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Pinga fogo

Pinga-Fogo – Setembro

Publicado

Por Zene Lagace

Sucata eletrônica

A propaganda veiculada pelo Supremo sobre a segurança e eficiência das urnas eletrônicas pode ser definida como fake? A Polícia Federal tem um relatório do próprio Supremo que fala da invasão do sistema por um hacker. Isso quer dizer que ela não é segura, não é auditável e não tem nenhuma segurança. O que impede de melhorar o sistema eleitoral com urnas confiáveis e de tecnologia mais avançada como fizeram vários países que usam as urnas?

As atuais urnas eletrônicas brasileiras são obsoletas e não confiáveis, exceto para aqueles que tem a intenção de fraudar resultados eleitorais.

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Picadeiro

Para quem assiste as sessões da CPI da Covid, cujo objetivo é investigar a omissão do governo federal no combate a pandemia, não passa de uma ação eleitoreira, que usa o palco da CPI para apenas investigar adversários do governo e finge não vê aonde está a verdadeira corrupção, como o Consórcio do Nordeste. Chega a ser irritante a postura dos sete senadores, a cara-de-pau desses “nobres representantes” da nação brasileira. Uma vergonha.

Leia mais:  Pinga-Fogo – 1ª edição de novembro

Sem noção

Nada mais justifica a ausência dos deputados estaduais capixabas nas sessões daquela Casa de Leis. Se podem participar das sessões de dentro dos seus veículos no trânsito, porque não seguem em direção a Assembleia para cumprir com sua obrigação de representar os capixabas? Chega a ser hilário, para não dizer vergonhosa essa atitude. Vamos botar essa gente para trabalhar!

Aliás, representatividade política dos cidadãos não existe. Cada parlamentar, com raríssimas exceções, representa seus interesses, seu grupo e dos seus apaniguados (ou puxa-sacos).

No próximo ano vão aparecer na porta do eleitor, muitos candidatos a santo e, o eleitor desmemoriado, deve reconduzi-los a permanecerem no paraíso parlamentar. De quatro em quatro anos essa missão é realizada País a fora e abençoada por leis que não servem mais, exceto sacramentar uma representatividade que não representa coisa alguma.

EM TEMPO

•. Assistir nossos deputados participando das sessões na Assembleia Legislativa, tem-se a impressão que estão em Marte, falando ou defendendo coisas incompreensíveis e de pouca relevância para a vida do cidadão capixaba. As exceções são raras.

Leia mais:  Pinga-Fogo / janeiro – 1ª edição 

• O politicamente correto emburreceu o Brasil e os brasileiros. Basta atentar para o que se privilegia, o que se ouve de música e o que se prega de moralidade. Tudo às avessas.

• Por que o servidor público tem o privilégio de ter mais vantagens do que o trabalhador da iniciativa privada, aquele que, verdadeiramente, produz as riquezas para que o País prospere e as castas de barões da República usufruem do suor desses brasileiros comuns?

• Qual a lógica para cada parlamentar, aqui e em Brasília, terem veículos pagos pelo contribuinte? Que cada um use o aplicativo e chame o Uber ou use seu carro particular. E não pode ter qualquer garantia trabalhista, até porque política não é profissão.

• Os verdadeiros poderes constitucionais da República deveriam ser apenas aqueles em que a população vota em seus membros: Executivo e Legislativo. O Judiciário deveria ser apenas um órgão de estado?

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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Julho – 1ª edição

Publicado

Por Zene Lagace
Vexame futebolístico
O Brasil conseguiu levar para a Copa do Mundo de 2026, talvez, a pior seleção de sua história. Há anos a torcida perdeu a identificação com a equipe nacional, formada, em grande parte, por jogadores pouco conhecidos do grande público e que, muitas vezes, sequer demonstram familiaridade com o próprio Hino Nacional.
Enquanto outras seleções entraram em campo com garra, determinação e forte identificação com suas torcidas e com as cores de seus países, a Seleção Brasileira pouco apresentou de relevante ao longo da competição. Faltaram talento, criatividade e poder de decisão. Os poucos jogadores de destaque chegaram limitados por lesões sofridas nos últimos anos.
O futebol brasileiro já foi referência mundial. Hoje, infelizmente, virou motivo de piada — e de muito mau gosto.
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Empilhando corpos?
O vereador Raphael Barboza (PDT) denunciou que corpos estariam sendo sepultados uns sobre os outros no Cemitério do bairro Aviação. Segundo ele, falta manutenção no local e até ossos estariam espalhados pela área.
Se as denúncias forem confirmadas, trata-se de uma situação macabra e alarmante, que exige providências urgentes do poder público.
O parlamentar convidou os demais vereadores para vistoriarem o cemitério e verificarem a situação de perto. Pelo visto, poucos aceitaram o convite. Talvez por receio de assombração.
Futurologia
O vereador Vilmar do Seac (PSD) afirmou que, em 2028, apoiará a reeleição do prefeito Marcus Batista (Podemos), caso ele decida disputar um novo mandato. Ressalvou, porém, que, se o prefeito não fizer o que considera necessário pelo município, ficará ao lado do povo.
Como diz o velho ditado, o futuro pertence a Deus. Pelo visto, para o vereador também.
Bravateiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, estaria agindo como “pirata” ao defender a cobrança de taxas sobre navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz.
A declaração, naturalmente, alimentou mais um capítulo da disputa verbal entre líderes políticos.
Fato
Entre as principais seleções da Copa, a brasileira foi uma das que menos convenceu. O desempenho esteve muito aquém da tradição do nosso futebol e reforçou a percepção de que o País atravessa uma escassez de grandes craques. Neymar, principal nome da equipe, enfrentou problemas físicos e teve participação bastante limitada.
Terreno lamacento
A polêmica envolvendo a doação de áreas públicas em São Mateus é considerada grave. O vereador Branco da Penal (PL) afirma possuir um dossiê com mais de 500 páginas contendo documentos e informações que, segundo ele, apontam irregularidades.
Agora, resta tornar esse material público para que a sociedade e a imprensa possam analisá-lo. Os fatos remontariam ao período da gestão do ex-prefeito Daniel Santana.
Pode isso, Arnaldo?!
Pode, mas talvez não devesse.
O vereador Raphael Barboza (PDT), ao usar a tribuna da Câmara, tem recorrido ao tom duro para criticar pessoas e autoridades, amparado pela imunidade parlamentar.
Chama atenção o fato de que, segundo seus críticos, ele foi aliado político do ex-prefeito Daniel Santana durante boa parte da administração anterior. O parlamentar argumenta que, à época, não exercia mandato eletivo. Ainda assim, há quem sustente que poderia ter se manifestado publicamente diante das denúncias e problemas que marcaram aquele governo.
Vale lembrar que a imunidade parlamentar protege manifestações relacionadas ao exercício do mandato, mas não impede que eventuais excessos sejam apreciados pela Justiça, caso alguém entenda ter sido vítima de calúnia, injúria ou difamação.
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EM TEMPO
# Tem gente que parece nascer sem sorte: a carne sempre cai no prato do vegano. Tenta, tenta e tenta, mas não consegue se eleger. Quem sabe, virando vegano, a sorte muda?
# É curioso ver um vereador deixar a liderança do prefeito, continuar tendo suas demandas atendidas e, de uma hora para outra, transformar-se em um opositor ferrenho. Com tanta agressividade, talvez já não tenha mais lugar à mesa.
# Depois de sete anos abandonada no chão, a caixa d’água da comunidade de Arural finalmente será instalada sobre uma base para cumprir sua função.
# Fogaréu. O vereador Raphael Barboza apresentou indicação para que a Prefeitura de São Mateus construa um crematório no Cemitério da Aviação. Só é preciso cuidado para não acabar queimando o próprio mandato.
# A turma não perdoa. Depois das declarações de Lula sobre Donald Trump, as redes sociais voltaram a fazer comparações e ironias envolvendo ambos os líderes.
# Há quem diga que o governo federal vive uma fase tão ruim quanto a da Seleção Brasileira. Em ambos os casos, a bola parece andar murcha.
# A polêmica sobre a doação de áreas públicas em São Mateus continua rendendo. O vereador Branco da Penal (PL) afirma possuir um dossiê com mais de 500 páginas sobre o assunto. Se as informações forem consistentes, o caso merece ampla divulgação e rigorosa apuração.

Leia mais:  Pinga-Fogo – I Junho/22
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Pinga fogo

Pinga-Fogo / edição de junho

Publicado

Por Zene Lagace

Os oportunistas de plantão

Oposição ou oportunistas de ocasião resolveram atacar a atual administração de São Mateus. Depois de oito anos em que, na visão de muitos, o município foi praticamente desmontado, agora surgem os paladinos da seriedade tentando desqualificar o trabalho de reconstrução da cidade.

Reconheçam ou não, e apesar das críticas, São Mateus já apresenta mudanças positivas nesses poucos meses de governo.
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El Niño

É louvável que o prefeito Marcus Batista (Podemos) demonstre preocupação e mobilize diversos órgãos para amenizar os efeitos do El Niño, que, segundo especialistas, deverá provocar impactos significativos no clima.

Entretanto, a sociedade mateense já enfrentou outro “El Niño”: o chamado “El Niño da Açaí”. Foram oito anos de dificuldades e retrocessos. Por isso, os moradores de São Mateus adquiriram experiência suficiente para enfrentar grandes adversidades.

Tico-tico no fubá

É muito comum que alguns vereadores se comportem como se fossem donos de determinadas regiões do município. Isso acontece aqui, ali e acolá.

Na Câmara de São Mateus, por exemplo, os vereadores Raphael Barboza (PDT) e Cristiano Balanga (PP) chegaram a divergir, no início da legislatura, em relação ao bairro Nova São Mateus. Um mora no bairro; o outro atua com frequência na comunidade, o que naturalmente faz com que também seja procurado pelos moradores.

Leia mais:  Pinga-Fogo – II Outubro/22

Situação semelhante ocorreu em relação ao bairro Seac, envolvendo Cristiano Balanga e Vilmar (PSD).

Já Wan Borges (PSB), mais conciliador, prefere adotar a política da boa convivência.

Usa o método do “jóquei”;: aperta quando necessário, mas também sabe afagar. Uma postura que demonstra habilidade política.

Há ainda aqueles que recorrem a outro expediente, plenamente constitucional e regimental: oferecem-se para assinar proposições ou indicações apresentadas por colegas. Uns fazem cara de paisagem; outros enxergam apenas a oportunidade. Se deixar, entram no jogo.

Exposição eleitoral

São Mateus vai colocar nas vitrines vários modelos de candidatos para o próximo pleito eleitoral. A comparação é semelhante às roupas expostas para atrair o cliente — no caso, o eleitor. Há roupas de marca, roupas clandestinas, peças puídas em liquidação e até aquelas que ficam em cima do balcão, na esperança de, se der, também serem
colocadas na vitrine, discretamente, em um canto para não chamarem muita atenção. É tudo cenográfico, apenas para ilustrar.

Portanto, há candidatos para todos os gostos e esquemas. O eleitor é livre para escolher entre o melhor e o pior. Curiosamente, aquele que costuma parecer o melhor acaba revelando, depois de tomar posse, que era apenas uma propaganda enganosa enquanto estava exposto na vitrine eleitoral.

Leia mais:  Pinga-Fogo – Abril

Quero-Quero

Vai acontecer em breve a eleição para a presidência da Câmara de São Mateus. Uns afirmam que o atual presidente será reconduzido ao cargo; outros dizem que já se forma uma fila de interessados em disputar a eleição. Há também aqueles que dizem não querer… querendo.

O prefeito, da janela do seu gabinete, acompanha de binóculos o desenrolar das articulações. No entanto, tem o seu preferido nessa disputa. Afinal, “em time que está ganhando não se mexe”. Está dado o recado vindo do Palácio Municipal…

EM TEMPO

* Pomba não é símbolo da paz. Jesus Cristo é. Pombas!

* Carlinhos Lyrio emagreceu 10 quilos. Agora pretende "engordar" politicamente: é pré-candidato a deputado estadual. Mais uma vez, aposta na disputa. Vai que desta vez dá certo.

* Enquanto o prefeito Marcus Batista trabalha, há quem, sem ter deixado legado, prefira apenas criar obstáculos.

* O prefeito de São Mateus recebeu o município em desordem e muitos dos cidadãos mal acostumados, acham que a cidade continua o caos que era antes. Colocar a casa em ordem demora e se muitos tivessem tido juízo na hora de darem seu voto, essa situação seria menos problemática. Paciência é o remédio para curar a doença que acometeu a todos por oito anos.

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