Por Zene Lagace
Viagem do titular e o terceiro reserva entra em campo
O prefeito de São Mateus, Marcus Batista (Podemos), foi dar um merecido rolê no exterior e, por isso, entrou em campo o seu reserva. Neste caso, o terceiro reserva, porque a vice-prefeita, Raquel Rocha (União), estava impedida de assumir devido à sua candidatura a deputada federal. Assim, o presidente da Câmara, Wanderlei Segantini (MDB), terceiro na linha de sucessão, foi quem assumiu a Prefeitura durante a ausência do titular.
Essas substituições temporárias pouco alteram os rumos da administração. Servem, muitas vezes, para tirar selfies, fazer fotos para a posteridade e dar um afago no ego. Algumas ações podem até ser combinadas, numa forma de valorizar o ocupante do cargo durante o curto período em que permanece no comando.
Às vezes, pode acontecer de o substituto assumir e sumir. Não foi o caso.
=======================================
Elenco
Em São Mateus, o transporte que levará os eleitos para a Assembleia Legislativa está, ao que parece, com lotação completa. Os novatos são o que se pode chamar de novidade e, supostamente, representam o início de uma renovação. São eles: o vereador Branco da Penal (PL); a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil); o ex-presidente do Sindserv, Erickson (PV); o ex-prefeito Daniel Santana (PP); Paulo Vitor (Agir) e Manu do Povão (Rede). Esses são os estreantes na disputa por uma vaga de deputado estadual.
Outros nomes já participaram de eleições anteriores, como o veterano de campanhas Carlinhos Lyrio (Agir) e Rodrigo Cozivip (MDB).
Na disputa para deputado federal, entre nomes conhecidos e novidades, estão Freitas (PSB), Lera (Psol), Daniel Clóvis (Avante), Raquel (União Brasil) e um policial cujo nome ainda não consegui identificar.
O cardápio está sortido. Vai de autênticos a oportunistas e aventureiros. Mas, na democracia — até mesmo na chamada democracia relativa da esquerda —, todos têm o direito de disputar uma eleição. Até para síndico de condomínio.
Pode isso, Arnaldo?!
A tragédia no Nepal nos remete à tragédia política vivida por São Mateus. A “tsunami” Daniel Santana (PP) foi, para o município, uma verdadeira avalanche de problemas. Foram oito anos que, na avaliação de muitos, representaram atraso para São Mateus.
Foi muita lama que a Polícia Federal encontrou, mas a Justiça, até agora, não conseguiu retirar nem o político nem a lama deixada para trás.
Daniel da Açaí — pasmem! — é candidato a deputado estadual, apesar das acusações e suspeitas de ilícitos que marcaram sua trajetória política.
Vereador Reverso
Milagres acontecem em São Mateus: Balanga Açaí virou Balanga Batista.
Um vereador que foi aliado visceral do ex-prefeito “Arrasa São Mateus”, ser aliado extremo do atual prefeito que é, justamente, contrário a tudo que o anterior fez. O vereador Balanga (PP) é o milagreiro!
EM TEMPO
# Fazer discurso em defesa da moralidade e, ao mesmo tempo, votar em Lula parece uma contradição.
# O vereador Vilmar do Seac (PSD) disse que a população é culpada e deve ser multada caso jogue lixo nas ruas, mesmo depois do trabalho da Prefeitura fazer a coleta do lixo e do entulho. É uma verdade. Mas é verdade também, culpar o eleitor que vota errado, mesmo sabendo que o seu escolhido tem mãos sujas e bolso largo.
#Até quando o cidadão vai continuar achando que o político é mais importante do que ele?