeitura, relacionadas ao cumprimento das cláusulas do contrato de concessão do transporte coletivo de São Mateus.

Na atual legislatura, Isamara mantém a mesma postura responsável e propositiva. Embora integre a base de apoio do Executivo, não tem deixado de apresentar demandas da população nem de fazer críticas quando considera necessário. Essa independência e atuação constante, ao que tudo indica, têm motivado ataques nas redes sociais, supostamente promovidos por apoiadores do ex-prefeito, cuja administração, é oportuno lembrar, deixou o município em uma situação bastante delicada.

É lamentável que uma parlamentar reconhecida pelo trabalho em favor da coletividade seja alvo de ataques justamente por aqueles que, quando tiveram a oportunidade de governar, pouco contribuíram para o desenvolvimento do município. Trata-se de uma inversão de valores e de uma atitude que pouco acrescenta ao debate público. Até o momento, a vereadora tem pautado sua atuação pela correção, pela ética e pela defesa de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, especialmente das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

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Como dizia o saudoso colunista Ibrahim Sued: “Os cães ladram, e a caravana passa”.

 

Resposta à sociedade

Finalmente chegou às mãos do vereador Branco da Penal todo o levantamento que ele solicitou sobre as áreas públicas supostamente “vendidas” ou doadas durante a antiga gestão de São Mateus. Segundo informações, o dossiê reúne mais de 500 páginas e cita vereadores, servidores da Prefeitura e outras pessoas envolvidas.

No entanto, o trabalho ainda não está concluído. É preciso apresentar à sociedade todo o conteúdo apurado, inclusive a identificação dos envolvidos, respeitados o devido processo legal e o direito de defesa. Caso contrário, qual seria a finalidade da investigação?

A sociedade mateense tem o direito de conhecer a verdade e exige toda a transparência que o caso requer. Da mesma forma, espera a restituição do que eventualmente tenha sido retirado do patrimônio público, sempre separando o joio do trigo.

 

São Mateus e a força de seus próprios representantes

São Mateus é o município que mais se destaca no Norte capixaba, tanto pelos aspectos positivos quanto pelos negativos. A diferença é que os avanços têm sido observados na atual gestão, enquanto os episódios ruins e até trágicos ficaram no passado recente, quando Daniel Santana (Açaí) esteve à frente da administração municipal.

Quando observamos as potencialidades do município — que vão da riqueza cultural à força econômica — surge um questionamento inevitável: por que São Mateus demorou tanto a decolar e a superar o atraso, a mentalidade retrógrada e a política rasteira que por anos marcaram sua trajetória?

Além de suas inúmeras potencialidades, o município possui um expressivo colégioeleitoral, com mais de 90 mil eleitores. Diante disso, cabe outra pergunta: por que São Mateus ainda não consegue eleger deputados contando predominantemente com os votos de seus próprios munícipes? Os representantes que conquistaram mandatos no
passado precisaram buscar apoio em municípios vizinhos para alcançar a votação necessária à eleição.

Para o próximo pleito, algumas pré-candidaturas genuinamente mateenses já estão colocadas. E vale ressaltar que aqueles que escolheram São Mateus para viver há muitos anos também podem ser considerados mateenses de coração. Estão na linha de largada — ainda em fase de preparação — os pré-candidatos Daniel da Açaí (PP), Isamara da Farmácia (União Brasil), Carlinhos Lírio (Agir), Rodrigo da Cozivip (MDB), Branco da Penal (PL) e Max do Povo. Todos manifestam a intenção de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Não é possível que um município com a importância e o tamanho de São Mateus não tenha uma opção local capaz de merecer a confiança do eleitorado.

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O curioso é que o discurso de prestigiar os filhos da terra costuma surgir apenas em períodos eleitorais. Na hora decisiva, quando o voto precisa ser depositado na urna, muitos acabam se esquecendo dos candidatos locais. Preferem apoiar nomes de fora, que visitam o município apenas esporadicamente, quase como médicos em rápida
passagem.

Por outro lado, também não se pode isentar os próprios candidatos da terra de sua parcela de responsabilidade. Muitos não se preparam adequadamente, não estudam os problemas do município e tampouco defendem, de forma consistente, bandeiras voltadas ao desenvolvimento de São Mateus e à melhoria da vida de seus cidadãos.

Dessa forma, a responsabilidade é compartilhada. Há culpa dos políticos, dos eleitores e
até daqueles que preferem a omissão, adotando a postura confortável dos isentos.

 

Trabalhador – O prefeito Marcus Batista (Podemos) vinha sendo criticado por sua pouca experiência política. Esse suposto “defeito”, porém, fez com que, em vez de perder tempo com discursos vazios, se dedicasse ao trabalho e à entrega de resultados para a população, que permaneceu carente de serviços públicos essenciais durante oito anos.

Atacante – O vereador de oposição, uma espécie de Robson Crusoé sem rádio de pilha em uma ilha deserta, montou seu arsenal para atacar a atual gestão municipal. Voltou sua metralhadora contra quem, até pouco tempo atrás, era alvo de seus elogios e admiração. Chegou, inclusive, a fazer ofensas pessoais. Pelo visto, a consequência será o isolamento político, tornando-se um lobo solitário na Câmara Municipal de São Mateus.

Leitura importante – O renomado juiz Alcenir José Demo está lançando uma obra de grande relevância para quem deseja ampliar seus conhecimentos, especialmente neste momento vivido pelo País. O livro Eleições no Estado Democrático de Direito já está disponível e pode ser adquirido pelo telefone (31) 98309-7688 ou pelo site
www.conhecimentolivraria.com.br.

Tarifaço e etc. – O presidente Lula não demonstrou empenho em negociar a questão das tarifas impostas ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. O impasse se arrasta desde julho do ano passado. Segundo declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, amplamente repercutidas pela imprensa internacional, o governo brasileiro não teria demonstrado interesse em buscar uma solução para o problema. Na avaliação de seus críticos, Lula estaria priorizando interesses eleitorais em detrimento da resolução do impasse e, ao mesmo tempo, atribuindo a responsabilidade pela crise à família Bolsonaro.

Para esses críticos, o governo federal tem recorrido mais ao discurso do que à entrega de resultados concretos. Citam como exemplos anúncios de obras que consideram controversos, como a inauguração de uma ponte ainda inexistente e de um canal que, segundo afirmam, não levaria água a regiões do Nordeste. Esse episódio ocorreu na
Bahia, estado governado pelo PT.

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