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Internacional

Homem grita xingamentos racistas e homofóbicos, ataca passageiro e acaba amarrado a assento em voo nos EUA

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Um homem que começou a gritar xingamentos racistas e homofóbicos contra um comissário de bordo durante um voo nos Estados Unidos acabou algemado e amarrado com fita adesvia ao seu assento na quinta-feira (3/9), de acordo com autoridades locais. 

O passageiro do voo da American Airlines que fazia o trajeto de Newark, em Nova Jersey, a Dallas, no Texas, foi identificado pelo jornal The New York Times como Arthur Lundeen, de 67 anos. Após gritar os xingamentos, Lundeen começou a agredir a pessoa sentada ao seu lado, agarrando-a pela garganta. 

 

 

Neste momento, foi imobilizado por outros dois viajantes e preso ao seu assento até que a polícia pudesse retirá-lo do avião, que precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto de Baltimore. De acordo com a polícia, ele recebeu atendimento médico para um corte que sofreu durante a confusão. Em seguida, foi fichado, acusado dos crimes de agressão e perturbação do sossego, e liberado. 

Não está claro o que teria causado o acesso de violência de Lundeen. Os dois passageiros que o imobilizaram foram Richard O’Lenick, empresário dono de um estande de tiro em Nova Jersey, e Juan Mejia, seu empregado e ex-policial.

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Internacional

Chinês sobrevive no Nepal após 10 dias em túnel soterrado

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Um cidadão chinês foi resgatado com vida neste sábado de um túnel no norte do Nepal, onde estava preso desde o devastador deslizamento de terra que atingiu a região em 26 de agosto, informou à AFP uma porta-voz do Exército nepalês.

 

O homem foi encontrado no túnel do projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1, uma das estruturas atingidas pela avalanche de água, lama e detritos provocada pelo desastre.

— Um cidadão chinês acaba de ser resgatado neste momento de um túnel, no projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1 — afirmou Raja Ram Basnet, porta-voz do Exército do Nepal, à AFP.

Sequência de sobreviventes

Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta ao longo da margem de um rio após inundações — Foto: Prabin RANABHAT / AFP

O resgate ocorre um dia depois de dois trabalhadores nepaleses também terem sido encontrados com vida em outro túnel soterrado. Sanjay Shah, encarregado de mecânica de 30 anos, e Kabir Maharjan, supervisor de 45, haviam ficado presos desde o deslizamento no túnel Trishuli-3.

Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta ao longo da margem de um rio — Foto: Prabin RANABHAT / AFP

Equipes de resgate usam uma escavadeira para transportar uma pessoa afetada por inundações repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026 — Foto: Prakash MATHEMA / AFP

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Internacional

ONU aprova mudança do mapa-múndi para corrigir distorções que fazem continentes parecerem menores; VEJA COMPARAÇÕES

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Projeção usada há séculos na navegação amplia áreas próximas aos polos e reduz visualmente regiões como África e América Latina. Assembleia Geral aprovou proposta por 164 votos a favor. EUA foram os únicos a votar contra

 

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (4), por 164 votos a favor, uma resolução que busca mudar a forma como o mundo é representado nos mapas.

❌ Os Estados Unidos foram o único país a votar contra a proposta.

O texto incentiva a adoção de uma projeção cartográfica que reduza as distorções entre as dimensões dos continentes.

A iniciativa foi batizada de “Corrija o mapa” e tem apoio da União Africana.

 Veja abaixo como a Groenlândia, próxima ao Polo Norte, diminui de tamanho na nova projeção:

Comparação entre a Projeção de Mercator (esquerda) e o novo mapa aprovado pela ONU (direita) mostra a diferença na proporção de terras mais próximas aos pólos: a Groenlândia é uma das maiores representações. — Foto: Reprodução/equal-earth.com

Comparação entre a Projeção de Mercator (esquerda) e o novo mapa aprovado pela ONU (direita) mostra a diferença na proporção de terras mais próximas aos pólos: a Groenlândia é uma das maiores representações. — Foto: Reprodução/equal-earth.com

🔎 Veja também como a África, cuja maior parte do território fica na região intertropical, fica maior na nova projeção:

À esquerda, a África no mapa Mercator e à direita, o continente no novo mapa aprovado pela ONU — Foto: Reprodução

À esquerda, a África no mapa Mercator e à direita, o continente no novo mapa aprovado pela ONU — Foto: Reprodução

O alvo principal é a chamada projeção de Mercator, criada no século 16 para facilitar a navegação marítima. O modelo continua sendo usado em materiais educacionais, mapas digitais, meios de comunicação e documentos oficiais.

O problema está na forma como ela representa o tamanho das regiões do planeta.

Na projeção de Mercator, áreas próximas aos polos aparecem visualmente maiores do que são na realidade. Ao mesmo tempo, regiões próximas à linha do Equador ficam proporcionalmente menores.

Na prática, isso faz com que continentes como a África e a América Latina pareçam menores em relação a regiões do Norte da Europa e da América do Norte.

 

Novo mapa aprovado pela ONU: em azul escuro, o real tamanho dos países; em azul claro, como eram no mapa anterior. — Foto: Reprodução

Novo mapa aprovado pela ONU: em azul escuro, o real tamanho dos países; em azul claro, como eram no mapa anterior. — Foto: Reprodução

Por que isso importa?

A resolução aprovada pela ONU argumenta que mapas não são apenas ferramentas para localizar países e continentes. Eles também ajudam a formar a maneira como as pessoas enxergam o mundo.

Segundo o texto, as distorções podem ter efeitos cognitivos, educacionais, culturais e até geopolíticos. A proposta afirma que a permanência dessas representações pode perpetuar uma visão desequilibrada entre diferentes regiões.

A resolução defende, por isso, uma representação mais próxima das dimensões reais das massas de terra.

🔎Veja uma comparação das proporções feita pelo Ministério do Interior da França. O país está começando a usar o mapa Eckert IV, com escala semelhante à do projeto ‘Corrija o mapa’:

Comparação entre o mapa Mercator e a nova proporção aprovada pela ONU — Foto: Reprodução / Ministério do Interior da França

Comparação entre o mapa Mercator e a nova proporção aprovada pela ONU — Foto: Reprodução / Ministério do Interior da França

O mapa que quer mostrar a África em tamanho mais próximo do real

A alternativa apoiada pela iniciativa é o modelo chamado “Terra Igual”, adotado pela União Africana.

A projeção procura preservar melhor as proporções entre os continentes e dar uma representação mais próxima das áreas reais das diferentes regiões do planeta.

A aprovação da ONU, porém, não significa que o mapa-múndi de Mercator será imediatamente abandonado. A resolução incentiva governos, organizações internacionais e outras instituições a considerar modelos mais precisos.

Antes da votação, o ministro das Relações Exteriores de Togo, Robert Dussey, país que lidera a iniciativa, afirmou que a decisão representa uma defesa da “verdade científica”.

Para ele, a discussão vai além da cartografia: trata também da maneira como diferentes povos e territórios são percebidos.

A resolução relaciona ainda a iniciativa ao Pacto para o Futuro, aprovado pelos países-membros da ONU em 2024, que prevê ações para enfrentar desigualdades históricas e estruturais.

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